Varejo faz o balanço dos 100 dias e aposta no futuro

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Simpósio Nacional de Varejo e Shopping da ALSHOP, ao reunir 250 empresários do setor para retratar o cenário político-econômico e ouvir as premissas de membros do atual governo, transmitiu a pulsação do país que teremos pela frente.

 

O Wish Golf Resort Convention, em Foz do Iguaçu, de 4 a 7 de abril, testemunhou a manutenção do apoio do varejo ao governo Bolsonaro, ao mesmo tempo em que presenciou as críticas pela demora das mudanças.

 

A expectativa é tão grande quanto o trabalho a ser executado. As reformas previdenciária, tributária e política estão no pacote dos desejos da classe.

 

Sergio Zimermam, da Petz, com respeito a PREVIDÊNCIA, destacou que a média de 55 anos para aposentadoria e expectativa de vida superior a mais 30 leva a despesa a se aproximar de 5% do PIB e quase 60% do orçamento da União. Relatou também que, no TRABALHO, os sindicatos estão forçando as empresas a permitirem o desconto de um dia de salário quando negociam os acordos. Ameaçando-as a proibições do trabalho em jornadas específicas como feriados e fins de semana. Disse ainda que do lado do legislador há um desrespeito ao trabalho escravo, pois estão usando erroneamente o conceito de escravidão, banalizando de tal forma a descaracterizá-lo. E no TRIBUTO, estamos onerando o consumo e não a renda, o que implica em prejudicar o menos favorecido.

 

O Secretário da Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, noticiou em primeira mão que irá simplificar o E-social, unificar a nomenclatura brasileira de serviços e digitalizá-la. Esperando com isso desburocratizar e incentivar o empreendedorismo. Lembrou que nos próximos 10 anos os gastos públicos, hoje com 35% do PIB, precisarão estar em 20% — evidenciando a importância do enxugamento da máquina estatal.

 

No âmbito POLÍTICO, o evento que  há um ano contou com a presença e a expectativa dos candidatos à Presidência, agora refletiu a expectativa das ações.

 

Quanto as novidades para o setor, a exposição de Regiane Relva, da Cidade Inteligente, abordou as recentes tecnologias para a ex-loja do futuro, agora loja do presente.

 

Gabriel Mariotto, da Cielo, demonstrou que, através de informações obtidas com tecnologia, as vendas dos shoppings podem crescer.

 

Mauricio Morgado, da FGV, expôs que a maneira das pessoas fazerem compras mudou e é necessário que os lojistas acompanhem esta transformação.

 

Marcelo Miranda, do Grupo Iguatemi, apresentou a plataforma de E-commerce do Shopping Iguatemi a ser lançada dentro de 5 semanas.

 

O apelo ouvido para que varejistas acompanhem os avanços na tecnologia foi necessário, pois os fatos recentes mostram descompasso nesta relação.Coube principalmente aos Shopping Centers essa defasagem. O fato de lojas virtuais se transformarem em Market Place foi um alerta aos empreendedores que despertaram e estão apostando no futuro que chegou.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

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