A história do médico brasileiro que defendeu o “monopólio” do leite materno em favor da saúde dos bebês

 

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Dr Cesar Victora, em foto da UFPEL

 

Os bebês alimentados apenas com leite materno até os seis meses têm risco de morrer por diarreia 14 vezes menor do que as demais crianças. A possibilidade de morte por infecções respiratórias cai 3,6 vezes. A mortalidade infantil aumenta se os recém-nascidos receberam, além do leite materno, água, chás ou sucos.

 

Foi a partir de dados como esses que o médico Cesar Victora convenceu a Organização Mundial de Saúde, seus colegas de medicina e, especialmente, mães e pais da importância do “monopólio do leite materno” até os seis meses de vida.

 

O estudos dele se iniciaram nos anos de 1980, no Rio Grande do Sul, e, nesta semana, foram reconhecidos com o Prêmio Gairdner 2017, o principal prêmio científico do Canadá, o que o coloca em uma lista de profissionais de saúde de onde saíram centenas de indicações para o prêmio Nobel.

 

Orgulhoso pelo prêmio mas sem ilusão. Assim, Victora, que é professor emérito da Universidade Federal de Pelotas, se apresentou em entrevista que foi ao ar nesta manhã, Jornal da CBN, direto da Colombia, onde participa de congresso que estuda a relação entre saúde pública e redução da desigualdade social. Ele não acredita na possibilidade de conquistar o Nobel de Medicina por que “eu não inventei nada, o leite materno sempre existiu”.

 

Na conversa que tivemos, Victora contou que, em breve, apresentará dados de pesquisa que se estende por 30 anos, para provar os benefícios do leite materno na vida adulta, também. Segundo ele, já é possível identificar nesses bebês, agora trintões, que a amamentação materna exclusiva até os seis meses trouxe ganhos intelectuais relevantes a essas pessoas.

 

As pesquisas desenvolvidas por ele, que levaram outros médicos pelo mundo a estudar essa área, também, colaboraram para o aumento da licença maternidade para as mulheres em boa parte do mundo.

 

Na entrevista, Victoria fez um alerta sobre a amamentação materna diante do desafio das mulheres que têm bebês e precisam trabalhar: “o mais importante da amamentação é que ela não é uma responsabilidade somente da mulher, é uma responsabilidade de toda a sociedade”.

 

Ouça a entrevista completa com o professor e doutor Cesar Victora, no Jornal da CBN:

 

Mais uma tarde nos museus

 

 

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“ComCiência” de Piccinini, no CCBB/RJ

 

 

Ainda inspirado em  “Uma tarde no museu” do meu colega e colaborador de blog, Carlos Magno Gibrail, me deparei com a reportagem publicada pelo site de O Globo, na qual estão listadas as dez exposições mais populares de 2016. Curiosamente, quatro estão aqui no Brasil, três no Rio de Janeiro e apenas uma delas em São Paulo. Os dados são do site The Art Newspaper e o ranking leva em consideração o número médio de visitantes por dia.

 

 

Foi o Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio, que ocupou o topo da lista ao receber as três exposições mais populares do ano, segundo critérios do ranking: “O triunfo da cor: o pós-impressionismo”, teve 9,7 mil visitantes por dia; “ComCiência”, de Patricia Piccinini, 8,34 mil; e “Castelo Rá-Tim-Bum”, 8,28 mil. Todas as mostras são de graça no CCBB.

 

 

São Paulo aparece em sexto lugar com a exposição “Frida Kahlo: Conexões entre mulheres surrealistas no México”, montada no Instituto Tomie Ohtake, com média de 6,5 mil espectadores por dia.

 

 

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Tabela reproduzida do The Art Newspaper

 

 

Os números chamam atenção e devem ser comemorados, mesmo que se tenha de levar em consideração o fato de outras mostras pelo mundo terem levado muito mais pessoas às suas dependências , porém como ficaram abertas por mais tempo tiveram a média diária empurrada para baixo.

 

 

Exemplo: “Picasso Sculpture”, no Museu de Arte Moderna de Nova York, foi a exposição que, conforme o próprio ranking, recebeu o maior número total de visitantes, com 851 mil pessoas, apesar de aparecer apenas em nono lugar no ranking com 5,8 mil visitantes por dia.

 

 

Outro exemplo:  a mostra do “Castelo Rá-Tim-Bum” teve 410 mil espectadores durante os seis meses no MIS, em São Paulo, e 38,2 mil, no CCBB no Rio. Só os números do museu carioca aparecem com destaque na lista.

 

 

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Frida Kahlo foi destaque positivo em SP (foto divulgação)

 

A presença de turistas para os Jogos Olímpicos e o fato de ser a mais conhecida cidade brasileira no exterior colaboraram para que o Rio de Janeiro se destacasse no ranking. O protagonismo do CCBB,  sua localização privilegiada e ingressos de graça, também.  De qualquer forma, é importante pensar sobre os motivos que deixam São Paulo mais atrás nessa classificação, mesmo tendo um número relevante de museus e rico acervo artístico.

 

 

O esvaziamento do MAC SP, citado por Gibrail em seu texto aqui no Blog, é perceptível em outros espaços.  O MASP, mesmo diante da riqueza de suas obras, tornou-se irrelevante.

 

 

Para meu colega de rádio José Godoy, a quem pedi ajuda para refletir sobre o tema, “São Paulo passa por uma crise importante em seus principais museus”.

 

 

As salas vazias possivelmente ecoam o abandono da gestão e a falência do Estado. O mal do MASP pode ser visto também no Museu de Arte Moderna e na OCA, que tiveram passado glorioso  na cidade, mas estão cambaleando. Assim como a Pinacoteca que após conquistar o coração do paulistano tornou-se secundária.

 

 

A acessibilidade desses espaços, seja pelo transporte seja pelo preço, é fundamental para que se redescubra a riqueza das obras nos acervos à disposição. São Paulo ganha na cultura, na educação e na renda se investir no setor.

 

 

O turismo cultural é importante para o desenvolvimento econômico e não pode ser negligenciado. Explorar todo e o seu melhor potencial é preciso.

Avalanche Tricolor: para lembrar das peladas jogadas na Saldanha

 

 

São Paulo 1×0 Grêmio
Gaúcho – Aldo Dapuzzo/Rio Grande

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Uma luta contra a bola, na foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA


 

 

Tem um posto Ipiranga ali na esquina. Aqui próximo, um galpão com calhetão. E do lado de lá das cabines de rádio e TV, um muro ocupa o espaço que deveria ser de arquibancada. Em meio a tudo isso, o pessoal mantém um campinho de futebol que intercala grama com buraco. Às vezes, a turma chuta a bola meio alta, seja por falta de habilidade seja por intercorrências do campo, e vai parar lá em cima do telhado. Por sorte, o telhado é inclinado e a bola volta para alegria da gurizada.
 

 

Foi assim, diante destas cenas e com todo o respeito a história do time da casa que assisti ao jogo da noite de ontem, o último do Grêmio pela fase de classificação do Campeonato Gaúcho. Tinha cara de várzea apesar da pompa e circunstância no início da partida. E apesar da importância do jogo para o adversário que precisava de um bom resultado para não cair à Segunda Divisão.
 

 

Ao Grêmio, no máximo, definiríamos o confronto da próxima fase, pois a classificação entre os quatro primeiros já estava garantida, por isso levou-se time “alternativo” a campo – ao péssimo campo em Rio Grande, que, aliás, foi um dos motivos da dificuldade na troca de passe, além da falta de entrosamento e alguma limitação técnica.
 

 

Talvez a falta de ambição do time tenha me dado tempo para olhar para a partida com todas as peculiaridades descritas no primeiro parágrafo – sim, tudo aquilo acontecia em um jogo de futebol oficial e com a chancela da Federação Gaúcha – e me levado a lembrar dos tempos do futebol no campinho perto de casa.
 

 

Lá no Menino Deus não tinha posto de gasolina, mas tinha a porta de ferro do açougue do Seu Bernardo que servia de goleira. Tinha a venda do seu Ernesto na outra esquina, onde bebíamos água no intervalo da pelada. Tinha um bordel, tratado com todo o respeito pela gurizada que jogava bola. E tinha muros para tabelar e telhados sem inclinação que mantinha a bola refém como pena pelo chute mal chutado.
 

 

Bons tempos aqueles do futebol jogado lá na Saldanha Marinho, bem do ladinho do saudoso Olímpico. Tempos em que aos grandes do Rio Grande bastava jogar bola para estar na final. Hoje, tem gente que quase nem se classifica à próxima fase.

Uma tarde no museu

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Na tarde dessa terça feira, decidi experimentar um roteiro cultural como visitante da cidade de São Paulo. Afinal, é a maior receptora de turistas no Brasil. São mais de 11 milhões por ano, número equivalente a sua população, e tem o mais qualificado acervo artístico com inúmeros museus e um poderoso calendário de espetáculos teatrais e musicais do país.

 

O MAC Museu de Arte Contemporânea foi o destino escolhido, pois apresentava uma nova exposição, “Os desígnios da arte contemporânea no Brasil”, reunindo a obra de nove artistas de diferentes regiões do Brasil.

 

Datado de 1963, o MAC na sua origem tem tudo a ver com a cidade, pois surgiu da doação de Ciccillo Matarazzo e esposa, mecenas cuja fortuna veio da atividade empresarial da família oriunda da Itália, e efetivada em São Paulo.

 

Hoje, sua sede está em frente ao Parque do Ibirapuera, criada por Niemayer, onde guarda parte das obras como as de Modgliani, Picasso, Kandinsky, Chagall, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, etc.

 

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“Os desígnios da arte contemporânea do Brasil”  com a curadoria de José Antonio Marton se presta bem para desmistificar o entendimento da arte, pois, assim como para apreciar um bom prato não é necessário que sejamos um “chef”, para usufruir da beleza e do significado de uma obra de arte, basta vê-la e senti-la. Visão e emoção são suficientes.

 

O MAC ainda apresenta outras exposições como atração para um ótimo passeio, além da beleza do edifício e da vista panorâmica da cobertura. A entrada é gratuita, assim como o estacionamento, com destaque ao bom atendimento de todos os funcionários do museu.

 

É de se estranhar a pouca visitação constatada, o que não condiz com o que ocorre em outras cidades estrangeiras do porte de São Paulo. Apenas nos fins de semana, talvez como subproduto da visitação do Parque Ibirapuera a frequência é diferente.

 

O MAC pode e deve ser mais usado pela cidade. Visitantes e moradores.

 

Exposição: Os Desígnios da Arte Contemporânea no Brasil
Curadoria: José Antônio Marton
Abertura: 25 de março de 2017, a partir das 11 horas
Encerramento: 30 de julho de 2017
Funcionamento: Terça das 10h às 21h, quarta a domingo das 10h às 18h
Local: MAC USP Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
Telefone : 11 2648.0254 (recepção) – 11 2648.0258 (educativo)
Entrada gratuita

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

Entrevista: José Galló, da Renner, fala em “milagre” da economia e critica regras trabalhistas medievais

 

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O presidente da Renner, José Galló, considera “quase um milagre” a redução da inflação e dos juros, nos últimos meses, e enxerga sinais de retomada na economia com consolidação em 2018. Entrevistado no Jornal da CBN, o executivo que está há mais de 20 anos à frente do grupo líder no varejo brasileiro criticou o que chamou de “regras trabalhistas medievais” e diz que não é coincidência o fato de se ter mais de 50 milhões de pessoas contratadas de maneira ilegal: “ninguém quer tirar o direito de ninguém, mas há certos tópicos da legislação que incentivam a ilegalidade”.

 

 

A possibilidade de o Governo Federal elevar tributos para corrigir o buraco nas contas públicas é vista com preocupação pelo executivo. Galló entende que seria mais produtivo se o Governo aplicasse o que ele chama de “regra dos 20%”: toda auditoria mostra que existem pagamentos indevidos e um percentual de fraude que pode ser eliminado.

 

Em relação a Operação Lava Jato, Galló defende o aprofundamento das investigações mesmo que isso cause instabilidade política.

 

Na entrevista completa que você ouve a seguir, José Galló também explica como funciona o processo de criação e fabricação das roupas  e a necessidade de redes com as características da Renner  atualizar com maior frequência as coleções oferecidas aos clientes:

 

 

 

 

 

Avalanche Tricolor: dias de emoção e felicidade no esporte (e no e-Sports)

 

Grêmio 4×0 Juventude
Gaúcho – Arena Grêmio
(e outras conquistas)

 

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Grêmio comemora mais um na goleada de sábado, foto de LUCAS UEBEL/GRÊMIOFBPA

 

Foram dias intensos no esporte estes últimos que vivi. Antes mesmo do fim de semana marcado por vitórias – assim mesmo, no plural -, tive a oportunidade de estar ao lado de um dos grandes nomes da história do Grêmio, na quinta-feira. A convite da ESPN e sob o comando de João Carlos Albulquerque, participei do programa Bola da Vez com Valdir Espinosa.

