O aumento do IPTU e o impacto político

 

adoteO eleitor esquece. Em poucas palavras é o que pensa o doutor em ciências políticas da USP Rui Tavares Maluf em relação ao impacto político que terá a decisão dos vereadores que apoiaram o aumento do IPTU. Ele entende que ao determinarem o reajuste no primeiro ano da atual legislatura, a distância até a próxima eleição amenizará qualquer prejuízo na imagem dos parlamentares. Memo para o prefeito Gilberto Kassab (DEM), autor da proposta, o peso da medida será menor.

Ouça a entrevista de Rui Tavares Maluf ao CBN SP

Como o seu vereador votou o aumento do IPTU

 

PLENARIO-1-12-2009-RenattodSousa-6440-72A mão forte do prefeito Gilberto Kassab (DEM) pesou mais do que a pressão popular, e o projeto que aumenta em valores consideráveis o IPTU de 2010 do paulistano foi aprovado por 39 votos a 15, e uma ausência. Mesmo assim, após dois dias de intensa negociação, o Executivo aceitou recuar alguns passos para conter a pressão da base governista que temia a reação negativa do eleitor.

O aumento máximo no IPTU do ano que vem foi reduzido para 30% nos imóveis residenciais e 45% nos comerciais (seria de 40% e 60%, respectivamente). O número de isentos também será maior do que o previsto por Kassab: 1,07 milhão. Na negociação com o prefeito, ficou acertado que os reajustes que não foram feitos agora serão parcelados nos próximos anos. No fim das contas, a prefeitura ainda terá R$ 544 milhões a mais no caixa, apenas com o IPTU.

Somente um vereador não esteve presente no plenário para votar: Netinho de Paula (PC do B). Desta vez, não houve abstenção, todos que estiveram no plenário disseram sim ou não para a proposta de aumento do IPTU do prefeito Kassab.

Veja como o seu vereador votou:

A favor

Abou Anni (PV)
Adilson Amadeu (PTB
Adolfo Quintas (PSDB)
Agnaldo Timóteo (PR)
Antonio Carlos Rodrigues (PR)
Atílio Francisco (PRB)
Aurelio Miguel (PR)
Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB)
Carlos Apolinario (DEMOCRATAS)
Claudinho (PSDB)
Claudio Fonseca (PPS)
Dalton Silvano (PSDB)
Domingos Dissei (DEMOCRATAS)
Eliseu Gabriel (PSB)
Floriano Pesaro (PSDB)
Gilson Barreto (PSDB)
Goulart (PMDB)
Jooji Hato (PMDB)
José Olímpio (PP)
José Police Neto (PSDB)
Juscelino Gadelha (PSDB)
Mara Gabrilli (PSDB)
Marcelo Aguiar (PSC)
Marco Aurélio Cunha (DEMOCRATAS)
Marta Costa (DEMOCRATAS)
Milton Ferreira (PPS)
Milton Leite (DEMOCRATAS)
Natalini (PSDB)
Noemi Nonato (PSB)
Paulo Frange (PTB)
Penna (PV)
Quito Formiga (PR)
Ricardo Teixeira (PSDB)
Roberto Tripoli (PV)
Sandra Tadeu (DEMOCRATAS)
Souza Santos (PSDB)
Toninho Paiva (PR)
Ushitaro Kamia (DEMOCRATAS)
Wadih Mutran (PP)

Contra

Alfredinho (PT)
Arselino Tatto (PT)
Celso Jatene (PTB)
Chico Macena (PT)
Claudio Prado (PDT)
Donato (PT)
Francisco Chagas (PT)
Gabriel Chalita (PSB)
Ítalo Cardoso (PT)
Jamil Murad (PC do B)
João Antonio (PT)
José Américo (PT)
José Ferreira (Zelão) (PT)
Juliana Cardoso (PT)
Senival Moura (PT)

Cassação de governadores não comove eleitores

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos 

Um pedido de vista – o Ministro pediu o processo para examinar o seu conteúdo para depois votar – interrompeu o julgamento do governador de Rondônia, Ivo Cassol, no TSE. O placar está empatado em um a um. Corre o risco de ser cassado pois a decisão no TRE local foi unânime em cassá-lo. Está no cargo porque obteve uma Medida Liminar (provisória) do mesmo TSE, que entende prudente evitar o rodízio e o trauma das substituições.

Meses antes, o Tribunal havia confirmado a cassação dos mandatos do governador e do vice-governador da Paraíba por abuso de poder econômico e político e prática de conduta vedada nas eleições de 2006.  O TSE, tal e qual como já fizera o Tribunal Regional Eleitoral daquele Estado, reconheceu a utilização viciada e espúria de programa social para distribuir recursos públicos mediante a entrega de cheques a determinadas pessoas, eleitores, visando à obtenção de benefícios eleitorais. Diante da ausência de previsão legal e orçamentária para distribuição daqueles recursos e da ausência de critérios objetivos tais como estudos sociais, perfil do beneficiado, comprovação de carência, etc para escolha e concessão de benefícios, aquele Tribunal declarou o uso promocional do programa social. 

Um detalhe decisivo para a cassação: o próprio governador distribuía os cheques e atendia pessoalmente a eleitores em diversos municípios do Estado. Depois, numa prática nauseante, o Governo por ele chefiado, em nome do contribuinte, claro, enviava foto do governador junto com os cheques distribuídos. Para arrematar, às vésperas do pleito, ocorreu uma elevação dos gastos com o “programa”.

Embora afastado do cargo, Cunha Lima lidera com folga absoluta as pesquisas para o Senado Federal, a ser disputado em 2010.  

No início de março, o mesmo TSE cassou os mandatos do governador e do vice-governador do Maranhão por abuso de poder político, eis que suas campanhas eleitorais haviam sido drenadas por práticas não menos medonhas pelo governador da época. No julgamento, o Tribunal registrou a ocorrência da assinatura de convênios públicos do Estado em comícios do candidato Jackson Lago. Cassado e afastado, Lago provavelmente será candidato a Governador novamente em 2010, dizem os sites maranhenses.

Tanto o sucessor de Cunha Lima quanto de Lago respondem em processos junto aos seus TREs e TSE por motivos bastante semelhantes: abusos nas eleições de 2006.

Sabe-se que um expressivo contingente de candidatos disputa eleições desenvolvendo campanhas limpas e pregando propostas sem a interferência do abuso de poder econômico, político ou de autoridade. Todavia, não se pode ignorar que o discurso piegas de conotação sebastianista tem se mostrado deveras eficaz a ponto de vitaminar aristocracias estaduais, especialmente diante do horário gratuito de rádio e televisão proporcionado pela legislação, que a tudo distorce. 

A eficácia da relação paroquial e clientelista é indiscutível, sobretudo junto àqueles colégios eleitorais que apresentam altos índices de analfabetismo, baixa renda e desemprego.

Tal contexto, num país onde muitas campanhas eleitorais são drenadas pela corrupção e oportunismo entre o público e o privado, torna impossível divinizar a cidadania e transformar a representação popular em algo intocável ou insuscetível de questionamento judicial. Logo, cassar mandatos obtidos de forma espúria, indevida e sob o rompimento da legalidade, é uma valorização da Democracia.

Adiante, no início de novembro, o STF, confirmando decisão do TSE, cassou o mandato do Senador Expedido Júnior por corrupção eleitoral (cassado em Rondônia neste mesmo processo que o Governador Ivo Cassol responde). Porém, o Senador que assumiu a sua cadeira responde a vários processos, sendo que num deles, criminal, foi condenado à pena de prisão. Mais? Seu primeiro suplente no Senado é o seu pai. Mais um registro de nepotismo na Suplência.

Retomando, cabe uma pergunta: quem será que lidera as pesquisas para o Governo Estadual de Rondônia em 2010? O mesmo ex-Senador cassado!

Caso DF: juridicamente, há possibilidade de Impeachment, eis que os fatos, segundo as informações e gravações denunciantes, envolvem atos de gestão pública.

Estes processos, assim como mais meia dúzia de similares envolvendo outros Governadores que aguardam pauta no TSE, evidenciam que a reeleição para o Poder Executivo não deu certo no Brasil É necessário repensar o seu formato atual, que facilita a recondução do titular por conta da verdadeira confusão que se estabelece entre o gestor-candidato, um verdadeiro palanque ambulante.

O eleitor destes colégios eleitorais é, sem dúvida, partícipe direto deste circo de horrores. Aliás, a responsabilidade é parelha tanto dele como dos eleitos, vez que o candidato concorre porque sabe – e usufrui – desta relação neurótica. Afinal, todos os demandados na Justiça Eleitoral nestes processos foram eleitos ou reeleitos.

Por outra, cassar governadores que foram eleitos de forma ilícita não significa uma interferência de um poder no outro, tampouco rompimento da representação popular e muito menos vulneração da cidadania. Trata-se de uma restauração compulsória da normalidade, da ordem e até mesmo da higiene. 

Contudo, de tudo isso, também é possível se concluir que as cassações judiciais, se a um ângulo determinam o encerramento dos mandatos obtidos de forma espúria, a outro, não comovem os eleitores, visto que estes, sob a forma de desagravo, reconduzem cassados a relevantes cargos públicos.

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado em direito eleitoral e escreve às segundas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Audiência pública influenciará decisão sobre IPTU

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adoteA pressão contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e os vereadores da base governista tem crescido desde que o projeto que aumenta o IPTU em até 60% foi aprovado em primeira votação. A expectativa é que haja forte mobilização na audiência pública marcada para hoje, às 15 horas, na Câmara Municipal de São Paulo.

Os principais movimentos sociais da capital paulista devem estar presentes para apresentar sugestões ao projeto de lei da Planta Genérica de Valores e cobrar as mudanças que alguns vereadores governistas tem prometido nos bastidores. A discussão será a base para as mexidas que possam ser feitas até a votação em segundo turno que deve se realizar na quarta-feira, dia 2.

Na tentativa de reduzir o impacto do aumento proposto pelo prefeito Kassab, vereadores do PSDB admitem parcelar o repasse do reajuste, que, originalmente, é de 40% para os imóveis residenciais e de 60% para os comerciais. O índice é o limite máximo que o valor do IPTU pode aumentar, em 2010. A intenção agora é diminuir este índice no primeiro ano. E cobrar o restante da conta depois que a eleição presidencial passar.

Aliás, se tem algo que não se pode condenar o prefeito Gilberto Kassab neste episódio é que ele tenha tomado uma medida eleitoreira.

Ouça a entrevista da presidente da Samoorc Célia Marcondes sobre a importância da participação na audiência pública

PS: Everton Zanella, que adotou o vereador Floriano Pesaro (PSDB), lembra por e-mail que é de se lamentar o fato de a Câmara Municipal de São Paulo não transmitir nem tornar disponível na internet as sessões das audiências públicas e debates no plenário.

Brasília lidera tentativa de fraude no Wikimedia Brasil

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300px-WikibrasilA intolerância política no ano da eleição preocupa os organizadores da Wikimedia Brasil que desenvolve no país a ideia da construção do conhecimento compartilhado. Monitorar a publicação de informações em uma plataforma aberta ao público se transformará em um desafio em função da manipulação que grupos políticos de todas matizes tentam impor.

Tem aumentado as tentativas de fraude com a retirada de informações que possam prejudicar a imagem de um político ou a publicação de dados falsos para enaltecê-lo. A maioria das vezes estas mudanças irregulares nos textos à disposição na Wikimedia é feita de computadores baseados em Brasília – não por coincidência. A identificação é possível graças ao sistema que registra o IP daqueles que mexem nos dados.

Na desconferência que discutiu a Wikimedia e a política, na qual o projeto Adote um Vereador foi um dos destaques, no Sesc Pompéia, conheci um “wikipedista” que alertou para a ação imprópria de partidos e parlamentares que tentam fraudar as informações. Ele lembrou que o esforço neste momento é publicar dados objetivos sobre os parlamentares e candidatos. Em jogo está a credibilidade desta ferramenta que tem se transformado em uma das principais fontes de informação no mundo.

Os que tentam manipular a informação são incapazes de entender a importância do compartilhamento de ideias e conhecimento. Não tem habilidade para o convívio social que se estrutura através da internet. A lamentar que muitos destes é que estão a frente da formatação de políticas públicas para o País.

Arruda, o mentiroso do Senado, não aprendeu a lição

 

José Roberto ArrudaApontado como o chefe de um esquema de corrupção no Governo do Distrito Federal, o governador José Roberto Arruda (DEM) já foi protagonista de uma das cenas mais constrangedoras no Senado. Em 2001, líder do governo FHC, esteve envolvido na fraude do painel eletrônico durante a votação que cassou o então senador Luiz Estevão, e teve de renunciar ao cargo, assim como seu parceiro de falcatrua, o falecido senador Antônio Carlos Magalhães, na época no PFL.

A votação era secreta, mas uma lista com o voto dos senadores estava em poder de ACM que a usava para constranger seus pares. Arruda acusado de ter participado da violação do painel foi a tribuna negar que tivesse visto a lista, mas no dia seguinte uma funcionária da casa, Regina Borges, ex-diretora da Secretaria Especial de Informática do Senado, confirmou o esquema.

Para relembrar os históricos discursos de Arruda no caso da violação do painel eletrônico publico aqui edição do áudio com a voz do então senador na tribuna. Na primeira parte ele nega a informação da funcionária de que havia visto a lista, na segunda, pego na mentira, volta atrás.

Relembre os discursos de José Roberto Arruda, em 2001, nesta edição e sonorização de Paschoal Júnior

Desde aquela época, Arruda tenta reconstruir sua carreira. Retornou ao Congresso Nacional como deputado federal, em 2002, para quatro anos depois se eleger governador do Distrito Federal. Do seu governo, se tenta passar imagem do político moderno; ele vinha sendo apontado pelos colegas de DEM como a nova cara do partido.

No início deste mês, em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, da Folha de São Paulo, no programa É Notícia, da Rede TV!, José Roberto Arruda falou sobre o episódio e explicou que o que o fez mentir foi “ser igual a todos os políticos brasileiro”.

Não aprendeu a lição.

Me engana que eu gosto

 

adoteProvocado pelo “padrinho” Màssao Uéhara, o vereador Claudinho (PSDB) tentou explicar sua posição em relação ao voto em favor do aumento do IPTU em 2010, no primeiro turno. Usou de subterfúgio, foi contraditório e perdeu boa oportunidade de esclarecer sua opinião, no sentido oposto ao que fizeram outros parlamentares, inclusive de seu partido.

O e-mail foi encaminhado para vereadaorclaudinho@uol.com.br e expressava a insatisfação com o comportamento do tucano. Integrante do projeto Adote um Vereador, Uéhara quis saber se o parlamentar havia ouvido seus eleitores para tomar aquela decisão e encerrava a mensagem alertando que o cidadão lembraria na próxima eleição daqueles que votaram pelo aumento do IPTU.

Em letras maiúsculas, assinado por um assessor de imprensa, a resposta de Claudinho:

“Sr. Massao, o vereador Claudinho registra seu protesto e esclarece: o que irá acontecer é a atualização da Planta Genérica de Valores que define o valor venal de um imóvel, mas também haverá um aumento de isenção para moradias, que atingirá um milhão de moradias de baixa renda. Na segunda votação haverá emendas de vereadores que buscarão corrigir possíveis injustiças”.

Não entendi, por exemplo, o motivo do “protesto”. Contra o quê? Ao direito do eleitor cobrar explicações? Difícil de compreender, também, a volta que o vereador dá para fugir da verdade: o projeto de lei que atualiza a PGV vai aumentar imposto, sim. E nenhum jogo de palavra é capaz de esconder isso.

Uéhara ainda espera resposta do vereador Jooji Hato (PMDB), a quem enviou a mesma mensagem.

Vereadores justificam voto do IPTU

 

adoteDurante a manhã, o CBN São Paulo conversou, ao vivo, com dois vereadores de São Paulo sobre o comportamento deles em relação ao projeto de lei que aumenta o IPTU na capital paulista, Domingos Dissei (DEM) que votou contra mais queria votar a favor, e Eliseu Gabriel (PSB) que nem votou contra nem votou a favor. De outros gabinetes foram emitidas notas sobre o tema com os motivos que levaram os parlamentares a aprovar, em primeira votação, a proposta do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

O vereador Domingos Dissei disse que vai propor aumento para R$ 125 mil na faixa de isenção

O vereador Eliseu Gabriel disse ao CBN SP que o eleitor tem de participar do debate

Algumas das respostas encaminhadas ao CBN São Paulo já foram publicadas no post “Vereadores aprovam aumento de até 60% no IPTU”. As demais estarão neste espaço:

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Como seu vereador votou o IPTU 2010, em São Paulo

 

adoteReproduzo aqui a lista divulgada no jornal O Estado de São Paulo com o voto dos vereadores paulistanos em relação ao projeto de lei que aumenta o IPTU na capital, em 2010. Uma curiosidade contada em reportagem do Estadão: o vereador Domingos Dissei (DEM) disse que pretendia votar a favor do projeto – afinal, ele é governista -, mas apertou o botão errado. Assim, Dissei apesar de aparecer na lista daqueles que foram contra o aumento, fique registrado que ele apóia o reajuste proposto pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) que renderá mais de R$ 640 milhões aos cofres públicos. O jornal também escreve que “na arquibancada do plenário também não havia entidades ou associações de bairro protestando contra o aumento”. Que haja semana que vem, quando o projeto enfrenta a segunda votação.

LISTA DE VOTAÇÃO

A favor

Antônio Carlos Rodrigues (PR)
Abou Anni (PV)
Adilson Amadeu (PTB)
Adolfo Quintas (PSDB)
Agnaldo Timóteo (PR)
Atílio Francisco (PRB)
Aurélio Miguel (PR)
Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB)
Carlos Apolinário (DEM)
Cláudio Fonseca (PPS)
Claudinho (PSDB)
Dalton Silvano (PSDB)
Floriano Pesaro (PSDB)
Gilberto Natalini (PSDB)
Gilson Barreto (PSDB)
Goulart (PMDB)
Jooji Hato (PMDB)
José Olímpio (PP)
José Police Neto (PSDB)
Juscelino Gadelha (PSDB)
Mara Gabrilli (PSDB)
Marcelo Aguiar (PSC)
Marco Aurélio Cunha (DEM)
Marta Costa (DEM)
Milton Ferreira (PPS)
Milton Leite (DEM)
Paulo Frange (PTB)
Penna (PV)
Quito Formiga (PR)
Ricardo Teixeira (PSDB)
Roberto Tripoli (PV)
Sandra Tadeu (DEM)
Souza Santos (PSDB)
Toninho Paiva (PR)
Ushitaro Kamia (DEM)
Wadih Mutran (PP)

Contra

Claudio Prado (PDT)
Gabriel Chalita (PSB)
Jamil Murad (PC do B)
Netinho de Paula (PC do B)
Celso Jatene (PTB)
Domingos Dissei (DEM) (Não se engane: ele está aqui mas é a favor)
Alfredinho (PT)
Arselino Tatto (PT)
Chico Macena (PT)
Donato (PT)
Francisco Chagas (PT)
Ítalo Cardoso (PT)
João Antonio (PT)
José Américo (PT)
José Ferreira (Zelão) (PT)
Juliana Cardoso (PT)
Senival Moura (PT)

Abstenção
Eliseu Gabriel (PSB)

Ausente
Noemi Nonato (PSB)

Vereadores aprovam aumento de até 60% no IPTU

 

adoteForam rápidos os vereadores da cidade de São Paulo para aprovar o projeto de lei do Executivo que prevê aumentos de até 40% no IPTU de imóveis residenciais e 60% nos comerciais. Enquanto se discutia substitutivo em comissões permanentes no início da tarde, já articulavam a presença em plenário para dizer amém ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), em primeiro turno.

Vale uma explicação: muita coisa ainda pode mudar para o segundo turno, por isso é mehor não crucificar ninguém antes da hora. Mas é preciso ficar atento com as articulações – e as audiências públicas – que nem sempre levam em conta a opinião da população.

A lista de quem-votou-como ainda não tenho. Infelizmente, o site da Câmara Municipal de São Paulo, mantido com dinheiro público, não oferece esta informação a quem o financia, o público. Espero que no decorrer desta manhã, consiga confirmar todos os nomes.

Foi o Cláudio Vieira, do Adote um Vereador, quem, por Twitter, me contou: “Acabou a sessão na Câmara com 36(sim) 17(não) e 1 abstensão para a PGV. Portanto foi aprovada em 1ª votação o PL do IPTU do prefeito!” (21h21).

A Samoorcc, que atua em Cerqueira César e arredores, promete levantar e publicar em seu site a lista de quem é a favor e de quem é contra o projeto da prefeitura. Durante a semana, ouvintes-internautas e integrantes do Adote um Vereador se prontificaram a descobrir do seu representante o que eles pretendiam fazer.

O Sérgio Mendes por mais que se esforçasse – e se esforça – não conseguiu arrancar uma só palavra da vereadora Marta Costa (DEM). “O e-mail oficial da vereadora não recebe mensagem alguma”, escreveu o integrante do Adote que lembra ainda não ter recebido resposta para uma pergunta feita em primeiro de outubro. Tenha fé, Sérgio !

O Marcelo Souza mandou mensagem para todos os vereadores do PSDB pois votou na legenda na eleição do ano passado: “ Como eleitor sou contra todo e qualquer aumento de impostos em um país com uma gestão publica reconhecidamente perdulária e, muitas vezes, corrupta”. Aguardou respostas individuais, mas descobriu pelo noticiário, ontem no fim da tarde, que a bancada tucana divulgou nota explicando que iria apoiar o projeto do prefeito Kassab (DEM) e discutir mudanças no segundo turno.

Dos tucanos, quem havia se pronunciado contra o aumento do IPTU nos moldes propostos pela prefeitura foi a vereadora Mara Gabrilli. Espera-se que no segundo turno ela mantenha a palavra inicial, enviada por telefone, pela sua assessoria, a ouvinte Olga Schulach. Dona Olga, aliás, ainda aguarda uma resposta do gabinete do vereador Gabriel Chalita (PSB). O parlamentar pelo Twitter havia anunciado ser contra o projeto, também.

Foi pela mensagem do ouvinte-internauta Daniel Aveiro que soube da opinião de dois vereadores. Netinho de Paula (PC do B) escreveu: “A PGV, de fato, deve ser atualizada, mas acho que a alíquota poderia ser reduzida. Dizer que as regiões mais pobres de São Paulo valorizaram, não é correto. O salário da população continua o mesmo ou até menor de uma forma geral. Não concordo  com o aumento do IPTU!”.
E João Antônio (PT), também: “A bancada do PT é contra o aumento do IPTU e votará contra o projeto do governo Kassab”.

Já Atílio Francisco (PRB) ficou em cima do muro na resposta para Cristina Pires: “Estamos acompanhando as discussões e as Audiências Públicas propostas, para assim tomarmos posição quanto ao projeto”.

O ouvinte-internauta Marcos César acredita que a demora para o vereador Marco Aurélio Garcia (DEM) responder a pergunta feita por e-mail se deva ao fato do parlamentar estar muito preocupado com o São Paulo – o clube, não a cidade. Até onde sei, Marco Aurélio estava no plenário votando e a favor do seu líder na cidade, Kassab.

O Luiz Garcia, antes mesmo da primeira votação, ironiza: “Votação de aumento do IPTU, vocês acham que não vai passar? Será que agora o prefeito ,com o aumento desse IPTU, ao tirar mais dinheiro do povo, vai poder exigir dos proprietarios a arrumação dos buracos nas calçadas? E ele com mais dinheiro ,vai melhorar o serviço de tapa buracos (qualidade) das ruas? E a iluminação das ruas será melhorada a qualidade? Não é por luz onde não tem, é melhorar a qualidade das lâmpadas Será que com mais dinheiro voltará a ser um prefeito administrador e menos prefeito politico?

O José Luiz Pinto Fonseca escreveu: “A cada novo empreendimento residencial de 23/25 andares por quatro unidades por andar já trará um ganho de arrecadação do IPTU extremamente superior ao que era arrecadado”.

O Fernando Carmona dá um exemplo: “Tenho imóvel na região da operação urbana Água Espraiada e realmente ele e todos os demais sofreram uma valorização, que só se concretizará quando, e se, ele for vendido. Quando isso ocorrer a Prefeitura receberá o imposto referente a transação. No meu entorno existem vários imóveis, cujos proprietários tem dificuldade de mantê-los. Imagine pagar um IPTU bem mais elevado! ”

E você, qual sua opinião ? Já procurou o seu vereador ?

Mais opiniões de vereadores:

Mensagem enviada pelo vereador Marco Aurélio Cunha (DEM):

“Não há aumento do IPTU desde 2001, apenas reajustes em relação à inflação. É certo, assim, que é necessário um ajuste, aproximando da realidade comercial o valor venal do valor real. Entendo, porém, que de uma só vez, o reajuste cause um enorme impacto financeiro em famílias de renda estável. Não é porque o imóvel está valorizado que se suporte o aumento exagerado. A renda não subiu proporcionalmente ao aumento. Isso pode gerar a necessidade de venda de imóveis residenciais, especialmente de aposentados, que lutaram muito para conseguir a casa de sua vida. Defendo, assim, o aumento progressivo, em pelo menos quatro anos, para chegarmos a esse ajuste de até 40%.” (Publicada em 26.11, 10:03)