Conte Sua História de São Paulo: “paulistanei” nestes 50 anos de cidade

Mauro A. Santos

Ouvinte da CBN

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Eram três de janeiro de 1973, dez horas da manhã, quando desembarcamos, de mala e cuia, de um dos vagões do trem que havia partido de Assis, na noite anterior. Eu e meu amigo Zé Rosseto descemos na plataforma da estação Júlio Prestes. 

Nosso canto já estava arrumado. O último cômodo, escada abaixo, seguindo o corredor onde havia os quartos de aluguel: era um porão de mais ou menos dez metros quadrados bem abaixo do nível da rua, com uma janelinha, lá no alto do Ipiranga. O banheiro, coletivo, era do lado de fora. Emprego eu já tinha. Um escritório de contabilidade na Avenida Santo amaro, pertinho do Borba Gato. Tomava o 975 e descia em frente.

Alguns dias depois ainda chegariam o José Yuao e o Hideru Tadashi. Todos nós recém-saídos do 3° colegial. O nosso sonho era estudar na Fatec – Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Contudo, os planos não iriam se concretizar. Zé Rosseto logo nos primeiros dias foi acometido por uma intensa dor de cabeça, que já o tinha importunado meses antes. Aquela dor o levaria a ser internado no hospital Ipiranga. Dali, no dia seguinte, seria levado para um hospital na cidade de Jaú e, meses depois, em junho, voltaria a São Paulo, agora para o Hospital das Clinicas, para nos deixar definitivamente aos 18 anos por conta de um câncer no cérebro.

Alterando ainda os planos, no meio do mesmo ano, lá se foram o Yuao e o Hideru. Foram trabalhar em Osasco, na Cidade de Deus, onde vários colegas assisenses já estavam empregados. Em agosto, foi minha vez de sair para ir morar com minha irmã e meu cunhado na Vila Morais, na Cursino, em um quartinho dos fundos da casa que compraram. O sonho da Fatec acabou no insucesso do vestibular. Tempos depois entraria numa faculdade particular, no curso de Administração de Empresas.

Fui atravessando invernos, não sem, logo no primeiro, meu irmão me levar até a José Paulino para comprar um sobretudo: “o frio aqui é de rachar. Além da garoa”, disse ele.
Nessa trajetória, vi o calor e o desespero no incêndio do Andraus. A novidade da linha do metrô seguindo em frente e perturbando o trânsito na Domingos de Morais. Comprei na Pitter, comprei no Mappin e na G. Aronson. Passeei na rua Direita, fui ao Playcenter e namorei no Auto Cine Chaparral. 

Senti a rejeição de uma vaga de emprego por causa da minha cor; e em outro, ser rejeitado por ter curso superior: “ele não”, me falou assim, na cara dura, o senhor com seus quase 60 anos.  “Já estou demitindo o outro por causa disso!”.

Vi a cidade se transformar. Não há mais inverno na hora certa. São Paulo não é mais a terra da garoa. Dorme-se com cobertor no Natal. Vi a cidade mudar. A praça Clovis não tem mais lojas de sapato. Aliás, a praça sumiu. Não consigo mais ir a Santo Amaro sem o Waze. Mas “o mundo foi rodando, e já que um dia montei”, fiquei!

Poderia ter feito a mala e ter voltado. Dona Luzia, “seo” Juquinha e o Joli – meu cachorrinho – estariam a minha espera naquela mesma casa de madeira, de varanda azul, e quintal de muitas roseiras e margaridas brancas. Mas, não! Bati o pé e fiquei. Comprei casa; construi família e amigos. “Professorei”. Ensinei e aprendi. Fiz um futuro de presentes! Às vezes com resmungos de saudosismo. Mas, fazer o quê? Ninguém é de ferro. E cinquenta anos não são cinquenta dias.

O tempo passou e continuo aqui pra comemorar, também, mais um aniversário desta cidade que adotei, e que não tenho coragem de abandonar. “Paulistanei”!

Mauro Alves dos Santos é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Venha participar da série especial em homenagem aos 469 anos da nossa cidade com textos sobre locais em que o verde e o meio ambiente foram preservados na capital paulista. Escreva agora e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. E vamos juntos comemorar mais um aniversário de São Paulo

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: os cinco destaques do branding que vieram para fcar

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“O envolvimento com consumidores se cria com bons produtos, atrelado a uma comunicação que tem sustentação na prática. Discursos vazios, nunca mais!”

Jaime Troiano

A gestão de marcas foi fortemente influenciada pela retomada das atividades e a redução dos casos de Covid, no Brasil. Entre os cinco principais destaques do setor, ao menos três têm ligação direta ou indireta com o tema. Jaime Troiano e Cecília Russo fizeram um balanço das ações desenvolvidas pelas marcas, em 2022, muitas das quais se transformando em tendência para os próximos anos. É o caso da presença das marcas nos grandes eventos presenciais, tais como a CCXP, em São Paulo, o Rock In Rio, no Rio de Janeiro, ou a Copa do Mundo, no Catar.

“Estar lado a lado dos consumidores, num lugar onde eles estão curtindo o momento e trazendo presenças pertinentes a esse momento foi uma modalidade de Branding que parece ter vindo para ficar e esses 3 eventos em particular deixaram isso claro”

Jaime Troiano

Outro destaque que teve influência da pandemia foi a descoberta de que, em geral, as marcas dependem tanto do fisico quanto do digital. Mesmo marcas nativas digitais entenderam a importância de criarem pontos presenciais de contato com os seus consumidores. Um dos exemplos é a Petlove que se apresenta como a maior plataforma digital de produtos para animais de estimação e, ano passado, iniciou operação física para facilitar sua distribuição e agilizar a entrega.

O terceiro destaque, apontado por Jaime e Cecília, foi a presença das marcas em apoio a causas dos mais diversos temas para gerar engajamento. A ideia é oferecer ao público mais do que apenas uma uma boa entrega de produtos ou serviços. Muitas empresas, por exemplo, aderiram a campanhas em favor da saúde mental ao perceberem a necessidade das pessoas, de seus profissionais e da sociedade em buscar equilíbrio diante das incertezas provocadas pela pandemia.

O foco na diversidade também marcou o ano que se foi. Ainda bem! As marcas perceberam o interesse da opinião pública no tema e a necessidade de entenderem melhor os diversos grupos que compõem a sociedade. Ao promoverem a inclusão, seja em suas campanhas publicitárias seja na contratação de profissionais, outro benefício é a maior criatividade nas soluções oferecidas ao mercado. Mas, é preciso cuidado: 

“Sempre insisto que ainda há marcas falando mais do que fazendo de fato e isso é um grande desrespeito à sociedade. Precisamos sempre cobrar consistência”

Cecília Russo

Outro tema que passou a integrar a estratégia das marcas foi o da sustentabilidade. Definitivamente colocar essa pauta em suas comunicação e, mais do que isso, nas suas práticas. Aqui também cabe o alerta que foi feito agora há pouco: é preciso comprometimento com o meio ambiente em palavras e ações sob o risco de suas práticas serem identificadas como green washing. 

Dar sequência a essas ações é o desafio das marcas para 2023. Mas sobre as tendências do ano que se inicia, vamos conversar com você na próxima semana.

Ouça o comentário Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com Jaime Troiano e Cecília Russo, que citam alguns projetos para ilustrar os cinco destaques do ano passado:

Conte Sua História de São Paulo: sonhos dos tempos em que jogava bola com os meninos

Por André Morais

Ouvinte da CBN

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Nasci no extremo da zona leste, em Cidade Tiradentes, último bairro de São Paulo. A minha infância, mesmo que muito humilde, foi cheia de alegria e carinho. Eu e meus amigos adorávamos jogar bola na quadra da escola municipal Aureliano Leite. Por vezes, tínhamos que correr para casa, pois os constantes tiros e confusões nos deixavam assustados.

Com muito esforço e dedicação, terminei o ensino médio e ingressei na faculdade, época que me fez sair do bairro em função da distância, pois eram cinco horas de trajeto casa-escola.

Nessa época, meu vizinho de porta, que não vejo há 15 anos, me dava carona até o metrô para diminuir o sofrimento do transporte público. Eram pessoas humildes, mas com coração enorme. Gostaria muito de reencontrá-las.

A saída do bairro foi conturbada, pois sem experiência quase caímos num golpe que nos deixaria completamente sem o pouco dinheiro que tínhamos ao vender nossa casa.

Graças a Deus deu tudo certo, fomos morar em Arthur Alvim, próximo ao metrô, onde conhecemos excelentes pessoas e por onde passamos oito anos, antes de mudar para a Mooca.

Me formei na PUC de São Paulo o que me abriu as portas para o mundo: fui fazer intercâmbio no Canadá, estudei nos Estados Unidos, morei em Zurique e ao retornar ao Brasil terminei o MBA em finanças, no IBMEC.

Hoje, moro na Saúde devido ao trabalho, mas sinto uma enorme saudade dos meus amigos de infância, principalmente dos momentos em que dividíamos um salgadinho com refrigerante entre dez e quinze meninos. Éramos felizes e tínhamos sonhos, muitos realizados com estudo e força de vontade.

André Morais é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Venha participar da série especial em homenagem aos 469 anos da nossa cidade com textos sobre locais em que o verde e o meio ambiente foram preservados na capital paulista. Escreva agora e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. E vamos juntos comemorar mais um aniversário de São Paulo

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quantas mensagens você é capaz de reter em um anúncio?

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“Menos é mais e isso vale também aqui para marcas”

Cecília Russo

Qual a nossa capacidade de observação e retenção das informações que recebemos ao longo dia? Partindo desta dúvida, a Millward Brown, dedicada a fazer pesquisas de mercado, expôs um grupo de pessoas diante de quatro cenários. Em um deles, havia um comercial com apenas uma mensagem, em seguida outro com duas, três e quatro mensagens. O resultado não surpreendeu, mas serviu para certificar o que muitos profissionais de branding têm defendido há algum tempo: ser simples gera melhores resultados.

De acordo com a pesquisa, o público que foi exposto ao comercial com quatro mensagens reteve de 24% a 42% das informações transmitidas. Em contrapartida, o potencial de retenção daqueles que estiveram à frente do comercial com apenas uma mensagem chegou a quase 100%.

Com base nesse trabalho, Jaime Troiano e Cecília Russo, alertam para o risco de as empresas cairem na tentação de criarem peças publicitárias ou material de divulgação com mensagens técnicas, detalhadas e minuciosas sob a justificativa de deixarem seu cliente bem informado. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, nossos especialistas em branding lembraram que quanto mais congestionado for o mercado, mais meios e mensagens tivermos à disposição, mais precisamos ser concisos em nossas mensagens:

“Ninguém consegue apreender várias mensagens de uma marca”.

Cecília Russo

Para comunicar de forma mais eficiente é preciso fazer um exercício de depuração das mensagens, identificando aquela que seja a mais importante, contendo a ambição de querer falar tudo. É a mensagem-chave que precisará ser comunicada, e para fazer essa escolha é importante entender muito os dois lados: 

“Saber tudo de seu produto para saber o onde colocar o holofote e conhecer profundamente seu consumidor, para que a mensagem tenha relevância para ele”.

Jaime Troiano

O que os números não mostram, mas é importante para que essa mensagem-chave seja realmente absorvida pelo público-alvo é a forma de transmitir a informação. Ter um bom storytelling é uma maneira interessante de dar vida a mensagem única que se quer comunicar. 

Na nossa conversa, Jaime lembrou de um diálogo do filme “Amigos, sempre amigos”, de 1991, quando o personagem representado por Bruno Kirby pergunta a um companheiro:

— Sabe o que uma vida simples significa? 

— Não?

Do alto de seu cavalo, Kirby mostra com o dedo:

— One thing (uma coisa)!

— E como saber qual é a uma coisa?

— Você tem de descobrir!

Com marcas é exatamente isso, uma mensagem relevante e você é que tem de descobrir qual é essa mensagem.

Ouça o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso que foi ao ar no último fim de semana do ano:

Interpretando a esperança no Arsenal

O Arsenal da Esperança acolhe pessoas em situação de rua, em área que no passado recebia os imigrantes — especialmente italianos, que chegam da Europa em busca de uma nova vida — na Mooca, zona leste de São Paulo. Todo ano, sob o comando do Padre Simoni, os acolhidos são convidados a participar de um concurso literário. Neste ano de 2022, o vencedor foi André Luiz Maciel de Barros. Convidado, tive o privilégio de interpretar o texto vencedor.

Aproveite para conhecer e colaborar com o projeto do Arsenal da Esperança:

Conte Sua História de São Paulo: os franceses vizinhos da mansão Matarazzo

Gerard Scerb

Ouvinte da CBN

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Chegamos da França, em 1952, e fomos morar na região da avenida Paulista, vizinho da mansão Matarazzo, hoje Shopping Center Cidade de São Paulo. E em frente a um convento de carmelitas com seu parque maravilhoso, cujo o pecado delas foi ceder o terreno para serem construídos dez prédios além do Maksoud Hotel. 

Naquela época só famílias abastadas e produtores de café residiam em casas. Meu prédio, concentrava muitos estrangeiros pois morar em prédio nos jardins, era fora de propósito para a sociedade paulistana.

Aos sábados, eu passeava na Paulista com os meus pais, frequentemente nos deslocando de bonde até a esquina da rua Augusta para saborear ótimos lanches e sorvete no Conjunto Nacional, na confeitaria Vienense. 

Saudades daquela época onde brincar de carinho de rolimã era o costume.

Gérard Scerb é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Fique atento porque já estamos nos programando para mais uma série especial do Conte Sua História: escreva agora o seu texto,  envie para contesuahistoria@cbn.com.br e vamos comemorar os 469 anos da cidade. Para conhecer outros capítulos, visite meu blog miltonjung.com.br ou o nosso podcast.

Pelé, o Rei que quase jogou no Grêmio

Pelé no estádio Olímpico Foto publicada pelo perfil @Gremio no Instagram

A morte de Edson Arantes do Nascimento, aos 82 anos, nos traz à memória as incríveis histórias protagonizadas pelo Rei do Futebol. Todos lembramos dos grandes feitos do maior jogador do planeta terra — os recordes, os títulos, os dribles, o gol perdido, o gol 1.000, a guerra que parou ou os países e autoridades que o enalteceram. Cada um de nós, seus súditos, sem medo do sacrilégio cometido, também procuramos referências que nos aproximem dele: o jogo que assisti ao vivo, o dia em que o vi no Maracanã, a transmissão que ouvi no radinho portátil, a imagem que eternizei armazenando-a no arquivo do computador ou a réplica da camisa 10. Sim, somos tentados a produzir uma espécie de “eubituário”, em que nos colocamos ao lado da morto ilustre.

Nessa linha, poderia contar aqui o dia em que assisti a Pelé jogar no estádio Olímpico, em Porto Alegre, em 1974, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro do ano anterior, em que o Grêmio venceu por 1 a 0. Meu pai me levou pela mão e mesmo tendo apenas 10 anos sou capaz de lembrar o local do estádio em que tive o privilégio de ver Pelé desfilando: as sociais do velho Olímpico, abaixo do reservado para as cadeiras cativas. Cinco anos antes foi o pai quem vivenciou o histórico gol 1.000, narrado por ele de uma cadeira de madeira colocada ao lado do gramado do Maracanã, pois não havia mais espaço nas cabines de rádio.

Fugirei dessa armadilha — mesmo que, no parágrafo acima, tenha ensaiado algumas linhas  nesse sentido. Prefiro lembrar de um trecho da entrevista que o jornalista Luiz Zini Pires fez com Pelé, para o jornal Zero Hora, publicada em novembro de 2014. O rei confidenciou que quase jogou no Grêmio. 

Quando estava no início da carreira, o Santos costumava emprestar seus jogadores mais jovens para que ganhassem experiência. O time paulista esteve em excursão no Sul, jogou em Pelotas e Rio Grande, no interior gaúcho, e foi consultado se alguns dos garotos poderiam ficar. Pelé era um deles. 

“Quase que eu reinicio minha carreira no Grêmio”, disse ao repórter. Tivesse um cartola santista aceitado a proposta, naquela época, haveria a chance de Pelé ter se imortalizado no cenário futebolístico com a camisa do Grêmio e, provavelmente, nossas conquistas nacionais e projeção mundial teriam chegado mais cedo. Por outro lado, a facilidade com que alcançaríamos nossas façanhas impediria que forjássemos a nossa imortalidade. O destino quis que cada um construísse sua própria história.

Enquanto escrevia este texto, o perfil do Grêmio no Instagram, publicou trecho da entrevista em que Pelé confirma a história de que quase foi jogador do Grêmio:

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quais as mais mais da pesquisa Marca Mais

Pesquisa também certifica escolha do consumidor pela marca Photo by Andrea Piacquadio on Pexels.com

“Sua marca pessoal é o que as pessoas dizem sobre você quando você não está na sala.” 

Jeff Bezos

Inspirando-se na frase do ‘todo poderoso’ da Amazon, nossos colegas Jaime Troiano e Cecília Russo colocaram suas equipes a trabalhar em busca de uma resposta: o que falam das marcas quando elas não estão na sala? Pela oitava edição, a TroianoBranding usou de sua metodologia para selecionar as empresas e serviços que mais se destacaram no ano e publicar a pesquisa Marcas Mais, encomendada pelo Estadão. O trabalho revela quais as marcas, em várias categorias de negócio, têm mais envolvimento com o mercado de consumidor — ou seja, vai além da proposta da maioria das pesquisas que é saber quais marcas estão na mente do consumidor.

“O Marcas Mais é feito de um conjunto maior de indicadores que revelam a saúde, a força e o envolvimento que a marca tem com os consumidores”

Cecília Russo

Com base nos resultados alcançados ao longo dos oito anos da pesquisa, Jaime e Cecília fizeram levantamento das marcas que mais se destacaram entre os três primeiros lugares em suas categorias, revelando aquelas que têm demonstrado consistência na relação com o cliente. 

A seguir, aquelas que apareceram nas oito edições do Marcas Mais:

  • Bancos — Itaú e Banco do Brasil
  • Supermercados — Carrefour e Extra
  • Seguradoras — Porto Seguro e Bradesco
  • Automóveis — Volkswagen e Honda
  • Educação Superior — Mackenzie e PUC
  • Produtos de Limpeza — Omo e Veja

Um das reflexões feitas na edição deste ano foi que, além de os resultados serem um prêmio para a empresa e um atestado de competência para seus gestores, também são um benefício ao consumidor:

“Quando ele vê a marca que ele consome numa posição privilegiada, ele sente confirmada a escolha que fez por ela”

Jaime Troiano

Diante dessa constatação, Jaime e Cecília lembram que os clientes têm o direito de saber como a marca que ele usa é avaliada pela sociedade da qual faz parte. 

Ano novo: tudo de novo!

Por Simone Domingues

@simonedominguespsicologa

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“Minha mãe me deu ao mundo
De maneira singular
Me dizendo a sentença
Pra eu sempre pedir licença
Mas nunca deixar de entrar”

Tudo de novo – Caetano Veloso

Na mitologia romana, Janus é a divindade que possui duas faces, uma sempre voltada para a frente, contemplando o futuro, e a outra para trás, olhando o que já passou. Nesse sentido, sua representação simboliza as transições, o caminho entre dois pontos e as dualidades do universo.

O deus romano costumava ser cultuado durante os períodos de colheita, em rituais de celebração nos quais se desejava o sucesso na renovação de um ciclo de plantio, e em eventos que marcavam mudanças nas fases de vida humana. Além disso, era o deus guardião das portas e dos portais de entrada e saída por onde passavam os soldados romanos em tempos de guerra.

Essa representação do passado e do futuro, e a vinculação às celebrações de início e encerramento de ciclos, fizeram com que o deus Janus fosse fortemente associado com as simbologias do ano novo, que remetem a mudanças, recomeços e esperança.

E não seriam esses os desejos que nos invadem nessa época do ano?

Desejamos que a vida nos permita recomeços. Desejamos uma vida com mais conexão, com mais encontros, com mais oportunidades e, porque não dizer, com mais felicidade.

Desejamos que as mudanças aconteçam e nos permitam uma vida melhor, mas buscamos do lado de fora o que possivelmente se alcança apenas dentro de nós mesmos. As portas que tanto desejamos que nos sejam abertas, possuem fechaduras internas.  Por vezes, elas aparecem com o nome de novos caminhos; por outras, emolduram novas pessoas e culturas, novos olhares e novas ideias.

Cabe a cada um de nós decidir se vamos ou não abri-las. Se não abrirmos, nos manteremos seguros no lugar que já conhecemos, na famosa “zona de conforto”. É menos arriscado? Talvez. Mas restaremos atrás da porta, ignorando um horizonte repleto de novidades que está ali adiante. 

É o desafio entre ter vivências ou ter certezas…

Gosto de acreditar que sempre temos os nossos recomeços, que sempre temos a oportunidade de encerrar um ciclo e começar uma nova etapa. É assim na natureza, é assim em nós: ciclos, estações, fases da vida… o nome pouco importa.

Gosto de pensar na fé como a sabedoria que nos permite reconhecer a impermanência das coisas, boas ou ruins.  

Gosto de pensar na esperança como aquela força propulsora que nos encoraja a construir novos caminhos.

Gosto de pensar num novo ano com recomeços, com fé e esperança.

E eu desejo isso a você!

Que o passado e o futuro estejam diante dos seus olhos, assim como era para Janus, e que suas decisões permitam que você faça boas colheitas.

Por fim, busco na dualidade de Caetano Veloso o que espero para o ano novo: tudo de novo!  Inspirada por sua música, desejo que você tenha coragem para abrir as portas que estão à sua frente. Peça licença, mas nunca deixe de entrar.

Simone Domingues é psicóloga especialista em neuropsicologia, tem pós-doutorado em neurociências pela Universidade de Lille/França, é uma das autoras do canal @dezporcentomais, no YouTube. Escreveu este artigo a convite do Blog do Mílton Jung. 

“Escute, expresse e fale!” já está em pré-venda

Nesta semana que se vai, nosso novo livro “Escute, expressse e fale!” já apareceu nas principais plataformas de venda eletrônica em pré-venda para o modelo e-book. O livro impresso estará nas livrarias em 27 de janeiro. E o lançamento oficial será em 9 de fevereiro, na Livraria da Travessa, do Shopping Iguatemi.

Publicado pela Editora Rocco, o livro foi escrito com Leny Kyrillos, Thomas Brieu e Antònio Sacavem — colegas que têm dedicado suas trajetórias profissionais ao tema da comunicação, assim como eu.

Reproduzo a seguir, o texto de apresentação do livro em plataformas tais como Amazon, Livraria da Vila , Skeelo e outras:

“Se há um sonho que une a nós quatro neste projeto é o de fazer da comunicação a competência que nos capacite a sermos humanos melhores em um mundo melhor.”

Um comunicador, uma doutora em voz, um doutor em gestão e um especialista em escutatória se reúnem para ajudar, tanto nas relações pessoais quanto profissionais, no desenvolvimento de uma comunicação eficiente e poderosa.

Se você tem dificuldades em se conectar com os outros para além da conversa fiada ou fica sem palavras frente a certas pessoas e situações, saiba que esse desconforto é bastante comum e, mais importante ainda, solucionável. Melhorar suas habilidades comunicativas é a chave para normalizar ideias e pensamentos, aproximar pessoas, diminuir diferenças e produzir diálogos saudáveis e relações sustentáveis.

António, Leny, Mílton e Thomas concentram táticas e estratégias de comunicação para estabelecer trocas eficientes — seja nos diálogos internacionais ou nas conversas locais; seja no escritório da empresa ou na mesa de jantar.

Este livro é sobre estabelecer vínculos conjugando empatia e atividade, aprimorar a sua voz e avançar para o aprendizado de como se colocar frente ao interlocutor. É sobre conhecer a si próprio e entender o outro, ser genuíno, generoso e eficiente. E, ainda, aprender com exemplos vivenciados e experiências desastradas. Trata de tudo isso e muito mais, e pretende preparar o leitor para os desafios da expressão e comunicação.