Querem abrir caminho no Rodoanel

Um grupo de empresários e comerciantes da região sul de São Paulo tenta mobilizar os moradores para pressionar o Governo do Estado a abrir uma via de acesso para o trecho sul do Rodoanel Mário Covas, que deve ser entregue em março de 2010. A ideia é ligar a avenida Teotônio Vilela a rodovia “para tirar a zona sul do isolamento”, disse o presidente da Associação Empresarial da Região Sul, Ronaldo do Prado Farias, ao CBN SP.

O Governo estaria impedido de abrir qualquer acesso ao trecho sul do Rodoanel devido as restrições impostas durante o licenciamento ambiental. Foi o que explicou o secretário dos Transportes do Estado de São Paulo Mauro Arce, que não enxerga qualquer possibilidade de o projeto original ser modificado. Nem mesmo a proposta de construção de uma marginal ao Rodoanel seria viável, disse ao CBN SP.

Acompanha a discussão:

Ouça a entrevista com Ronaldo Prado Farias, da AESUL

Ouça a entrevista com o secretário de Transportes do Estado de SP Mauro Arce

A manifestação dos empresários da Região Sul de São Paulo será dia 19 de setembro, sábado, às 10 da manhã, no Largo do Rio Bonito, no cruzamento das Avenidas Robert Kennedy e Senador Teotônio. Um abaixo-assinado estará à disposição de quem apoia a ideia de abertura deste acesso.

Veja a programação do Dia Mundial Sem Carro

 

Semana agitada para comemorarmos o Dia Mundial Sem Carro, que se realiza em 22 de setembro, chegada da Primavera. Debates, protestos e diversas manifestações estão prometidas para os próximos dias, a começar pela quinta-feira, com o Desafio Intermodal. Uma série de eventos está sendo organizada por um coletivo formado por dezenas de organizações e centenas de cidadãos.

O Movimento Nossa São Paulo diz que “mais do que estimular as pessoas a deixarem seus carros em casa durante um só dia, a idéia da campanha é marcar a luta por um transporte público eficiente, por menos poluição do ar, por respeito ao pedestre, por mais ciclovias, enfim, por uma melhor qualidade de vida para todos”.

Veja aqui a programação completa e participe com a gente.

Buracos da Cidade: Morador Tapa-Buraco

 

Morador tapa-buraco

Cansado de esperar a prefeitura, Renato Cordeiro passa a mão na pá e sai a tapar os buracos na rua Cerqueira Leite, no bairro de Santana, próximo da rodoviária do Tietê. A situação é tão ruim que costumam ocorrer com frequência tombos de motoqueiros, além de carros pararem para trocar o pneu.

O colaborador do blog Marcos Paulo Dias conversou que o morador e soube que ele registrou vários protocolos pelo telefone 156. O último foi com o número 8632 390. Nada foi resolvido. Nos próximos dias, vai providenciar concreto para melhorar o serviço dele.

Escolha o melhor pastel de feira de São Paulo

 

Gorduroso demais, com a casquinha crocante, com mais vento do que com carne. Tem pastel de feira para todos os sabores na capital paulista. A prefeitura de São Paulo calcula que sejam 730 pasteleiros que trabalham nas feiras-livres e agora eles serão colocados à prova. Divididos em cinco regiões, os concorrentes terão uma urna lacrada em sua barraca e os consumidores poderão dar a nota, em fichas padronizadas (e toda engordurada, é lógico).  Contam na avaliação: limpeza na barraca, sabor, organização, higiene, entre outros ítens que podem sensibilizar o cliente.

Dois pasteleiros mais bem votados de cada região participarão da final a se realizar na Praça Charles Miller, quando os dez estarão reunidos e terão seu trabalho avaliado por uma comissão julgadora.

Qual o melhor pastel de feira de São Paulo para você ?

Um tesouro chamado Carbrasa

 

Por Adamo Bazani

Carbras 1962

Veja aqui slideshow com imagens do Carbrasa


Avenida das Bandeiras, 846 – Lucas – Rio de Janeiro. Telefone 30 08 30

Descobri que este era o endereço de uma das empresas que marcaram a história da indústria de carrocerias de ônibus no Brasil após achar uma relíquia. Pura coincidência.

Este apaixonado por transportes estava indo com o pai ao mercado, domingo de manhã, comprar mistura para semana, quando começa, ao volante de seu carro de passeio (infelizmente) a esbravejar:

– “Nossa, nossa, nossa, nossa…um Carbrasa”.

O pai deste que lhe escreve não entendeu nada

“Car o quê ?”

Os apaixonados pela história do ônibus sabem bem o motivo pelo qual esbravejava. No meio do caminho entre a casa de um busólogo e o supermercado havia um verdadeiro tesouro: um ônibus de carroceria Carbrasa, ano 1962.

Era domingo, trânsito tranquilo, rua de bairro, em Santo André, deu até para parar em frente a uma guia rebaixada de uma casa (não façam isso). Todo o busólogo tem de sair “armado”, seja quando atravessa o país seja quando vai até a outra esquina. Eu estava. Em minhas mãos, uma máquina fotográfica.

É verdade que o ônibus dava sinais de que sofreu com o implacável tempo. Mas, como se o veículo fosse um sitio arqueológico, fucei e descobri detalhes interessantíssimos.  O câmbio cotovelo de difícil engate. A placa do motor Chevrolet TB 65 02. O freio de mão, totalmente diferente dos de hoje. Em um dos degraus da porta, a plaquinha, com endereço e telefone da Carbrasa.

A empresa não existe mais. Seu fundador, Mário Sterka, era diretor da Volvo do Brasil nos anos 40. Época difícil, Segunda Guerra Mundial, os avanços tecnológicos não tinham a mesma velocidade de hoje em dia.

Sterka se inconformava em ver a Europa e Estados Unidos, já nos anos de 1930, apresentarem ônibus com carrocerias metálicas, enquanto, o povo brasileiro ainda era transportado em duros veículos com mecânica defasada e carroceria de madeira. Em 1945, mesmo com a crise da Segunda Guerra, decidiu fundar no Rio de Janeiro a Carbrasa – “Carroçarias Brasileiras  S. A”, que desenvolvia, inicialmente, para chassis Volvo, inovadoras carrocerias de aço cobertas de alumínio. Obviamente, o preço era mais alto do que a concorrência e, assim, o início foi bem difícil. A vontade de desistir, segundo a família, apareceu. Mas ela foi superada. Mas Sterka provou que é no momento de crise que se deve investir em inovações. 

Nos anos 60, bem da década que nossa relíquia foi encontrada em Santo André/SP, a Carbrasa se tornou uma das principais encarroçadoras do País, ostentando o nome BRASILEIRAS em sua sigla. Nesta época, a carroceria não era colocada apenas em plataformas da Volvo, mas de diversas montadoras, como a GM, empresa cuja mecânica ainda é a original de nosso achado.

No fim dos anos 70, as ações da empresa foram compradas por outras encarroçadoras, mas a Carbrasa deixou marcas, que são encontradas até hoje, principalmente, pela ação inovadora de Mário Sterka.

Assim foi, com estas lembranças, o domingo de um busólogo que ao levar o pai ao mercado encontrou um tesouro. Pai que também gostou de rever um dos veículos no qual ele andava quando jovem, mas que não aguentava mais de fome, após horas ao lado do filho que contemplava o achado “arqueobusófilo” (não procure esta expressão no dicionário).

A entristecer o dia, apenas a informação de que o dono deste Carbras vai transformá-lo em um motorhome. Portanto, aproveite bem estas fotos, talvez as últimas deste exemplar que ficou na história.

Ádamo Bazani é repórter da CBN e busólogo. Às terças, escreve para o Blog do Mílton Jung. E durante toda a semana garimpa tesouros pelas ruas.

Conte Sua História de São Paulo: O Fusca

Suely Schraner
Ouvinte-internauta

Ouça o texto “O Fusca” de Suely Schraner com sonorização de Claudio Antonio

Foto de Eli K Hayasaka, no Flickr

Foto de Eli K Hayasaka, no Flickr

Em 1973, o piloto Ronnie Peterson ,”o sueco voador”, ganhava o Grande Prêmio da França. Aí, ela comprou seu fusca 66. Vermelho grená e parcelado em 36 vezes.

Vinte horas na auto escola: baixar o breque de mão, primeira e segunda.

No Detran, a baliza certa e aprovação garantida. De noite, pegar o possante na concessionária. Onde é mesmo que se liga a lanterna?

Na Marginal Pinheiros, só xingamentos. Gente mal educada a dizer impropérios sobre sua mãe. Em primeira e segunda, ela chegou ao pódio.

Naquela clara manhã de outono, saiu uma hora mais cedo. Pegou seu veículo e rumou para o trabalho. Era uma fábrica de macarrão que ficava na Marginal, quase esquina com a Avenida Interlagos. Na ladeira, pof, pof, em ré descontrol. Êpa! Passou direto do ponto. As duas mãos no volante, cara esticada quase colada ao vidro, aquela craqueza. De repente, o rio Pinheiros no meio. Como retornar? Uma hora esse rio tem que acabar.

Nesse pique, chegou na Lapa. Só aí é que se deu conta que o retorno só poderia ser por uma ponte. Um guarda pulou. Caderninho de multa voou. Ufa! Enfim conseguiu pegar a marginal de volta. Atrasada duas horas! Os tímpanos já imunizados aos palavrões.

Mãos firmes no volante, pernas travadas. Primeira e segunda. Enfim a firma onde trabalhava. Não havia focos de lentidão como hoje. A surpresa era uma aglomeração em frente à fábrica. Seu Adrimon, da portaria, muito solícito lhe abriu as duas bandas do portão de entrada dos carros. Mirou bem e acelerou na direção do portãozinho de pedestres. Foi só manifestante que voou.

Nova ré descontrol. Barbeira, eu? Deixou o carro atravessado na rua e entrou a pé mesmo.

Seu Antonio, o motorista de caminhão, foi quem colocou o carro pra dentro. Passava do meio dia. Coração na boca . Pernas bambas.

Você também participa do Conte Sua História de São Paulo. Escreva seu texto ou mande um arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br.

Secretária Dilma diz que lixo provocou enchente

 

Sujeira e entulho no portão do piscinão do Jd. Alto da Boa Vista, em Mauá

Sujeira e entulho no portão do piscinão do Jd. Alto da Boa Vista, em Mauá

A Secretária do Estado de São Paulo de Saneamento e Energia Dilma Pena deixou claro que o lixo foi um dos motivos que causaram as enchentes da semana passada, na região da Marginal Tietê, na capital paulista. Em entrevista ao CBN SP, ela destacou, ainda, que a quantidade de chuva e o local onde ocorreu são fatores que devem ser levados em consideração na análise sobre o transtorno na cidade.

Dilma Pena disse que o plano de macrodrenagem que pode reduzir o impacto dos temporais da região metropolitana tem prazo de cinco anos para sua conclusão e a construção de piscinões está entre as ações que fazem parte desta estratégia. Ela disse que o Estado teve de assumir a função de limpeza dos piscinões pois as prefeituras não realizavam este trabalho e prejudicavam a retenção das águas da chuva.

Acima, um dos piscinões da região metropolitana, em Mauá, em foto enviada pelo ouvinte-internauta José Luiz Zago.

Ouça a entrevista da secretária Dilma Pena ao CBN SP

Máquina transforma lixo em energia

 

Um equipamento capaz de transformar lixo orgânico em energia elétrica, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina, poderia reduzir a quantidade de material despejado nos aterros sanitários. Só a capital paulista gera 15 mil toneladas de lixo, dos quais 9 mil são resíduos domiciliares. E um dos grandes problemas atuais, nas grandes cidades brasileiras, é a falta de espaço para acumular os dejetos, pois sequer terrenos para aterros sanitários são encontrados.

O processo que já estaria sendo implantado na cidade de Matozinhos, em Santa Catarina, envolve a utilização de um sistema de microondas que pela primeira vez é aplicado para esta finalidade. Saiba mais ouvindo a entrevista do epsquisador Vanner Luiz Jahn, ao CBN SP

São Paulo contrata 300 mil servidores, em 23 anos

 

A região metropolitana de São Paulo assistiu ao crescimento de 54,5% no número de funcionários públicos, entre 1985 e 2008, segundo estudo realizado pelo professor de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro Mauro Osório da Silva. É a quarta metrópole que mais contratou servidores, além de ter ficado acima da média nacional que foi de 39,6%. Pelo cálculo, foram contratados 15,4 mil funcionários a cada ano.

Na entrevista ao CBN SP, Mauro Osório que também é doutor em planejamento urbano e regional explicou que o aumento no número de servidores não significa, necessariamente, melhoria no atendimento ao cidadão, mas que esta medida quem tem de fazer é a própria sociedade através do serviço oferecido.

Ouça a entrevista de Mauro Osório da Silva ao CBN SP

Foto-ouvinte: A televisão no lixo

 

TV é lixo

A enorme quantidade de tubos de TV foi encontrada pelo ouvinte-internauta Douglas Nascimento no pé do elevado Costa e Silva, um dia após a enchente que parou a cidade de São Paulo. O descarte foi feito em uma das saídas para o largo do Arouche. “Curioso é ninguém ver isso ser despejado ali”, escreveu Douglas. A imagem dele já foi enviada para o concurso “Revele o Lixo”, promovido pela ONG Educa SP que reunirá as imagens para uma exposição no mês que vem na Praça da Sé.