 

Na entrevista que vai ao ar provavelmente nessa terça-feira, Espinosa lembrou de cenas que nos levaram ao título da Libertadores e, em seguida, ao do Mundial, em 1983. Com a emoção típica dos gremistas, ele contou curiosidades ocorridas nos bastidores, diálogos que manteve com os jogadores e discussões técnicas que levaram a transformação do time entre uma competição e outra.

 

Das muitas histórias, sempre recheadas de romantismo, disse que no primeiro encontro que teve com o elenco, no início da temporada, brincou ao pedir que os jogadores fizessem com ele uma grande sacanagem. Como tem pavor de voar, queria que eles o obrigasse a viajar de avião até Tóquio no fim do ano. E que baita viagem todos nós gremistas fizemos naquele ano.

 

No programa, nosso atual coordenador técnico contou como conheceu Renato e Mário Sérgio, dois de seus grandes amigos. Amizades que começaram a ferro e fogo, pois Espinosa os conheceu em campo, no esforço para impedir que eles passassem pela marcação dele. Jura que não perdeu uma só bola nem para um nem para outro.

 

Viajei nas lembranças de Espinosa e nas minhas também. Afinal, foi inspirado nele que acabei jogando como lateral no time da escolinha de futebol do Grêmio; foi na maneira irreverente dele se vestir que ganhei dos meus pais uma calça com uma perna de cada cor, obra do alfaiate Reis que vestia boa parte do elenco gremista; e foi graças a ele e ao time que comandava que chorei como criança ao ver o Grêmio campeão da Libertadores e do Mundial.

 

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Falamos pouco sobre o time atual do Grêmio, mesmo porque o objetivo do programa era outro. Mas nas conversas paralelas foi possível perceber que Renato e ele estão muito afinados e otimistas em relação a formação do atual elenco, apesar das inúmeras lesões que comprometem o entrosamento.

 

Imagino que você, caro e raro leitor desta Avalanche, também esteja entusiasmado com o time, especialmente após assistirmos à apresentação da noite desse sábado, na Arena. Tive a impressão que voltamos a jogar futebol com a excelência que nos deslumbrou no ano passado.

 

Até aqui, no Campeonato, havíamos visto um ou outro esboço de boas jogadas; às vezes um dos nossos se destacava individualmente; outras, dominávamos momentos da partida, mas sem manter o mesmo ritmo ao longo de todo o jogo. Exceção talvez tenha sido a estreia da Libertadores.

 

No sábado, Miller Bolaños foi genial em campo, mas se o foi deve-se também a forma como Renato montou a equipe e a performance de seus companheiros. Tivemos movimentação estonteante do meio de campo pra frente, que impediu qualquer tentativa de marcação. A troca de passe rápida e certeira desmontou a retranca que o adversário ensaiou no vestiário. E o time de poucos gols, fez um, fez dois, fez três e fez quatro sem permitir qualquer reação.

 

A alegria proporcionada pelo Grêmio foi para mim o complemento de um sábado de emoção no esporte.

 

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É provável que você ainda não tenha lido em outros textos de minha autoria, afinal são raros e caros meus leitores, mas desde o início do ano tenho dividido meu sofrimento entre o Grêmio e o e-Sports. Sim, o esporte eletrônico, que muitos ainda perdem tempo discutindo se pode ou não assim ser considerado, apesar de estar na programação de todos os canais esportivos de televisão, tem tido uma atenção especial aqui em casa.

 

Meus dois meninos – paulistanos de nascença e gremistas por origem – vivem intensamente o cenário do e-Sports, especialmente do League of Legends, considerado o jogo mais jogado do mundo. Um é estudante de jornalismo e cobre o assunto, além de estar na produção de um documentário sobre o tema; o outro é técnico estrategista da Keyd Stars, que neste fim de semana garantiu presença na final do CBLol, o campeonato brasileiro da categoria, a ser disputada em Recife, dia 8 de abril.

 

Jamais imaginei que algum outro time pudesse me fazer sofrer na busca pelo resultado além do próprio Grêmio. Nos últimos fins de semana, porém, tenho me visto com o coração apertado, com os punhos cerrados e os olhos marejados a cada abate alcançado, torre destruída e nexo conquistado.

 

Vi os guris da Keyd enfrentando as dificuldades de um time em formação, como o nosso Grêmio; e a cobrança dos torcedores que, passionais, atacam e defendem aqueles que são seus ídolos. Percebi o esforço de cada um da equipe para não se abater com os primeiros resultados ruins e a dificuldade para a classificação às finais. E curti muito ao perceber como o revés forjou este time e o fortaleceu para o momento certo: na melhor de cinco da semifinal, venceu por três partidas a um o campeão do ano passado, a INTZ.

 

Se eles se sagrarão campeões nesta primeira parte da temporada, isso é uma outra história. Mas que este marmanjo aqui tem sofrido diante das disputas no mapa do LoL como já sofreu pelo Grêmio, em 1983, e sofre agora em busca de uma nova Libertadores, não tenha dúvida.

Mundo Corporativo – Nova Geração: Joana Cortez, da Orgânica People, ajuda você a encarar a ‘nova economia’

 

 

“Mais do que ter todos os aspectos técnicos que a vaga precisa, ele precisa ter uma atitude da nova economia, e a atitude envolve muito isso que eu falei: determinação, ter jogo de cintura, ter humildade muitas vezes e em muitos momentos, ter proatividade e ter paixão”. A sugestão é de Joana Cortez, especializada em recrutamento de pessoal, que foi entrevistada pelo jornalista Milton Jung, no programa Mundo Corporativo – Nova Geração, da rádio CBN. Líder da Orgânica People, um braço da Orgânica Aceleradora, Cortez apresenta outras dicas para os profissionais que estão chegando ao mercado de trabalho e pretendem aproveitar as oportunidades oferecidas pelas empresas que investem no que conhecemos por nova economia.

 

A Joana Cortez prometeu em entrevista ao Mundo Corporativo publicar uma lista com livros que considera serem essenciais para quem pretende se reinventar no cenário dinâmico da nova economia. Segundo ela, são obras que tratam de temas diversos como empreendedorismo criativo, empreendedorismo digital, mudança de hábitos, inteligência emocional, entre outros.

 

Vamos as sugestões:

 

Livros em português

 

– Organizações Exponenciais – Autor: Michael S. Malone e Salim Ismail
– A Startup Enxuta – Autor: Eric Ries
– De zero a um – Autor: Peter Thiel
– O lado difícil das situações difíceis – Autor: Ben Horowitz
– Empresas feitas para vencer – Autor: Jim Collins
– Empreendedorismo Criativo – Autor: Mariana Castro
– Os 7 Hábitos das pessoas altamente eficazes – Autor: Stephen R. Covey
– O poder do hábito – Autor: Charles Duhigg
– Comece por você – Autor: Reid Hoffman e Ben Casnocha
– Faça Acontecer – Sherryl Sandberg

 

Livros interessantes em inglês

 

– The Start-up J Curve: The six steps to entrepreneurial Success – Autor: Howard Love
– The EQ Edge. Emotional Intelligence and your success – Autor: Steven J. Stein

 

O Mundo Corporativo, no último sábado do mês, é dedicado às novas gerações e tem a colaboração de Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves. O programa pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. Aos sábados é reproduzido no Jornal da CBN, a partir das 8h10.

Conte Sua História de SP: a lição de meu avô que foi prefeito de São Paulo

 

Por Maria de Lourdes Figueiredo Silo
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Tive um tio avô revolucionário. Foi prefeito de São Paulo, em 1932, e, apesar de ser engenheiro, um dos fundadores da Escola Politécnica, era um grande filósofo! Por isso custei muito a entendê-lo, achava suas conversas cifradas, num código que não dominava e ouvia-o mais pelo agradável que era como pessoa do que pelo que dizia. Seu nome era Henrique Jorge Guedes.

 

Como todo bom paulista da época, era anti-getulista, morava na Avenida Higienópolis e ainda plantava café em sua fazenda São Pedro perto de Pinhal. Havia mesmo, é claro, participado da Revolução Constitucionalista de 32, fato que, naquele tempo, não admitia releituras; orgulhava-se disso!

 

Porque lembro do tio Henrique hoje é o que tento me explicar.

 

Talvez só agora, ao lembrá-lo, entenda muito de seus sábios pensamentos!  Lá pelos anos 1950 visitei-o pelas últimas vezes, vizinha quase que era dele, pois havia ido estudar em São Paulo e morava em um pensionato na rua Maranhão. Já com mais de 80 anos, uma cabeça branquinha, mas muito inquieta, percorria comigo o mundo, talvez para testar meus parcos conhecimentos e informações, não sei.  Sua voz ainda era linda! Grave e forte como de um moço; sabia usá-la de maneiras diferente, imprimindo emoção adequada a cada palavra. Foi nesta época que recitou-me um verso que teimosamente recordo agora:

 

 

“Saudade, triste saudade

único bem que me resta.

Por toda parte que vou

eu sinto cheiro de festa,

e sei que a festa acabou…”

 

 

Lembro que ao ouvi-lo, senti em sua voz uma grande nostalgia do passado, do qual era agora passivo observador….

 

Acredito que este pensamento se dê aos poucos, devagar, quase imperceptivelmente. Uma manhã, não encontramos nenhum conhecido na rua, no outro não recebemos convite para a festa, certa noite está muito vento para sairmos, e aos poucos vamos ficando à margem desta grande festa que é a vida.  Festa com dia marcado para começar e acabar. Preparam-nos tanto para ela, mas não para o final, quando tudo se resume no “cheiro de festa” que termina. Entramos nela carregados de supérfluos, aos poucos vamos nos desvencilhando dos enfeites, bijuterias, presilhas, laços e terminamos limpos, como nascemos.

 

Valemos nela, quase sempre, pelo que temos, ostentamos, acumulamos, pelo que “carregamos” e pouco pelo que somos. E tudo isso pesa, incomoda, não permite que, soltos, dancemos a valsa, provemos as iguarias, escutemos a música, percebamos o perfume das flores que enfeitam o salão e muito menos o clarão da lua. E cada vez queremos mais, porque é isso que vale, é isso que conta nesta festa, onde cada um aproveita como pode, já que todos são convidados e, obrigatoriamente, devem estar presentes….

 

Diz a sabedoria popular que quando o passado se torna muito presente, é sinal que a “festa está no fim”. Será?

 

Maria de Lourdes Figueiredo Sioli é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte mais um capitulo da nossa cidade. Escreva para milton@cbn.com.br.

Entrevista: ex-ministro está otimista com lei da terceirização criada por ele e aprovada 19 anos depois pela Câmara

 

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A lei da terceirização ampla, geral e irrestrita aprovada na quarta-feira pela Câmara dos Deputados havia sido encaminhada ao Congresso em 1998, ainda durante o Governo Fernando Henrique Cardoso. Na época, o ministro do Trabalho era Paulo de Tarso Almeida Paiva que via na regra a possibilidade de retomada do emprego diante da crise econômica que o Brasil enfrentava.

 

Dezenove anos depois, e frente a uma nova crise, Paulo de Tarso, que hoje é professor da Fundação Dom Cabral, recebeu com surpresa a iniciativa do Governo Michel Temer que, em acordo com líderes da situação, decidiu colocar o PL dele em votação na Câmara dos Deputados. A medida foi tomada porque o Governo entendeu que seria a maneira mais rápida de avançar no tema pois o projeto de lei já havia sido aprovado uma vez na Câmara, passado pelo Senado com algumas mudanças e estava pronto para ser colocado em votação novamente na Câmara.

 

Entrevistado pelo Jornal da CBN, Paulo de Tarso disse que, apesar de terem se passado quase duas décadas, o projeto de lei deve alcançar os resultados imaginados na sua criação: mais emprego.

 

Ouça a entrevista completa:

 

 

 

 

“Bem Hur”: nem que seja pelo Rodrigo Santoro!

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Ben Hur”
Um filme de Timur Bekmambetov
Gênero: Ação/Épico
País:USA

 

Judah, um nobre judeu contemporâneo de Jesus Cristo, é acusado injustamente de traição a Roma. Seu próprio irmão Messala que o trai. Ele sobrevive aos anos servindo como escravo e volta para se vingar…

 

Por que ver:

 

O filme é um remake de um dos melhores e mais premiados filmes de todos os tempos… Então fica puxado refazê-lo, porém eis aqui a tentativa…

 

Tem váriosssss momentos piegas, e a atuacão dos atores compromete no quesito identificação com o personagem…Eles são todos sem carisma e meio posados.

 

O melhor em cena é o Rodrigo Santoro. Ficou muito bem de Jesus e confere ao filme cenas com poder de emocionar. E olha que o perigo de intrepretar Jesus era grande, porque para ficar cafona e piegas é um, dois…

 

A famosa cena da biga é muito boa e os efeitos impressionam pela qualidade e crueza.

 

Como ver:

 

Tem cenas violêntas de luta e muito sangue… Veja quem aguenta e convide para te acompanhar.

 

Quando não ver:

 

Alerta infantil….Muito puxado para menores de 12…

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung