Soninha sai da Câmara sem abandonar a Câmara

Ao completar os quatro anos de mandato no ano que vem, a vereadora Soninha Francine (PT-SP) não vai concorrer à reeleição, conforme anunciou, nesta sexta-feira, no CBN SP. Desistiu ? Ela diz que não. Estaria apenas cumprindo compromisso assumido quando se elegeu para conhecer melhor o trabalho legislativo. E por conhecê-lo melhor pretende sair da Câmara sem abandoná-la. Quer desenvolver atividades que levem o cidadão a entender o cotidiano do vereador. Para Soninha a informação é o melhor recurso.

Veja como Soninha Francine pretende fazer isto na entrevista ao CBN SP:

PS: A entrevista de Soninha gerou uma série de participações de ouvintes-internautas. Um deles, Adilson Bonato, queria saber o que ela fez com a moto que poluia: “Se ela a vendeu, o novo proprietario continuará a poluir a cidade, portanto não adiantou em nada
ela trocar de moto”. A vereadora ouviu a mensagem e mandou a seguinte resposta: “Ouvinte atento é isso aí! Realmente, se eu simplesmente passasse a Vespa adiante, outro poluiria no meu lugar. Eu entreguei ela a um colecionador – que deixou a moça bonitinha, parecendo nova. E só liga de vez em quando, para fazer funcionar o motor, mas NÃO USA. Abração,
Soninha.”

Cidade Limpa: Eles cumprem a lei, seja lá como for

“Nair não se conformava. “Casei com um idiota”. Do outro lado da mesa, Toshiro jantava em silêncio. “Idiota”. Tudo porque, na noite anterior, quando os dois já se preparavam para dormir, o farmacêutico narrara à esposa sua idéia para se adequar à nova lei. Retiraria o nome e o símbolo da farmácia, mantendo apenas o “estacione aqui”. É quase impossível encontrar vaga em São Paulo, explicava. Logo, quando o motorista topar com um convidativo “estacione aqui”, vai embicar o carro na hora. Na hora. E aí, tchã-rã: já estará dentro da minha farmácia. Legal, não ? …”

O que a Nair pensou de tudo isto você lê no livro “São Paulo, Cidade Limpa”, de autoria de Gustavo Piqueira, e lançado pela editora Rexlivros, que mostra de maneira bem-humorada como os pequenos e médios comerciantes se viraram para ficar na lei.

Ouça a entrevista de Gustavo Piqueira, no CBN SP:

Foto-ouvinte: Sempre há motivos para sorrir

Em meio ao baixo-astral pós-Renan, o ouvinte-internauta Allan dos Reis enxergou na beleza deste Ipê Amarelo motivos para sorrir: “Sou privilegiado por ver essa bela paisagem pelas manhãs e antes de adormecer. Pena que não se repita o ano inteiro”. A árvore da foto está em Taboão da Serra. Mas se você prestar atenção vai cruzar por uma no seu caminho, também. É só procurar.

Omissão da ANP pode gerar mais poluição

O Ministério Público Estadual recebeu representação solicitando que investigue a omissão da Agência Nacional de Petróleo em relação a redução do índice de enxofre no diesel queimado por carros, caminhonetes e caminhões brasileiros. O presidente do Movimento do Ministério Público Democrático Roberto Liviane disse que ao não definir os parâmetros para que resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente seja atendida pela Petrobrás e fabricantes de carros, a ANP ajuda a tornar o ar ainda mais poluídos.

Ouça a entrevista do promotor Roberto Liviane, no CBN SP:

Enquanto isso …

O deputado federal Valdemar Costa Neto, que se reelegeu após renunciar para escapar da crise do mensalão, esteve em Punta Del Este, no Uruguai, onde, alegremente, apostou alto nos cassinos da cidade. Esteve no Conrad e deu preferência a mesa de “black jack”, desfilando bem acompanhado e com muitas fichas de U$ 100 nas mãos.

