Prefeitos são garoto-propaganda de bicicleta, nos EUA

São os prefeitos americanos os responsáveis pela reação que surge nos Estados Unidos em favor do uso da bicicleta como meio de locomoção. O país reconhecido mundialmente como a Terra do Automóvel tem assistido à uma série de iniciativas nas comunidades com o intuito de tornar este transporte alternativo mais seguro, fácil e conveniente para o cidadão.

Portland, Oregon, é considerada a cidade pioneira em políticas amigáveis aos ciclistas. Há mais de 15 anos, os moradores têm a disposição cerca de 300 milhas de ciclovias, incluindo ruas desenhadas especificamente para ciclistas onde o tráfego de carros é restrito.

Austin, Texas, Lexington, Kentucky, Upper Arlington, Ohio e mais uma centena de cidades de todos os tamanhos estão expandindo os serviços oferecidos aos ciclistas.

Um dos prefeitos que têm aumentado a atenção às bicicletas é Richard Daley, de Chicago, assim como Richard Riordan, de Los Angeles. O de Nova Iorque, Michael Bloomberg, anunciou a expansão de mais 200 milhas de ciclovias. Enquanto Rocky Anderson de Salt Lake City introduziu e assinou lei obrigando que todas as ruas e avenidas passem a acomodar ciclistas e pedestres.

Apesar de menos de 1% de todas as viagens americanas serem feitas de bicicleta, este negócio já atrai a iniciativa privada. Os fabricantes americanos têm registrado na última década aumento de 20% nas vendas. Firmas privadas administram estações de bicicleta. Companhias oferecem ajuda financeira para o empregado ciclista. Grupos planejam itinerários para pedalar, imprimem mapa de rotas e organizam visitas em áreas turísticas. Sem contar o fundo de US$ 750 milhões, do Governo Federal, para projetos que tenham como alvo o uso da bicicleta e privilégios aos pedestres. Isto representa o dobro do que havia disponível no caixa há dez anos.

Governo do Estado critica relatório da ONU

São Paulo tem 1% dos assassinatos do mundo. Esta manchete incomodou o serviço de segurança pública do Estado porque os dados que serviram de base para o relatório da ONU, origem da notícia, são de 1999. Segundo o coordenador da Secretaria de Segurança Pública Túlio Khan, desde o fim dos anos 90 até agora, a redução no número de homicídios chegou a cerca de 60%.

Ouça a entrevista de Túlio Khan ao CBN SP na qual explica por que a sensação dos paulistanos ainda é de insegurança:

Vereadores querem imprensa com agenda positiva

Uma das principais reclamações dos vereadores de São Paulo apresentadas para integrantes do “Movimento Nossa São É Outra Cidade” é a falta de uma agenda positiva dos movimentos sociais e da imprensa em relação a Câmara Municipal. O encontro ocorreu, nesta segunda-feira, na própria Câmara em uma série de ações que se pretende desenvolver com a intenção de levar o cidadão para dentro do legislativo.

Ouça a entrevista do diretor do Instituto Ágora Gilberto de Palma sobre o que o movimento ouviu dos vereadores paulistanos:

Conexão Rio-SP: Juizado especial no aeroporto

Os aeroportos Tom Jobim e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, vão ganhar, no próximo dia 8 de outubro, dois Juizados Especiais Cíveis para atender passageiros que queiram processar empresas por causa de overbooking, atrasos e cancelamentos de vôos, extravio, violação e furto de bagagens, entre outras irregularidades.

Alguns setores taxaram esta medida de casuística. Criada pela pressão da opinião pública por respostas a crise aérea. Perguntam se em vez de mandarem juízes e funcionários para aeroportos, não é mais apropriado usar a energia do Judiciário para acelerar julgamentos de processos que já aguardam há algum tempo.

Os consumidores prejudicados nos aeroportos podem reclamar seus direitos nos Juizados da cidade em que o passageiro reside, inclusive por carta.

A iniciativa atende a determinação do Conselho Nacional de Justiça. Os juizados funcionarão de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. O atendimento é gratuito e não é necessária a presença de advogado.

Aguarda-se com ansiedade a implantação destes juizados nas estações rodoviárias, onde até hoje, por exemplo, não se respeita o uso da carteira do idoso para transporte gratuito.

Deputados trocam plenário por futebol

Foi há duas semanas, neste mesmo blog, que reproduzimos crítica da ONG Voto Consciente, na qual se questionava a participação dos deputados estaduais em atividades esportivas. A turma do “Voto” chamava atenção para a excitação dos parlamentares que foram jogar contra os veteranos do Santos, no litoral paulista, com direito a reportagem na TV Assembléia. Novos jogos estariam marcados para os “craques” da casa.

Uma das perguntas feitas pela ONG era se os jogos iriam ocorrer na hora do trabalho. Nenhuma manifestação veio da Asssembléia. Mas, neste fim de semana, o Estadão noticiou e publicou fotografia na qual aparecem deputados e assessores perfilados antes de um jogo realizado no dia 14 de setembro, sexta-feira à tarde, hora de expediente e sessão em plenário.

Estavam lá, segundo o jornal, Donisete Braga (PT), primeiro-secretário da Casa; Waldir Agnello (PTB), primeiro vice-presidente; Ênio Tatto (PT), ex-líder da bancada petista, Luciano Batista (PSB), presidente da Comissão de Esporte e Turismo e João Barbosa (DEM).

Havia mais deputados na Vila do que em plenário, onde no mesmo horário apareceram apenas quatro.

O jornal lembra que cada deputado custa ao contribuinte R$ 487,80 por dia.

De honra e tradição

Por Maria Lucia Solla

Etiqueta saiu de moda, educação agoniza, respeito é desrespeitado a cada momento, honra é palavra do passado, e ainda bem que, muitos de nossos pais e antepassados não viveram para ver. No tempo deles, o objetivo era crescer, aprender, para chegar a ser uma pessoa de bem. Ser de bem era indispensável, então, para atingir o ponto mais elevado da escalada. Queria dizer ter educação, saber falar direito, ter um bom carro, casa própria, oferecer a melhor educação possível para os filhos e manter o nome limpo. Ah, manter o nome limpo era condição primeira. Matava-se pelo nome e pela honra.

Quem vinha de família pobre, de imigrantes recém chegados, como era o caso de meus pais, espichava o braço firme e determinado, apontava o dedo indicador para frente e para o alto e dizia, é lá que eu vou chegar. Uns se punham a estudar de dia e a trabalhar de noite porque recebiam apoio e sacrifício de toda a família. Todos por um, era o lema. Outros não podiam se oferecer o luxo do estudo porque de seus braços dependia parte da refeição levada à mesa. Era luta pela sobrevivência.

Cresci ouvindo e vivendo essas histórias. Havia briga e desentendimento, mas havia muita risada também, e muita festa, com música e mesa farta. Criança lavava as mãos antes de ir para a mesa, chamava seus pais de senhor e senhora, pedia benção e comia o que se punha no prato. Era sempre lembrada daqueles que não tinham o que comer, portanto, comida não se desperdiçava e pronto. Lembro que meu avô e meu pai beijavam o pão, antes de comer, e eu achava tão bonito.

Os imigrantes exerciam a etiqueta que trouxeram da Europa como podiam, cada um de acordo com as condições de educação e de sucesso financeiro alcançadas. A psicologia também entrava onde dava. Minha bisavó, por exemplo, era excelente atiradora de tamanco de madeira. Tio Neno contava que se virasse a esquina, correndo dela, os tamancos viravam atrás, com velocidade sempre crescente, desafiando as leis da física. Também não se falava bom português, naqueles grupos de imigrantes. As tribos criavam linguagens paralelas, dependendo de sua origem.

Agora, honra era palavra que faziam soar em todas as línguas, em tom mais grave e reverente. Entendi, no pequeno mundo onde cresci, que a sociedade era dividida em pessoas de bem e as outras. A história do fio do bigode selando acordo era recorrente na conversa de gente grande.
Muitas primaveras chegaram e partiram, desde a chegada dos imigrantes e a sua final partida, e nós supostamente evoluímos. No entanto, hoje, é comum chamar políticos e gestores públicos, à boca pequena e grande também, de desavergonhados, lavadores de dinheiro, gestores fraudulentos, burros, patrulheiros morais esfarrapados, indignos, violentos, picaretas, mensaleiros, bandidos, formadores de quadrilha, bandoleiros e doleiros, ginastas midiáticos, sacripantas, ladrões, demagogos, velhacos, patifes, devassos, vira-casaca, e ninguém liga.

O que diriam meu pai e meu avô? E os seus?

Pense nisso, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

Porto Alegre usa tinta antipichação em viaduto

As pichações têm sido uma encrenca sem solução em boa parte das cidades brasileiras. Sempre aparece uma idéia “genial” para acabar com a sujeira marcada pela ação de grupos de jovens que costumam atuar à noite.

Câmera para flagrar os pichadores, punição mais dura a quem “atacar” os imóveis e multa a quem deixar pichado, foram algumas das iniciativas sem sucesso.

Chegou a vez de Porto Alegre testar um novo método. Uma tinta especial que facilita a remoção de pichações está sendo usada nos 12 viadutos da capital gaúcha. O produto é desenvolvido por uma empresa de São Paulo, a Colore.

Na entrega do primeiro viaduto revitalizado, o Dom Pedro I, foi o prefeito José Fogaça quem fez às vezes de limpador de pichação retirando parte das marcas deixadas na obra sem prejudicar a pintura.

Recall de camisetas do Corinthians

“A Associação de Camelôs da Rua 25 de março convoca todos os proprietários de camisetas do Corinthians, edição 2005, nas quais conste a estrela de campeão brasileiro daquele ano, para substituição, sem nenhum custo adicional, por uma camiseta atualizada, editada com o mesmo molde e numeração, e sem a referida estrela. A substituição se fez necessária devido a declarações do ex-presidente do Corinthians Alberto Dualib de que o Campeonato Brasileiro de 2005 foi roubado”.

Esta é apenas para divertir a galera no fim de semana. Mesmo a corinthiana, afinal, como disse alguém no passado, saber rir de si mesmo é sinal de inteligência.

Da série “Já Vi Este Filme”

Agências de notícias informaram, nesta sexta-feira, que o ex-presidente Fernando Henrique não sabia de nada sobre o “mensalão” tucano, em Minas Gerais. Foi a reação às declarações do senador Eduardo Azeredo (PSDB) que citou FHC para se defender das acusações de uso de caixa 2 em campanha eleitoral. O presidente Lula até hoje sustenta a mesma tese em relação ao “mensalão” petista.

Soninha quer “poder” na prefeitura

A pré-candidatura da vereadora Soninha à prefeitura de São Paulo foi confirmada por ela ao CBN SP. A petista está deixando o partido para se filiar ao PPS, que fez o convite para que concorra ao cargo no ano que vem. Sônia Francine disse que um dos motivos que a levaram a aceitar o convite é o fato de que na prefeitura dá para “poder” mais do que na Câmara Municipal.

Ouça a entrevista da vereadora Soninha Francine no CBN SP: