Relógio de rua terá câmera e informação do trânsito

A persistirem as ideais, São Paulo será a primeira cidade do mundo a implantar relógios de rua com câmeras de vídeo, monitoradas pela prefeitura, e com informações em tempo real do trânsito. Atualmente, a capital paulista tem 300 desses relógios que costumam registrar, também, a temperatura e qualidade do ar. De acordo com plano elaborado pela Emurb, estes equipamentos serão os primeiros que integram o mobiliário urbano a passarem por processo de licitação já dentro de novas regras que tem a Lei Cidade Limpa como referência.

Relógios de rua, placas indicativas de vias públicas e pontos de ônibus tendem a ser os únicos locais em que a publicidade externa será permitida. De acordo com a diretora da Emurb Regina Monteiro, idealizadora do Cidade Limpa, está sendo feito levantamento completo de todo mobiliário urbano disponível e necessário na capital.  Os abrigos de ônibus também sofrerão interferência, conforme proposta da urbanista e arquiteta.

Ouça a entrevista da diretora da Emurb Regina Monteiro

Vereadores discutem verba congelada para transporte

O congelamento de parte da verba que a prefeitura havia destinado ao setor de transportes para a capital provocou bate-boca entre os líderes do Governo e da oposição, na Câmara Municipal. Os vereadores José Police Neto (PSDB-SP), que representa o prefeito Gilberto Kassab (DEM) no legislativo, e João Antônio (PT-SP), que comanda a bancada de seu partido, participaram de debate no CBN São Paulo e se estranharam devido a divergência dos números que integram o Orçamento da prefeitura.

Ouça o debate sobre o Orçamento do transporte de São Paulo, no CBN SP

Foto-ouvinte: Sinal de irregularidade

Avenida Politécnica, no Butantã

A Caixa Econômica é Federal, mas tem de conhecer as leis municipais. E em São Paulo, há quatro anos está em vigor a Lei Cidade Limpa. O anúncio flagrado pelo ouvinte-internauta Allan dos Reis é ilegal, além de usar sinalização semelhante a de trânsito. Estava na avenida Politécnica, no bairro do Butantã, no domingo, aproveitando-se do menor número de fiscais da prefeitura, mas sem escapar do olhar atento do cidadão.

Canto da Cátia: Escritório novo

Entulho na calçada

O escritório está de cara nova, mas os hábitos são antigos. Joga o entulho na calçada e deixa para a prefeitura recolher. A atitude é ilegal e pode ser punida se o (ir)responsável foi flagrado. A Cátia Toffoletto encontrou o abuso na esquina da Angélica com a Brigadeiro Galvão, centro paulista. E o que mais chamou a atenção dela foi o fato de o autor não ter o cuidado sequer de abrir espaço para os pedestres.

“Adote” decide: Nota fiscal é próximo alvo

1o. Encontro do Adote um Vereador

Domingo, duas da tarde, no burburinho do Centro Cultural São Paulo, em volta de duas mesas da lanchonete e um computador que teimava não acessar a rede. Assim e com o olhar brilhando, cerca de 20 pessoas se reuniram indiferentes a todas as demais atividades para se apresentar e trocar informações sobre a campanha “Adote um Vereador”. Parte dos que estavam lá ainda não adotou, mas está disposta a encarar esta experiência. Dos que exercem o papel de padrinho, um entusiasmo inspirador.

Logo que chegamos, a boa notícia: o número de vereadores adotados em São Paulo chega a 61,5%. No Taboão da Serra, região metropolitana, a confirmação da presença de um “padrinho” toda terça nas sessões da Câmara Municipal e de que em breve as informações sobre os vereadores de lá estarão publicadas no wikisite da campanha. Dos que ainda não assumiram a fiscalização, um pelo menos pretende levar a ideia para Belo Horizonte, Minas Gerais.

O trabalho na organização dos dados coletados foi um dos destaques do encontro, pois tem-se a noção de que a publicação das informações pelos participantes é que oferecerá maior dimensão ao programa. Para inserir dados do wikisite Adote um Vereador é preciso seguir algumas regras mínimas que permitam uniformidade na ação.

O mais interessante, porém, foi ouvir as histórias e estratégias dos “padrinhos” que avançaram o sinal sem se preocupar com o risco de colidir com o “afilhado”. Conseguiram algumas respostas sobre questões importantes como verba de representação e critérios para montagem de gabinete, abriram as portas da Câmara e estão certos de que o trabalho que realizam terá significado na escolha dos próximos vereadores.

Um desafio a que todos se propuseram, pressionar os vereadores a divulgar as notas fiscais com os gastos da verba indenizatória. Mesmo que a Câmara Municipal ainda não tenha tomado esta decisão, individualmente os parlamentares podem assumir este compromisso e divulgar as informações através de seus sites.

De minha parte, satisfeito por ver a mobilização, ressaltei que a campanha não tem dono, mesmo porque a participação do cidadão na política é ideia que surgiu junto com a democracia, na Grécia Antiga.

Aqui mesmo na cidade de São Paulo temos pelo menos duas entidades que há algum tempo exercem este papel, muito antes de falarmos do assunto. O Movimento Voto Consciente, por missão, adotou a Câmara Municipal da capital paulista, a partir de 1987, enquanto o Instituto Ágora organiza programa semelhante incluindo alunos da rede pública e privada.

Aliás, acompanhar o trabalho do legislativo municipal é tarefa que o CBN São Paulo realiza desde sua origem e agora se compromete a divulgar informações relevantes levantadas pelos “padrinhos” e oferecer aos blogs e ao wikisite todo material relativo à Câmara e aos vereadores que for publicado no programa.

A propósito, você já adotou um vereador ?

Saiba como adotar acessando o wikisite do Adote um Vereador

Descubra se for capaz

Placa Sumare coberta

Placa Band coberta

Um desafio aos motoristas de São Paulo que andam na cidade é ler o que está escrito nas placas escondidas atrás das árvores. Estas foram registradas pelo jornalista Mario Curcio, do Jornal da Tarde, em um fim de semana. Se você quiser saber o que estão indicando, visite o blog Jornal do Carro.

Pior situação do que essas, só quando o que tem lá atrás é um semáforo.

Avalanche Tricolor: Dez tostões furados

Fim de jogo do Grêmio

Sapucaiense 0 x 2 Grêmio

Gaúcho – São Leopoldo (RS)

Um casal sentado sobre o telhado da casa acompanhava a partida, enquanto ouvia a transmissão no rádio. Sobre a árvore ao lado de um dos muros do estádio, havia dois gremistas, um deles com chapéu de aba larga. Ao lado da arquibancada, um extenso barranco com grama era o cenário de um piquenique familiar no momento em que a bola rolava no gramado. No país do futebol, estádios como o Cristo Rei, em São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre, ainda recebem jogos de grandes clubes. E a organização tem a coragem de cobrar ingressos que variam de R$ 40 a R$ 80.

Em São Paulo, não é diferente. Pouco antes da partida do Corinthians se iniciar, meu colega de CBN Deva Pascovicci registrou que o estádio Bruno Daniel, em São Caetano, ao lado da capital, balançava muito, era desconfortável e o torcedor teve de desembolsar R$ 60 para ver uma partida que sequer tinha sua maior atração, Ronaldo.

Eu pago R$ 49 por mês para ter o direito de ver os jogos do meu Grêmio pela televisão. Não estou no calor das emoções, ouço uma narração sofrível e recebo uma seleção de imagens de pouca qualidade, mas tenho o conforto da minha casa . Não preciso me submeter ao desrespeito dos organizadores do futebol brasileiro (apenas ao dos detentores do direito de transmissão).

E daqui, da frente da tela da televisão, assisti ao Grêmio jogar como se estivesse em um treino mais disputado, no qual o técnico do lado do campo gritava para que se repetisse no “coletivo” as jogadas e estratégias ensaiadas nos dias anteriores. Foi necessário apenas um tempo para o resultado ser alcançado com zagueiros subindo na hora certa, alas ofensivos, volantes seguros, seus colegas do meio organizando o time e  os atacantes se mexendo para receber e para roubar a bola.

No intervalo, soubemos após a partida, Celso Roth chegou a pedir para o time cadenciar. Como disse o ala Ruy, “levamos um puxão de orelha para não continuar correndo”. É a primeira vez que vejo uma equipe de futebol levar bronca porque está jogando muito. Digo isso sem nenhuma crítica ao Roth, mesmo porque ele sabe que tem coisa muito mais importante para fazer nesta temporada do que expor seus jogadores a lesões em partidas que não valeriam 10 tostões furados.

Afinal, nós torcedores do Imortal sabemos bem o que nos interessa neste ano de 2009. Ou não sabemos ?

De vida e harmonia

Por Maria Lucia Solla

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Olá,

Você já afinou um violão? É um tal de aperta-e-afrouxa-cordas, até que possam vibrar no som ideal. Definiu-se um código de harmonia sonora, e a gente segue. Sem questionar. Sol é sol, e pronto. Lá e lá e estamos conversados. Depois que se pega o jeito, a gente tira de letra e faz a música.