O Velho Centro pelo velho amigo Heródoto

A produção literária do professor Heródoto Barbeiro é interminável. Seus livros não param de rodar nas editoras, mesmo quando distante do Brasil. Enquanto aproveita sua última semana em Londres e arredores – onde, dizem, foi convencer Boris Berezovsky a devolver Tevez para o Corinthians – a Boitempo e Edições Sesc-SP preparam o lançamento do livro Meu velho Centro, que integra a boa coleção Paulicéia.
O texto abaixo foi enviado pelos editores. Tomei a liberdade apenas de cortar o currículo do professor Heródoto, onde consta o ano de nascimento dele (1946). Não quero ser ser considerado cúmplice de qualquer informação que possa ser colocada em dúvida pelo ouvinte-leitor, apesar de ter tido a honra de escrever o prefácio:
“O jornalista Heródoto Barbeiro nasceu, cresceu, e ainda hoje vive no Centro de São Paulo. As características e as mudanças pelas quais passaram esse lugar agitado são contadas com emoção em Meu velho Centro, que mescla a história da cidade com a vida do autor. O coração da metrópole é o tema do novo lançamento da Coleção Paulicéia, co-edição da Boitempo com a Edições Sesc-SP.

Em um livro delicioso, Heródoto conta da fundação de São Paulo por jesuítas perto da praça da Sé, ao renascimento do autor que, criança, sobreviveu a um atropelamento de bonde. Das transformações com o ciclo do café, as indústrias e levas de imigrantes, que fizeram da província uma metrópole, às suas aventuras de garoto com carrinhos de rolimã. As manifestações políticas na Sé, o carnaval paulistano, a convivência de japoneses, afro-descendentes, italianos, nordestinos e das “polacas” que fizeram a diversidade de São Paulo.

O livro traz ainda curiosidades do presente, como as missas em italiano e espanhol rezadas na igreja Nossa Senhora da Paz. E do passado, como o parque de diversões Shangai, campos de várzea, cinemas e mesmo rios que desapareceram, enterrados pelo crescimento desenfreado da cidade.

O lado íntimo e humano de São Paulo, tão esquecidos e negligenciados, são o grande charme e mérito de Meu velho Centro. O livro promove um reencontro dos paulistanos com sua identidade. Conheçamos o Centro, convida-nos Heródoto Barbeiro, e talvez descubramos que ele está mais vivo do que nunca”

A história do cidadão que conhece Renan

Marco mora no extremo sul de São Paulo. Só escapa do trânsito pesado para chegar ao trabalho, no Morumbi, devido ao investimento em parcelas a perder de vista que fez na compra de uma moto. Com ônibus teria de sair às 4 da manhã. Chega sempre na hora, mesmo quando a moto quebra. No trabalho de vigia está sempre acompanhado do jornal popular que compra na banca. O rádio que só toca notícia também está ligado o dia todo. Fontes suficientes para entender parte das coisas que acontecem no País.

Nesta quarta-feira, não tirou o ouvido da programação que transmitia as notícias do julgamento do senador Renan Calheiros. A cada entrevista, um comentário. A tensão se assemelhava a demonstrada nos jogos de futebol do São Paulo. Tinha um palpite: “dessa ele não escapa”. Opinião que construiu nas últimas semanas após acompanhar a fala dos especialistas. Ouviu com atenção o bate-boca na porta do Senado. Lembrou-se das discussões em campo quando o árbitro marca pênalti ou anula gol importante. Ficou indignado quando soube que não poderia ouvir os discursos em plenário porque a sessão era secreta: “o que eles tem tanto medo !”.

Irritação mesmo veio ao saber o resultado final. Absolvido. Esbravejou sozinho. Falava sozinho. Clamava por justiça sozinho. Em um dos seus desabafos, sozinho, chegou a cometer a heresia de questionar os motivos que impediriam uma reação militar. Mas o que não lhe entrava na cabeça era porque este povo não reage. “Sabe porquê ?”, perguntava a si próprio. E respondia, imediatamente: “Porque esta gente não lê jornal, não sabe o que acontece”. “Sabe porquê ?”, repetia a pergunta. “Porque o cara lá no boteco acha que Renan é jogador. E pior, do Corinthians”.

“Este país não tem jeito mesmo, dá vontade de chorar”, encerrou seu discurso do alto da tribuna imaginária.

Lá de onde eu podia observar não deu para identificar se o que corria no rosto era suor da indignação ou lágrima do desconsolo. Com certeza, era Marco, um cidadão.

Doação dará desconto no IPTU para clubes de futebol

São Paulo e Palmeiras, dois dos clubes paulistas que mantém escolinhas de esporte e atendem crianças carentes, poderão ser beneficiados com a lei aprovada na Câmara dos Vereadores, no início da noite desta quarta-feira. O projeto concede desconto no valor do IPTU às agremiações, federações e confederações que tiverem projetos sociais voltados para as crianças e adolescentes da cidade.

O doador – ou torcedor – poderá aplicar parte do dinheiro que teria de pagar a receita federal, na declaração do Imposto de Renda, no clube que estiver registrado no Fundo Municipal da Criança, o Funcad. As doações também poderão ser feitas por empresas.

No total, o IPTU dos clubes e associações da cidade chega a mais de R$ 30 milhões..

Fale com os senadores

Desde a absolvição de Renan, a caixa de correio do CBN SP está “bombando”. A indignação da turma é grande. Alguns mais exacerbados puxam a orelha da gente. Outros, dizem barbaridades para os senadores, mas quem tem de ler somos nós. Prá dividir a bronca do ouvinte-internauta-eleitor, aí vão os endereços eletrônicos dos senadores. Escrevam para eles, também:

almeida.lima@senador.gov.br; adelmir.santana@senador.gov.br; mercadante@senador.gov.br; alvarodias@senador.gov.br; acmjr@senado.gov.br; antval@senador.gov.br; arthur.virgilio@senador.gov.br; augusto.botelho@senador.gov.br; cesarborges@senador.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br; cristovam@senador.gov.br; delcidio.amaral@senador.gov.br; demostenes.torres@senador.gov.br; edison.lobao@senador.gov.br; eduardo.azeredo@senador.gov.br; eduardo.suplicy@senador.gov.br; efraim.morais@senador.gov.br; eliseuresende@senador.gov.br; ecafeteira@senador.gov.br; expedito.junior@senador.gov.br; fatima.cleide@senadora.gov.br; flavioarns@senador.gov.br; flexaribeiro@senador.gov.br; joaopedro@senador.gov.br; francisco.dornelles@senador.gov.br; garibaldi.alves@senador.gov.br; geraldo.mesquita@senador.gov.br; gecamata@senador.gov.br; gilvamborges@senador.gov.br; heraclito.fortes@senador.gov.br; ideli.salvatti@senadora.gov.br; inacioarruda@senador.gov.br; jarbas.vasconcelos@senador.gov.br; jayme.campos@senador.gov.br; jefperes@senador.gov.br; joaodurval@senador.gov.br; joaopedro@senador.gov.br; joaoribeiro@senador.gov.br; jtenorio@senador.gov.br; j.v.claudino@senador.gov.br; jonaspinheiro@senador.gov.br; jose.agripino@senador.gov.br; jose.maranhao@senador.gov.br; josenery@senador.gov.br; sarney@senador.gov.br; katia.abreu@senadora.gov.br; leomar@senador.gov.br; lucia.vania@senadora.gov.br; magnomalta@senador.gov.br; maosanta@senador.gov.br; crivella@senador.gov.br; marco.maciel@senador.gov.br; marconi.perillo@senador.gov.br; maria.carmo@senadora.gov.br; mario.couto@senador.gov.br; marisa.serrano@senadora.gov.br; mozarildo@senador.gov.br; neutodeconto@senador.gov.br; osmardias@senador.gov.br; papaleo@senador.gov.br; patricia@senadora.gov.br; paulo.duque@senador.gov.br; paulopaim@senador.gov.br; simon@senador.gov.br; raimundocolombo@senador.gov.br; renan.calheiros@senador.gov.br; renatoc@senador.gov.br; romero.juca@senador.gov.br; romeu.tuma@senador.gov.br; rosalba.ciarlini@senadora.gov.br; roseana.sarney@senadora.gov.br; sergio.guerra@senador.gov.br; sergio.zambiasi@senador.gov.br; serys@senadora.gov.br; siba@senador.gov.br; tasso.jereissati@senador.gov.br; tiao.viana@senador.gov.br; valdir.raupp@senador.gov.br; valterpereira@senador.gov.br; wellington.salgado@senador.gov.br