Sua Marca: conheça as marcas consideradas imprescindíveis pelos consumidores

 

 

“Ter marca não é ter um logo bonito, cores simpáticas ou iniciativas que criem um efeito de energia, ter marca é trazer valor ao consumidor” —- Cecília Russo

 

As pessoas que realmente gostam, usam e são cativos de uma marca representam 10% dos consumidores, segundo estudo desenvolvido pela Troiano Branding. Para Jaime Troiano e Cecília Russo isso não significa que as marcas são indispensáveis. O dado, porém, deve servir de alerta para as empresas que se limitam a vender produtos ou serviços sem trazer uma relevância para as pessoas — o que as torna incapazes de conquistar o coração do consumidor.

 

Na conversa com Mílton Jung, no programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, nossos especialistas em branding destacaram as marcas que tiveram maior relevância na pesquisa “Meaningful Brands”, do Havas Group:

 

  1. Google
  2. PayPal
  3. Mercedes-Benz
  4. WhatsApp
  5. YouTube
  6. Johnson-Johnson
  7. Gillete
  8. BMW\
  9. Microsoft
  10. Danone

 

Jaime e Cecília chamam atenção para a necessidade de as empresas aprenderem com o trabalho realizado por essas marcas que souberam agregar valor. Mas o que é valor?

“É aquilo que tem alguma relevância para mim, tem alguma conexão e algum sentido de imprescindibilidade para nós”, diz Jaime Troiano.

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e está disponível, também, em podcast no site ou no aplicativo da CBN.

Avalanche Tricolor: a vitória do Gre-Nal

 

Inter 0x0 Grêmio
Gaúcho — Beira-Rio, Porto Alegre/RS

Pai

 

Cada um tem o seu Gre-Nal. E neste domingo, eu ganhei o meu em particular. Foi fora dos gramados e bem distante do campo de jogo. Não foi necessário marcar gols, dar carrinho para impedir o avanço do adversário e menos ainda peitar o árbitro para que ele mudasse de decisão. Foi uma vitória pessoal. Mais do que isso, emocional.

 

Em meio ao jogo corrido que se desenrolava no Beira Rio, fui agraciado com uma foto de um torcedor gremista —- enviada pelo meu irmão, o Christian. Não era um torcedor qualquer. Era o pai. Sim, o meu pai, Milton Ferretti Jung. Aquele que me forjou gremista. Que usou de estratégias pouco ortodoxas —- acho que já falei delas por aqui — e outras mais corriqueiras para me fazer torcer pelo time que ele sempre torceu.

 

O pai, poucos devem saber, segue sua saga pela vida, mesmo que na maior parte do tempo não tenha consciência do mundo que gira em torno dele. Em seu apartamento, onde recebe todos os cuidados e os carinhos que sua história merece e onde é abraçado pelos filhos e filha, por noras e netos, por toda a família, além de um grupo incrível de pessoas generosas, voltou a vestir a camisa do Grêmio, neste domingo.

 

Sentado na poltrona da sala, diante da televisão e com com seu corpo franzino e resiliente, fixou o olhar na tela e assistiu ao Gre-Nal. Foi como se tivesse reencontrado-se naquela realidade da qual foi um dos protagonistas através da crônica esportiva.

 

O pai vivenciou o futebol gaúcho com intensidade. Sempre esteve muito próximo do Grêmio, é lógico. Frequentava os corredores e bastidores do estádio Olímpico. Visitava o gramado durante os treinos. Era confidente de alguns treinadores e respeitado por todos os outros que passaram pelo clube. Diretoria e jogadores também o reverenciavam. Nos dias de jogos, recebia aplauso de torcedores a caminho do Olímpico, para onde seguia a pé, pois morou na vizinhança a maior parte da vida.

 

Nas muitas vezes em que fiz essa caminhada ao lado dele, ouvia gritos de “gol-gol-gol”, que ecoavam no Largo dos Campeões —- portão principal de acesso ao Olímpico. Eram admiradores que o saudavam repetindo o grito de gol que marcou sua carreira. Você deve imaginar como aquelas cenas me enchiam de orgulho.

 

Apesar de sua relação íntima com o Grêmio, tratava o adversário com muito respeito e em suas narrações fazia a voz vibrar e o torcedor se emocionar independentemente de quem fosse o gol. Foi dele um texto produzido pela rádio Guaíba de Porto Alegre e lido pelo narrador Pedro Carneiro Pereira, em homenagem a inauguração do Beira-Rio, em 1969. De tão belo e nobre ficou gravado em placa de bronze no estádio. Um texto escrito por um gremista que sabia reconhecer os méritos do adversário.

 

O pai sempre viveu neste mundo, como radialista, como cronista e como torcedor. E, na tarde deste domingo, deu sinais de que se reconectava à vida diante daquele espetáculo proporcionado pelas duas equipes.

 

Ao vê-lo em fotografia, tive a impressão de que havia voltado no tempo, quando ele descrevia com precisão cada lance de uma partida. Ou quando comemorava os gols gremistas ao meu lado nas cadeiras cativas, do Olímpico.

 

Mais do que isso: o pai estava com cara de moleque —- como a do guri que escapava das salas de aula do internato, que subia no telhado para ler os gibis proibidos, que fazia brilhar os metais da bicicleta que o acompanhava nas corridas pela 16 de Julho, no bairro São João.

 

O Gre-Nal aproximou o pai da realidade. E o clássico me proporcionou, mesmo sem gols, a alegria de uma vitória conquistada. Vitória que compartilho com o Christian e a Jacque, meus irmãos. E com você, caro e raro leitor desta Avalanche. Porque essa é uma vitória de vida. Daquelas de dar lágrimas nos olhos.

Conte Sua História de São Paulo: sapato e bolsa combinando para passear no centro

 

Por Elvira Pereira

 

 

Parabéns São Paulo! Cidade em que nasci e que tanto amo! Como dizia Fernando Pessoa: “o Tejo não é mais bonito do que o rio que corta a minha aldeia” Para mim, São Paulo é a mais bela cidade do mundo!

 

Filha de portugueses, nasci no Bairro do Brás, na Rua Piratininga, há 75 anos. Depois nos mudamos  para o Tatuapé, onde vivo até hoje. Todo ano, ao se aproximar as comemorações do aniversário de São Paulo, faço uma retrospectiva, uma viagem interna com direito a escala nos anos 1960.

 

Éramos de família de poucos recursos — meus pais e três filhas. Nosso sonho de consumo era ir à cidade, como se dizia na época. E ninguém que se preze ia desarrumado. Vestíamos nossa melhor roupa, que não era de grife, combinando a bolsa com o sapato. E lá íamos pegar o bonde Praça Clóvis, na Avenida Celso Garcia.

 

Descendo na praça, seguíamos a pé até a Rua Direita com destino às Lojas Americanas,  que era a apoteose do passeio. Mais precisamente, a lanchonete ao fundo da loja. Ah!… aquele cachorro quente ! Ainda sinto o aroma e o sabor do delicioso molho de tomate com pimentão e cebola. Inigualável. 

 

Dando continuidade ao nosso “tour”, seguíamos até o Mappin, com suas lojas de departamento. Ainda ouço a voz do ascensorista, parando em cada andar, abrindo a porta de grades do elevador com as mãos enluvadas, anunciando  os produtos.

 

Após o Mappin, um giro pela Praça da República, que era melhor cuidada e frequentada. Depois o retorno para casa, também de bonde com a sensação de quem fez uma viagem inesquecível.

 

Lembranças que na verdade são carícias congeladas em nossos corações.

 

Elvira Pereira é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade: escreva para contesuahistoria@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: em franquia, é preciso estar pronto para seguir padrões

 

 

“Antes de você empreender, olhe para dentro de si, pergunte se você está preparado. Não para seguir ordens, mas para seguir padrões, porque franquia é isso, eu tenho de seguir padrões” — Sidney Kalaes

A maior parte das lojas que você encontra no shopping center e mesmo nas ruas de comércio é franquia e isso acontece porque esse mercado oferece maior segurança aos empreendedores. A opinião é de Sidney Kalaes — que lidera grupo que reúne cinco marcas de franquia — entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Kalaes identifica características necessárias para quem pretende empreender e chama atenção para a necessidade de os donos de franquias e os franqueados realizarem um trabalho em parceria para que o negócio realmente tenha o retorno esperado:

“Franqueado tem esse papel de colaborar e nós franqueadores temos de ter a humildade de escutar o franqueado, porque muitas vezes o franqueado tem ideias fantásticas e ele tem medo de expor, ou tem medo que o franqueador se apodere dessas ideias e fique para ele”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às 11 horas, às quartas-feiras, com transmissão em vídeo no Twitter e no Facebook da rádio CBN. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e está disponível em podcast. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Débora Gonçalves e Izabela Ares.