Eu comecei com o Tchibum Tchibum… Os que me amavam chegavam a elogiar. Os outros se escondiam de mim. Treinei muito, enquanto bolhas assassinas tentavam tomar de assalto as pontas dos meus dedos.

Participei de serestas indescritíveis, na varanda da fazenda do Girbertinho, em Mococa. A gente musicava até sentir o cheiro do cafe da manhã, enquanto a Bazu e o Franquito cantavam e encantavam.

Na verdade comecei tocando harmônica. A sanfona. Todos os anos eu me apresentava, na festa de encerramento das aulas. Depois veio o violão, e mais tarde o piano e o teclado.

Para você ter uma idéia de como toco atualmente, um dia contei aos meus filhos que a prima Su tinha chorado enquanto eu tocava Ave Maria de Gounod. Sabe o que eles perguntaram?

“Mãe, ela parou de chorar quando você parou de tocar?”

Então a Vida, que é feita de sons e ritmos, será harmônica quando nos afinarmos com ela. Cada um na sua escala, juntando seus tons e compondo seus sons. Únicos. Harmonizando-nos com a cadência da hora. Quem achar que o outro deve se afinar mais e melhor, está desafinando, até que se dê conta da solução.

Nós, como cordas de violão, temos tons únicos. Um é dó, na clave de fá, outro é si na clave de sol… Tem ainda os bemóis e os sustenidos, que junto a dós, rés e mis e pausas, estamos aqui para compor a melodia mais harmoniosa possível.

E você, tem feito bonito com as suas cordas?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta e escreveu o livro “De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa”, publicado pela Libratrês. Todo domingo demonstra aqui no blog que dedilha o teclado do computador com maestria.

Parques serão unidos por ciclovias, em São Paulo

 Foto da BikeTour 2009 do álbum de Alexandre Nascimento no Flickr

Do parque da Aclimação ao Ibirapuera; dali até o parque das Bicicletas é um pulo só; de lá até o parque do Povo e, depois, ao Villa Lobos. Este circuito poderá ser feito de bicicleta se a ideia em debate entre a Secretaria de Esportes e do Verde e Meio Ambiente convencer o prefeito Gilberto Kassab (DEM), mas, principalmente, se passar pela resistência da CET.

As ciclofaixas seriam abertas aos domingos pela manhã quando se calcula de 700 mil a 800 mil pessoas andam de bicicleta na capital paulista. Inicialmente, deve ligar apenas dois parques para depois se estender a locais mais distantes.

A inspiração de São Paulo são as ciclovias de Bogotá, na Colômbia, cidade que fez a opção pelo uso de transporte mais limpo e inteligente (incluo neste conceito, claro, o transporte público). No entanto, se o secretário Walter Feldmann, dos esportes, for a Porto Alegre, em um fim de semana, já encontrará experência semelhante quando as “Faixas Verdes” estão abertas.

Na capital gaúcha, existem faixas pintadas no asfalto que são usadas pelos ciclistas para sair de um parque a outro da cidade. Sábado e domingo, as pistas são das bicicletas. Durante a semana, não há exclusividade, mas a preferência naqueles locais é dos ciclistas (mas não recomendo que você acredite piamente no respeito do motorista de carro na hora do rush).
Calcula-se que em São Paulo existam 5 milhões de bicicletas e todos os dias 300 mil pessoas pedalam, muitos a caminho do trabalho. A quantidade de bicicletas na cidade pode parecer grande, mas ainda é menor do que a frota de carros, estimada em 6 milhões.

Ouça a entrevista do secretário de Esportes Walter Feldmann ao CBN SP

* Para ver outras fotos de Alexandre Nascimento clique aqui

Conte Sua História: Do trem

Estação da Luz (São Paulo), em foto de Guilherme Neves (Flickr)

Era de trem que Maria da Graça Lorenzetto chegava a São Paulo em uma viagem tradicional para a família dela que morava em Bauru. Foi de trem que ela chegou aqui, também, para ficar. Maria da Graça gravou seu depoimento para o Conte Sua História de São Paulo.

Ouça a história contada por Maria da Graça Lorenzetto

Você pode participar do programa Conte Sua História de São Paulo que vai ao ar, no CBN SP de sábado, enviando seu texto ou arquivo de áudio, para o e-mail contesuahistoria@cbn.com.br

* Veja outras fotografias feitas por Guilherme Nevez no álbum do Flickr (clique aqui)