Mundo Corporativo: empresas têm de criar espaço para a colaboração de seus profissionais, diz Alexandre Marins

 

“Eu quero uma carreira onde eu tenha um espaço onde eu possa exercer aquilo que eu acredito em conjunto com outras pessoas. Então as empresas tem de ter uma clareza de seu propósito para que as pessoas consigam ter um grau de identificação e engajamento” – Alexandre Marins, LHH

A chegada de novas tecnologias e de uma geração mais questionadora tem transformado o ambiente de trabalho e obrigado as empresas e seus líderes a mudarem comportamentos. Os profissionais querem ter voz, dar ideais e serem mais colaborativos, de acordo com Alexandre Marins, diretor de desenvolvimento de talentos da consultoria LHH.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, o consultor alertou para o fato de que as empresas falam muito em inovação mas ainda mantém algumas práticas que provocam sérios problemas na qualidade de vida de seus colaboradores:

“Essa questão do homem não poder falar da sua vulnerabilidade, traz uma angústia interna muito grande, uma solidão. Então, a gente vê que os cargos de alta liderança seguem sendo solitários e as pessoas não conseguem falar sobre isso, e pessoas se deprimindo porque elas olham para aquilo e não vêem uma saída, sabem a sensação de que amanhã vou ter de dar conta de novo”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter pelo perfil @CBNoficial e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Ricardo Correia, Isabela Ares e Débora Gonçalves.

Avalanche Tricolor: nada está decidido

 

Grêmio 1×1 Flamengo
Libertadores — Arena Grêmio, Porto Alegre/RS

 

Gremio x Flamengo

Pepê comemora gol que nos mantém na luta, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

O caro e raro leitor desta Avalanche talvez não perceba, mas o título que se destaca no alto deste post é o mesmo da Avalanche escrita em 21 de agosto, quando iniciávamos a disputa por um vaga à semi
final da Libertadores.

 

Você haverá de lembrar que, assim como hoje, fizemos o primeiro jogo em casa, diante de nossa torcida e contra o time considerado sensação do Brasil naquele momento. Um time com grandes nomes e um técnico de primeira, que conhecia como poucos a história do Grêmio.

 

E não sei como anda sua memória, mas registro que naquela oportunidade deixamos o gramado com o placar adverso. Não bastasse ter tomado um gol em casa —- o tal gol qualificado que prevalece na Libertadores —-, ainda tivemos a infelicidade, mesmo sendo superior no segundo tempo, de não marcar nenhum.

 

Apesar de todas as desvantagens, o que aconteceu na partida de volta você ainda lembra: o Grêmio foi a São Paulo, encarou um estádio lotado e fervilhante, venceu e se qualificou para a semi-final da Libertadores, driblando as expectativas de comentaristas, adversários e até de alguns dos nossos torcedores.

 

Se reproduzo hoje o mesmo título daquela Avalanche, garanto-lhe que não é por falta de criatividade. Essa até nos faltou no primeiro tempo da partida desta noite quando fomos dominados pelo adversário e nos safamos de algo pior graças a tecnologia que está aí para isso mesmo: impedir irregularidades em campo.

 

Recorro ao “NADA ESTÁ DECIDIDO” porque esta é a mais pura verdade nesta semifinal, especialmente após o Grêmio ter voltado a ser o Grêmio no segundo tempo da partida —- obra de total responsabilidade de Renato que no vestiário soube colocar o time no seu devido patamar, ajeitou as peças, redistribuiu funções e impôs marcação mais forte com a participação de todos os jogadores, inclusive os do ataque que tinham passado a maior parte do primeiro tempo isolados na frente.

 

Não bastasse a conversa de vestiário, ele ainda soube recorrer às melhores peças que tinha no banco para se recuperar da desvantagem no placar. Foi Maicon, que entrou no lugar de Michel, quem teve visão para virar a jogada iniciada pela esquerda com Luan. E foi Pepê, que havia substituído Alisson, quem empurrou a bola para dentro de gol após o cruzamento de Everton. Renato voltou a ser genial.

 

Seja por Renato, seja pela capacidade de recuperação deste time, finalizo esta Avalanche com as mesmas palavras que encerrei aquela de agosto quando estávamos apenas iniciando a caminha para a semifinal da Libertadores:

 

“Nada está decidido. E se alguém acreditar que está, cuidado. Melhor não subestimar nossa imortalidade”.

O maior dos cuidados

O autor do texto a seguir já esteve com a gente em outras leituras. É estudante do Colégio Notre Dame, em Campinas, e também editor do jornal da escola. Nessa semana, publicou na seção Carta ao Leitor artigo no qual fala da relação de avós e netos, em virtude do Dia do Idoso. Tomo a liberdade de reproduzir o texto no blog:

Por Matheus Mascarenhas
Estudante e escritor

 

Ah! Mas como descrever férias. Linda palavra, linda mesmo. Alguns diriam que tal paroxítona se parece mais com um período de descanso do nosso regime semi-aberto diário. Não há como esconder minha felicidade pelas férias. Ela vem chorando por atenção, e no final, agradece por irmos embora. São magníficas as transformações que ela faz. São magníficas as experiências. E também são magníficos os dias contados, esperando pelo reinício das aulas. E, às vezes, esse periodozinho te marca, molda uma memória memorável. E isso aconteceu comigo, desta vez.

 

Há algo mais clichê do que passar um tempo das férias na casa dos avós? Não, eu acredito que não. Todo mundo dá sempre uma passadinha lá. Uns ficam semanas, outros ficam poucas horas. Não sei para vocês, mas a alegria de encontrar meus avós é imensurável. É amor, comida, diversão. Uma combinação adorável. Quem não tem na cabeça uma piada engraçada da sua avó, ou uma história de infância do seu avô. Para mim é ritual, é costume. Esse momento sempre existe. E por que estou gastando seu tempo, ao ler essas coisas tão lindas e bonitinhas? Não se acanhe, continue por aqui. Deve ser difícil ter que ler todo esse jornalzão, mas juro que cada texto vale a pena (​Merchan grátis). Enfim, leitor, voltando ao assunto. A minha intenção aqui é contar um pouco sobre alguns momentos de minhas férias, um tanto peculiares para mim.

 

Como já havia dito, fui passar os tais dias na casa de meus avós. Já velhinhos, fazia mais de 6 meses que eu não me dispunha a dormir por lá. A primeira tarde foi revigorante! Um bolo mais um sorvete. Depois um bom papo com meu avô e uma conversa um tanto divertida com minha avó. Parecia um hotel. Eu sob os cuidados de meus avós. Logo entardecia. Pedimos a tradicional pizza. E, tempos depois, nos preparamos para dormir. Me arranjei numa daquelas posições pensativas que você fica por minutos na cama. Já estava na Hipnagogia (o limite entre estar acordado e dormindo). De repente, eu ouço soluços altos seguidos por uma tosse eufórica. Vish! O que seria? (Nota: leitor, relaxe, não haverá sequer uma morte nesse texto). Fui direto ao quarto dos meus avós. Quando cheguei, vi uma situação desconfortável. Meu avô se debruçava, engasgado. Nada de mau aconteceu, busquei água e tudo se resolveu. Ufa! A partir daí, já não me sentia confortável em estar desatento no período da noite. A verdade era que eu estava com medo de alguma coisa séria acontecer. Nunca tinha passado por isso antes. Na manhã seguinte, levantei tranquilo, com a mente apagada, meio surda. Tomamos café e o dia se seguiu. No jantar, infelizmente, meu avô engasgou — de novo. Tivemos que repetir o protocolo. Nada de ruim aconteceu, felizmente. No dia seguinte fomos embora.

 

Passaram-se alguns dias e voltamos para lá. De forma impremeditada, meu avô machucou sua perna, arrancou a pele do local. Minha avó nada podia fazer, já que abaixar-se para tal tarefa seria uma atividade um tanto inadequada. Logo, tal tarefa foi imcumbida a mim. Fiz o curativo certinho. Passei o soro, a pomada, a gaze e a fita. Tudo ​ok!​ E esse ciclo se repetiu, e repetiu. Mais alguns problemas gritaram por ajuda. Às vezes a locomoção deles era debilitada, havia de se ajudar. Às vezes precisava-se pegar remédios em locais não apropriados. E tudo isso se consumava em um ciclo.

 

Notei que eu tinha me tornado um cuidador de meus avós, igual a como eles haviam feito, no meu nascimento e infância. Houve uma inversão de postos. Eu passava a cuidar deles. E isso me soava estranho. Mas, leitor, não se engane. Eu não passei perto, nem de longe, do que eles fizeram por mim, e do que ainda fazem. Parece estranho comparar algo físico com algo subjetivo. Eu considero que meus esforços físicos, ajudando eles no que quer que fosse a tarefa, perdiam o mérito, ao serem comparados com os cuidados e esforços subjetivos, afetivos, que meus avós me transmitiram. Através das longas conversas, a troca de experiências, os sorrisos, e abraços, os beijos, as piadas, o amor, nada disso se compara, e eu afirmo, NADA disso é comparável a outro tipo de cuidado.

 

Meus amigos, parece difícil e até mesmo chato, mas aproveitar seus avós ou quem quer que seja que você considera muito importante, é imprescindível. É necessário, é bom! É saudável. Você nunca terá tão bons cuidados. Nunca. O que não se pode ver é a real cura: o amor. O lindo amor. Então da próxima vez que você encontrar com esse tipo de pessoa que te faz feliz, abrace muito, muito mesmo! Beije-o! Pode ser que algum dia, você não possa mais fazer isso de novo.

 

Um abraço a todos vocês! Boa leitura!

Avalanche Tricolor: vamos ao que importa

 

Fluminense 2×1 Grêmio
Brasileiro — Arena Grêmio

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O time era o alternativo. O jogo era pelo Brasileiro. E o resultado pouca coisa mudaria nas nossas pretensões e expectativas na temporada. Claro que ganhar seria bom — é sempre bom. Se tivéssemos saído de campo com o empate também estaria muito bem resolvido. Verdade, também, que nunca gosto de perder, mas, convenhamos, quem se importa?

 

Cheguei a ouvir críticas de comentaristas à falta de intensidade dos nossos jogadores que estavam em campo, que estariam desperdiçando a oportunidade de apresentar suas credenciais ao “chefe”. Soou-me exagerado para um time totalmente modificado, atletas sem o ritmo necessário e com justificável desentrosamento.

 

Leve-se em consideração, estarem encarando o desespero do adversário que vive um reboliço administrativo, pressionado e desrespeitado por alguns torcedores e precisando pontuar em casa de qualquer maneira. Além de um árbitro cego pela prepotência, incapaz de enxergar um jogador parar a bola com a mão dentro da área mesmo que todas as câmeras sejam oferecidas a ele.

 

Ao fim da partida, Rômulo ainda foi perguntado pelo repórter da televisão o que o placar do fim de tarde de domingo influenciaria na partida da próxima quarta-feira à noite —- que é o que nos importa.

 

Nosso meio de campo fez cara de quem não estava entendendo muito bem o que o jornalista queria saber. Foi lacônico ao responder que não mudaria nada e saiu pela tangente falando de duas bobeadas na defesa e das chances perdidas de gol.

 

Fez certo. Afinal, a três dias de uma decisão do tamanho das Américas, quem, caro e raro torcedor desta Avalanche, realmente estava preocupado com o que aconteceria neste fim de semana no futebol?

 

Fala sério? Quem se importa ? Só quem não tem Libertadores para decidir, é lógico. E o Grêmio tem!

Conte Sua História de São Paulo: a primeira moradia na pensão da Alameda Nothmann

 

Por Clênio Falcão Lins Caldas
Ouvinte da CBN

 

 

Naquele início de tarde de 30 de março de 1954, uma terça-feira, chovia a cântaros na então “cidade que mais cresce no mundo”. O coletivo da empresa “Pássaro Marrom” chegou a capital paulista em meio ao trânsito caótico e congestionado, e se dirigiu à Avenida Rio Branco, ponto de partidas e chegadas de ônibus rodoviários. A cidade ainda não dispunha de uma estação rodoviária.

 

O garoto, que era eu, com seus sete anos, ainda estava atônito e cansado pela viagem iniciada às sete da manhã, na estação rodoviária do Rio de Janeiro, na Praça Mauá. Ao lado dos pais e dois irmãos, eu observava o burburinho de transeuntes ali na calçada, em frente ao escritório da empresa de ônibus. No reloginho de pulso marcavam 14 horas, em ponto.

 

Juntada a modesta bagagem, o pai procurava um carro de aluguel para nos levar a pensão da Dona Doralice, no bairro da Bela Vista, na Martimiano de Carvalho.

 

Todos acomodados no sedã Ford de cor preta, rumamos para o endereço anunciado Assim que chegamos, meu pai foi falar com a senhora proprietária da pensão, enquanto o aguardávamos ansiosos para descansar. Mas ele voltou desanimado. Não havia lugar para a família. Estava lotada.

 

Por indicação do chofer, partimos para os Campos Elísios onde provavelmente encontraríamos abrigo em outra pensão. Alameda Nothmann. Trânsito pesado de ônibus, carros e veículos de carga. Assim que o automóvel estacionou, lá foi meu pai mais uma vez falar com os donos da estalagem. Dessa vez, retornou feliz, pois Dona Aparecida aceitou nos receber. Era um modesto quarto que abrigou toda a família.

 

Eu não continha a emoção.

 

Não obstante o cansaço, corri para a grande janela que dava para a rua e, embevecido, debrucei-me encantado com o ruído do trânsito lá fora. Tudo era novo!

 

Quatro dias atrás residia no sossegado bairro de Madalena, no Recife, com passagem de 48 horas pela cidade do Rio de Janeiro — minha cidade natal. Agora integrava a população de alguns poucos milhões na metrópole considerada a maior do Brasil. Era muito para minha pouca idade e minha discreta experiência em viagens distantes de onde havia passado dias tranquilos da infância.

 

Ao mesmo tempo, era um desafio aproveitar aquela feliz oportunidade de chegar a majestosa capital que acabara de completar o seu quarto centenário. Tão importante, tão emocionante quão diferenciada que a partir daquela data tomei a decisão de recordar com a família e os conhecidos que povoariam sua existência o marco de 30 de março, inicio de um período de minha vida que jamais será olvidado.

 

E assim tem sido nestes 65 anos na vida deste garoto carioca, criado na capital pernambucana em sua primeira infância e agora celebrando sua terceira naturalidade como cidadão paulistano.

 

Clênio Falcão Lins Caldas é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br

Mundo Corporativo: empresas buscam líderes adaptados à transformação digital

 

 

“É esperado que o executivo consiga decidir com velocidade e tomando riscos necessários, mesmo sem ter todas as respostas, mas também é esperado que esse executivo tenha ponderação e consiga analisar os dados para ver se aquela decisão vale a pena ou não” Flávia Leão, Russel Reynolds

 

As empresas têm novas demandas provocadas pela velocidade que a tecnologia impõe e seus gestores têm de estar preparados para essas transformações. Portanto, devem desenvolver uma liderança ágil e entender que áreas como recursos humanos e logística, por exemplo, não podem prescindir do conhecimento tecnológico. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corportivo, da CBN, a consultora Flávia Leão falou o que as empresas esperam dos líderes que assumem em meio a enorme transformação digital que vivemos:

 

“Não se espera que o executivo tenha um conhecimento técnico, mas sim que o executivo saiba reconhecer quais são as soluções que vão transformar o negócio dele e que consigam fazer uma análise crítica disso. E trazer para a empresa aquilo que funciona. Então você tem de estar muito próximo das tecnologias para saber o que vai me trazer mais eficiência, o que vai me trazer mais velocidade e não tem mais a possibilidade de deixar esse assunto para o profissional de TI”.

 

Leão é head de liderança e sucessão para a América Latina da Russel Reynolds, consultoria de recrutamento e desenvolvimento de altos executivos. Para ela, as pessoas mais flexíveis e curiosas devem ter maior facilidade em se adaptar nesse momento do que aquelas que têm perfil mais rígido e apegado aos seus conhecimentos técnicos:

 

“… não existe uma coisa que é “nasci líder”. Algumas pessoas têm características que facilitam e outras terão que trabalhar mais, mas mesmo assim elas podem fazer um papel tão bom quanto”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial e na página do Facebook da CBN. A entrevista vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN ou domingo às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Rafael Furugen, Debora Gonçalves, Bianca Vendramini e Guilherme Dogo.

Avalanche Tricolor: gol para quem precisa

 

 

Grêmio 6×1 Avaí
Brasileiro — Arena Grêmio Porto Alegre/RS

 
 

 

Gremio x Avai

Luan é a cara do gol, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA


 

 

A gente merece. Sabe que a vida não será fácil logo ali em frente. O desafio é enorme. Gigante. Libertador. Vamos testar nossa Imortalidade. Nosso coração. Sendo assim, foi muito boa a oportunidade que a tabela do Campeonato Brasileiro nos ofereceu, nesta quinta-feira à noite. Um jogo em casa, com time (quase) titular e muitos gols à disposição.
 

 

Haverá quem justifique a goleada desta 21a rodada à fragilidade do adversário. Para que não se tire conclusões antecipadas e distorcidas, vamos lembrar que enfrentávamos um daqueles times que jogava a vida para escapar da zona de rebaixamento, vinha embalado com duas vitórias seguidas e está na lista de “toucas” do Grêmio —- é como chamamos os adversários que costumam ser encrenca mesmo diante da diferença técnica.
 

 

O Grêmio só fez o que fez porque se impôs diante do adversário. E o fez com intensidade e talento: passe de pé em pé, deslocamentos de um lado e de outro, jogadores sempre se apresentando para receber e toques de bola precisos e rápidos.
 

 

Um gol, dois gols, três gols, quatro gols, cinco gols, seis gols …. uma goleada que começou a ser construída ainda no primeiro tempo. Um mais bonito do que o outro e com a presença de jogadores que precisam se firmar no grupo: Tardelli, Braz, Luciano, Cortez, André e Luan —- especialmente Luan que, aposto com você, será o ponto de desequilíbrio no momento em que mais precisarmos nesta temporada.
 

 

A gente merecia —- como disse logo na abertura desta Avalanche. E esses jogadores, também. Fazem parte do grupo. E como Renato insiste a cada entrevista, temos um grupo e um grupo forte, formado por jogadores que precisam se destacar sempre que as oportunidades surgem.
 

 

Foi o que aconteceu hoje, especialmente no primeiro tempo quando ouvi do comentarista da Sportv Carlos Eduardo Lino a frase que se transformou em titulo desta Avalanche: gol para quem precisa de gol.
 

 

E se estes jogadores mereciam o gol que fizeram. Nós merecíamos um jogo tranquilo como o desta quinta-feira à noite. Porque, a partir de agora, é concentração total, mente focada e coração na ponta da chuteira. A partir de agora —- mesmo que haja uma partida no fim de semana —- é a alma tricolor que precisará se expressar para nos colocar na final da Libertadores da América.

CONAREC: atendimento tem de evoluir da mesma maneira que a tecnologia

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O CONAREC 2019, realizado nos dias 10 e 11 de setembro, teve performance quantitativa e qualitativa acima do padrão. Cinco mil congressistas que assistiram a 250 palestrantes, dos quais 80 CEOs, apresentarem resultados e tendências para o setor de produtos e serviços na relação empresa cliente.

 

Foram dois dias revigorante, pois o ambiente e o propósito das 100 empresas que marcaram presença como expositoras transpiravam cordialidade, diversidade, igualdade, liberdade e respeito ecológico para o desempenho das suas funções, com colaboradores e clientes.

 

Apresentamos a seguir alguns destaques do evento:

 

A busca do engajamento das empresas com os clientes nunca esteve tão em evidência. Esse processo orquestrado pelas empresas de varejo até agora tem inovado com aplicações tecnológicas de sucesso, mas quando se trata da relação física na ponta o quadro funcional inexperiente tem deixado a desejar. Os vendedores são os menos preparados das empresas, sendo muitas vezes parte de uma função definida como início de carreira, enquanto os mais competentes funcionários ficam distantes do contato direto com o cliente.

 

É por isso que no ambiente virtual a proposta é trocar funcionários robôs pelos robôs; e no físico substituir estagiários por vendedores competentes. Dessa forma, o cliente que prefere máquina ou o que prefere pessoa poderá se engajar com a empresa da maneira como quiser.A falta de competência na ponta já está sendo tratada pelas empresas e até se estendendo a todos os colaboradores.

 

As grandes empresas que têm adquirido startups como forma de absorver inovações tecnológicas, ao permitirem liberdade operacional, aceitam novas jornadas de trabalho, como horários alternativos e o home office, encontrando a boa prática para este modelo.

 

Para ilustrar a atenção com os colaboradores, temos o caso da VIVO, que anunciou aos 30 mil funcionários que podem se vestir da maneira correspondente ao seu perfil. Afinal a moda é uma forma de comunicação. O BRADESCO está plugado no THE VOICE BRASIL interno, pois todos os 98 mil funcionários podem participar da seleção que levará o finalista à TV GLOBO.

 

Enquanto as empresas procuram se atualizar no fator humano, na área de tecnologia os avanços são evidentes. Destacamos como exemplo, a ferramenta apresentada pela SKS Cx baseada na expertise da Checker Software System de Hadera Israel, cujo histórico nos referimos neste Blog na semana anterior. Trata-se de um sistema que permite conectar todas as metodologias de pesquisa de forma integral e apresentar os resultados via mobile, quanto e quando quiser. Acabaram as reuniões de apresentação, com Power Points e longas dissertações.

 

Stella Kochen, a CEO da empresa, efetivou uma pesquisa de satisfação realizada com os congressistas presentes, e on-line mostrou os resultados e as recomendações, inclusive com a taxa de NPS geral. Parece que o WAZE das Pesquisas está aqui. A melhor rota para o relacionamento empresa cliente.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Sempre fiz questão de mostrar que usava o celular

 

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A convite da jornalista Rosana Hermann escrevi texto que foi publicado, com a devida edição, no livro “Celular, doce lar” (Editora Sextante). O livro está a seu alcance a alguns cliques no próprio celular. O meu texto, reproduzo a seguir:

 

Sempre fiz questão de mostrar que usava o celular. Jamais o contrário. Uma relação que começou com um Gradiente operado pela BCP, em 1998. Por curioso que seja, na época já antecipava o que viria ocorrer tantos anos depois: o celular era meu único telefone. Não havia linha fixa no apartamento que tomei emprestado por alguns meses até a casa nova ficar pronta.

 

A evolução dos celulares foi veloz e na velocidade com que se desenvolvia, eu tentava acompanhá-los. E se eu corria atrás deles já era um sinal de que minha estratégia de relacionamento era marcada por conflitos de interesse. Eu querendo usá-los e eles tentando provar o contrário.

 

Apesar disso, a coisa ainda ia bem enquanto sua única serventia era conversar com outras pessoas. O problema começou mesmo quando outras possibilidades surgiram, especialmente a de se divertir com jogos eletrônicos. O olhar para a tela foi se intensificando e meu propósito de convivência com os celulares foi ficando distante. Cada vez mais distante.

 

Olhava uma vez, olhava duas, três, quatro, dez … com o carro em movimento era uma tentação; no congestionamento, a salvação. Não saia de casa sem ele e dentro de casa o levava no bolso de uma sala para outra.

 

A perdição foi quando descobri o Candy Crush. Apaixonei-me pelos docinhos e brigadeiros que explodiam conforme a combinação de cores. E a cada etapa encerrada um nova tentação surgia. Gula!

 

O susto foi descobrir que seria possível passar as fases mais rapidamente, bastava comprar alguns ítens. Registre seu cartão de crédito e a próxima meta estará logo ali! Simples assim!

 

Foi quando, então, duas forças internas se encontraram: o desejo de jogar e vencer sempre e o terror de gastar dinheiro à toa. Aquele foi um momento decisivo. Um divisor de águas na minha relação com o celular. Ou eu ou ele? Quem manda em quem? Vai encarar!?

 

Não pense que meu desejo de jogar arrefeceu. Joguei Candy Crush em lugares e momentos inusitados. Durante palestra, a espera do sinal abrir, apresentando o programa de rádio, no banheiro – aí também é um clássico, né -, na academia, na sala de aula, na reunião de trabalho … incrível, até assistindo aos jogos do Grêmio me deparei dedilhando os doces e tentando superar as etapas mais difíceis.

 

Joguei e jogo muito Candy Crush até hoje – parei de fazê-lo em algumas situações de perigo, é verdade. Mas posso dizer orgulhosamente que jamais, em momento algum, gastei um só tostão neste joguinho e já passei da fase 1960.

 

Eu venci! Ou melhor quem venceu foi minha “pão-durice”. Insuperável! Se me nego a jogar moedinha na Fontana di Trevi, imagine despejar dinheiro em um joguinho eletrônico.

Avalanche Tricolor: os “pitucas” do Renato estão batendo um bolão

 

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Brasileiro — Vila Belmiro/SP

 

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Everton, Matheus e Luan foram destaques, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

Passei a semana ouvindo que o adversário do Grêmio, na noite de sábado, não teria um dos seus principais jogadores do meio de campo, Pituca. Estaria lesionado, é o que relatavam os repórteres esportivos. Confesso que nunca havia ouvido falar dele. E não é menosprezo, é desatenção mesmo. Com tanta coisa para cuidar no dia a dia, acabo deixando de lado o interesse pela escalação dos adversários. Reconheço um craque de cada time ou o jogador mais expressivo, mas não peça para escalá-los ou comentar o desempenho deles individualmente —- talvez esteja aí uma boa explicação para meu pífio desempenho na Liga Hora de Expediente CBN, do Cartola FC.

 

Do time da Vila sei que vem há algum tempo disputando a ponta da tabela, tem um técnico gringo, inteligente e agitado, uma turma boa de bola e habilidosa, e um ou outro camarada que já passou lá pelo Rio Grande. Sei, também, que não costuma perder jogos dentro de casa. Mas não sabia que tinha um jogador chamado Pituca e a ausência dele poderia prejudicar o desempenho da equipe. Disseram-me que era quem botava a bola embaixo do braço e acionava o ataque veloz e talentoso, com sua ótima visão de jogo. Fui pesquisar e descobri que o volante já jogou Libertadores, marcou 19 gols na carreira e está com 27 anos —- além de, coincidentemente, fazer aniversário no mesmo dia que eu.

 

Assim que os times entraram em campo e a televisão confirmou a escalação das duas equipes, levei um susto: Pituca estava entre os titulares. Se já era difícil fazer três pontos em um time que diante de sua torcida é imbatível, imagine fazer em um time que diante de sua torcida é imbatível e tem o Pituca escalado? Temi pelo pior.

 

O frio e a chuva na Baixada santista somados a intensidade de jogo do adversário nos primeiros 25, 30 minutos também não facilitavam as coisas para o nosso lado. E a gente mal conseguia ficar com a bola no pé. A se destacar, a boa perfomance de Paulo Victor e uma defesa firme que conseguia nos safar de algumas boas investidas de Pituca e sua turma. Houve momentos de talento individual, também: a janelinha de Everton e o chapéu de Alisson, foram dois deles, que a TV e as redes sociais não se cansam de repetir.

 

Somente no fim do primeiro tempo redescobrimos nossa capacidade de chegar ao gol adversário. O fizemos por duas vezes com perigo, mas sem sucesso. Eram apenas ensaios do que viria a acontecer no segundo tempo.

 

Do vestiário, as palavras mágicas de Renato fizeram efeito sobre seus “pitucas”, ops, seus pupilos. A bola passou a ser passada de pé em pé, como estamos acostumados; Matheus Henrique tomou conta do meio de campo e distribuiu o jogo para lá e para cá; Luan encontrou seu espaço mais próximo da área, e Everton …. bem, Everton seguiu sendo Everton.

 

Aos nove minutos, Luan marcou nosso primeiro gol (e a grande notícia da noite foi perceber que ele está em fase de recuperação de seu talento); aos 41, Pepê completou um passe incrível de Matheus Henrique (nosso jovem atacante dá sinais de que recupera a confiança); e aos 47, Everton fechou o placar (bem, esse dispensa comentários extras).

 

Alcançamos um resultado que, dizem as estatísticas, jamais havíamos conquistado na Vila; seguimos em viés de alta  na tabela de classificação (mesmo tendo desdenhado de parte do Brasileiro); o time se reinventa diante das ausências de jogadores importantes do elenco como Geromel, Leonardo Gomes, Maicon e Jean Pyerre; sem falar nos “pitucas” do Renato que estão jogando um bolão.