Canto da Cátia: Árvores sufocadas

Árvores fotografas pela Cátia Toffoletto, em São Paulo

Os casos de maus tratos às árvores tem aumentado, na cidade de São Paulo. Podas mal-feitas, cortes de raízes e troncos sufocados pelo concreto são vistos em vários pontos da capital como registrou a repórter Cátia Toffoletto. Na reportagem que foi ao ar no CBN SP, a Cátia relata situações de crime ambiental, ouve especialistas e mostra como você deve agir quando se deparar com situações como essas.

Ouça a reportagem de Cátia Toffoletto sobre os maus tratos das árvores

Das brigas no futebol

Abro este espaço para chamar sua atenção para texto publicado semana passada aqui no blog e assinado pelo nosso colunista Carlos Magno Gibrail. Depois do que aconteceu no Pacaembu, em São Paulo, no Maracanã, no Rio, vale reflexão mais séria sobre o tema.

Leia aqui “Do futebol e a fábula” 

Ouça o que disseram, nesta segunda, nossos entrevistados na CBN:

Ministro dos Esportes, Orlando Silva, em entrevista ao Heródoto Barbeiro

Profª Flávia da Cunha Bastos, de Administração Esportiva da Escola de Educação Física e Esportes – USP

Advogado Maurício Krieger, especializado em direito esportivo

“Nossos parentes são bandidos ?”, Agnaldo Timoteo

Adote um VereadorA cidadã Carol Goy que “adotou” o vereador Agnaldo Timoteo (PP-SP) enviou ao gabinete dele e-mail com perguntas sobre a contratação de funcionários. Leia o que o parlamentar respondeu:

1- Qual o critério que o Senhor usou para a escolha dos funcionários e assessores do seu gabinete?

Competência e amizade

2- Quanto será gasto com cada assessor e funcionário? Qual será o salário de cada um? O que cada um faz e como ajudam no trabalho do vereador?

Os salários são definidos pelo cargo.

3- Como o senhor acha que podemos contribuir para diminuir o nepotismo nas instituições políticas do Brasil?

Por acaso nossos parentes são bandidos? Por acaso não tem famílias e responsabilidades?

4- Por que não existe um site especifico para seu mandato?

As informações estão no meu site.

5- Existe a possibilidade do Senhor colocar em seu site a sua atuação na Câmara? Projetos apresentados (atualizados) presença em plenário, agenda parlamentar e assim por diante?

Você precisa prestigiar a TV Câmara

6- Quanto foi gasto na sua Campanha? Quem são os seus doadores de Campanha?

Informações de domínio público, mas gastei somente o necessário.

Foto-ouvinte: Em família

Carona no carrinho

O carroceiro saiu a passear com as crianças que pareciam se divertir na carona do carrinho usado para transportar material reciclável. A imagem foi registrada pelo ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias, na rua Professor Picarolo próximo da avenida Nove de Julho, na Bela Vista, em São Paulo.

Avalanche Tricolor: Minha paciência vale R$ 6

Ulbra 1 x Grêmio – B 1

Gaúcho – Canoas

Emoção, muita emoção. O futebol brasileiro nos leva a prender a respiração, sentir o sangue pulsando mais forte nas veias, e o coração bater como se fosse explodir, mesmo antes de a partida se iniciar. A medida que a hora do jogo se aproxima este sentimento aumenta. Tensão. O controle remoto treme na mão apontado para o aparelho de TV, os números teclados demoram a aparecer; antes da imagem surgem os letreiros sobre uma barra azul e o nome do seu time não está ali.  Você se apressa a teclar outros números, outro canal,  e mais um momento de hesitação, espera. Nada, nada de o clube pelo qual você torce aparecer na tela.  Quem sabe mais para frente ? Não, mais para trás. Quem sabe na grade de programação ? Não, em lugar nenhum.

Frustração. Apesar de você pagar quase R$ 50 pelo direito a assistir às partidas do seu time na televisão, o PFC – nome do canal que oferece (?)  os jogos dos campeonatos regionais de vários estados brasileiros, inclusive o Gaúcho – mais uma vez lhe deixa na mão. Em nenhum canal pago, o seu Grêmio está presente. Pela segunda vez em pouco mais de um mês.

A bola já rola, e você corre ao telefone para saber o que está acontecendo. Logo que liga para o serviço de atendimento da NET é vítima de um golpe que a operadora de TV a cabo aplica no Código de Defesa do Consumidor. O sistema automático atende sua ligação e gera um número de protocolo (no meu caso 003090055082539) para, em seguida, deixar-lhe pendurado ao telefone sob a promessa de que um atendente vai lhe atender. Foram mais de 30 minutos de espera, ouvindo sempre a mesma gravação, o anúncio de um programa qualquer pelo qual não estou interessado. De repente, um ser humano fala do outro lado e seu coração volta a bater forte. Meu problema será solucionado.

Após ouvir minha reclamação, e eu ter de ouvir alguns “um minuto, senhor” e “estou verificando, senhor”, descubro que um problema técnico impede a transmissão da partida, em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre. Mas, incrível,  o jogo passa na TV aberta, diz o atendente. Ou seja, quem não pagou, lá no Rio Grande do Sul, assistiu ao jogo do Grêmio e Ulbra, pela RBS TV, quem pagou não teve este direito.

Questionei o funcionário sobre os meus direitos, e descobri que terei um desconto na minha fatura de R$ 6,00. É o preço da minha paciência e da incompetência do serviço oferecido aos assinantes. Detalhe: só terei o desconto porque reclamei, pois este não me foi oferecido como deveria ser de praxe em empresas que respeitam o consumidor.

Após tantas emoções, descubro que, em campo, o futebol que o time reserva do Grêmio apresentou não valia sequer os R$ 6 que recebi de desconto.

De céu e inferno

Por Maria Lucia Solla

Olá,

A turba alvoroçada prepara-se para um encontro com um mestre. Esperam que, num passe de mágica, ele possa lhes abrir as portas do céu. Ansiedade campeia e prolifera no ar.

A figura do mestre se aproxima sem que ninguém perceba. Nada de carruagem de fogo, helicóptero, ou nave espacial. Chega sem cortejo. Passeia o olhar pela multidão, sorri e não diz; pergunta: Quem sabe onde ficam Céu e Inferno? 

Menina entre o céu e o inferno, na AmarelinhaApós um mergulho no silêncio da surpresa, segue-se um ensurdecer de vozes descompassadas, pipocam desmaios, e alguns entram em transe, falando línguas só conhecidas no recôndito de suas próprias almas. Ninguém sai incólume. Há os que ficam imóveis, o olhar perdido num horizonte qualquer, tomando coragem para ver, e há outros, fisicamente agitados, que despejam, em público, o conteúdo de malas e malas de conceitos sufocantes, dos quais nunca haviam se separado. E endireitam a coluna, aliviados do peso. Ele olha. Sorri novamente um sorriso maroto, e vai embora. Parte como chegou. Sem Pompa e Circunstância.

Se isso aconteceu ontem, hoje, nesta realidade ou noutras paralelas; se ainda está para acontecer ou ainda se nunca aconteceu, não faz a mínima diferença.

Se eu estivesse lá, faria parte do grupo que fala mais que a boca. Diria que hoje vejo claro e cristalino que céu e inferno não ficam nem lá em cima, nem lá embaixo. À esquerda, à frente, à direita ou atrás. A gente se acostumou a olhar para fora.

Quantas vezes transitei por esses dois conceitos! Pior do que o esquizofrênico que constrói o castelo de areia e vai morar nele, eu acabava morando num castelo de areia que nem era meu. Tropeçava no céu e dizia: Inferno! Vivia um tempão ardendo no mármore do inferno, acreditando que aquilo era o mais próximo do céu que eu conseguiria chegar.

Então, fi-nal-men-te entendi, na mente e no coração ao mesmo tempo, que não fazia mais sentido continuar acreditando num céu e num inferno tamanho-único Não fazia sentido continuar a fingir que acredito que tudo acontece do lado de fora. Joguei fora a crença de que alguém pode manejar as rédeas da minha vida, enquanto eu descanso dela.

Não acredito mais que ter razão seja importante, e procuro não desperdiçar os preciosos minutos da minha vida, perseguindo sonhos que decididamente não são meus.

E você? Como andam seus conceitos de céu e inferno?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

De céu e inferno na voz da autora e com a música War cantada por Edwin Starr

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e autora do livro “De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa”, publicado pela Libratrês. Todo domingo relata por aqui a experiência conquistada desde os tempos em que pulava amarelinha

Avalanche Tricolor (extra): Corinthians é tricolor (gaúcho)

O azul da Batavo na camisa do CorinthiansCom o patrocínio que vai lhe garantir o ano, o Corinthians assume as cores do tricolor gaúcho. E foi o próprio patrocinador quem chamou atenção para o fato, certamente interessado em valorizar a camisa corinthiana: “A camisa ficou muito bonita, preta, branca e o azul da nossa marca”, disse José Antônio do Prado Fay, diretor-presidente da Batavo, que se declarou torcedor do Grêmio. Já tem o Mano, já tem o Willian, já tem o mosqueteiro como símbolo. Agora com a camisa “tricolor”, quem sabe o Corinthians chega a Libertadores.

Foi a caipirinha: Cartilha com erro vira galhofa no Chile

Recortes de La Nacion 1

Com ironia e bom humor, foi assim que o jornal chileno La Nacion tratou do erro encontrado em cartilhas de geografia distribuídas pela Secretaria Estadual de Educação, em São Paulo. A manchete entre aspas grafou as duas palavras de maneira errada, e a reportagem diz que os autores brasileiros teriam decidido refazer o trabalho de Simon Bolivar e redesenharam a América do Sul, beneficiando o Paraguai com uma saída para o Atlântico e lhe oferecendo mais um território, afastando o Uruguai do mar, retirando um pedaço da Bolívia – “sem ao menos dar-lhe uma prainha” – e eliminando do mapa o Equador.

Para que não ficasse dúvida, o jornal resolveu ilustrar a reportagem com as correções feitas no mapa entregue aos alunos das escolas públicas do Estado de São Paulo. E concluiu o texto: “Buena la caipiriña!”.

Foto-ouvinte: No trilho

Bonde no Jardins

“Foi uma emoção boa, semi-nostálgica, quando vi os trilhos aparecendo nas escavações”, escreveu o ouvinte-internauta Maurício Petrosino que após ouvir a notícia de que durante uma obra no Jardim Paulista haviam sido descobertas estas relíquias foi até lá para registrá-las em foto. Os trilhos apareceram na esquina das ruas Veneza e Antônio Bento quando uma retroescavadeira estava em ação. Para Petrosino, “aquele local mais parecia um retorno dos bondes de alguma linha que tanto poderia vir da Av. Paulista, como ‘pegar’ a Avenida Brasil no sentido Pinheiros ou Ibirapuera”.

Heródoto Barbeiro me garantiu que não foi ali que sofreu o atropelamento de bonde aos 5 anos de idade, fato já contado no quadro Conte Sua História de São Paulo.

Conte Sua História: Um homem, muitos sentimentos

Do preconceito a oportunidade, a história contada pela ouvinte Cristina Novaes passa por diferentes sentimentos. Em trabalhos sociais, ela pode conhecer um pouco mais da nossa cidade. E gravou seu depoimento para o programa Conte Sua História de São Paulo.
Ouça a história de Cristina Novaes

Leia outros capítulos da nossa cidade, no livro Conte Sua História de São Paulo, publicado pela Editora Globo. E participe deste quadro enviando o seu texto ou depoimento em áudio para contesuahistoria@cbn.com.br