Conte Sua História de SP: Nos tempos da rádio-patrulha

 

Um tempo em que quebrar as vidraças das casas vizinhas era travessura dos meninos do bairro, crime suficiente para que as autoridades policiais fossem chamadas e surgissem a bordo da rádio-patrulha, um Ford 46 pintado de preto e branco. É desta época as lembranças do ouvinte Domingos Sérgio Baroni, natural de São Paulo, nascido em 1933 e morador da rua Fortunato, no bairro de Santa Cecília.

 

Ouça o Conte Sua História de São Paulo com depoimento de Domingos Sérgio Baroni.

 

O depoimento foi gravado pelo Museu da Pessoa e sonorizado pelo Cláudio Antônio. Você também pode contar o seu capítulo da nossa cidade, enviando um texto para milton@cbn.com.br ou marcando uma entrevista em áudio e vídeo no site do Museu da Pessoa. O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar no programa CBN SP, logo após às 10 e meia da manhã.

Conte Sua História de SP: E nasce uma família na cidade

 

Do livro Conte Sua História de São Paulo (Editora Globo), reproduzo aqui o texto da ouvinte-internauta Luciana Gerbovi. “E nasce uma família na cidade” descreve como a família dela se encontrou na capital paulista:

 

Ouça aqui o texto sonorizado pelo Cláudio Antonio que foi ao ar nesse sábado, no CBN São Paulo

 

Foi São Paulo quem recebeu, em 1925, meu bisavô nascido e criado na antiga Iuguslávia. Por amos à família, à vida e à paz, saiu da cidade de Vela Luka carregando consido a esposa, um filho e três filhas, uma das quais se tornaria minha avó.

 

Foi São Paulo quem recebeu, anos depois, um adolescente também nascido na antiga Iuguslávia, que mais tarde se tornaria meu avô.

 

Foi São Paulo o lugar em que os então jovens iugoslavos se conheceram, casaram e tiveram três filhos, um dos quais seria meu pai.

 

Muitos anos antes daquele 1925 marcado pela chegada de meu bisavô, foi São Paulo quem recebeu meus trisavós, saídos da Itália e da Espanha, que aqui casaram e tiveram filhos e netor. Esses netos de espanhóis e italianos aqui se conheceram e tiveram seus filhos. A menina um dia seria minha mãe.

 

Foi em São Paulo, já na década de 1960, durante um trajeto de ônibus, que o jovem filho de iuguslavos e a jovem neta de espanhóis e italianos se encontraram, se apaixonaram e, a partir de então, protagonizam uma das mais belas histórias de amor e de respeito que conheço.

 

Foi também em São Paulo que esse casal teve sua primeira filha: eu.

 

Ainda que a vida profissional de meu paiu tenha me levado a passar a infância e a adolescência no interior do Estado, nunca deixei de estar em São Paulo: aqui mora toda a parte brasileira da história de nossas famílias.

 

Foi São Paulo quem me acolheu para os estudos de nível superior, onde encontrei grandes amigos e conheci o meu amor. É aqui que rpetendo ter e criar meus próprios filhos.

 

Foi, é e sempre será São Paulo

Conte Sua História de SP: Os passeios no cinema

 

No Conte Sua História de São Paulo, Arnaldo Leff, nascido na capital paulista em 1940. Filho de poloneses foi criado no bairro do Bom Retiro, no centro de São Paulo. Seu Arnaldo lembra que o cinema era o único meio de diversão na São Paulo dos anos 1950:

 

Ouça o depoimento de Arnaldo Leff sonorizado pelo Cláudio Antonio

 

Este depoimento foi gravado pelo Museu da Pessoa. Conte você, também, mais um capítulo da nossa cidade. Envie um texto ou agende uma entrevista em áudio e vídeo no site do Museu da Pessoa

Conte Sua História de SP: Aquela rua também não existe mais

 

No Conte Sua História de São Paulo, as muitas lembranças da ouvinte-internauta Lêda Vianna, nascida na capital, no ano do 4o centenário da cidade, 1954:

 


Ouça aqui o Conte Sua História de São Paulo de Lêda Vianna, sonorizado pelo Cláudio Antônio

 

Nasci na Maternidade Matarazzo, ou Umberto Primo, no Bixiga, que não existe mais. Os prédios ainda estão lá, são lindos. A arquitetura, quartos amplos, tudo lindo. Pena que, como tantas coisas lindas da minha cidade, foi deixado de lado. Dizem que vai ser mais um shopping center, ou mais um sei-lá-o-quê. Até hoje não foi dado um destino decente àquele lugar, símbolo de uma época, de uma cidade mais tranquila e confortável, da amplidão dos espaços.

 

Morávamos na então Rua Iguatemi, a original, onde hoje é a av. Faria Lima – “aquela” rua também não existe mais, e hoje passa por mais uma reestruturação e alteração da paisagem. Pelo que me lembro,  rua estreita, casinhas geminadas, gostosas, com quintal pequeno, jardim. Nos fundos da casa, muro com o Clube Pinheiros, de onde já nasci sócia. No meio da tarde minha mãe passava nosso lanche, recém preparado, por cima do muro, onde era o parquinho. Do outro lado da rua, em frente de casa, a Oficina Mecânica do Kirita. A família toda da minha mãe levava o carro pra consertar lá.

 

Vizinho ao Clube Pinheiros uma grande mata, parte da Mata Atlântica, segundo me disseram. Linda, árvores grandes, muito bonitas. Anos depois ali foi construído o Shopping Center Iguatemi, o 1º centro de compras do país, um novo conceito, uma pequena revolução nos nossos costumes. Foi o começo do abandono das lojas de rua. Com a construção do Shopping quase todas as árvores foram retiradas, mas sobraram várias ainda – na frente do Shopping um estacionamento igual ao que ainda existe nos fundos, com 4 ou 5 ruas de estacionamento, com muitas árvores e sombras. Mas isso foi bem depois.

 

Em 1957, 1958 talvez, mudamos para Santo Amaro, um bairro com ar do campo, cara de cidade do interior – na Chácara Flora ou Chácara Santo Antônio, não sei.  Rua Água Vermelha, esquina com Vitorino de Morais. Rua de terra, água de poço, sem luz na rua. Casas só de um lado da rua, do outro, mato. Ou mata. E barulho de passarinhos, grilos à noite. Outro mundo.

 

 
Tinha ainda um sub-prefeito, resquícios de quando aquela área era outro município. Nas placas estava escrito “Av. Santo Amaro – Subprefeitura de Santo amaro”.  Nossa rua era travessa da av. Santo Amaro, um pouco depois de onde viria a ter a escultura do Borba Gato. Mas isso foi depois.

 

Também por ter sido outro município existem lá muitas ruas importantes com o mesmo nome de ruas da “cidade de São Paulo”.

 

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Conte Sua História: A noite em que a Mooca entrou na guerra

 

Filha de um imigrante espanhol e uma imigrante italiana, Maria Meneses nasceu em 1939, em um cortiço da Mooca, na rua Tamarataca. Lá moravam nove famílias e no quintal do cortiço se uniam turcos, iugoslavos, russos, romenos, espanhóis, portugueses e italianos. No texto publicado no livro Conte Sua História de São Paulo (editora Globo), ela escreve sobre um fato curioso ocorrido no bairro na época da Segunda Guerra Mundial:

 

Ouça o Conte Sua História de São Paulo escrito por Maria Meneses e sonorizado pelo Cláudio Antônio.

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às dez e meia da manhã. Você pode participar do programa escrevendo seu texto para milton@cbn.com.br ou marcando uma entrevista, em aúdio e vídeo, no Museu da Pessoa.

História para contar: o médium de Pelotas

 

Uma vez um tio meu faleceu, e estava sendo velado na sala lá de casa. Eu estava na cozinha. Daí a pouco chamei a mãe e disse: “O tio não tá morto”. “Como não tá morto?” “Ele passou aqui agora, tava brincando. Inclusive, olha lá onde ele tá, ele tá na volta do caixão, olha ele lá.” Ela: “Tu tá enxergando?!” E eu: “Tô enxergando!”

 

Não era a raça, porém, que mais causava transtornos para Neives. Mesmo porque, Pelotas é uma das cidades com maior concentração de negros do Brasil, muitos dos quais nasceram de famílias de escravos levadas para a região no período das charqueadas. Ele sofria mesmo devido a uma capacidade que percebeu quando ainda era menino: a de falar com os espíritos. O mínimo que diziam dele é que estava com o diabo no corpo.

 

O primeiro trecho é escrito e contado por Mestre Baptista e o segundo de crônica que escrevi com base na história dele. Os textos na íntegra estarão no livro Todo mundo tem uma história pra contar, do qual você pode ser autor e ganhar exemplares por meio do Concurso Cultural Você Escritor – Saiba como participar, visitando o Blog da Olhares, de onde copiei post acima. O projeto é uma parceria com o Museu da Pessoa, que também está ao nosso lado no programa Conte Sua História de São Paulo.

Conte Sua História de SP: Nem o gato é mais o mesmo

 

Um dia no tradicional colégio Caetano de Campos, no ano de 1968, é o ponto de partida de mais um capítulo do Conte Sua História de São Paulo, enviado pela ouvinte-internauta Suzana de Mello. Ela era uma menina de visão romântica a assistir ao enfrentamento das tropas militares com jovens revolucionários. E a partir deste olhar, percebe o quando São Paulo mudou e muitos dos protagonistas daquela história, também:

 

Ouça o texto “Nem o gato é mais o mesmo”, de Suzana de Mello, sonorizado pelo Cláudio Antônio

 

Este texto foi publicado no livro Conte Sua História de São Paulo (Editora Globo). Você também pode contar outras capítulos da nossa cidade, enviando um texto para milton@cbn.com.br ou marcando uma entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa. O Conte Sua História vai ao ar, aos sábados, logo após às dez e meia da manhã, no programa CBN SP.

Conte Sua História de SP: Os bailinhos santos de Santana

 

Uma única sala – a Hollywood -, o preço do ingresso e a exigência do uso de terno e gravata afastaram seu Walter Macedo do cinema durante a infância dele em Santana, bairro na zona norte de São Paulo. Por isso, as diversões que marcaram suas lembranças foram o circo e os bailes de Carnaval, que ele define como “muito mais santos do que os de hoje”. Nascido em 1934, na capital, Walter é personagem do Conte Sua História de São Paulo:

 

Ouça aqui o depoimento de Walter Macedo, sonorizado pelo João do Amaral

 

O Conte Sua História de São Paulo é uma parceria com o Museu da Pessoa e vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN São Paulo. Se você quiser contar mais um capítulo da nossa cidade, marque uma entrevista, em áudio e vídeo, no Museu da Pessoa. Ou envie seu texto para milton@cbn.com.br.

Conte Sua História de SP: O primeiro supermercado

 

Mineiro, nascido em 1930, Seu Antonio Perez começou a trabalhar cedo com o pai. Chegou em São Paulo quando estava com 21 anos e conheceu uma grande novidade da metrópole: o supermercado. Um capítulo que ele descreveu em depoimento gravado pelo Museu da Pessoa e se transformou em mais um Conte Sua História de São Paulo:

 

Ouça a história de Antonio Perez, sonorizado pelo Cláudio Antonio

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP. O programa é uma parceira com o Museu da Pessoa. Clique no link do Museu e saiba como agendar uma entrevista em áudio e vídeo. Se quiser, mande sua história por escrito para milton@cbn.com.br.