Varejo faz o balanço dos 100 dias e aposta no futuro

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Simpósio Nacional de Varejo e Shopping da ALSHOP, ao reunir 250 empresários do setor para retratar o cenário político-econômico e ouvir as premissas de membros do atual governo, transmitiu a pulsação do país que teremos pela frente.

 

O Wish Golf Resort Convention, em Foz do Iguaçu, de 4 a 7 de abril, testemunhou a manutenção do apoio do varejo ao governo Bolsonaro, ao mesmo tempo em que presenciou as críticas pela demora das mudanças.

 

A expectativa é tão grande quanto o trabalho a ser executado. As reformas previdenciária, tributária e política estão no pacote dos desejos da classe.

 

Sergio Zimermam, da Petz, com respeito a PREVIDÊNCIA, destacou que a média de 55 anos para aposentadoria e expectativa de vida superior a mais 30 leva a despesa a se aproximar de 5% do PIB e quase 60% do orçamento da União. Relatou também que, no TRABALHO, os sindicatos estão forçando as empresas a permitirem o desconto de um dia de salário quando negociam os acordos. Ameaçando-as a proibições do trabalho em jornadas específicas como feriados e fins de semana. Disse ainda que do lado do legislador há um desrespeito ao trabalho escravo, pois estão usando erroneamente o conceito de escravidão, banalizando de tal forma a descaracterizá-lo. E no TRIBUTO, estamos onerando o consumo e não a renda, o que implica em prejudicar o menos favorecido.

 

O Secretário da Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, noticiou em primeira mão que irá simplificar o E-social, unificar a nomenclatura brasileira de serviços e digitalizá-la. Esperando com isso desburocratizar e incentivar o empreendedorismo. Lembrou que nos próximos 10 anos os gastos públicos, hoje com 35% do PIB, precisarão estar em 20% — evidenciando a importância do enxugamento da máquina estatal.

 

No âmbito POLÍTICO, o evento que  há um ano contou com a presença e a expectativa dos candidatos à Presidência, agora refletiu a expectativa das ações.

 

Quanto as novidades para o setor, a exposição de Regiane Relva, da Cidade Inteligente, abordou as recentes tecnologias para a ex-loja do futuro, agora loja do presente.

 

Gabriel Mariotto, da Cielo, demonstrou que, através de informações obtidas com tecnologia, as vendas dos shoppings podem crescer.

 

Mauricio Morgado, da FGV, expôs que a maneira das pessoas fazerem compras mudou e é necessário que os lojistas acompanhem esta transformação.

 

Marcelo Miranda, do Grupo Iguatemi, apresentou a plataforma de E-commerce do Shopping Iguatemi a ser lançada dentro de 5 semanas.

 

O apelo ouvido para que varejistas acompanhem os avanços na tecnologia foi necessário, pois os fatos recentes mostram descompasso nesta relação.Coube principalmente aos Shopping Centers essa defasagem. O fato de lojas virtuais se transformarem em Market Place foi um alerta aos empreendedores que despertaram e estão apostando no futuro que chegou.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: de volta à Libertadores

 

Grêmio 3×1 Rosário Central
Libertadores – Arena Grêmio

 

Gremio x Rosario Central

Comemorando mais um gol, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

Vamos Grêmio tu és copeiro
E hoje temos que ganhar
Eu te sigo desde pequeno
Já não posso mais parar

Tu és a vida, tu és a paixão
O sentimento vai além da razão
E não importa se perder ou ganhar
O tempo inteiro eu vou te apoiar!

Cantar, cantar e cantar. É o que me resta neste resto de noite quando voltamos à Libertadores.

