Conte Sua História de São Paulo: a camisa de futebol que me salvou a viagem

 

Por Neide Brum Duarte
Ouvinte da CBN

 

 

Eu moro em Bom Jesus dos Perdões, São Paulo, uma cidade pequena e distante da capital mais ou menos 70km. Eu vou à capital com certa frequência. E há mais de 10 anos, em uma dessas idas, eu levava um amigo para uma audiência no Fórum da Barra Funda, na zona Oeste. Íamos, esse meu amigo, duas filhas dele, eu e meu filho mais novo que morava na capital para estudar. Meu filho Guilherme é corintiano fanático — a segunda pele dele é (agora é um pouquinho menos) a camisa do Corinthians.

 

Bem, fomos com tempo para chegarmos ao fórum antes da audiência. Mas logo na chegada a São Paulo, meu carro que era novo teve uma pane na rodovia Fernão Dias. Fiquei apavorada, liguei o pisca alerta e desci do carro para colocar o triângulo. Meu filho desceu e meu amigo também para pedir que os carros desviassem. Foi horrível. O que fazer??? Telefonei para a seguradora que se prontificou a mandar um guincho e um táxi, ficamos à espera e as coisas nesse caso demoram um século.

 

De repente, eu vejo uns homens vindo em nossa direção. Fiquei com medo pois aquele lugar é bem feio. Os homens se aproximaram, uns fizeram uma espécie de muro na rodovia parando o trânsito e outros tiraram o carro, no braço, e o puseram no acostamento. Acredita????

 

Depois de feito isso, eu comecei a chorar de emocionada e fui humildemente agradecer a um deles que me pareceu o líder: — Muito obrigada, nem sei como lhe agradecer. Ele me respondeu: — Senhora, não me agradeça; nós não viemos por sua causa, nem a vimos, nós viemos por aquela camisa!!!Acredita???

 

A camisa do Corinthians salvou o meu dia em São Paulo.

 

Neide Brum Duarte é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte mais um capítulo da nossa cidade: escreva para milton@cbn.com.br

Sua Marca: a fórmula do sucesso de marcas centenária

 

 

Têm marcas que passaram de pai para filho com a mesma competência com que se mantiveram no cenário de uma geração para outra de consumidores. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo conversaram com Mílton Jung sobre as marcas centenárias e a fórmula do sucesso:

 

“Relevância é fruto da consistência combinada com a renovação” — Cecília Russo

 

Mate Leão, Coca Cola, Salton e Droga Raia são algumas das marcas lembradas no programa que conseguiram se manter presentes no mercado mesmo diante da sua longevidade —- ou graças a sua longevidade.

 

“São um sucesso, primeiro porque fazem um trabalho consistente; e segundo porque o mundo precisa desses pilares de permanência, dessas referencias históricas” — Jaime Troiano.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Soluções exponenciais para crescimentos exponenciais

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Tivemos terça e quarta-feiras no complexo do JK Iguatemi, em São Paulo, o 9º FORUM Internacional de Gestão de Redes de FRANQUIAS E NEGÓCIOS. Coube a Lyana Bittencourt, diretora da Bittencourt G&S, demonstrar que o franchising além de criar plataformas exponenciais, um dos temas centrais do evento, deve ser uma plataforma em si. Caminho que várias franqueadoras já estão usando.

 

O conceito da criação de plataformas exponenciais, de acordo com Salim Ismail, da Singularity University, criador da expressão “Organizações Exponenciais” e autor do livro sobre o tema, é a mudança do pensamento linear para o exponencial, e a assimilação das inovações tecnológicas digitais. Ao usar a inteligência artificial, a biotecnologia, a neurociência, as novas matrizes energéticas etc — e ser ágil e adaptativo –, obteremos mais acessibilidade e custos menores. O crescimento será exponencial. Mas não será fácil, pois as estruturas terão que estar prontas. Deverão trilhar o percurso que Salim adaptou do 6 D’s de Steven Kotler, focando em 4 D’s.

 

Digitalização – tudo no sistema binário
Disrupção – aniquilamento do modelo existente, como o Uber fez com os táxis
Desmonetização – redução de preços em virtude da disrupção
Democratização – acesso a todos devido a queda geral de preços

 

Lucas Mendes, da WeWork, expondo a prática da plataforma exponencial que utiliza, chamou a atenção pela importância da estrutura organizacional com apenas um nível hierárquico para dar agilidade e criatividade a operação.

 

Jean Klauman da Linx anotou o crescimento do e-commerce de 12% no último ano, menor que o 22% do anterior, mas bem maior do que o do mundo físico. O destoante é que ao lado da evolução digital surgiu um gargalo no prazo de entrega que subiu de 3 para 4 dias, enquanto na China estão entregando na mesma cidade em 20 minutos.

 

A Arezzo&Co que agrega hoje a Anacapri, Shutz, Alexandre Birman, Fiever e Owme, na palavra de Silvia Machado, ressaltou o progresso alcançado pelo grupo, criando marcas bem segmentadas que, sem canibalismo, potencializa a operação. E inova com a prateleira infinita. É a conexão entre o estoque da loja física com as demais lojas e canais e com o CD. Para produtos que possuem cores e tamanhos, a previsão de vendas que é crucial para o varejo, se torna ainda mais difícil e a propensão a sobra é grande. Essa interligação de estoques diminui o risco. De quebra possibilita teste drive num raio de 1 km.

 

Algumas verdades conhecidas no passado, mas ainda não assimiladas, começam a ser absorvidas.

 

Por exemplo, a vantagem de estar em marketplaces, a eliminação do caixa passando a função aos vendedores e a omnicanalidade entre todos os canais de atendimento com participação de todos na venda com percentuais pré-definidos. Nesse caso, o entusiasmo de Sacha Juanuk da Mormaii é contagiante.

 

Dorival Oliveira do McDonald’s apresentou a atenção especial que a empresa tem dispensado ao lado externo do balcão e a descoberta que a rapidez exagerada na operação incomoda o cliente, que prefere mais atenção do que pressa. Ao mesmo tempo que destaca a introdução da flexibilidade nos produtos possibilitando escolhas customizadas no momento da compra, que está sendo bem recebida.

 

As entregas das compras pela internet têm encontrado dificuldades com os consumidores que trabalham fora. Para resolver esta questão, João Cristofolini criou a Pegaki — local para retirada de produtos. Bom negócio para os clientes e também para lojistas que podem disponibilizar pequenos espaços para locar para a Pegaki.

 

Carlos Fernandes da RiHappy mostra a vantagem da operação grandiosa. Com áreas que permitem locais de entretenimento e parcerias como a da Disney, que diferentemente de outros países localizam suas lojas nos territórios da loja RiHappy.

 

O digital, impregnado em todos os casos apresentados, vieram sempre acompanhados da ética e do social. Entretanto cabe aqui destaque para Hugo Bethlem, Rony Meisler e Mauricio de Souza.

 

Bethlem, Diretor Geral do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, cita Adam Smith em “Riqueza das Nações”, ao estabelecer que territórios, jazidas, mananciais naturais, etc, não garantem a riqueza de um país, mas sim o trabalho qualificado e ético. E defende o capitalismo como a única maneira eficiente de formar nações prósperas.

 

Rony Meisler, presidente do Instituto e CEO da Reserva, técnico de formação, é um humanista aplicado, levando a Reserva a relações sociais como prioridade — retiro maternidade de 45 dias para os pais, admissão de idosos para a frente de loja, atenção especial aos especiais.

 

Maurício, filho de Mauricio de Souza, fez o grande final do evento, demonstrando que com ética e competência se pode chegar a números grandiosos.

 

Enfim, o FORUM foi uma extraordinária e chocante experiência. Os casos apresentados mostrando a multiplicação do sucesso alcançado, escancaram a disparidade entre o momento político em que o Brasil vive e o mundo dos negócios.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Marcelo Coutinho fala do passo a passo do processo de venda

 

 

“Toda venda tem começo, meio e fim. Ela tem um processo; e como se desenvolve esse processo? Ao longo deste processo, eu tenho de ter a atenção do cliente, estruturar um discurso racional, inteligível e, terceiro, torná-lo emocionante” — Marcelo Gonçalves Coutinho CEO da Intermind Desenvolvimento Empresarial

 

Fazer a pergunta certa no momento certo é uma das estratégias para melhorar os resultados das vendas sugeridas por Marcelo Gonçalves, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo. Autor do livro “A venda nossa de cada dia — a nova bíblia de vendas”, Gonçalves identifica as cinco etapas do processo de venda: a preparação, a exploratória, a discursiva, as objeções, os sinais de compra e o fechamento. Um dos conceitos defendidos em seu trabalho é o de vendas neurais:

 

“Vendas neurais tem como base a neurociência e focar no cliente e não mais no produto, entender como está funcionando o cliente”

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da CBN e nos perfis da rádio no Facebook e no Instagram. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. O Mundo Corporativo tem a participação de Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Sua Marca: como os profissionais liberais podem usar o branding a seu favor

 

 

Profissional liberal não é marca nem produto mas é julgado a partir de sua prática assim como de sua imagem, portanto cuide dela — a orientação é de Jaime Troiano e Cecília Russo, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Em conversa com Mílton Jung, eles lembram que tudo pode ser “branded”: uma pessoa, um produto ou um serviço que oferece algo para o mercado está sujeito às leis do branding.

 

Russo comenta, ainda, que apesar de uma coisa ser falar de produto e outra ser falar de pessoas, em comum existe um conjunto de associações, positivas ou não, que envolvem a ideia desse profissional — que pode ser um advogado, um arquiteto, um médico, por exemplo. Ela chama atenção para o fato de que a marca dos profissionais liberais é o nome e o sobrenome.

 

Pensem em um psicólogo famoso: sua imagem, se for boa, é revestida de atributos que vão sendo construídos pouco a pouco. Demora para criar uma reputação profissional mas descrevemos tal profissional por meio de qualidades: sério, calmo, competente, sabe o que fala, etc. Diferentemente das marcas, são associações que emanam de sua prática, do dia a dia. Mas isso não quer dizer que não se possa dar alguns passos para lapidar a sua imagem de profissional liberal.

 

O cuidado com a marca passa pelos valores internos, mas também os externos, como o ambiente de trabalho onde atende as pessoas e as roupas que veste.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: o desconhecimento jurídico trava o desenvolvimento de startups no Brasil, diz Eduardo Matias

 

 

 

Para 67% dos empreendedores a maior causa de fracasso das startups é o desentendimento entre sócios a respeito de questões que não estavam previstas no acordo prévio — a falta desses cuidados legais também faz com que boa parte dos investidores tenha receio de colocar dinheiro em um novo negócio.

 

Ao não considerar os tributos na hora de fazer o planejamento, 46% dos empreendedores dizem ter sofrido no bolso; enquanto 34,43% disseram ter dificuldade na contratação de funcionários em razão de não conhecer as possíveis modalidades jurídicas de formalização do vínculo empregatício e 39,34% encontraram problemas por já existir registro de um domínio eletrônico igual ao que pretendiam utilizar.

 

Esses foram alguns dos resultados encontrados pelo Panorama Legal das Startups, pesquisa realizada pelo escritório NELM, que entrevistou 108 companhias brasileiras. O advogado Eduardo Felipe Matias, entrevistado por Mílton Jung no programa Mundo Corporativo, foi um dos coordenadores do estudo. Ele falou, também, sobre a importância de o Estado criar condições para o desenvolvimento de startups:

 

“A gente está vivendo uma verdadeira revolução: uma revolução tecnológica —
uma quarta revolução industrial. O Brasil vai ficar para trás nesta onda ou ele vai conseguir acompanhar? E para isso o papel do Estado é fundamental. Então, como ele pode ajudar? Ele pode ajudar tornando o ambiente do negócio melhor ou pode ajudar tornando as pessoas mais preparadas para o ambiente inovador, para inovarem, para empreenderem”

Conte Sua História de São Paulo: os passeios com meu avô na praça do Municipal

 

Por Raul Magliari

 

 

Tenho 65 anos e sou paulistano com muito orgulho. Nasci na Rua Tamandaré próximo a Rua do Glicérico, Rua da Glória e a Lava-Pés — local onde existia uma escola de samba que saía ali da rua Sinimbu. A sede da escola ficava do lado de uma carvoaria — sim, vendiam carvão de carroça, nunca vou esquecer! Tinham também os campos da várzea do Glicérico ao lado da Igreja da Paz, onde fiz a primeira comunhão.

 

Estudei “Bacurau” — o espirita — no Grupo Escolar Cruzeiro do Sul, que ainda funciona com as mesmas características, que ficava ao lado do Morro do Piolho onde eu empinava pipa e jogava bola após as aulas —- que saudades. Lembro ainda que no fim da rua espírita — era uma rua sem saída — tinha uma fábrica de chapéus que se não me falha a memória era chamada Ramenzoni.

 

Freqüentei muito, levado por meu avô, a praça em frente ao Teatro Municipal onde tem a fonte com cavalos — acho que é a praça Ramos de Azevedo — e lembro das palmeiras que eram imensas. Tinha o bonde que ia até a Praça Clóvis Bevilaqua — andei nos dois tipos: abertos e fechados. Era sensacional! Depois fui estudar no Colégio Paulistano que era o reduto da classe média da Aclimação — o colégio ficava na rua Taguá, depois virou FMU e hoje deve ser Unip.

 

Como disse, tenho orgulho de ser paulistano da gema, de um local que malhou muitos judas como era tradição até pouco tempo atrás. Hoje, infelizmente, temos que malhar outros judas que anda por ai, que não são bonecos — bem você sabe quem são.

 


Raul Magliari é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva para milton@cbn.com.br

Peixonautas

 

O autor do texto que você acompanhará a seguir foi escrito por Matheus Mascarenhas, um garoto que acaba de completar 13 anos e já apareceu por estas bandas com outro artigo no qual falava sobre a intolerância que reina no país. Matheus escreveu “Peixonautas” e ganhou mais um prêmio literário. Esteve comigo no lançamento do livro, em Campinas, na noite desta quinta-feira, ao lado do pai dele, Henrique, e me entregou este texto que, segundo Matheus, foi dedicado a mim. Minha gratidão a Matheus. E aproveite essa reflexão sobre a morte:

 

Matheus Milton Jung

 

Por Matheus Mascarenhas

 

Todos os dias, presenciamos todo tipo de morte que se possa imaginar:
mortes de humanos, mortes fulanas, mortes cicranas, mortes dos animais,
mortes morais e intelectuais, mortes de todas as laias possíveis. Mas mesmo
assim, na maioria das vezes quase nenhuma dessas mortes rotineiras nos
impacta sentimentalmente, somente fazem parte de nosso cotidiano. A única
contrariedade no assunto acontece com as mortes que nos impactam, que nos
atingem, nos sentimentos, principalmente. Elas são as mortes mais difíceis de
confrontar. São as mortes das pessoas, animais, ou ideias que valorizamos e
amamos. Um exemplo prático é o óbito de uma avó, algo tão ruim quanto a dor
da dissecação de um membro. A diferença entre essas duas dores é que uma
delas nunca acaba, contudo, a semelhança é que as duas deixam suas marcas.
Enfim, essa é nossa realidade e é nela em que vivemos.

 

Essa tese ponderada acima, calhou-se a mim, hoje, quatro de Agosto de
2018, e foi ela que me motivou a escrever esse texto. A tese: morte, na minha
vida foi sempre algo inédito, a transpasse de algo valorizado por mim, sempre foi uma novidade discrepante e que nunca fora cobiçada por mim; jamais a senti.
Essa peculiaridade da vida, hoje bateu na minha porta e foi recebida por mim,
como a mais excêntrica e divergente peculiaridade de toda minha vida. A própria
personificação da realidade, a qual me acudiu em meio a um monótono sábado.
O que poderia ser? Para vós, com asseveração, é uma morte fútil, como todas as
milhares de mortes rotineiras. Todavia, essa morte para mim é uma daquelas que
você resguarda por sua vida inteira, embora, não sendo uma das mais
consideráveis. Finalmente vos revelo o que se adviu: o singela falecimento do
meu peixe de estimação.

 

Um fabuloso Betta splendens, raça comum para estimação. E como o
nome já diz, eu portava uma extraordinária estima por aquele peixe. Comprei-o
há exatos 2 anos e 13 dias, como presente, imaginando ser somente uma
“decoração” ou enfeite, todavia, eu estava incorreto. Esse meu amigo Betta de
corpo preto e cauda avermelhada foi mais do que um amigo, foi um companheiro
de vida, por esses 2 anos. Mesmo que seja pouco, esse pequeno e fascinante
animal, transformou de alguma forma meu cotidiano e minha vida. E quando me
lembro da cena, a alimentá-lo com cinco bolinhas de ração, me decorre uma
extrema tristeza e desolação, minha mente e coração se enchem de lágrimas só
de lembrar daquela módica ação.

 

Enfim, depois de toda essa amargurada história, pude, através da primeira
experiência de morte lembrável e impactante na minha vida, descobrir que o
amor e tristeza, ambos considerados extremos distantes um do outro, na
verdade são os dois sentimentos mais próximos que podem existir. O apego a
algo é o fator que cria a tristeza e impõe em algum momento um barreira para
felicidade, o paredão da prostração e melancolia. Isso é um fato e não pode ser
mudado.

 

Um paradigma singelo e medíocre pode ser simplesmente o encerramento
de algum programa de televisão ou série favorito. É dado o seguinte: nos
momentos em que é possível assistir a esta série ou programa, se personifica a
sensação de conforto e veneração à ambas. Porém, em algum momento quando
as gravações se encerram, o sentimento primordial se personifica (raiva e ódio),
depois, entram em vigor outros sentimentos, menos perigosos, contudo, mais
persistentes (tristeza e desolação), os quais são os responsáveis pela criação da barreira que não nos permite obter a visão do amor pela série, mas sim a
lamentação pela própria.

 

Esse foi um paradigma obtuso, porém, muito lúdico quando se é levado a
representar o que o amor pode causar. E nesse experimento arremata-se a
dúvida da veracidade da seguinte hipótese: o amor cura a tristeza.
Ao explorar a ponderação em casos práticos variados, pude totalizar que,
a hipótese do “amor ser a cura da tristeza” é errada, errônea, falsa, e finalmente incongruente. A verdadeira hipótese e conclusão real é a seguinte: “O amor leva a tristeza”, de qualquer forma. Sempre o ato de amar alguém ou algo, em algum momento, se transformará e levará a tristeza e melancolia. O amor é perigoso.

 

Essa é a lógica mais real e massacradora que pode explicar quase, senão todos os
problemas psicológicos das pessoas, porém inapreensível para muitas outros
indivíduos. Enfim, não querendo mais me aprofundar, nesse assunto, digo: o
amor cria barreiras; e infelizmente essa é a verdade. Para elucidar, vos lembro
que, já disse Platão uma vez: “Amor: uma perigosa doença mental”, enaltecendo
de uma vez a tese que afirma a procedência dos problemas mentais por conta
do amor.

 

Ao final como conclusão vos digo: mesmo pelo amor ser o causador dos
problemas, barreiras mentais e tristeza, não deixe de amar. Eu concordo em
parte com a frase de Platão, porque mesmo que ele rotule o amor como sendo
perigoso, eu apoio e quero que as pessoas não parem de amar para não caírem
no precipício das outras tristezas, as de não amar. Então conclui-se que é
melhor amar e depois sofrer uma tristeza que pode às vezes ser quebrada com
uma simples lembrança de um sentimento feliz, do que viver sem amar, sempre
triste, com medo de onde a aventura do afeto pode lhe levar.

 

Quase terminando a prosa, acabo de me lembrar de um anúncio em tela
de televisão no qual estava escrito: “Peixonautas, toda terça – quatro da tarde”, e me veio a lembrança mais profunda: do corpo do meu peixe morto no seu
aquário. As lágrimas me vêm, porém, num piscar de olhos, me lembro de todas as
melhores lembranças com meu animal, experiências, brincadeiras, conversas, e
no final, abro um sorriso e penso: “Ele está melhor do que eu”. E no final não me torno um amargurado resguardador da melancolia e desolação da perda. Na
verdade, sou um quebrador das barreiras desses problemas, e assim me
considero um Peixonauta feliz.

O despertar dos Shoppings

 

Por Carlos magno Gibrail

 

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No momento em que o comércio eletrônico chega a R$ 48 bilhõese cresce 12%, os Shoppings dão sinais que acordaram do passado e começam a enxergar o presente. A BRMalls e a Ancar Ivanhoe estão utilizando a Delivery Center para serviços de entrega — atendendo a pedidos feitos via WhatsApp ou iFood, com entregas em até uma hora. O sistema é o 020 – online-to-offline.

 

No Shopping Tijuca a BRMalls experimentou o sistema na praça de alimentação e as vendas nos 3 primeiros meses subiram 15%. Até o final de 2019 a BRMalls estará integrando à plataforma 40 Shoppings.

 

Em breve a Multiplan lançará um canal de vendas online – o MultiShopping – que inicialmente levará o BarraShopping até o cliente. A Multiplan também está operando com a FullLab de tecnologia tipo big data para atuar em soluções para o seu varejo.

 

A Cyrela está com seis Shoppings integrados no ON Stores, seu Shopping virtual, utilizando logística descentralizada, de forma que o produto comprado pela internet pode ser recebido na casa do cliente ou entregue no Shopping. Em uma única compra. De todas as lojas do ON Stores, com um único cadastro e um único pagamento.

 

E, neste ponto, podemos afirmar que esse é o sistema irreversível que deverá ser adotado por todos os Shoppings. Caso contrário aqueles empreendedores resistentes poderão ser atropelados por seus parceiros de hoje: os lojistas mais avançados.

 

A pesquisa realizada pelo GEU Grupo de Estudos Urbanos GeoMarketing, dá a ordem de grandeza das inovações:

 

A Renner está com seu e-commerce crescendo quatro vezes mais que o mercado. Além disso está se preparando para potencializar ao investir na integração com as lojas física, que já é totalmente automatizada. Simultaneamente está aumentando os investimentos em centros de distribuição.

 

A Lojas Marisa começa a validar a integração entre lojas físicas e comércio eletrônico, quando se poderá comprar pela internet e retirar a mercadoria na loja. Até 2019 toda a rede de lojas estará integrada.

 

Em 22 de agosto, foi lançada a “NOVA LOJA Amazon Moda”. A loja de moda e esportes da Amazon em nosso mercado. São 350 000 produtos que estão num Marketplace onde são disponibilizadas marcas como Reserva, Animale, Capodarte, Havaianas, Le Lis Blanc, Levi’s, e muito mais do que qualquer grande Shopping físico brasileiro.

 

Para quem, desde o ano 2000, testemunhou ouvir que ninguém compraria moda pela internet e que até hoje atesta que muitos Shoppings temem a integração com o mundo físico pela imaginária competição com o virtual, esses fatos reais são um alento.

 

Esperemos que o tardio despertar não seja lento.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung