Foto-ouvinte II: Elevador furado

O elevador acima, bonito e vistoso, está na estação Dom Pedro II, do Fura-Fila. Segundo o ouvinte-internauta Daniel Aveiro , há cinco meses que freqüenta o local e o equipamento está desativado: “Será que instalaram um elevador quebrado já de cara?”.

Ou talvez estejam esperando o prefeito passar por lá para inaugurar o elevador.

Máfia dos Fiscais II: Coronéis para combater corrupção

Dois coronéis foram convocados para coibir a corrupção na Subprefeitura da Móoca, depois da descobertas de que os principais assessores do subprefeituo Eduardo Odloack estavam envolvidos em cobrança de propina de camelôs, no bairro do Brás.

O próprio subprefeito confirmou as mudanças em entrevista ao CBN SP e disse que um dos envolvidos havia sido ameaçado de morte por impedir a ação de ambulantes e depois “trocou de lado”:

Cidade Limpa: Secovi quer lei dura contra outros setores

As imobiliárias pedem que a prefeitura de São Paulo seja rígida na fiscalização também contra outros setores que infringem a lei Cidade Limpa. O pedido do presidente do Sindicato da Habitação (Secovi), João Crestana, foi feito no CBN SP, devido ao decreto que tenta impedir que o segmento continue fazendo panfletagem nos sinais de trânsito, principalmente nos fins de semana.

Ouça a entrevista de João Crestana e depois deixe sua opinião sobre o assunto:

Lei Seca: Motorista bêbado perde seguro

As seguradoras não cobrem prejuízos de veículos envolvidos em acidentes de trânsito caso o motorista tenha infringido a Lei Seca. O alerta é do presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo, Leôncio de Arruda, que prevê queda no preço do seguro dentro de seis meses com a entrada em vigor da lei que restringe o uso de álcool pelos motoristas.

Ouça a entrevista que foi ao ar no CBN SP:

Foto-ouvinte: Reciclagem na cabeça

A participação dos coletores de papel no serviço de reciclagem é importante e pouco incentivada na cidade de São Paulo. Muitos dos trabalhadores que atuam nesta área são mal-vistos pela sociedade – e pela prefeitura, também. O ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias acompanha diariamente a travessia deste pessoal na Nove de Julho e fez uma série de fotografias que você pode acompanhar clicando na imagem acima. Conte para a gente o que você faz para reduzir a quantidade de lixo produzida na cidade e ajudar a reciclar o resíduo sólido.

Caro Ouvinte-internauta,

Fim de viagem. Malas desfeitas. Assuntos revisados. Retorno, logo mais, ao CBN São Paulo. Vejo que, desde a semana passada, o paulistano acompanha as notícias sobre a Máfia dos Fiscais II. Nos próximos dias, teremos de estar atentos aos desdobramentos das investigações. Quem manteve contato com o material levantado pelos promotores não tem dúvida de que a ação irregular vai além dos limites da Móoca.

Por coincidência, estive nesta terça-feira com uma jornalista que, há nove anos, se aprofundou na investigação da Máfia dos Fiscais I. O sentimento dela migrava entre a satisfação de contar o trabalho realizado na época e a frustração de verificar que muitas das práticas lesivas ao cidadão se mantém na cidade de São Paulo.

Nas férias, em contato com os jornais estrangeiros, ficou evidente que mal-uso do dinheiro público, corrupção e abuso de poder não são privilégios do Brasil. Haja vista, a administração Berlusconi, na Itália. Mas quando as coisas acontecem no quintal de casa são sempre mais doloridas.

Na volta à casa, minha satisfação ao ver a competência e o carinho com que a Fabíola Cidral comandou o CBN São Paulo. Conhecendo a história dela, não chego a me surpreender.

O blog que completou um ano recentemente ficou em boas mãos. O desafio era renovar as informações diariamente, apesar de minha ausência e dificuldade de acesso a internet (coisa sobre a qual conversamos em nota postada semana passada). Ao verificar que o número de visitas manteve a média dos meses anteriores, constato que o resultado foi positivo.

A tarefa também foi possível graças a Maria Lucia Solla, aos domingos, e ao Carlos Magno Gibrail, às quartas-feiras (você já leu o artigo de hoje ?), que garantiram a participação dos ouvintes-internautas. Estes, por sua vez, foram essenciais com sua presença nos comentários.

A todos, muito obrigado !

Milton Jung

Em tempo: as férias foram excelentes e passaram longe das aulas de castanhola e sapateado propagandeadas pelo Heródoto Barbeiro. Mesmo porque quem costuma dar seus passinhos de dança no ar é ele. Se você dúvida, acompanhe os encerramentos do Jornal da CBN pelas imagens das câmeras do estúdio que estão disponíveis no Portal da CBN.

Custo-Benefício, uma relação tão fácil e tão difícil

Por Carlos Magno Gibrail

Em seu primeiro dia como Diretor Administrativo, o jovem executivo recebe um pedido de um colega de diretoria (o mais idoso e espécie de guru): comprar um prolongador metálico de lápis.

Há 30 anos, já era difícil comprar o objeto solicitado, entretanto foi encontrado na Rua 25 de Março.

A alegria estampada na hora de receber o produto só foi menor porque o Diretor Sênior foi informado que para cobrir o preço do prolongador teria que viver muito. Os lápis custavam tão pouco que não mais valia a pena utilizá-los até o fim. Perfeito. Custo suplantando o Benefício.

Ricardo Semler aboliu a revista nos funcionários de suas empresas. Segundo ele, com dupla vantagem, pois melhora o ambiente e a margem de perda é, de longe, compensada pela produtividade.

Parte das lojas de varejo possuem sistema anti-furto, que consiste de um pino colocado em cada peça e cujo custo de aquisição é alto. Existem empresas que nunca o colocaram, porque ao relacionar o preço do equipamento com os índices de perda e os intangíveis, chegaram a conclusão que o custo do sistema superava o montante das peças que seriam roubadas. Portanto, o benefício maior é não usar o sistema e optar por controles menos agressivos e menos dispendiosos.

A maioria das empresas cria acentuadas dificuldades nas ocasiões de trocas e devoluções de mercadorias. Não confia na qualidade dos próprios produtos, pois espera grande quantidade de defeitos. Ora, se a qualidade do produto for boa, o benefício é aceitar as trocas e devoluções que devem ser ínfimas. Com certeza o custo desta política será inferior aos de um processo detalhado de verificações e chateações para o comprador. E, ele ficará muito mais satisfeito.

O incrível é quando o produto apresenta problema e a indústria não o reconhece, como a VOLKSWAGEN, no episódio dos dedos decepados no FOX.

Em compensação, temos casos que se tornaram clássicos, como o da NORDSTROM, sofisticada loja de moda, em que o vendedor aceitou a devolução de um pneu.

No RITZ-CARLTON Hotel, um porteiro foi atrás de um hóspede que esqueceu sua valise de mão. Não o alcançou no aeroporto, só na cidade do hóspede, quando lhe entregou a maleta pessoalmente.

Um motorista da FEDEX para entregar as mercadorias retidas em seu caminhão enguiçado, sem atraso, alugou um helicóptero.

A SEARS lastreou seu sucesso na máxima “SATISFAÇÃO GARANTIDA OU SEU DINHEIRO DE VOLTA”, automático, que vale até hoje. É só entrar no site e conferir.

Talvez uma simples inversão na análise, começando a pensar sobre os Benefícios e depois nos Custos, leve ao consumidor uma experiência de compra satisfatória, até, quem sabe, chegar a um momento inesquecível, como certamente pensaram os dirigentes da NORDSTROM, do RITZ-CARLTON, da FEDEX e da SEARS.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing, escreve todas as quartas aqui no blog, sempre participa dos comentários e nunca precisou de prolongador de lápis na sua vida.