Um curso para ensinar a escrever memórias

 

Escrever suas próprias memórias promovendo o conhecimento e o registro da história são propostas do curso organizado, a partir deste sábado, pelo jornalista Guilherme Azevedo, do site Jornalirismo, em São Paulo. A intenção é desenvolver técnicas de criação de ideias e de redação além de conhecer maneiras de organizar estes registros de forma coesa e coerente.

De acordo com Guilherme o curso é voltado para pessoas com mais de 60 anos, independentemente da profissão, mas alunos mais jovens, desde que com o mesmo interesse de expandir seu conhecimento no jornalismo literário, são bem-vindos. O curso “Redação de Memórias” vai de 22 de agosto a 3 de outubro, sábados, das 8h30 às 13h30, na sede do Ação Educativa, na rua General Jardim, 660, Vila Buarque. As inscrições custam R$ 300 e pode ser feitas pelo telefone (11) 4828 4280 ou e-mail jornalirismo@eventar.com.br.

Prêmio para estudante de jornalismo

 

Aos jornalistas mais novos (o Heródoto está fora dessa) boa oportunidade para ter seu talento reconhecido. O Instituto Vladimir Herzog e o Sindicato dos Jornalistas promove o 1º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão. De acordo com Ivo Herzog a ideia é premiar os melhores projetos de pauta relacionadas aos temas direito à vida e à Justiça. Os estudantes poderão atuar em grupo e contar com o apoio de seus professores. Dia 22, às 12h30, o prêmio será lançado no Espaço Vladimir Herzog, na rua Rego Freitas, 530, em São Paulo

Conte Sua História: São Paulo de todos nós

 

Por Carlos Silva
Ouvinte-internauta

Ouça o texto de Carlos Silva sonorizado por Cláudio Antonio

Quem dera mergulhar em águas imaginárias e, ao emergir, fixar meu olhar no ponto onde tudo começou.

Quem sabe meus pés calcassem então o solo enlameado e virgem de projetos e edificações.

Quem sabe dissesse ao colonizador: “O que estás ajudando a construir hoje tornar-se-á, no futuro, o espaço das grandes concentrações voltadas para o lazer, a informação e a cultura. Enfim, para a vida…

Aqui, onde depositas a pedra fundamental, milhares de passos passarão pisando.
Talvez alheios a tudo que hoje aqui ocorre.

Noutros, porém – sobretudo aqueles com olhares poéticos,lúdicos e boêmios, repousarão inspirados versos,cantigas,contos e cantorias. E, mesmo que não verbalizem um agradecimento sonoro que se faça ouvir em toda a plenitude, tenham a certeza de uma coisa: no íntimo de cada ser, desses capazes de enxergar com a ótica poética, haverá ao menos um filete de regozijo e satisfação por estar aqui.

Teus olhos, ó idealizador, obviamente já tragados há muito pelo solo – pois isso dar-se á daqui a mais de quatro centenas e meia de anos – não verão nada disso.

Desde já conforta-te, porém, em saber que tu serás lembrado.

E quando as cortinas do sol abrirem-se no horizonte, e quando vários poetas estiverem reunidos, então saberei que neste dia os calendários do nosso solo paulistano estarão marcando 25 de Janeiro de 2009.

Teu gesto então será celebrado por aqueles que carregam no coração o amor por esta mãe-metrópole tão receptiva e hospedeira.

Que não faz distinção de raça, cor, credo.

E que a todos se dá, sem nada esperar em troca.

A não ser o gozo pela vida e pela preservação de sua própria história.



Participe do Conte Sua História de São Paulo. Envie seu texto ou arquivo em áudio para HYPERLINK “mailto:contesuahistoria@cbn.com.br” contesuahistoria@cbn.com.br. O programa vai ao ar sábados, às 10 e meia da manhã, no CBN SP

Os bancos e a transparência na relação com o cliente

 

“Transparência entre banco e cliente só no papel do extrato do caixa eletrônico” (Marcos Pompeu, 53)

Foi com a frase de um cidadão comum sobre a qualidade do papel que tiramos do caixa toda vez que fazemos uma transação eletrônica que iniciei minha apresentação no painel que discutiu a transparência na relação entre bancos e sociedade, no Semanc’09 – Seminário de marketing e relacionamento com clientes -, no Hotel Transamérica, em São Paulo, agora à tarde. O que parecia uma brincadeira descrevia bem a percepção de parte dos brasileiros sobre as instituições bancárias.

Poucos setores automatizaram tanto as operações como os bancos, o que teria acontecido não apenas para baixar custo, mas para se adaptar ao período de inflação, me explicou Marcos de Barros Lisboa, da Febraban e Itau-Unibanco, que estava no painel. Tenho certeza de que para boa parte do cidadão o primeiro contato com um computador se deu na ida ao caixa eletrônico. Mas se o acesso melhorou através das máquinas, o mesmo não aconteceu com a informação. Pouco se sabe sobre o juro cobrado ou o custo do produto comprado. Por incompetência ou má-fé, a comunicação é ruim. E sem comunicação não há transparência.

Não basta o banco informar (os contratos são documentos bastante detalhados), é preciso que o cliente seja formado. Por isso, repeti o que para mim é o mantra da boa comunicação: seja simples, direto e objetivo. Na hora de esclarecer qual o saldo bancário, de explicar o preço do dinheiro emprestado ou de assumir o motivo que impediu a liberação do crédito.

Aos bancos sugeri que abram espaços interativos de diálogo, o que vai além do faleconosco@meubanco.com.br. Um blog com um porta-voz da empresa esclarecendo dúvidas e permitindo a publicação de reclamações, seria uma caminho. Dar ao ombudsman independência e poder, sendo um representante do cidadão e não para-choque da instituição.

Algumas perguntas chegaram ao fim da conversa e não puderam ser respondidas e eu me comprometi de registrá-las aqui no blog. Vamos lá:

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A democracia e a absolvição de Sarney e Virgílio

 

O arquivamento das denúncias contra o presidente do Senado José Sarney (PMDB), que nega até a alma qualquer irregularidade, e o senador Arthur Virgílio (PSDB), réu confesso na contratação de funcionário fantastama, provocou uma série de mensagens na minha caixa de correio, nesta manhã. Não se critica apenas o PT, como foi destaque no noticiário, mas o Senado e os políticos brasileiros. Fala-se em não reeleger mais ninguém, em fechar o Congresso (meu Deus do céu, ninguém leve isso a sério, em desistir de todos estes que aí estão, e outras tantas frases comuns em tempos de indignação. Mas no ano que vem tem eleição, e lá vamos nós votar sem qualificar nosso representante nem nosso parlamento.

No Jornal da CBN desta quinta-feira conversamos com o cientista político José Álvaro Moisés, da USP, que falou dos efeitos da decisão de ontem na democracia brasileira:

Ouça o que disse o cientista político José Álvaro Moisés sobre Senado, política e democracia

Somos quatro no prêmio Comunique-se de rádio

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Maior vencedora do Prêmio Comunique-se na categoria âncora de rádio, a CBN volta a emplacar com destaque na segunda etapa da edição 2009 quando são escolhidos os 10 finalistas. Lúcia Hipolito, Carlos Alberto Sardenberg, Adalberto Piotto e este que lhe escreve estão na disputa para a próxima fase quando serão eleitos os três finalistas. Os eleitores – jornalistas e cadastrados no site Comunique-se – poderão fazer a escolha dos três nomes preferidos até o dia 31 de agosto.

Heródoto Barbeiro está fora da disputa pois recebeu o título de Mestre de Jornalismo devido a três vitórias consecutivas.

Muro com pichação política e fretado com restrição

 

Uma quarta-feira de tirar o fôlego na Câmara Municipal de São Paulo que se encerrou apenas às dez da noite com a aprovação do projeto de lei que mantém restrições a circulação de ônibus fretados na capital. Durante o dia, porém, temas polêmicos também geraram debate em plenário e nas galerias. Um deles abre exceção à Lei Cidade Limpa para a propaganda eleitoral nos muros da cidade; e outro aumenta o teto salarial do funcionalismo.

Houve, também troca de acusações entre os vereadores Ítalo Cardoso do PT e Floriano Pesaro do PSDB. O plenário estava lotado de manifestantes da Guarda Civil Metropolitana, que pedem gratificação equivalente a paga pela Prefeitura aos policiais militares. A discussão começou quando tucanos e petistas passaram a debater que o governo atendeu mais reivindicações da categoria. Durante o bate-boca, a bancada do PT, que tinha aceitado votar a favor da lei que trata do teto salarial na Prefeitura de São Paulo, ameaçou deixar o plenário. A sessão foi suspensa duas vezes. Ao final, Ítalo Cardoso e Floriano Pesaro pediram desculpas um ao outro. Ninguém se desculpou para o pessoal da GCM.

A repórter Cristina Coghi esteve na Câmara Municipal de São Paulo:

Ouça reportagem sobre projeto que autoriza pichação política em muros da cidade

Ouça a reportagem sobre projeto de lei que restringe os fretados em São Paulo

Informe-se sobre a posição do seu vereador a propósito destes projetos e publique esta informação em blogs, envie para milton@cbn.com.br, ou apenas conte para o amigo mais próximo. O importante é fiscalizar a ação do parlamentar. Conheça a campanha Adote um Vereador.

Saiba como seu vereador se comporta na Câmara

 

No início do mês, o jornal Diário de São Paulo fez levantamento sobre o desempenho dos vereadores da capital paulista no primeiro semestre do ano. É possível saber quais os principais projetos apresentados e votados, além dos gastos nos gabinetes. Todo este material está à sua disposição no site do jornal e você pode acessar clicando aqui. Aproveite as informações para avaliar melhor como seu representa se comporta no parlamento e não deixe de contar para ele, por e-mail ou telefone, o que achou do trabalho desenvolvido na primeira metade do ano.

Sugiro, também, que os dados sejam postados nos blogs que fazem parte da campanha Adote um Vereador.

Avalanche Tricolor: A alma do meu time

 

Vitor do Grêmio vai ao ataque

Santos 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Vila Belmiro

Se o Grêmio não joga por que eu tenho de escrever sobre o Grêmio ? Assim, resumo esta Avalanche ao único pensamento que iluminou minha mente nesta noite: “Temos um time, mas não temos uma alma”.

Pós-jogo: ilustro este post com a única imagem de alguém que mostrou sofrer por quem amo, Vitor sobe ao ataque para tentar o gol que o time foi incapaz de fazer.

Conte Sua História: O sorriso da alma

 

Por Suely Schraner
Ouvinte-internauta

Ouça o texto Sorriso da Alma de Suely Schraner, sonorizado por Cláudio Antonio

Conta-se que Santa Apolônia, a padroeira dos dentistas, foi mártir da Igreja Católica e que, para manter sua fé, foi torturada, sofreu fraturas no rosto e teve os dentes quebrados.

O dentista garante a integridade dos dentes, a limpeza e profilaxia. Hoje prevenção, ontem extração. Hoje restaurações, clareamento, implantes, essas coisas “high tec”. Ontem, soluções caseiras: pinga no buraco do dente, 1 minuto, remedinhos “tiro e queda”. Panela no dente instalada, era só extrair e pronto.

Para ele, ser dentista era a razão de ser. Atendia ouvindo ópera. Vê se pode. Quando não, a Voz do Brasil. Tem notícias interessantes, dizia ele.

Pacientemente, naqueles idos de 70, no Bairro de Campo Grande, avenida Nossa Senhora do Sabará, laborioso nesta São Paulo desbocada. Entre resinas almagmas e dentaduras postiças, seguia amealhando clientes e amigos. Agumas bocas ficaram famosas. Ana Paula Arósio que o diga.

Bom atendimento e parcelamentos na base da palavra dada, que SPC não tinha não.

O instante das coisas. O tempo de uma piscadela e a maturidade se instalando junto com a aposentadoria. A vida correndo como as águas deste verão que se encerra.

O outono da existência, um troféu das experiências vividas.

O cuidado com as bocas. O sorriso que motiva, ensina, encanta. Sorriso da alma.

Na sala do Telecentro Malba Tahan, no Jardim Suzana, Diodi Okamoto, dentista aposentado, aprende informática e também escreve sobre a cidade de São Paulo e sua gente.


Participe do Conte Sua História de São Paulo. Envie seu texto ou áudio para contesuahistoria@cbn.com.br. O programa vai ar aos sábados, às 10 e meia da manhã, no CBN SP