Sua Marca: como o consumidor vai se comportar no Natal

“Não acreditamos que marcas devem se vestir de maneira muito diferente do que costumam nem mudar de personalidade, mas precisam se adaptar e respeitar este momento que vivemos e não pensar apenas em ter lucro no fim do dia” —- Jaime Troiano

Com a proximidade do Natal, descobrir como será o comportamento do consumidor diante de tudo que enfrentou em 2020 tem sido um dos desafios de pesquisadores, empresas e empreendedores. Da mesma forma, as marcas pensam em quais estratégias devem adotar levando em consideração as dificuldades financeiras de muitos, e as restrições e medos impostos pela pandemia. Nesse episódio do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo reuniram algumas ideias do que vai acontecer a partir desta semana —- quando muitos começam a pensar nas compras de fim de ano —, com base na experiência que eles têm em gestão de marcas e estudos de institutos de pesquisa e consultorias.

Vamos começar pelo consumidor.

A Nielsen, uma das gigantes nesta área de pesquisa, dados e consultoria, identificou cinco tipos de consumidores neste ano:

  1. Constrangido e restrito —— tiveram restrição no orçamento, e menos liberdade para comprar fisicamente: para eles o online será a saída e mesmo assim, só preços baixos
  2. Constrangido, mas livre —- teve redução financeira, também, mas se sente com mais liberdade para circular pela cidade: quer maneira de fazer o dinheiro render com possibilidade de passat mais tempo com grupos de familiares e amigos. 
  3. Meio cauteloso —- não foi impactado financeiramente nem impedido de ir e vir, em função da região em que mora, mas está com receio do futuro: mesmo que possa comprar agora vai segurar o dinheiro e não pretende gastar muito, prefere priorizar as pessoas bem próximas.
  4. Isolado, mas restrito —  financeiramente não teve perdas nesta ano, mas como está em cidades e regiões com maior restrição por causa da pandemia terá suas festividades afetadas por restrições físicas locais
  1. Isolado e livre —- não foi afetado financeiramente pela Covid-19, é provável que gaste mais livremente e exiba um comportamento de férias pré-coronavírus. Muitos desse grupo vão compensar luxos perdidos no início do ano.

Vamos as recomendações para as marcas no Natal da pandemia:

  1. Foco nos sentimentos eternos e universais: nessa época de instabilidade, de imprevisibilidade, de não sabermos o que teremos no ano que vem, as marcas precisam voltar-se para aquilo que é permanente. E o que é permanente no Natal? As relações entre as pessoas, a convivência familiar, esse sentimento de união. Marcas podem ser aliadas desse momento. 
  2. Abertura para escapes da realidade: nossas vidas ficaram limitadas, fechadas, bem menos amplas e livres como estávamos acostumados. Marcas podem proporcionar momentos de fuga de nosso isolamento, oferecendo “viagens” através de sabores exóticos ou pode ser uma loja de artigos para casa que promova um sentido de renovação e reciclagem do espaço doméstico. 
  3. Força no digital e nas compras à distância: é necessário ter à disposição ferramentas e tecnologias para compras à distância, serviço de drive thru e entrega; toda a proteção que reduza ao máximo a exposição do consumidor ao vírus é relevante.

Dito isso, qual é a marca do nosso episódio de hoje?

“Você, sua família e todas as famílias vão celebrar de um jeito diferente neste Natal, e as marcas não ficam fora disso, nosso ano e nossas vidas pedem essa adaptação e esse respeito” —- Cecília Russo

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN. 

Caia nos braços de Morpheu: seu cérebro agradece!

Por Simone Domingues

@simonedominguespsicologa

Imagem: Pixabay

 

O sono e os sonhos despertam fascínio na arte, literatura e filosofia, adquirindo conotações inclusive místicas para algumas pessoas ou culturas, como entre os gregos antigos, para quem os sonhos eram considerados como mensagens divinas. Embora ainda não haja consenso entre os pesquisadores sobre a função exata do sono, os estudos apontam que a privação de sono tem efeitos imediatos na cognição, como prejuízos na tomada de decisão, planejamento, atenção, memória, criatividade e alterações de humor.

Em 1963, Randy Gardner, um estudante com 17 anos de idade, ficou 11 dias sem dormir para concluir um projeto para a Feira de Ciências de San Diego, sob os olhares de pesquisadores do sono, sem fazer uso de drogas ou cafeína. Após 2 dias sem dormir, apresentou irritação, náuseas e problemas de memória. No quarto dia, teve delírios e fadiga intensa. No sétimo dia teve tremores e dificuldades na articulação da fala, com episódios de paranoia e alucinações. Quando finalmente dormiu, o seu sono durou quase 15 horas e ao acordar, quase todos os sintomas já haviam desaparecido, com remissão completa após uma semana.