 

Driblamos os piores prognósticos com o talento de Everton, a elegância de Jean Pyerre e o poder de decisão de Leonardo Gomes. Tivemos Matheus Henrique, Maicon, Tardelli e André, também. E quando foi preciso lá estavam Paulo Victor, Geromel, Kannemann e Cortez.

 

Mais do que cada um deles, tivemos um time disposto a mostrar à América (e aos descrentes) que somos Imortais porque construímos essa história dentro de campo — na luta, na garra e, especialmente, no futebol muito bem jogado.

 

Uma história que acompanho desde que mal sabia assoviar os acordes de nosso hino. Porque, como diz o título da música que embala esta Avalanche, Grêmio “eu te sigo desde pequeno”. E confiarei sempre na tua redenção!

Sua Marca: qual a marca que já não existe mais, mas você nunca esqueceu?

 

 

 

“Marcas inesquecíveis são como mensagens que escrevemos à lápis e tentamos apagar com a borracha, elas sempre ficam gravadas no papel”— Jaime Troiano

Existem marcas que sobrevivem na memória das pessoas mesmo que o produto ou serviço já não exista mais. É um fenômeno que se pode perceber nos mais diversos segmentos, desde companhias aéreas até a indústria automobilística; no setor de varejo ou de higiene e limpeza. O que torna essa marcas imortais foi o tema da conversa que o jornalista Mílton Jung teve com Jaime Troiano e Cecília Russo, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na rádio CBN.

 

 

Um dos exemplos citados foi o da Varig, extinta em 2006, mas que até hoje é lembrada no setor de aviação, especialmente no Rio Grande do Sul, onde surgiu. E uma das provas da sua imortalidade é o sucesso do Varig Experience, em Porto Alegre — espaço no qual as pessoas podem visitar um avião DC3 e ser recepcionadas por tripulação que veste uniformes da empresa, para relembrar a era de ouro da aviação brasileira.

 

 

Jaime e Cecília lembraram, ainda, do fenômeno da Kolynos que teve de ser substituída pela marca Sorriso, por exigência do CADE, órgão que entre outras funções controla a livre concorrência no mercado, no Brasil. Quatro anos após a troca de marca, Kolynos seguia sendo a mais lembrada no setor de creme dental. Uma das estratégias usadas pelo fabricante foi manter a mesma identidade visual.

 

 

A Kombi, outro bom exemplo de marcas imortais, chegou a ter uma campanha de deslaçamento antes de sair definitivamente do mercado de automóveis e até hoje muitas pessoas ainda mantém o modelo como um dos preferidos e mais lembrados.

 

 

O que explica o fenômeno, segundo Cecília Russo, é que essas empresas, produtos ou serviços conseguiram criar na memória afetiva do público um sentimento que na ausência delas não podem ser substituídas por outro concorrente. O mercado pode ser até ocupado por concorrentes, mas a memória, não:

“Elas sao muito mais do que um produto, são fruto desse sentido de propósito e uma razão de ser”.

Para quem está construindo a sua marca, fica a dica: pense em criar marcas imortais nem que sejam imortais enquanto durem.

 

 

Qual a marca que você considera imortal? Que já não existe mais, mas permanece na sua memória?

 

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar, aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN, e está disponível em podcast no site e no aplicativo da CBN no seu celular.

Adote um Vereador: projetos, ideias e ações de 9 vereadores que aceitaram falar de coleta seletiva

 

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Após quase um mês de espera, o Adote um Vereador registrou o recebimento de 12 mensagens dos 55 vereadores que foram provocados a falar, por e-mail, de planos, projetos e ações em relação a coleta seletiva, na cidade de São Paulo.

 

Na última semana, mais três vereadores —- na realidade, dois vereadores e uma vereadora, para sermos mais justos — disseram o que pensam sobre o tema proposto pelo grupo, neste mês de abril.

 

A vereadora Soninha Francine (PPS) após ter registrado o recebimento da nossa mensagem, pediu alguns dias para fazer um balanço das atividades realizadas por seu gabinete e dividiu as ações em três áreas: conscientização, atuação parlamentar e articulação. Para conscientizar às pessoas da necessidade de separação dos resíduos, diz que produziu vídeos e realizou palestras e seminários. Na Câmara, organizou audiências públicas sobre o Programa Lixo Zero e o consumo indiscriminado de plástico, e apresentou o projeto de lei que inclui no calendário de eventos da cidade a semana do Lixo Zero. Quanto a articulação de grupos que trabalham pela reciclagem — tais como ONGs, empresas, cooperativas e órgãos públicos — escreveu:

“Trabalha para entender as dificuldades de cada um destes segmentos, buscar soluções, conectar pessoas e potencializar iniciativas. Um exemplo importante é o Grupo de Trabalho Vidros, cujo propósito é aumentar a reciclagem deste material na cidade. Participam do GT empresas, terceiro setor e poder público, tentando encontrar um modo para que o vidro não vá parar nos aterros sanitários”

O vereador Xexéu Trípoli (PV) destacou a apresentação do projeto de lei que proíbe o fornecimento de canudos plásticos e outro que proíbe o fornecimento de plásticos de uso único na cidade. É co-autor do projeto que disciplina a licitação sustentável, o que permitirá a adoção de critérios ambientalmente corretos, socialmente justos e economicamente viáveis. Tripoli diz que partiu de seu gabinete a ideia, aceita pela Câmara Municipal, de implantar projeto de reciclagem e suspender a compra de copos plásticos para uso na Casa. Além disso, foi durante a discussão da proibição do uso de canudos plásticos, que se abriu caminho para a prefeitura assinar compromisso global da Nova Economia do Plástico:

“Foi o momento em que nos aproximamos da fundação Ellen MtacArthur e da ONU Meio Ambiente, que lideram o Compromisso Global assinado pela Prefeitura. A partir dessas conversas iniciais, fizemos a ponte para que o prefeito Bruno Covas assinasse o documento. As metas incluem eliminar embalagens plásticas problemáticas ou desnecessárias e migrar de modelos de uso único para modelos de reúso. Pelo compromisso, até 2025, medidas de inovação devem permitir que as embalagens plásticas possam ser reutilizadas, recicladas ou compostadas com facilidade”.

O vereador Gilberto Natalini (PV), por sua vez, informou que realiza anualmente a Conferência de Produção mais Limpa e Mudanças Climáticas, durante a qual promove campanhas de educação ambiental — já tendo coletado até 30 toneladas de e-lixo. Fez requerimento pela criação da comissão de estudos, na Câmara, para analisar a produção, consumo e destinação final do plástico de uso único na cidade. Aprovou projeto de lei que institui o programa de aproveitamento de madeira de podas de árvores (“que não está sendo cumprido pela prefeitura”). E apresentou o projeto de lei que estabelece condições para estimular a coleta seletiva e a reciclagem de isopor na cidade:

“A gestão dos resíduos sólidos urbanos é um dos grandes desafios da nossa cidade. O desafio é produzir menos lixo, consumir de forma consciente, repensar, reutilizar, reciclar e reduzir. Atualmente, cerca de 2% do lixo da cidade é reciclado. Fizemos um levantamento do que é feito também pela iniciativa privada e/ou comunitária e podemos chegar a 15% do total de resíduos. Esse número é irrisório, chegando a ser vergonhoso para São Paulo. A Prefeitura precisa ampliar com urgência a abrangência da coleta seletiva na cidade”

Dos 12 vereadores que enviaram mensagens acusando o recebimento do e-mail, um deles, Eduardo Suplicy (PT), informou que responderia em breve, mas pelo visto esqueceu do compromisso.

 

Outro, Isac Felix (PR), sua assessoria queria um contato telefônico para desenvolver melhor a ideia. Insistimos que a resposta deveria ser por escrito e não obtivemos mais contato.

 

A assessoria de Camilo Cristófaro (PSB) pediu que a mensagem do e-mail fosse enviada para a assessoria de comunicação dele “para que possamos respondê-las em tempo hábil e não se percam em lixo eletrônico”. É provável que tenha feito o pedido porque ouviu na rádio CBN que o Adote um Vereador havia enviado e-mail para os parlamentares. Se sabia do nosso endereço eletrônico (contato@adoteumvereadorsp.com.br), bastaria fazer a busca na caixa de spam para encontrar a mensagem sobre coleta seletiva. De qualquer forma, vamos enviar novamente o e-mail para o endereço oferecido —- mesmo que esse não seja aquele disponível no site da Câmara.

 

Responderam a questão da coleta seletiva e o Adote um Vereador agradece pela atenção:

Aurélio Nomura (PSDB), Caio Miranda (PSB), Donato (PT), Gilberto Nascimento (PSC), Gilberto Natalini (PV), Janaína Lima (Novo), Professor Cláudio Fonseca (PPS) e Soninha Francine (PPS), Xexéu Tripoli (PV)

As respostas dos demais vereadores estão publicas nos posts a seguir:

 

O que vereadores de SP fazem para melhorar a coleta seletiva

 

Mais dois vereadores dizem o que pensam sobre coleta seletiva

Avalanche Tricolor: uma goleada na minha ansiedade

 

Grêmio 3×0 São Luiz
Gaúcho — Arena Grêmio

 

Gremio x Sao Luiz

André comemora gol e me manda recado, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

No salão de embarque do aeroporto de Congonhas, escrevo esta Avalanche. Estou a caminho do Rio, onde apresento o Jornal da CBN, na segunda-feira. Esperei o jogo se encerrar para sair de casa, porque sabia que haveria tempo de chegar para o embarque sem correria.

 

Poucas coisas me incomodam ou geram ansiedade mais do que o relógio correndo enquanto se aproxima a hora da viagem. Deve ser coisa de outras vidas —- se é que você acredita nelas —-, já que não lembro de uma viagem perdida por me atrasar.

 

Tendo, porém, a imaginar que o trânsito estará mais complicado do que já costuma estar — mesmo com o advento do Waze penso em alguma intercorrência momentânea; imagino que a chegada em Congonhas será caótica —- e motivos não me faltam dada algumas trapalhadas feitas por quem gerencia o acesso de carro ao aeroporto; que o excesso de passageiros vai travar o setor de fiscalização e controle; e outros quetais preocupantes. Curiosamente, a única preocupação que deixo na mala é a da viagem de avião.

 

Independentemente de todas minhas ansiedades, estou aqui a espera do voo e em tempo de escrever esta Avalanche. Mas é que gosto de ter controle sobre as coisas — ao menos daquelas que posso ter controle.

 

Estava ansioso antes de a partida de hoje, também. Especialmente depois de três jogos sem gols e um tropeço frustrante no meio da semana, na Libertadores. Sabe como é que é. A gente tem a melhor campanha, está invicto, havia levado apenas um gol em toda a competição, é muito melhor do que o adversário … mas vai que dá errado. Sei lá, nosso chute bate no travessão, levamos o contra-ataque e no desvio do zagueiro colocamos fora a passagem à final.

 

Verdade que ao ver nossa equipe, a firmeza de nossa defesa, o talento dos volantes, a qualidade do toque de bola no meio de campo e a velocidade de nossos atacantes, fica difícil não confiar.

 

Sem contar que, ao lado do campo, tem Renato, sempre dedicado, chamando atenção de um jogador aqui, posicionando outro ali, pedindo marcação alta — é assim que se chama o que um dia já foi conhecido por “pega ratão”, né!? —, cobrando mais velocidade na troca de bola e aplaudindo a boa jogada.

 

Tudo isso é motivo para deixar nossa confiança em alta, mas vai que o domingo é um dia daqueles pra esquecer … haja ansiedade!

 

O primeiro gol veio antes de meia hora de jogo, após um lance de muito talento de Jean Pyerre que fazia fila entre os marcadores adversários e só foi parado após uma falta dura. Em vez de ficar se lamentando, Geromel cobrou com rapidez, pegou a defesa fora de posição e depois de a bola cruzar pela área, André fez a assistência para Alisson completar.

 

O gol era para dar tranquilidade a este torcedor ansioso, mas aí o locutor lembrou que o Gaúcho tem “gol qualificado” e, assim, após empatar fora de casa em zero a zero, um só golzinho do adversário nos tiraria da final. Caramba!

 

Foram necessários mais 13 minutos até marcarmos o segundo gol, em jogada na qual André teve todo o mérito, pois foi preciso ao driblar o zagueiro dentro da área e ágil ao bater de primeira. Correu para a torcida e com a mão direita fez um sinal que muita gente estranhou. Eu logo entendi. Mandava dizer para mim que agora estava tudo OK, pode ficar tranquilo porque já estamos na final — se não foi isso, foi assim que entendi.

 

O segundo tempo ainda nos daria um ou outro susto, mas nada que me tirasse da cadeira. A não ser o gol de Everton que voltou a marcar, logo cedo, aos 13 minutos. O passe de Jean Pyerre, enquanto Everton entrava na área, foi genial. Nosso atacante, ao seu estilo, cortou o marcador, limpou e chutou fora do alcance do goleiro. Na saída do campo, na entrevista, tenho certeza que mandou outro recado para mim: precisa controlar a ansiedade, disse ao explicar o tempo que ficou sem fazer gols.

 

Quando o Grêmio joga com essa supremacia não tem mesmo motivos para ficar ansioso. Que venha a final do Gaúcho! Que venha a Libertadores! Putz … já comecei a ficar ansioso de novo.

Mundo Corporativo: “tem hora de ralar e tem hora de colher”, ensina Max Gehringer. Qual é a sua hora?

 

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Mílton e Max bate papo descontraído em evento da CBN Foto: CBN

 

“É muito importante começar cedo, ter experiências, que não sejam imorais e ilegais, mas ter experiências; e conseguir o primeiro emprego o mais rápido possível, mesmo que seja uma atividade assistencial, uma ONG, onde aprende-se o que é disciplina, respeito, o que é organização”— Max Gehringer

Aos jovens que ainda planejam sua carreira mas também àqueles que já se perguntam quando vai chegar a hora de parar. Aos profissionais que estão empregados, mas em dúvida se o caminho que percorrem é o correto, e aos que, fora do mercado de trabalho, pensam quando surgirá a oportunidade para voltar. Max Gehringer, comentarista da rádio CBN, falou para todos os públicos, deu dicas importantes de carreira, identificou alguns comportamentos comuns do ambiente de trabalho e deixou conselhos incríveis sobre a nossa vida —- tudo isso durante conversa que teve com os ouvintes, em um bate-papo, mediado por Mílton Jung, na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, em São Paulo.

 

Ouça aqui o podcast com a entrevista completa de Max Gehringer

 

Em meio a todo conhecimento apresentado, Max contou histórias de sua carreira e de outros profissionais que cruzaram seu caminho, compartilhou com o público lições que recebeu dos seus pais e fez tudo isso ao longo de uma hora e meia de conversa sempre de maneira divertida:

“A hora que a gente perde o bom humor, a gente perde a essência, que nos faz ter vontade de voltar para trabalhar no dia seguinte”.

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Público lotou o deck da Livraria Cultura Foto: Vitor Santos/Ouvinte

 

Max diz nunca ter perdido a vontade de trabalhar, pois sempre buscou fazer algo novo na carreira, desde que se iniciou como locutor de rádio, na cidade de Jundiaí, onde nasceu; depois na indústria de alimento, onde teve sua primeira oportunidade como “chefe”, aos 21 anos, e se transformou em presidente; até quando decidiu que se dedicaria a escrever, o que acabou abrindo portas para as redações de revista, rádio e TV. Mesmo assim, defende que temos de nos preparar para encarar uma fase que muitos nunca param para pensar:

“Eu acho que existe uma coisa que todo mundo deveria pensar e eu acho que ninguém pensa que chama desaceleração programada. É preciso que haja um momento em que eu perceba que o meu preparo físico não era o que eu tinha nos meus 18 anos”.

Para ele, a desaceleração se iniciou quando foi presidente de empresa pela segunda vez, pois percebeu que, a partir dali, seria “mais do mesmo” e precisava encontrar outro caminho na vida. Max contou que é comum no meio empresarial ouvir executivos que anunciam que “agora chega, daqui três ano vou parar” —- um discurso que se repete ano após ano, sem que nunca o profissional consiga se desligar da carreira.

“É perfeitamente possível ter uma carreira profissional de muito sucesso e uma excelente qualidade de vida, mas nunca as duas coisas ao mesmo tempo … é bíblico, ao menos era o que estava escrito no rascunho: “tempo de ralar e tempo de colher”. Existe um tempo para cada coisa”

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 10h30 da noite, em horário alternativo; e está na lista de podcast da CBN.