A avaliação dos vereadores de São Paulo

 

A Câmara Municipal de São Paulo recebeu nota 5,35 pelos trabalhos realizados nos anos e 2009 e 2010. A avaliação é do Movimento Voto Consciente que usou quatro critérios: avaliações dos projetos de lei, frequência nas comissões, presença em notações nominais e coerência. A avaliação costumava ser após quatro anos de legislatura, mas a pedido de vereadores passsou a ser anual, o que foi visto por Sonia Barbosa, coordenadora do Voto Consciente, como um avanço do parlamento municipal.

Acompanhe a lista dos vereadores que estão no topo da lista feita pelo Movimento Voto Consciente, nos anos de 2009 e 2010. E os que estão na parte mais de baixo, também:

1. José Police Neto (PSDB) 7,50
2. Carlos Alberto Bezerra Jr (PSDB) 7,16
3. Gilberto Natalini (PSDB) 6,47
4. João Antonio (PT) 6,43
5. Gabriel Chalita (PSB) 6,40
6. Celso Jatene (PTB) 6,39
7. Francisco Chagas (PT) 6,19
8. Claudio Prado (PDT) 6,18
9. Italo Cardoso (PT) 6,16
10. Juscelino Gadelha (PSDB) 6,09
11. Paulo Frange (PTB) 6,08
12. Jamil Murad (PCdoB) 6,04

….

53. Domingos Dissei (DEM) 3,82
54. Carlos Apolinário (DEM) 3,53
55. Jose Olimpio (PP) 3,46

Plano de Metas será proposto a todo Brasil

 

Levar para o Brasil, o Plano de Metas implantado na cidade de São Paulo há dois anos. É o que propõe a Rede Nossa São Paulo autora da ideia que motivou a Câmara Municipal a aprovar emenda à Lei Orgânica que obriga o prefeito a apresentar as prioridades, as ações estratégicas, os indicadores e as metas quantitativas para cada um dos setores da administração pública, até 90 dias após tomar posse.

Na capital paulista, o Plano se transformou em Agenda2012 que está publicada no portal da prefeitura, onde é possível identificar as atividades propostas pelo governo municipal e comparar com as carências de cada uma das regiões e o investimento realmente feito pelo poder público. O prefeito Gilberto Kassab, por exemplo, foi obrigado a rever as metas após perceber que não teria capacidade de atender as promessas da campanha eleitoral.

No dia seis de abril, a Rede Nossa São Paulo aproveitará o segundo aniversário da Agenda2012 na cidade para apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional que prevê a obrigatoriedade do Programa de Metas para os governos federal, estaduais e municipais. Um abaixo-assinado será lançado para que outras organizações e entidades possam apoiar a ideia que será encaminhada aos partidos políticos.

Com o Plano, o poder executivo é obrigado a divulgar semestralmente os indicadores de desempenho relativos à execução dos itens do programa de metas quando se tem uma noção melhor sobre o verdadeiro desempenho da administração municipal.

O balanço dos dois anos do Programa de Metas e a apresentação da PEC para que a ideia se espalhe pelo País será dia 6/4, das 10h às 12h30, no Sesc Consolação, na rua Dr Vila Nova, 245.

Filha de JK desmente Kassab

 

DEM INTERNETA tentativa do prefeito Gilberto Kassab e seu novo partido, o PSD, de explorarem a imagem do ex-presidente Juscelino Kubitschek e se apoderarem do nome dele na internet com o domínio http://www.jk.org.br foi abortada no primeiro minuto de jogo. Depois da neta, Anna, ter lembrado que a memória de JK é patrimônio dos brasileiros, foi a vez da filha, Maria Estela, vir a público para acusar Kassab de ser mentiroso.

O domínio de JK aparece em uma lista de registros na internet feitos por Gilberto Kassab na qual aparecem o nome do novo partido e de duas outras agremiações com a qual teve ligação, o PFL e o DEM (de onde está saindo). Confira cliclando na imagem ao lado.

Maria Estela Kubitschek Lopes negou que Kassab tenha conversado com ela conforme afirmou aos jornalistas que o procuraram. Leia a nota completa:

Li, com absoluta surpresa, a declaração do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de que teria conversado comigo sobre a utilização do nome JK como marca de fundação veiculada à sua nova agremiação partidária

Não é verdade. O prefeito jamais tratou desse assunto comigo. Se o tivesse feito, eu teria tido a oportunidade de manifestar a minha discordância com o uso do nome e da memória do Presidente Juscelino para fins partidários e pessoais.

A memória de JK é patrimônio dos brasileiros, está associada às grandes causas nacionais e não pode ser usada para fins menores da política.

Espero que o prefeito volte atrás na sua iniciativa, o que pouparia a família do Presidente Juscelino de iniciar uma ação judicial com objetivo de preservar a sua memória impedindo a utilização do seu nome por partidos e pessoas cujas trajetórias políticas não guardam qualquer afinidade com a vida e os ideais de JK.

PSD – Partido Social Democrático – era o partido de Juscelino até o regime militar extinguir todas as agremiações e impor o bipartidarismo. Do ponto de vista publicitário, ter vinculação com JK seria importante para Kassab e novos correligionários. Mas pelo visto vão ter de buscar ícones em outra freguesia.

Avalanche Tricolor: Grohe é eficiente, humilde e importante

 

Grêmio 6 x 0 Inter SM
Gaúcho – Olímpico Monumental

Foram tantos pênaltis – marcados certos, marcados errados e não marcados – que o destaque da partida tinha de ser um dos protagonistas desta série. E apesar da goleada, escolho alguém que não marcou nenhum, evitou vários e jogou um bolão: Marcelo Grohe, nosso goleiro no jogo desta noite chuvosa, em Porto Alegre.

Ele é daquelas figuras que nunca vão aparecer na foto principal do time, mas todo time precisa dele. Reserva de Vítor, o melhor goleiro do Brasil, sempre que necessário surge com segurança e eficiência. Assim que o titular volta, retoma seu curso, compreende seu lugar e aceita seu papel. Humildade retribuída com o respeito que a torcida tem por ele.

Marcelo nasceu em Campo Bom, tem 24 anos, e hoje completou 80 jogos pelo Grêmio, em seis anos de clube. E foi comemorar a marca defendendo seu primeiro pênalti na equipe profissional.

É preciso explicar este pênalti. Ao contrário do que disse o árbitro, a bola não tocou na mão do Rafael Marques. Não contente com isso, errou mais uma vez, pois se tivesse havido irregularidade, teria sido dentro da área. Sinalizou fora e precisou o auxiliar dar o alerta.

Marcelo Grohe, acostumado a deixar tudo em ordem por onde passa, desfez as trapalhadas do árbitro ao defender a cobrança do pênalti. E revelou mais uma vez sua personalidade. Agradeceu a Renato Gaúcho que indicou para ele o lado em que o atacante chutaria. Completou o serviço, fazendo excelentes intervenções e não tenho dúvida de que foi este desempenho que deu tranquilidade para o time golear seu adversário.

Logo Grohe estará de volta ao banco, colaborando com o grupo, permitindo que a harmonia permaneça, respeitando a autoridade e ciente de que ser um solado deste exército tricolor é muito mais do que qualquer jogador pode sonhar.

Comissões da Câmara demoram 47 dias para se iniciar

 

Somente após 47 dias do início dos trabalhos legislativos, as comissões permanentes começarão a funcionar na Câmara Municipal de São Paulo. A alegação da mesa diretora é que a demora se deveu ao fato de que, neste ano, alguns parlamentares deixariam a Casa para assumir cargo de deputado na Assembleia, o que aconteceu semana passada, dia 15.

Sem as comissões em funcionamento, novos projetos de lei não tramitam na Câmara nem CPIs podem ser propostas. Com a escolha dos presidente e vice em cada uma das sete comissões (constituição, política, administração, trânsito, educação, saúde e finanças) é bem possível que o Centrão, grupo que perdeu a disputa pelo comando da Casa, em dezembro do ano passado, tente emplacar comissões parlamentares de inquérito com temas desconfortáveis ao prefeito Gilberto Kassab (futuro-ex-DEM).

Neste ano, todas as reuniões das comissões – que são públicas – poderão ser assistidas, ao vivo, pela internet com o sistema de câmeras disponíveis no site da Câmara Municipal. Se você estiver no Twitter, pode seguir o perfil @auditoriosCMSP pelo qual será informado do horário em que as transmissões vão ao ar.

A importância das Comissões é bastante significativa pois os projetos de lei somente chegam para ser votados em plenário após serem debatidos em algumas delas, de acordo com o conteúdo de cada texto. Neste momento, aliás, é que a população é chamada para discutir o tema e dar sugestões.

Com a instalação das Comissões, restará saber qual o interesse dos vereadores em votar projetos que estão na casa, pois até agora o embate entre o Centrão e os governistas tem impedido o andamento dos temas de interesse do cidadão.

#Adote1Distrital e #Adote1Vereador se encontram

 

O Adote um Distrital se inciou este ano e, de maneira estruturada, tem encaminhado questões interessantes na Câmara Distrital de Brasília, entre estas o combate aos 13º e 14º salários dos deputados. Conseguiram até agora cerca de 800 assinaturas em apoio ao fim do pagamento. Semana passada, integrantes do Adote um Distrital e do Adote um Vereador conversaram aqui em São Paulo. Para falar do movimento na capital paulista, estiveram Massao Uehara e Sérgio Mendes – foi este quem escreveu o texto a seguir:

Na tarde desta sexta feira, de cara cinza em São Paulo, tínhamos um motivo para deixarmos as nossas rotinas e abrir espaço para uma pausa e um café. Mundo pequeno este em que vivemos e onde todo mundo se encontra e interage o tempo todo, ao sabor de suas conveniências, necessidades e afinidades. Fomos nos encontrar com Cláudia Mesquita, do Adote um Distrital de Brasília/DF, com quem já de saída sentimos grande empatia e parecia uma velha conhecida destes mais de dois anos que a cidadania aproximou, aqui em São Paulo.

Não foi difícil reconhecê-la, que por precaução resolveu chegar um pouco mais cedo e esperar por nós lendo no café da livraria Cultura do Conjunto Nacional.

Foi um encontro informal, como costumam ser os que fazemos todos os segundos sábados de cada mês. Para a nossa alegria, soubemos que em Brasília a ideia de adotar os representantes do povo no legislativo do Distrito Federal conta com o apoio e empenho de muitos jovens, são mais de 30 integrantes, que acompanham e publicam o que dizem e fazem os distritais. Falamos sobre nossas experiências, sobre nossos pontos de vista e comparamos as diferenças da maneira de fazer acontecer a cidadania lá e cá.

Colocamos para ela como foi no início e como temos colhido frutos tanto pelo contato com outros cidadãos quanto por fazer a voz da cidadania avançar dentro do parlamento. Falamos de como vemos mudada a relação representados e representantes e, também, de como a internet encurtou este caminho.

Cláudia mostrou-se interessada em saber dos blogs, do twitter e contou que o pessoal de Brasília pensa em fazer um seminário de cidadania por estes dias. Vai mandar convites quando tudo estiver combinado. Ficamos felizes com os avanços dos padrinhos em Brasília e de poder passar para ela e para eles um pouco da nossa experiência e, também, aprender.

Mas como eu dizia no início deste breve relato sobre ontem à tarde (sexta), mundo pequeno este em que vivemos. A Cláudia e eu descobrimos ter uma grande amiga em comum! Eu a conheço desde a minha adolescência lá no interior do MT e a Cláudia, trabalha com ela em Brasília.

Pequeno mundo de cidadãos interessados em cidadania, esta sim, grande e sem fronteiras. Como esperamos que seja o nosso país. Estivemos no café da Livraria Cultura do Conjunto Nacional com a Claudia Mesquita, o Massao e eu.

Por Sérgio Mendes

Só cidadão para tirar Assembleia de SP do atraso

 

A Assembleia Legislativa de São Paulo está muito atrasada. Ao contrário dos demais parlamentos somente inicia seu trabalho nesta terça-feira, dia 15, enquanto a maioria já atua com a nova composição eleita em outubro do ano passado desde o início de fevereiro. E a maioria dos 94 deputados estaduais não parece preocupada com a situação, pois entraremos em mais um período legislativo sem que ninguém proponha mudanças no calendário.

Para a ONG Voto Consciente, que acompanha o trabalho da ALESP, além desta demora, perde-se muito tempo, também, na formação das comissões permanentes. A entidade cobra dos parlamentares que os partidos escolham logo – no máximo em duas semanas – os nomes, e as comissões comecem a discutir os temas de interesse do Estado, pois nenhum projeto chega no plenário para votar sem antes ter o aval destas instituições.

A vantagem deste ano é que foram reduzidos de 22 para 15 o número de comissões, uma proposição que havia sido feita pelos integrantes do Voto Consciente.

Os problemas na casa, porém, não se restringem a estas questões. Seria fundamental que a Assembleia Legislativa desse um grito de independência do Executivo, desafio quase impossível de ser superado dado o histórico deste e de outros parlamentos estaduais no Brasil. Os deputados tendem a votar apenas aquilo que interessa ao governador de plantão que não tem dificuldade em formar maioria.

Soma-se a isso a saída de deputados de boa votação para assumir cargos de secretário estadual, sinal de que a função é bem mais atrativa do ponto de vista das pretensões políticas do parlamentar. Em São Paulo, os dois mais votados não permanecerão na casa: Bruno Covas (PSDB), que teve 239.159 votos, é secretário de Meio Ambiente e Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), eleito com 215.061 votos, é secretário de Desenvolvimento Social. Mais dois eleitos também assumiram cargo no Governo: Edson Giriboni (PV) é secretário de Saneamento e Recursos Hídricos e Davi Zaia (PPS) é o titular da de Emprego e Relações do Trabalho.

O resultado deste comportamento de parlamentares que abrem mão de suas prerrogativas em troca de verbas e obras que lhe garantam a simpatia do reduto eleitoral ou buscam outras funções, diferentes daquelas para a qual foi escolhido pelo eleitor, é o enfraquecimento do legislativo e a diminuição de sua importância para o cidadão.

Sem contar que o presidente que deve ser reconduzido ao posto nesta terça-feira, deputado estadual Barros Munhoz (PSDB), foi acusado pelo Ministério Público de ter participado de desvio de R$ 3,1 milhões na época em que foi prefeito de Itapira, cidade do interior paulista.

Não por acaso, boa parte dos paulistas talvez nem lembre mais em quem votou no dia 3 de outubro. E isto só vai mudar quando este mesmo eleitor entender que seu papel não se restringe ao ato de votar, que tem o direito e o dever de cobrar do seu deputado comportamento independente e a altura do cargo para o qual foi eleito.

Uma boa oportunidade é este cidadão se unir as entidades não-governamentais que acompanham a ação legislativa, como é o caso do Voto Consciente, ou faça a fiscalização do seu deputado por conta própria integrando a rede de blogs do Adote um Vereador, que se iniciou em 2008 e abriu caminho para outras campanhas como o Adote um Deputado.

Controle os políticos antes que os políticos controlem você.

Reforma convincente:menos deputado,sem suplente …

 


Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

Não há mais possibilidade de contornar temas aflitivos que despertam indignação na própria “classe política”, além da sociedade. A sucessão de Comissões e adiamentos impulsiona uma sensação de que o desfecho pretendido jamais será alcançado. Se por um ângulo a constante exposição da matéria converteu a Reforma Política numa espécie de redenção ética de cunho salvacionista, a outro é leviano supor que a sua aprovação funcionará como um antídoto capaz de eliminar todas as mazelas políticas que vicejam no país.

Preocupante, no entanto, é a dualidade de Comissões a tratar do mesmo assunto. Câmara e Senado formaram grupos autônomos para debater a Reforma Política que todos difundem. Neste momento, sem algo novo, por conta da insuperável divergência entre parlamentares e blocos em alguns pontos, não se crê em modificação alguma a partir do proposto por ambas as Casas do Congresso. A oportunidade é de convergência e não de hegemonia entre as Casas do Congresso.

De rigor, para ser convincente, uma outra reforma deve brotar e se impor. Algo possível, dotado de razoabilidade. Chega de miopia e pirotecnia. É essencial que prevaleça lucidez na delimitação de temas que possam dar vitalidade à política como atividade pública respeitável. Lista fechada, voto distrital e financiamento público são temas importantes mas demasiadamente complexos para este momento-limite. Outras questões mais factíveis e nem por isso menos decisivas, todas com projetos formulados e tramitando, se credenciam como viáveis para atenuar os níveis de saturação que o sistema eleitoral e de representação manifestam.

Ampliação das atribuições de deputados estaduais e vereadores – A administração pública é compartilhada, em todas suas esferas. Não é razoável que iniciativas parlamentares sejam restringidas sob a alegação de interferência no Executivo. Projetos relevantes não podem ser repelidos por sua origem. Parlamentos são polpas vivas das comunidades e merecem real autonomia.

Eliminação do quociente eleitoral – A representação popular sofre desvirtuamento quando um candidato ao Legislativo, seja qual for este, amparado em votação retumbante, é preterido por outro de desempenho inferior. Conforme a PEC 54/07, os eleitores, além de não entenderem, desconfiam de um sistema eleitoral que admite a eleição de candidatos com pouca votação. O eleitorado brasileiro passou dos 2/3 da população e um sistema introduzido em 1932 já não se sustenta mais frente esta outra realidade.

Suplentes no recesso – Porque contrasta à realidade e ao bom senso, a efetivação de substitutos nos períodos de recesso é descartável vez que, na prática, sua finalidade se revela contraproducente. O parlamentar fica impossibilitado de apresentar projetos, participar de sessões, as Comissões não se reúnem. Esta anomalia desacredita o Parlamento perante o eleitor.

Transições pós-eleitorais – A PEC 60/2004, de autoria do ex-senador gaúcho Sérgio Zambiasi, preserva a continuidade administrativa e os serviços públicos, impedindo que mesquinharias paroquiais ou intrigas eleitoreiras desviem a finalidade e a rotina das instituições públicas em prejuízo do contribuinte. Tal como já ocorre no modelo federal, é preciso disciplinar uma relação organizada de responsabilidade entre o governante e o seu sucessor nos níveis estaduais e municipais.

Redução da Câmara dos Deputados – Inoperância pelo excesso de parlamentares, elevado custo público, sucessões de escândalos, apresentação de projetos inúteis ou bizarros, produção legislativa escassa ou irrelevante. É a indisfarçável ineficiência de uma estrutura acrítica justificando a sua diminuição.

Extinção dos suplentes de senador – Injustificável. Preenchida de forma indireta e confinada à homologação de nomes indicados por partidos ou coligações, a suplência, além de impopular, é destituída de respaldo pelo eleitor e vulnera a soberania popular que chancela as eleições para os demais cargos.

Redução do mandato dos senadores – A demasiada extensão do mandato senatorial (oito anos), a par de anacrônica e sem justificativa plausível, é fator impeditivo à renovação e fiscalização da Casa Legislativa e de seus membros. O cargo de Senador é relevante por suas atribuições e não pela sua duração.

“Janela” partidária – Não adianta impregnar o tema de ranço, generalizações e preconceitos. Uma troca de partido no curso do mandato não pode ser vedada de forma artificial e tampouco rotulada de injustificável. É imperativo atenuar o rigorismo vigente, decorrente de uma regra estabelecida pelo TSE e não pelo Congresso Nacional. No seio das agremiações ocorrem fatos que tornam a coexistência insuportável. O que deve ser reprimido são malícias e dissimulações.

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor do livro “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

Adote: “Senta o dedo, porque agora é pessoal”

 

Mensagem enviada pelo “padrinho” Mário César Nogales que participa do Adote um Vereador e ampliou seu olhar para a Assembleia Legislativa e o Senado, também. Para ele, só tem uma saída para melhorar a política brasileira: fiscalizar o seu representante no parlamento.

Caros Leitores:

Hoje, após ver o filme Tropa de Elite 2, me inspirei a escrever estas poucas linhas e dizer o por que acho importante o trabalho de cidadãos como Almir Vieira, Sérgio Mendes, Massao, Audrey, Alecir Macedo e todos aqueles que participam de uma forma ou outra com a ideia do Adote um Vereador.

E porque o filme me inspirou? Há um sistema corrupto e mafioso instalado no Brasil, e não serão “Capitães Nascimento” que mudarão o sistema, bem que gostaria que houvesse heróis como ele que combatessem o sistema, porém, os únicos e reais combatentes do sistema são os cidadãos, que de uma forma ou outra acabam vendados e alienados pela grande maioria da mídia.

A corrupção em nossa cidade não é culpa do ladrão, traficante, policiais corruptos, jornalistas de mãos atadas, vereadores que fecham os olhos ou prefeitura que não faz seu trabalho. É culpa do
sistema implantado para que os poderosos se mantenham no poder e este sistema é alimentado pela população que acha que não pode fazer nada.

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Adote um Vereador em Cabo Frio (RJ)

 

Mensagem recebida de cidadão de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, disposto a integrar a rede do Adote um Vereador demonstra que a ideia ainda tem muito a ser ampliada. Seja bem-vindo, Elienai Batista:

Bom dia a todos,

Esta é minha primeira participação na lista e espero que eu esteja certo ao julgar que esta lista não é somente para São Paulo. Sou pastor de uma igreja histórica (Igreja Reformada do Brasil), pai
de 4 filhos (todos homens) e muito interessado em contribuir para que tenhamos um exercício politico mais ético e justo.

Conheci o projeto Adote um Verador quando estava criando um projeto no Wikia. Diante da possibilidade de contribuir de maneira concreta para mudanças em Cabo Frio, resolvi participar do projeto. Já criei uma página para Cabo Frio no site do projeto no Wikia, criei um site para
divulgar o projeto e reunir os blogs dos vereadores adotados em relação a Cabo Frio, e tendo adotado um verador, criei um blog para ele.

Além disso criei uma comunidade no orkut para divulgar o projeto (em relação a Cabo Frio (Tamoios o distrito onde moro) e para reunir as pessoas de Cabo Frio que se interessem pelo projeto. Vou divulgar pessoalmente e também nos meios de comunicação locais. Criei uma lista de email específica para os futuros integrantes do projeto em Cabo Frio.

Espero que consigamos reunir em Cabo Frio um número considerável de pessoas e que logo tenhamos pelo menos uma pessoa acompanhando cada um dos vereadores.

Espero contar com a ajuda e orientação de vocês.

Solicitação:

Alguém pode ajudar a colocar o município de Cabo Frio no mapa que aponta para as cidades que possuem o projeto? Eu não acerto lidar com o google maps (sempre apanho). Tem alguém do Estado do Rio de Janeiro na lista? Assim que terminar de melhorar as páginas no wikia, referentas ao
projeto em Cabo Frio, Pretendo dar uma ajuda em outras páginas do projeto.

Desde já agradeço.
Um abraço a todos,
Elienai Batista

Endereços:
Site do Projeto em Cabo Frio
Blog Adotei o Vereador Fernando do Comilão
Grupo de discussão Cabo Frio

Comunidade no Orkut