Randy não teve efeitos prejudiciais duradouros, mas o mesmo não ocorre com alguns animais que são privados do sono. Pesquisas feitas com ratos que são mantidos acordados por longos períodos mostram que eles perdem peso apesar de comer mais, tornam-se fracos, apresentam úlceras e hemorragias internas, chegando à morte. 

O sono reduzido em qualidade e quantidade também pode produzir alterações metabólicas, como aumento do nível de cortisol – hormônio do estresse – elevar a pressão arterial e os níveis de glicose, favorecendo algumas doenças, como diabetes e obesidade.

Em setembro deste ano, um estudo publicado por pesquisadores chineses mostrou a associação entre a duração do sono e a função cognitiva. O estudo envolveu mais de 20 mil participantes e os resultados mostraram que a duração do sono insuficiente (até 4 horas por noite) ou excessiva (acima de 10 horas por noite) está associada a um declínio cognitivo, sendo a memória o principal domínio cognitivo alterado.

O declínio cognitivo é detectado objetivamente através de testes neuropsicológicos que avaliam as diversas esferas cognitivas, como atenção, memória e funções executivas, com resultados abaixo do esperado para idade e/ou escolaridade, porém, sem comprometimento na realização das atividades de vida diária, como cozinhar, trabalhar ou cuidar das finanças. No declínio cognitivo, quando há prejuízo da memória, este pode ser considerado o fator de risco para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer.

Esses dados indicam a importância de se monitorar a função cognitiva em idosos que apresentam duração de sono insuficiente ou excessiva, bem como promover hábitos de higiene do sono, como medida de prevenção ou adiamento dos impactos cognitivos, especialmente tendo em vista o aumento da proporção de idosos nas últimas décadas e as projeções de aumento futuro.

Por outro lado, os cuidados com o sono não devem ser limitados aos adultos de meia-idade ou idosos. Numa sociedade caracterizada pela competitividade, somos estimulados a produzir cada vez mais, seja no trabalho, nos estudos, nos cursos extras, nas longas jornadas que privam o descanso até mesmo nos finais de semana, dormindo-se cada vez menos. Além disso, o uso excessivo de eletrônicos e o tempo gasto em redes sociais também prejudicam o sono.

Como medidas que podem contribuir para o sono adequado, os especialistas sugerem que se deve reduzir as atividades, diminuir a iluminação (incluindo as telas) e o barulho, e evitar o consumo de bebidas à base de cafeína e do álcool, próximo ao horário de dormir. A respiração mais profunda e a criação de imagens mentais agradáveis também promovem um relaxamento mais efetivo e, portanto, maior facilidade para adormecer.

A importância de uma boa noite de sono é reconhecida desde tempos remotos. Para os gregos, uma boa noite de sono era resultado da ação de Morpheu, deus do sonho e Hypnos, deus do sono. Hoje, sabemos que a melhor estratégia para uma boa noite de sono são ajustes no nosso estilo de vida e uma boa higiene do sono. Esses hábitos saudáveis, muito mais do que remédios, ainda são o melhor caminho para os “braços de Morpheu”. 

Saiba mais sobre saúde mental e comportamento no canal 10porcentomais

Simone Domingues é Psicóloga especialista em Neuropsicologia, tem Pós-Doutorado em Neurociências pela Universidade de Lille/França, é uma das autoras do perfil @dezporcentomais no Instagram. Escreveu este artigo a convite do Blog do Mílton Jung

Estudantes em vestibular online dão uma lição em negacionistas do voto eletrônico

 

Por Carlos Magno Gibrail

Foto Pixabay

 

Há um ano o mundo político evidenciava o surto de direita em países de importância econômica e geográfica, quando os indícios da epidemia despontavam. Hoje, passados doze meses dos estragos causados pelas sequelas de políticas nacionalistas e contaminadas pelos efeitos do vírus, que os negacionistas continuam ignorando, a luz que se apresenta é a vacinação. 

Como a vacina Sputnik V começa agora a ser aplicada na Rússia, e quem sabe pode atuar duplamente como o Sputnik original, quando despertou os Estados Unidos para a corrida espacial e impulsionou a luta pela democracia global. A eleição americana de Joe Binden é um indicio, assim como de certa forma a votação municipal, que recém terminou entre nós também sinaliza mudança, indicando o enfraquecimento do extremismo político.

De outro lado, o ruído sobre o voto eletrônico brasileiro, com um sistema que apura dezena de milhões de votos em 1 hora, e tendo como exemplo o arcaico modelo de votação americano, configura-se um contrassenso a cogitação da volta ao passado do voto no papel.

Eis que, na quarta-feira a Universidade Mackenzie iniciou o processo seletivo online para um robusto complexo de cursos que irão graduar milhares de jovens em áreas prioritárias para o desenvolvimento do país:

Arquitetura e Urbanismo, Administração, Administração Gestão de Comércio Exterior, Ciências Biológicas, Ciência da Computação, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Direito, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia de Materiais, Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia, Sistemas de Informação, Tecnologia em Gastronomia.

Na verdade, fiquei sabendo dessa informação pelo meu filho adolescente, vestibulando de Direito, que na véspera me lembrou, que a partir do meio dia de quarta-feira estaria em seu quarto prestando o seu primeiro vestibular. 

Estava tão tranquilo quanto no dia seguinte, momentos antes de iniciar a prova. Fato que me levou a comparar a diferença entre o presencial e o virtual — entre o deslocamento para um exame na sala de aula, enfrentando trânsito e chegando ao tradicional ambiente tenso sob todos os aspectos no local da prova, e o quarto do adolescente, tradicionalmente um território de total domínio deles, a tal ponto que a porta fechada permanentemente para caracterizar esta condição é fato universal.

Perguntei a ele como fica estabelecida a segurança da prova, ao que mostrou perfeita credibilidade, informando que o controle seria exercido pela tela, e a regra não permitia a ausência do aluno. Além de a qualquer momento haver a possibilidade de ter de girar a câmera para que todo o recinto pudesse ser observado pela fiscalização quando essa solicitasse.

O sistema, de acordo com a Universidade Presbiteriana Mackenzie, está baseado no Remote Proctored IBT, que significa Teste Baseado em Internet com Monitoramento Remoto, que pode ser realizado em qualquer local físico conveniente. O vestibulando é monitorado ao vivo e à distância, por meio de áudio (microfone) e vídeo (webcam). A sessão inteira é gravada online e faz parte do histórico do candidato.  

Nesse domingo, a PUC Pontifícia Universidade Católica fez o seu exame de seleção online, trazendo também carreiras tão essenciais ao progresso nacional, e nas mesmas características que o Mackenzie. 

É um sistema que acredito veio para ficar, e por isso deverá se aperfeiçoar. Um dos pontos será quanto às condições restritivas, como a obrigatoriedade do computador com webcam e áudio, e da conexão de internet estável na velocidade mínima de 512 kbps. 

Supridas estas demandas, podemos dizer que o sistema é mais vantajoso e confiável que o presencial, pois registra o candidato durante todo o processo e grava áudio e imagem. Também é mais confortável e elimina despesas de locomoção e instalação do local da prova. 

Cabe inclusive a comparação com o processo eleitoral quando se discute voto eletrônico e impresso no viés da segurança e do custo.

A questão é cientifica e técnica, e o problema surge quando se interpõem forças políticas e ideológicas. Apostamos no conhecimento acima das influencias impertinentes, e o voto eletrônico certamente ficará, assim como o vestibular online deverá ser analisado como alternativa ou opção.

Boa prova a todos os jovens que já estão com sorte, afinal quem não gostaria de ser examinado dentro do seu domínio?  

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.   

Avalanche Tricolor: prepare-se, Dezembro está só começando

Grêmio 4×0 Vasco

Brasileiro — Arena Grêmio

Diego comemora, ele marcou dois gols, foto de Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Escrevo antes de a rodada se encerrar porque mais do que a posição na tabela do Campeonato Brasileiro é a disposição do Grêmio em vencer partida após partida que me interessa, nesta Avalanche. Independentemente de quem esteja no campo, vê-se uma movimentação intensa dos jogadores, com troca de posição, deslocamento pelos lados e velocidade com e sem a bola. A recomposição na defesa chama atenção, também. Apesar de os alas subirem muito e chegarem à linha de fundo, se o adversário não for muito rápido no contra-ataque, logo quatro, cinco, seis jogadores já diminuíram o espaço lá atrás, para em seguida todo o restante fechar-se no sistema defensivo. 

Com um time que foi se ajustando ao longo da temporada, depois de uma série de desfalques no elenco e jogadores recém-chegados e sem o entrosamento para a movimentação, o Grêmio alcançou a marca de 16 jogos invictos, ciclo completado neste domingo com uma goleada na Arena. Até alcançar essa performance, ensaiou-se coro contra Renato acusando-o mais uma vez — além de algumas barbaridades como preguiça e desconhecimento — de ter aberto mão do Campeonato Brasileiro, sem perceberem que o que lhe faltava eram pernas: jogadores com ritmo, bem fisicamente, lesões curadas, livres de Covid e opção no elenco. 

A disposição de Renato e do Grêmio sempre foi ganhar; e ganhar tudo que estivesse no seu caminho. Nem sempre isso é possível. Difícil até de saber se é sustentável, dadas as condições da temporada. O jogo de hoje foi o primeiro de uma maratona que enfrentaremos em Dezembro: quatro decisões em mata-mata, na Copa do Brasil e na Libertadores, e quatro pelo Brasileiro. 

Hoje, Diego Souza foi o destaque com dois gols de cabeça —- mérito dele por se colocar bem dentro da área e saltar alto; mérito, também, de quem tem cruzado com perfeição para ele completar em gol. Nosso atacante marcou 20 vezes na temporada. Já Pinares e Lucas Silva tiveram o prazer de comemorar o primeiro gol de suas carreiras com a camisa do Grêmio. O chileno chegou há pouco e fez o mais bonito dos quatro gols com um chute colocado de perna esquerda —— jogou no lugar de Jean Pyerre e demonstrou ser excelente opção para o time. Já o nosso volante está há mais tempo, costuma arriscar à distância e em cobranças de falta. Desde a última partida, no entanto, tem colocado os pés dentro da área, em mais um sucesso da movimentação gremista que dá este espaço aos volantes. Semana passada, o chute dele explodiu no peito do goleiro; hoje, depois de assistir à bola se chocar com o poste, na jogada seguinte recebeu um passe dentro da área, tentou o drible e sofreu a falta: pênalti, bem cobrado.

Se levarmos em consideração que competições de pontos corridos fazem de cada partida uma decisão, das oito que temos marcadas para dezembro, a primeira já foi vencida. Estamos mais próximos dos líderes do Brasileiro, nas quartas de final da Libertadores e nas semifinais da Copa do Brasil. Como escrevi, não sei se este ritmo de jogos e de vitórias é sustentável. Por enquanto, Renato tem nos deixado sonhar: ao infinito e … além!

Conte Sua História de São Paulo: “pergunta o resultado do jogo, vai …”

De Vanessa Guimarães de Mendonça

Ouvinte da CBN

 

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Naquele tempo, eu morava com minha família no bairro do Ipiranga e todo sábado, com a minha irmã Lúcia, fazíamos aula de espanhol no Butantã. O professor era nosso amigo Adonay. No dia 13 de outubro de 2001, na volta da aula de espanhol resolvemos ir até um shopping de móveis, na Marginal Tietê. Descemos próximo à estação de metrô que na época se chamava apenas Tietê;  hoje é  Portuguesa-Tietê. 

Seguíamos em direção a ponte para transpor o Rio Tietê e ter acesso ao shopping quando de longe vimos vários torcedores do Palmeiras deixando o estádio do Canindé, com suas camisas verdes, e avançando sobre a ponte, em direção ao metrô. 

O Campeonato Brasileiro de Futebol estava na primeira fase e a Portuguesa havia recebido o Palmeiras em seu estádio. Deu para reparar que a torcida vinha quieta e cabisbaixa. Olhei para minha irmã e vi uma sombra no seu olhar. Ela fechou a cara e olhou para o chão. Era uma época em que não havia smartphone, não tínhamos a CBN na palma da mão. Para saber o resultado de um jogo era preciso chegar em casa e ligar o rádio, ou andar com um rádio de pilha. Eu fiquei muito curiosa e pedia para a Lúcia: “pergunta para eles o resultado do jogo. Pergunta quanto foi, vai, vai …”. Minha irmã, mal-humorada nem respondia.  

Na ponte, os pedestres tinham de caminhar espremidos nas laterais, numa passarela de no máximo 1,60 m, com o Rio Tietê abaixo e entre as pistas da Marginal, uma das avenidas mais movimentadas da América do Sul. Eu e minha irmã avançando e a torcida caminhando em nossa direção.  Os torcedores passavam calados como em um cortejo. Minha irmã se somava àquela tristeza. Eu cutucava a Lúcia: “Pergunta, pergunta!”. Para meu azar, a expressão de tristeza e decepção da minha irmã era inversamente proporcional ao triunfo que se desenhava na minha face, porque faltando cinco metros para terminar a passarela, um torcedor veio em minha direção e disse: “tô sentindo cheiro de corintiano!”. Agarrei no braço da minha irmã e logo revelei: “Ela é palmeirense! Ela é palmeirense!”. O moço não se deu por contente —- nada o deixaria contente naquele diz: “e você?”

Eu, bem, eu tinha abaixo o rio Tietê, à frente a Marginal, tava logo ali, a cinco metros da rota de fuga. Então, arrisquei: “Eu? Eu sou corinthiana, graças a Deus!”. E corri o máximo que eu podia em direção ao shopping.

Naquela tarde, a Lusa havia vencido o Palmeiras por 2 a 0

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Vanessa Guimaraes de Mendonça é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva suas lembranças e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e assine o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Mundo Corporativo: Roberto Fulcherberger, da Via Varejo, diz como a tecnologia tornará atendimento cada vez mais pessoal nas lojas

“Quem vai mandar no jogo, como é que vai se dar o atendimento daqui para frente é o consumidor e cabe a nós estarmos preparados em todos os canais” —- Roberto Fulcherberger CEO da Via Varejo

Conectar clientes e vendedores através da tecnologia e tornar essa relação mais pessoal no atendimento dentro da loja. Esse é um dos projetos que a Via Varejo pretende lançar, em breve, a partir do investimento na digitalização de processos e da aproximação com startups. Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, Roberto Fulcherberger, que assumiu o comando da companhia em julho do ano passado, falou de estratégias que vinham sendo implementadas antes de a pandemia se iniciar e tiveram de ser aceleradas para enfrentar as restrições sanitárias que fecharam todas as lojas físicas:

“No segundo trimestre, fizemos circular tudo pelo online  e vendemos quase que a mesma coisa que a gente venderia, só que com 85% das lojas fechadas, na média do trimestre … A gente forçadamente fez a transformação total da empresa.” 

Quando chegou ao grupo, que tem marcas conhecidas no varejo — Casas Bahia, Ponto Frio, Extra e móveis Bartira —-, o desafio de Roberto era tornar a companhia relevante novamente, após perda de mercado para concorrentes, como a Magazine Luiza, e registro de prejuízos financeiros que chegaram a R$ 162 milhões no segundo trimestre do ano passado. Fez mudanças em todos os cargos do comando da empresa e levou, como define, “gente com ego zero” e “diversidade de conhecimento”: reuniu em uma mesma equipe executivos que entendiam muito ou de digital ou de logística ou de vendas:

“Tudo começou por pessoas, fomos encaixando as pessoas certas nos lugares certos … o time da segunda camada a gente também substituiu quase 85% e veio gente aliada com o que pensávamos …”.

Antes de alcançar a transformação digital que imaginava, Roberto diz ter sido necessário mudar a cultura da empresa e, para isso, a comunicação foi fundamental. Segundo ele, os colaboradores estavam fragilizados diante dos resultados negativos da companhia e era preciso ser direto e transparente com as equipes de trabalho. Um das formas foi mostrar onde a empresa pretendia chegar e como faria para alcançar seu objetivo. O executivo avalia que em quatro meses o time já estava engajado, o que ajudou, também, no desafio seguinte que foi a pandemia.

“Ninguém está preparado para fechar as portas ao consumidor. A gente naquele momento tinha um online de mais ou menos 28% das vendas, e logo vimos que teríamos 20 mil vendedores à disposição. O time se reuniu muito rápido, criou o Me Chama no Zap, um case mundial do Facebook, treinou o pessoal e, no quinto dia, todos os vendedores já estavam em contato com os clientes”.

Em novembro, a Via Varejo anunciou o fechamento de cerca de 100 lojas físicas e Roberto explica que a medida não tem relação com a pandemia. Diz que faz parte de um processo que já vinha sendo avaliado e tem como objetivo eliminar sobreposições de unidades, resultantes da fusão das Casa Bahia com o Ponto Frio. Há casos em que a companhia tem mais de duas lojas em uma mesma rua e outros em que há até sete unidades em uma região de microcomércios. Apesar de encerrar essas operações, o executivo nega que haverá demissões e lembra que está sendo mantido o plano de expansão que prevê abertura de 80 lojas, das quais 35 serão entregues até o fim deste ano.

Mesmo com o crescimento das compras online, a presença de lojas físicas seguirá sendo importante, de acordo com o executivo, porque ainda existem muitos consumidores que não querem a jornada digital e o Brasil é gigantesco e diverso neste sentido. Mais do que isso: a loja que até agora é quem recebe e se relaciona com o consumidor será, também, parte da logística e ponto de coleta, uma espécie de “minihub”. A compra da startup ASAPlog, em maio, por exemplo, foi a forma de a Via Varejo buscar soluções para a “entrega última milha”, contando com uma rede de entregadores autônomos. Essa aquisição também está ligada a outro movimento no grupo que é o de abertura do seu sistema para empreendedores através da Distrito, um centro de inovação que conta com uma plataforma que conecta startups, grandes empresas e investidores usando big data e inteligência artificial.

Lembra da primeira frase deste texto, em que falamos de usar a tecnologia para aproximar o cliente do vendedor dentro da loja? Roberto conta que está em desenvolvimento um serviço que fará com que o atendente seja alertado em seu smartphone todas as vezes que seu cliente entrar na loja, recebendo na tela do celular as informações sobre compras anteriores e buscas recentes que fez no site da empresa —- desde que autorizado pelo consumidor, lógico. 

“No fim do dia o que a gente quer é ser a empresa que melhor se relaciona com o consumidor. O pessoal costuma dizer que esta jornada digital vai deixar as coisas impessoais. Eu falo exatamente o contrário: vai deixar a jornada ainda mais pessoal …. vai ser como a 20, 30 anos quando o vendedor tinha a possibilidade de conhecer o cliente pelo nome”

O Mundo Corporativo é apresentado às quartas-feiras, às 11 horas, no site, no canal da CBN no Youtube e no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, domingo, às 10 da noite, em horário alternativo e em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Priscila Gubioti

Avalanche Tricolor: voando alto!

Grêmio 2×0 Guarany 

Libertadores — Arena Grêmio

Rodrigues comemora e Renato sorri em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

 

A classificação do Grêmio a mais uma quarta de final da Libertadores começou a ser construída lá no Chaco e se materializou no Humaitá. Do Paraguaia trouxemos o resultado. E, em Porto Alegre, sacramentamos a classificação com um gol logo cedo, que o auxiliar tentou impedir, mas acabou confirmado no ‘photochart’ —- é assim que chamam o dispositivo eletrônico que determina diferenças milimétricas entre os cavalos na linha de chegada da corrida e passou a ser usado no futebol com o advento do VAR.

Ferreirinha ganhou a posição na reta final: 15 minutos antes  de a partida se iniciar foi alçado a titular para substituir Luis Fernando que se machucou no aquecimento. Em menos de três minutos de bola rodando, na correria, já apareceu na cara do gol para completar a jogada que se iniciou com toque de calcanhar de Pepê, um passe preciso de Jean Pyerre e um cruzamento irretocável de Cortez. 

Quem também encontrou fôlego para correr até o fim foi Rodrigues, nosso zagueiro que surpreende a cada partida em que é chamado para substituir um dos dois insubstituíveis da nossa zaga: Geromel e Kannemann. Costuma resolver bem as coisas lá atrás. Atrapalha-se às vezes na própria juventude. Tem 23 anos e precisa rodar muito para chegar próximo a seu ídolo — sim, ele já declarou ser fã de Geromel. A seu favor, tem o atrevimento.

Ele já havia feito um dos gols que nos colocaram no topo da tabela de classificação na fase de grupos da Libertadores, quando vencemos por 2 a 0 o Universidad Católica —- foi o primeiro gol dele como profissional. O guri gosta de uma Libertadores que vou te contar. Saiu como titular nesta noite porque Renato poupou Geromel, e Kannemann ainda está em fase de recuperação. Fez bem o papel que lhe cabia na defesa e arriscou algumas saídas de bola. Aos sete minutos de acréscimo disparou no contra-ataque ao lado de Diego Souza que o presenteou com mais uma assistência.

Enquanto Rodrigues comemorava fazendo cara de mau para as câmeras, Renato sorria alto e forte ao lado do gramado. O Grêmio está invicto há 15 partidas, das quais venceu 12, se aproximou do topo da tabela de classificação do Brasileiro, chegou à semifinal da Copa do Brasil e às quartas de final da Libertadores. Seu time não está correndo, não. Está voando alto!

Alecir, um cidadão que reclamava por amor

Lá se foi nosso Alecir. Companheiro de primeira hora no Adote um Vereador, perdeu a batalha contra Covid-19. O coração sempre apaixonado pela mulher Virgínia e pela sobrinha Amanda tanto quanto pelas lutas em favor da cidadania não resistiu o esforço para respirar e o tempo de internação. Nesta madrugada, morreu aos 62 anos, em São Paulo.

Alecir Macedo esteve na primeira reunião do Adote, mais ou menos nesta mesma época do ano, em 2008, quando sentamos juntos em torno das mesa do Centro Cultural São Paulo. Eram lá os encontros presenciais que surgiram por iniciativa daqueles que aceitaram o convite para que atuássemos no controle do trabalho dos vereadores da nossa cidade. 

Depois fomos para o Pateo do Collegio. E o Alecir foi junto com a gente. Muitos ficaram pelo caminho. Desistiram da luta, mudaram o foco de atuação, desacreditaram no nosso trabalho ou tinham mais o que fazer na vida. O Alecir, não. Todo segundo sábado do mês costumava ser o primeiro a chegar depois de uma longa jornada de ônibus e metrô que se iniciava na Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo, onde morou por mais de 40 anos —- na época em que desembarcou na Cachoeirinha ainda existia a água correndo que dava nome ao bairro, me contou uma vez.

Alecir é de Jaguariaíva, interior do Paraná, onde também existem  cachoeiras. Chegou a São Paulo, em 1978. Sem dinheiro nem conhecimento e apenas com o convite de um cunhado, deixou a mulher e o filho pequeno na casa da mãe e se bandeou para a capital paulista. Aqui tinha apenas a indicação do parente: “desce perto do hospital da Vila Nova Cachoeirinha, atravessa a avenida e pergunta por mim no bar do outro lado”. Eram seis da manhã. O bar estava fechado. Sorte que o cunhado havia comentado que para chegar no endereço dele, bastava atravessar a avenida nova — a Inajar de Souza —- e procurar a casa verde, no alto de um barranco: “é a quarta casa”. Na divisa com a favela da Divineia.

O instinto de sobrevivência o fez encontrar o lugar, e do lugar arrumou emprego de auxiliar do departamento pessoal em uma transportadora, na avenida Marques de São Vicente. Lá trabalhou por 12 anos até chegar ao cargo de gerente de filial. Nem enchente nem todo tipo de encrenca que encontrou pelo caminho — e desde novo fazia questão de denunciá-las —, atrapalhou a construção de uma relação que se transformou em paixão pelo bairro.

Nosso amigo era um tipo curioso: poucos reclamavam tanto quanto ele; mas sempre reclamou por amor. Pelo verde da praça que os “nóias” ocupavam na frente de casa; pelo meio ambiente que os carros poluíam e as pessoas desrespeitavam; pela calçada que as concessionárias tornavam irregular; pelo céu que os prédios encobriram; pela cidade, que os políticos não cuidavam.

Ah, os políticos! 

Controlá-los e cobrá-los era seu esporte preferido. Enquanto pode, foi a Câmara para assistir às sessões, fuçou nas reuniões de comissões e tomava a palavra nas audiências públicas. De casa, monitorava os parlamentares pelo computador, gravava as imagens geradas pela TV Câmara na internet, editava vídeos, denunciava abusos e absurdos ditos em plenário, reproduzia brigas e publicava tudo no blog que levava o nome da Vila Nova Cachoeirinha. Quando percebia a ausência de algum vereador no trabalho, mandava e-mails e cobrava a resposta.  Na rua, fotografava a falta de semáforo, de luz, de cuidado e de respeito — enviava para jornais e vereadores.

Por amor, esteve com a gente até quanto pode. Até ser superado pelo desânimo há cerca de um ano. Mesmo assim, nos falávamos por telefone e trocávamos mensagens. Ele me ajudava a manter o site do Adote um Vereador que criou lá no início da nossa história. Até recentemente dava seus pitacos. Dia desses li e me ri: “político fazendo campanha de máscara economiza óleo de peroba…”, escreveu em uma rede social. Foi na rede que encontrei, também, como ele se definia: “cidadão brasileiro, com muito orgulho, cansado de sofrer nas mãos de políticos inescrupulosos”. 

Alecir se foi. Era um amigo. Sincero como devem ser os amigos. Engraçado de tanto que reclamava. Um daqueles caras que deixará saudade eterna pelo abraço que me dava, pelo carinho que sempre demonstrou e pelos puxões de orelha diante da minha desatenção a algo dito no rádio —- sim, além de tudo era um ouvinte frequente dos meus programas, desde os tempos do CBN São Paulo.

Se o Adote perdeu uma referência e São Paulo, um cidadão, posso lhe garantir que Deus arrumou sarna para se coçar. Mas não se incomode, Senhor: quando ele reclamar vai ser por amor!

Ouça o Conte Sua História de São Paulo, escrito por Alecir Macedo, que foi ao ar em abril de 2013

O jornalismo precisa respeitar o tempo de apurar e de noticiar; senão deixa de ser jornalismo

Foto Pixabay

Nunca o jornalismo foi tão imediato como agora. Do microfone no rádio à câmera na televisão, o tempo para publicar a notícia é o tempo de acionar o botão do … NO AR. Na internet, a urgência aparece em alertas na tela do celular antes mesmo do texto ter sido publicado. Os jornais sem tempo para imprimir o fato, atualizam o site com manchete em letras garrafais, mesmo que o repórter ainda não tenha dado ponto final; e usam as redes sociais para levar ao público a informação com o crédito que a história lhes concedeu. 

Confundem aqueles que, primeiro, identificam o fazer jornalismo apenas como o ato de publicar um fato, quando há uma série de ações que precede a esse ato. Confundem mais ainda — seja lá com qual for a intenção, talvez apenas desconhecimento — quando veem no avanço tecnológico a necessidade de mudanças em características que são próprias do jornalismo: a busca incessante da verdade, o apuro dos fatos, a relevância no que é interesse público e o direito ao contraditório. Essa jornada exige tempo e responsabilidade —- em uma equação que desafia o cotidiano de repórteres, editores e analistas, pois a medida que diminui o tempo entre o fato e a sua publicação, aumenta a responsabilidade de quem publica o fato. 

Estruturas menores, profissionais com menos experiência, crescimento da competitividade e investidores preferindo o entretenimento ao enfrentamento, típico do jornalismo, têm prejudicado essa dinâmica nas redações —- e isso ninguém nega, é fato e nós jornalistas gostamos de trabalhar com fatos: em dez anos, 83% dos jornais brasileiros reduziram o número de profissionais, 13% mantiveram a equipe no mesmo tamanho e apenas 3% declararam ter aumentado seu time, conforme estudo feito pelo jornalista Ricardo Gandour e publicado no livro “Jornalismo em retração, poder em expansão” (Summus Editorial).

As redes sociais tornaram o processo ainda mais complexo ao dar agilidade na entrega da informação —- confirmada ou não —- e a oferecer a todos o mesmo poder e espaço, diferenciado-os apenas pelo alcance que cada um capacitou-se a ter e pela forma como os algoritmos impulsionam ou não essa mensagem. Esse cenário gera uma concorrência desleal; enquanto uns se alvoroçam nas redes publicando o que bem entendem, se satisfazendo em traduzir tuítes e replicar fatos sem confirmação, desde que tenham potencial de agitar a galera a espera do engajamento da arquibancada digital, sem se preocuparem com a responsabilidade de seus atos e opiniões;  outros —- e os jornalistas fazem parte desses outros, ou deveriam fazer —- têm compromisso ético imposto pela profissão que exercem. “Eu acho”, “ouvi falar”, “dizem por aí”, “não tenho certeza, mas …” são expressões que se repetem com frequência no dia a dia das nossas conversas, no bate papo de boteco, na troca de mensagem entre amigos e colegas e dominam as redes sociais; porém jamais podem ocupar o espaço destinado a objetividade jornalística,  um dos fundamentos no exercício de noticiar. 

O jornalista é refém da verdade e esta nem sempre é encontrada na mesma velocidade exigida pela sociedade contemporânea que sofre de ansiedade informacional. Porém, assim como o tempo de maturação da notícia, do levantamento de dados e da confirmação de versões tem de ser respeitado, equilibrar os três pilares que sustentam o trabalho jornalístico —- isenção, correção e agilidade —- é essencial para nossa sobrevivência. É preciso, sim, noticiar de forma livre e independente, sem cumplicidade com governos e empresas; ser correto na apuração e na relação com a fonte; tanto quanto ágil na publicação —- entendendo que essa rapidez no informar tem de estar pautada na razoabilidade do tempo entre o fato ocorrido e o fato publicado. Quanto menor o tempo, mais correta for a apuração e mais precisa a notícia, melhor para o jornalismo e para a sociedade.

Sua Marca: o William, a tecnologia e a experiência do consumidor

“Não vamos gerenciar marcas sem tecnologia mas também não vamos gerenciar marcas apenas com ela”, Cecília Russo 

O William atende clientes em uma loja especializada em produtos para animais de estimação, em São Paulo. Em lugar de fechar vendas, cria relacionamentos. Faz abordagem cuidadosa, é gentil na conversa e evita ser intruso na jornada de compra do consumidor.  Ele aparece nesta história por dois motivos: o primeiro é que Willian ilustra bem o tema que tratamos no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso na conversa com Jaime Troiano e Cecília Russo. Falamos de o risco de as marcas ficaram muito parecida a medida que todas passam a ter à disposição as mesmas ferramentas e soluções tecnológicas. 

“Há empresas que acreditam que o digital e a tecnologia são capazes de resolver tudo. Doce ilusão. Por mais apaixonados que sejamos por tecnologia, seres humanos querem o cheiro, o toque, o olhar”, Jaime Troiano

A Apple é uma empresa de tecnologia mas o que conquista seus clientes, que agem como fãs da marca, é a experiência que oferece. O desenvolvimento tecnológico de seus produtos é para onde o sentimento de paixão se volta, mas o que a Apple entrega é o design, as cores, o ambiente da loja e um sentimento de pertencimento.

No Brasil, um bom exemplo é o caso Magazine Luiza que se transformou na maior plataforma nacional de comércio eletrônico sem abrir mão de sua personalidade, muito marcada pela essência de sua dona, Luiza Trajano —- a alma que a marca emana está inspirada na figura dela. 

“A tecnologia é, como se diria em matemática, condição necessária mas não suficiente. Ou seja, não podemos abrir mão dela, mas apenas a tecnologia sozinha não criará marcas fortes e diferenciadas”, Cecília Russo

Sem contar que o mal uso da tecnologia pode trazer uma série de transtornos na relação do cliente e da marca. Quem nunca teve um experiência negativa porque o ‘sistema’ estava fora do ar? Para piorar: na maior parte das vezes em que isso acontece, as pessoas estão tão reféns da tecnologia, que perdem o rumo de como deve agir com o seu consumidor. 

A propósito: disse que o William, nosso personagem aparecia nesta história por dois motivos. O primeiro porque, mesmo tendo todo aparato tecnológico à disposição, é a forma como atende o cliente que o diferencia. O segundo é que o William é ouvinte da CBN.

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN