A pedidos: Piqueri e Freguesia do Ó

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Amigos do Picuí

A dona das receitas à base de carne de sol é a potiguar Maria do Carmo Cardoso de Souza, cuja família tem 79 churrascarias Brasil afora. Nas unidades paulistanas, com paredes de azulejo estilo boteco, o cardápio sofre algumas bem-vindas adaptações: a carne de sol é feita de contrafilé e, acredite, tem textura de filé mignon. O prato mais pedido é a carne de sol à picuí, acompanhada de feijão verde, arroz, farofa, macaxeira frita, purê de macaxeira e vinagrete. Dizem que dá pra dois, mas é exagero: dá pra quatro. Na sobremesa, não se consegue escolher entre o queijo coalho com melado e o doce de caju. Na dúvida, peça os dois.
R. Ministro Petrônio Portela, 412

La Rita all”Osteria dei Venitucci

Quem conheceu o antigo restaurante de Vincenzo Venitucci, a Casa Venitucci, em Perdizes, lembra que o proprietário ficou famoso pela ótima comida, pelos preços altos e pelo indomável mau humor. Após um tempo fora de cena, ele agora está à frente de uma casa beeem diferente. Seu temperamento se mantém o mesmo, o talento na cozinha também, mas a ambientação e o cardápio, sobretudo a coluna da direita, são bem diferentes. Instalada dentro de um galpão no Piqueri, com a cozinha aberta na parte dos fundos, a casa não oferece qualquer sofisticação – e os preços são condizentes com a simplicidade do lugar. Prepare-se para comer bem. Vincenzo prepara receitas de sua terra natal, aquelas típicas da nonna, nem sempre fáceis de encontrar em São Paulo, como frango capão cozido com legumes, azeite e vinho ou coelho ao molho de tomates, especiarias e ervas. Há ainda boas massas artesanais, como o tagliatelle com manteiga e raspas de tartufo (em porção simbólica, o que permite o preço baixo). É bom ter paciência com o serviço. O vinho tinto chegou geladíssimo à mesa e faltavam vários itens do cardápio no dia da visita.
Av. General Edgar Facó, 1.127, Piqueri

Empório Nordestino

Fica em um casarão antigo e muito simpático, ao lado de outros bares e restaurantes sempre cheios – as mesinhas na calçada, diante da matriz, são as mais disputadas. O cardápio privilegia a carne de sol grelhada, em vários pedidos bem parecidos. Quase sempre o acompanhamento é mandioca frita e feijão verde tropeiro, com a opção de queijo coalho assado. As demais guarnições ficam em um bufê: arroz, feijão verde (ótimo), paçoca, purê de abóbora, purê de mandioca, mandioca cozida… Não dispense a sobremesa. As compotas de frutas – jaca, goiaba e caju – são caseiras e deliciosas.
Lgo. da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 144

Canto da Cátia: Sem sinal

Sem sinal na Lapa

A pista é recuperada, mas a sinalização horizontal é esquecida e o transtorno fica para os motoristas. A cena registrada pela repórter Cátia Toffoletto no viaduto da Lapa, zona oeste de São Paulo, pode ser vista em vários pontos da cidade. A alegação da prefeitura é que antes de fazer a pintura na pista precisa da garantia de que o serviço de recapeamento está correto, além disso há a necessidade de esperar dias mais secos – o que parece impossível no verão paulistano.

A imagem marca o retorno de Cátia Toffoletto com equipamento novo e fôlego recuperado à coluna Canto da Cátia aqui do blog.

Rapin Hood participa da campanha do Unicef

O Fundo das Nações Unidas para a Infância recebe inscrições das comunidades populares de São Paulo, Rio de Janeiro e Itaquaquecetuba interessadas em melhorar as condições de vida de suas crianças e adolescentes. Os inscritos receberão acompanhamento e apoio técnico do Unicef e seus parceiros por três anos, para que possam ajudar a melhorar as condições de vida dos jovens.

As favelas, cortiços e conjuntos habitacionais populares participarão de uma iniciativa que vai mobilizar todos os setores do município pela garantia dos direitos de cada menino e menina.

O rapper Rapin Hood gravou um spot convidando as comunidades a atuarem no programa do Unicef.

Ouça aqui o depoimento de Rapin Hood

Mais informações no telefone do Instituto Sou da Paz 3812-1333 ou pelo endereço plataforma@soudapaz.org 

Ouça aqui a entrevista com a coordenadora do Unicef, Anna Penido

Roteiro para adotar um vereador

Já falamos sobre a iniciativa do Movimento Voto Consciente de Jundiaí em lançar a campanha Adote um Vereador. Nessa segunda, entrevistei no CBN SP um dos coordenadores da ONG, Henrique Parra Parra Filho (leia e ouça aqui). Hoje, reproduzo para você, o roteiro de sugestões da entidade para que a comunidade de Jundiaí se organize em torno desta ideia. Uma espécie de manual para o Adote um Vereador que pode ser realizado em qualquer município brasileiro. Leia, copie, reproduza e participe da campanha:

CIDADÃO:

1-adotar vereador
2-acompanhar blogues e comentar
3-acessar e divulgar o vereadores.wikia.com

ESCOLA:

1-Sala-vereador
Cada turma cria um blog e publica informações sobre o vereador.
A escola convida os vereadores para entrevistas, manda questionários etc

2-Professor-tutor
Cada professor ajuda uma classe a elaborar perguntas, questionários e a colher informações

3-acessar e divulgar o vereadores.wikia.com

ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL (OAB, IGREJA etc):

1-blog-comissão
As entidades mandam um funcionário para a reunião de uma comissão temática da Câmara (ex: a OAB manda um funcionário para a reunião da comissão de JUSTIÇA e redação…pelo tema ser justiça). Esse funcionário anota presença, projetos etc e depois publica em um blog, adotanto os vereadores da Comissão

2-audiências e questionários com vereadores
As entidades convidam os vereadores, mandam questionários e publicam essas informações em blogs.

3-acessar e divulgar o vereadores.wikia.com

VEÍCULOS DE COMUNICAÇÂO:

1-fazer reportagens com escolas, cidadãos e entidades questionando se participarão etc. Perguntar para a OAB, Igrejas, Diretores de escola se eles sabem da campanha…se pretendem participar etc

2-publicar notícias no vereadores.wikia.com

3-acessar e divulgar o vereadores.wikia.com

4-blog de jornais
Jornalistas publicam juntos, num blog, informações sobre os vereadores

5-entrevistar outros atores sociais, em especial presidentes de entidades e diretores de escolas, cobrando participação na campanha e perguntando quais serão as medidas adotadas.

Os perigos que assolam as garagens de ônibus

Por Adamo Bazani

Os relatos de motoristas, cobradores, gerentes e fiscais que trabalharam no setor de transporte urbano até os anos 80 mostram as garagens de ônibus  como extensão das comunidades. Nas garagens, vários garotos brincavam vendo os ônibus e os mecânicos trabalhando. Muitos. inclusive, se tornaram profissionais do setor.  Algumas garagens aos fins de semana se transformavam até mesmo em pontos de encontro, onde eram feitas churrascadas e os empresários atendiam às comunidades carentes.
Com o aumento da violência urbana e da organização de quadrilhas de roubos e assaltos, as garagens de ônibus viraram fortalezas, com câmeras de segurança, cabines de vigia e o acesso à população se tornou bem difícil, o que implicou num maior distanciamento entre passageiros e empresas. Até mesmo os busólogos, grupo de pessoas que admiram ônibus, têm uma vida difícil quando querem pelo menos fotografar um veículo novo que chegou em determinada empresa ou registrar as últimas imagens de um veículo que vai ser vendido.

Muita gente sabe o quanto é perigoso trabalhar com ônibus na rua. Diariamente, vários motorista e cobradores são assaltados ou vítimas de gangues, torcedores de futebol em dias de clássicos e de muito vandalismo. Mas trabalhar nas garagens de ônibus também tem sido perigoso.

Maria Eliana Barbosa da Silva, de 46 anos, trabalha na Viação Barão de Mauá, há 28 anos, sempre lidando com o setor financeiro. Ela começou a carreira rasgando passes de papel, depois passou para o departamento pessoal, datilografava folhas de cheques de pagamento de motoristas, controlava a bilhetagem até ser chefe do setor financeiro de um grupo formado por três grandes empresas de ônibus em Mauá. Ela tem relatos impressionantes para contar de como as garagens viraram alvo em potencial de grupos criminosos especializados.

Maria já viu várias tentativas de assaltos, principalmente em dias de pagamento nas garagens, mas dois fatos a marcaram: o seqüestro do qual foi vítima e o seqüestro da mulher do sócio majoritário das empresas.

Era uma sexta-feira, final de 1998. Maria tinha acabado de sair da garagem em Mauá. Perto de sua casa, viu um homem encostado num carro, estacionado na esquina, que a abordou. O homem sabia que ela trabalhava na empresa, o nome, o apelido dela, Morena, e sua rotina de vida. Armado, ele obrigou Maria Eliana a entrar no carro, onde estavam outros seqüestradores. O objetivo do grupo era usá-la como escudo para invadir a garagem de ônibus no fim do dia. Nesse período, os ônibus trazem toda a féria das tarifas, e o banco da empresa ainda estava com o dinheiro que muitos trabalhadores iriam sacar.

“Foram momentos de tensão. O grupo sabia que naquela época eu tinha um carro Tipo, cor preta, e foi até minha casa, usada como meu próprio cativeiro, para pegar o meu carro e invadir a garagem com ele, para facilitar ainda mais o assalto. Mas naquela semana tinha batido  o carro e ele estava na oficina”.

O grupo armado entrou na casa de Maria Eliana e a fez refém, enquanto planejava como invadira a garagem com um carro desconhecido. “Eu já estava muito nervosa. Os bandidos estavam de cara limpa, mas quando falaram que estava chegando a hora de invadir a garagem, eles colocaram capuzes, aí, fiquei com mais medo ainda, não sabia o que ia acontecer. Foram horas desesperadoras”.

A casa de Maria ficava a poucos minutos da garagem. O bando tinha dito para ela que observava a rotina da funcionária e da empresa há mais ou menos seis meses. E não era mentira, pois detalhes que só quem conhece o funcionamento da empresa eram de conhecimento do grupo criminoso. Repentinamente, o celular de um dos assaltantes toca. Era um olheiro, dizendo que o seqüestro e assalto tinham de ser abortados, pois uma ronda policial estava insistentemente ao lado da garagem. Alguém teria descoberto o plano e avisado a polícia, pela movimentação estranha ao redor da empresa.

“Eles tinham olheiros em todo o canto. Os seqüestradores então me trancaram e foram embora.  O susto foi muito grande e o que me surpreendeu foi o fato do alto conhecimento e especialização deles, além das armas grandes. Até hoje tenho trauma disso” – confessa.

A Polícia foi avisada, mas não chegou a prender os criminosos.

Continuar lendo →

Voto Consciente lança campanha Adote um Vereador, em Jundiaí

Desde 2006, o Movimento Voto Consciente de Jundiaí acompanha o trabalho na Câmara Municipal seguindo o modelo da ONG de mesmo nome que surgiu na capital paulista. Neste ano, os integrantes do grupo de fiscalização do legislativo decidiram lançar a campanha “Adote um Vereador”, mobilizando os cidadãos, escolas e entidades do município no interior paulista.

Um roteiro de atividades que podem ser desenvolvidas, desde a escolha do representante na Câmara até as formas de divulgação das informações levantadas, foi proposto pelo Movimento. Aos cidadãos, o convite é que usem a internet com a criação de blogs, ou incluindo comentários em blogs já desenvolvidos. O próprio Movimento terá o seu. Além disso, podem publicar os dados relevantes no site colaborativo da campanha.

A ideia do Movimento Voto Consciente de Jundiai é incentivar a ação da OAB, Igrejas e dos sindicatos.

Saiba como ouvindo a entrevista com o  coordenador do Movimento Voto Consciente de Judiaí, Henrique Parra Parra Filho

A pedidos: boas dicas no Tatuapé

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Faronella

Carpaccio de carne, molho de mostarda, alcaparras e parmesão ralado – essa mistura pode parecer bizarra para uma pizza, mas acredite, foi por causa dela que a casa se tornou uma das mais conhecidas do bairro. Há quem diga que a cobertura de carne crua sobre a massa quentinha, hoje presente em várias pizzarias da cidade, surgiu aqui. De qualquer forma, não há como negar que criatividade é a palavra de ordem do lugar. Tem pizza à bolonhesa (molho com carne moída), de cheese burger (mussarela, rodelas de tomate, hambúrguer, cheddar, orégano e alface temperados com molho de mostarda) e de mortadela com escarola crua picada, mussarela de búfala, parmesão e molho agridoce. Calma, nem só de esquisitices vive esse cardápio. As tradicionais margherita, calabresa e toscana, bem melhores, diga-se de passagem, também saem do forno. A fartura na cobertura e a borda larga com recheios de catupiry e queijo cheddar são a marca do lugar. Peça a borda simples e evite que a massa suma no meio de tanto queijo.
R. Cantagalo, 934 – Tatuapé – São Paulo – SP2293-0584 / 2098-6359

Braccia Parilla

Não faltam predicados para justificar a casa cheia. A construção enorme, com três pisos, varanda, adega e capacidade para quase 400 pessoas chama a atenção. Mas a qualidade da carne e a simpatia no serviço são os principais motivos e atraem o povo das redondezas em grupos numerosos, para os almoços e jantares. Isso dá um clima família ao lugar. O jeito de fazer churrasco é argentino. Usa grelha móvel para assar os bifões altos, importados da Argentina e do Uruguai. Há cortes para apetites vorazes ou para partilhar, como o t-bone steak, a costela de ripa e o prime rib, todos com 600 gramas de carne. Alguns trazem versão baby – é o caso do macio bife ancho, peça retirada do contrafilé, e da tapa de quadril (picanha). No almoço, oferece fórmulas mais em conta com cortes menores e direito ao bufê de saladas esse sofrível, com folhas murchas e itens nada empolgantes. Faça as escolhas à la carte. De sobremesa, a panqueca de doce de leite importado é de tirar qualquer um do sério. Às quintas, tem show de tango.
R. Azevedo Soares, 1.008, 2295-0099 / 2295-9306

La Pergoleta

Finalista na categoria Melhor Polpettone do Melhor de SP 2008.No início, o La Pergoletta era uma pequena e modesta rotisseria. Mas a casa cresceu (no tamanho e na qualidade) e se transformou em um dos melhores restaurantes do Tatuapé. Mérito do milanês Elia Seganti. Adepto da culinária artesanal e cantineira, ele produz massas secas e frescas, recheios e conservas. Os pães, focaccias e carnes são assados no forno a lenha, o que dá um gostinho ainda mais especial às receitas. É o caso do pernil de cordeiro com legumes. O grande trunfo fica para a seção de massas, leves e com recheios muito saborosos. Há versões básicas, como o delicado ravióli verde com mussarela de búfala ao molho de pomodoro, e outras mais criativas como a meia-lua de bacalhau com mandioquinha. O ravióli integral (com queijo fresco, salsa, cebolinha e shiitake) está entre as opções bem sacadas para quem procura a linha vegetariana
R. Itapura, 1478 , 2092-3330

Cidadão é estratégia para garantir conselhos, em SP



Amicus Curiae (ou Amigos da Corte) é o nome do documento que pretende convencer a Justiça de que é constitucional a lei que criou os Conselhos de Representantes na cidade de São Paulo. O instrumento jurídico tem origem no direito americano e permite que terceiros atuem no processo. No caso, os terceiros são os cidadãos paulistanos que entenderem ser importante a fiscalização pela população do trabalho nas 31 subprefeituras.

A estratégia para sensibilizar os juízes do Superior Tribunal Federal – onde foi parar a ação de inconstitucionalidade do Ministério Público Estadual  – foi apresentada pelo Movimento Nossa São Paulo, no encontro realizado na Câmara Municipal, sexta-feira passada.

Cinco entidades, além do próprio Movimento, assinaram o documento: Instituto Esporte e Educação, Movimento Voto Consciente, Instituto Pólis, Sociedade Santos Mártires e Instituto Qualicidade. As demais organizações tem até o dia 2 de março para apoiar a iniciativa. (saiba como)

Maurício Piragino, coordenador do grupo de trabalho Democracia Participativa, do Nossa São Paulo, convocou todas as entidades participantes a assinar o Amicus Curiae e a levar esse debate para suas regiões: “É a democracia participativa no Judiciário”.

Seis vereadores  estiveram no encontro: João Antonio, líder do PT, mais Donato e Alfredinho, também petistas;  Claudio Fonseca, líder do PPS; Jamil Murad, líder do PCdoB; e Floriano Pesaro  do PSDB. Eles foram convidados a formar uma frente suprapartidária em apoio aos conselhos.

Estes parlamentares poderiam negociar com o prefeito Gilberto Kassab (DEM) o envio de projeto de lei do Executivo à Câmara Municipal que criasse os Conselhos de Representantes. Advogados presentes no encontro disseram que esta seria uma solução política para a discussão que está no STF.

Os procuradores do MP entendem que a criação dos conselhos somente poderia ocorrer se a lei aprovada na Câmara fosse de iniciativa do Executivo, não de vereadores, pois apenas a prefeitura teria a prerrogativa de criar cargos na administração. O texto do Amicus Curiae explica que a criação da função de conselheiros, não remunerada, não se caracteriza como cargo.

Foto-ouvinte: De grão em grão

padaria calçada

Primeiro um puxadinho. Depois uma rampinha. Amanhã, colocamos os banquinhos para os clientes ficarem confortáveis. E a calçada, área pública de passeio, é tomada aos poucos pelo dono desta padaria na esquina da rua Otávio Tarquinio de Souza e avenida Barão do Rego Barros, no bairro do Campo Belo. A imagem é do ouvinte-internauta Michel Brotodo que já fez queixa na subprefeitura da região, mas não obteve retorno.

Avalanche Tricolor: Apesar da NET

Avenida 1 x 2 Grêmio

Gaúcho – Porto Alegre

Há times que se superam em campo. Mesmo que o adversário seja melhor, a estratégia muito bem construída pelo técnico e o trabalho coletivo da equipe fazem com que a vitória seja alcançada. Às vezes é um jogador que desequilibra a partida, outras a torcida que lota as arquibancadas e no grito leva seu clube a vencer. Imagino que não tenha sido isso que aconteceu, hoje à tarde, na cidade de Santa Cruz do Sul, interior gaúcho. O Grêmio é muito superior ao Avenida e os três pontos já estavam previstos.

Digo que imagino pois não consegui ver a vitória gremista. Meu direito de assistir ao jogo do Grêmio foi cassado pela NET TV. Assinante há alguns anos dos seus canais, com três pontos em casa, e pagando extra para assistir ao Campeonato Gaúcho me deparei com um novo serviço: o pay-per-no-view.

Às quatro horas da tarde, quando o jogo deveria se iniciar liguei a TV e fui direto ao canal de costume: o 123. Lá jogariam Inter e Caxias. Imediatamente passei a teclar os demais números disponíveis: no 121, Madureira e Vasco; no 122, Botafogo e Flamengo;  no 124, Fluminense e Tigres do Brasil; no 125, Cruzeiro e Atlético.

Cheguei a imaginar que o Grêmio estaria no SportTV, mas este transmitia o futebol argentino, Rosário Central e River Plate. Passei a ‘zapiar’ por toda a grade de programação. A Globo e a Band, evidentemente, estavam com São Paulo e Corinthians; a ESPN com Inter de Milão e Milan; a BandSports tinha Porto e Rio Ave.

E o Grêmio, motivo que me leva a pagar para ver ?

Procurei nos sites da NET e do PFC e descobri que lá não é possível saber quais os jogos que estão sendo transmitidos pelo PPV. Pelo menos não encontrei uma dica sequer. Liguei para o a NET, Central de Relacionamento, duas vezes. Na primeira após receber o número de protocolo 003090039616766 esperei dez minutos e ninguém conversou comigo. Na segunda, ganhei outro número, 003090039628415, e esperei mais 30 minutos, contados no relógio, sem que ninguém falasse comigo para me dar uma só informação: o jogo do Grêmio, pelo qual paguei, não será transmitido ?

Claro que aquela altura do campeonato eu já sabia a resposta, e o Grêmio, inclusive, já vencia por 2 a 0 conforme informação no portal Terra. Qual não foi minha surpresa quando em novo zapping, o Grêmio estava na tela e no canal 123, aquele que transmitia o jogo do Inter.

Diz o ditado popular que alegria de pobre dura pouco. A minha durou menos de cinco minutos.  Tempo para que ocorresse  novo corte na transmissão e as imagens do estádio Beira Rio voltassem para minha TV. Aquele resto de jogo foi o que tinham para me oferecer. Nada mais.

Como disse na abertura deste texto, há times que se superam em campo e vencem mesmo nas circunstâncias mais adversas. Eu por mais que me esforçasse não fui capaz de vencer a falta de respeito e de competência.