Conte Sua História de SP: Meu pai do Ipiranga

 

Mayra Moya é filha do seu Antonio que nasceu em São Paulo no início do século passado. A história dele está diretamente ligada a da cidade e a forma como os bairros se desenvolveram, em especial o Ipiranga:


Ouça a história de Antonio Moya sonorizado por Cláudio Antonio

Foi em 13 de outubro de 1920 que cheguei a São Paulo. Recebi o nome do meu pai e avô: Antonio Moya Carlete. Meus pais, imigrantes, recebiam o primeiro de cinco filhos, no bairro do Ipiranga.

O pai era espanhol, de Calasparra/Mursia; minha mãe, de família italiana, de Venezia Giulia. Se conheceram e se casaram em S. Paulo.

Nós moramos durante muitos anos na Rua Almirante Lobo, no bairro do Ipiranga. Pude acompanhar o crescimento do bairro e da cidade através da construção de casarões imponentes, das muitas linhas de bonde e da chegada de imigrantes.

Minha infância e adolescência foram muito felizes. Meus tios, irmãos do meu pai, moravam todos vizinhos. Espanhol, italiano e português se misturavam em nosso vocabulário, mas não tínhamos problemas em nos comunicar com toda família e amigos.

Lembro do Grupo Escolar São José, onde fiz o curso primário. Ficava perto do Museu da Independência e o longo trajeto era sempre uma aventura com primos e muitos amigos.

Quando eu tinha uns 10 anos, lembro que as boiadas passavam 3 vezes por semana, vindas da Estação de Trem, pela Rua do Manifesto, subindo a Almirante Lobo em direção ao matadouro na Vila Mariana. Era perigoso e tínhamos que ficar dentro de casa pois sempre havia a possibilidade de um estouro da boiada, mas a gente se divertia.

Na Revolução de 1932, anunciavam nas rádios que os paulistas estavam vencendo. No entanto, as tropas oficiais passaram em frente de casa para tomar o palácio do Governo. Como não conheciam a cidade, ficavam pedindo informações como chegar ao centro de SP. A gente falava que era só seguir a linha do bonde.

Na década de 1940 fiz curso de pilotagem na Escola Santos Dumont e no Campo de Marte, enquanto concluia a Contabilidade. Cheguei a ser convocado para a guerra, mas enquanto estava esperando para viajar, a guerra acabou.

Me casei em 1945 e em seguida fui morar na R. Agostinho Gomes, também no Ipiranga. E foi nessa casa, na década de 1950, que nasceram meus três filhos.

Em 1960 mudamos para Santos, onde ficamos por cerca de 10 anos.

Voltamos para cá, no início dos anos 70, desta vez para o bairro de Moema. Na época era um lugar tranqüilo e pouco movimentado. Quando chegamos, na Av. Ibirapuera ainda passava o bonde que vinha da Vila Mariana e ia até Sto. Amaro. A Av. dos Bandeirantes era só um projeto… As avenidas Rubem Berta e 23 de Maio estavam em construção. Os comentários eram que não havia tantos carros para tantas avenidas…

Realmente, na década de 1970 era muito fácil e tranquilo circular por essas avenidas e pelo bairro.

Ficamos por cerca de dois anos na Av. Sabia, bem perto do Largo de Moema e depois construí uma casa, na Av. dos Carinás, onde estamos até hoje.

Chegamos antes do Shopping Ibirapuera e vimos ele ser construído e mudar as características do bairro.

O bairro cresceu de uma maneira incrível.

Foi aqui que minha esposa e eu assistimos aos nossos filhos se formarem, casarem e os netos começarem a chegar. São seis netos e um bisneto.

Infelizmente, depois de 64 anos juntos, minha esposa nos deixou. Partiu em 2009, deixando muitas saudades e boas lembranças.

Antonio Moya Carlete é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você participa enviando seu texto ou marcando uma entrevista no Museu da Pessoa.

Uma realidade quase apocalíptica

 

São Paulo é cenário de histórias construídas pelo poeta Alceu Sebastião Costa, ouvinte-internauta do CBN SP. O texto enviado ao programa foi ponto de partida para outros escritos “focados na figura simpática dos catadores de rua, pelos quais tenhos grande carinho e respeito” – conforme contou em e-mail. De nossa parte, o agradecimento pela gentileza de compartilhar com os leitores do Blog uma dessas histórias:

Por Alceu Sebastião Costa
Poeta-parkinsoniano Feliz

No cruzamento da Avenida Ipiranga com a Avenida São João, jazia o anônimo cidadão. Só a matéria estava ali presente, pois a alma embarcara apressada no trem para o infinito. Premida, talvez, pelas contingências da próxima escala.

Segundo as testemunhas, o atropelamento se dera por volta de 11horas da noite de garoa fina, que lembrava a nostálgica São Paulo de antigamente.

As horas seguintes caminharam preguiçosas. Desfizeram-se rodas e rondas de curiosos. Muita cachaça rolou, enquanto o hoje virava ontem, dando vez a um novo amanhã.

Apesar de solitário, ao morto não faltaram preces colhidas, pelos misteriosos anjos da noite, do acervo de uma piedosa e insone mãe, moradora em Jaçanã.

Quando os gorjeios melancólicos do sabiá-laranjeira, oculto no arvoredo da Praça da República, anunciaram a alvorada, o agito diurno começava a dominar a cena na esquina famosa, imortalizada por Caetano nos versos boêmios de “Sampa”.

Pouco a pouco, o local foi sendo ocupado por figuras maltrapilhas e silenciosas. Ordeiras chegavam, ordeiras estacionavam as suas carrocinhas, de forma a não atulharem o leito da via pública.

Logo, mais de meia centena ali estava para o resgate do companheiro, fazendo por solidariedade o que a autoridade por dever não fazia.

Quatro deles, no devido tempo, tomaram a dianteira e colocaram aquele corpo inerte e enrijecido sobre o que restara da respectiva e bem cuidada carrocinha. Então, respeitosamente beijaram e depositaram sobre o seu peito a surrada bandeirola verde-amarela, que algum desajeitado torcedor lançara ao vento e ele recolhera, guardando-a como se um troféu sagrado.

Circundando o cadáver, o estranho grupo ouviu atentamente o pronunciamento emocionado do líder Adoniran:

“Minha querida São Paulo, fria, vela o corpo de mais um humilde e anônimo colaborador, tombado pelo desvario do corre-corre diário. O falecido passa agora a figurar, com louvor, do honroso quadro estatístico de acidentes fatais no trânsito da Paulicéia. O momento é de profundo pesar e oportuniza séria reflexão. Não chore por mim nem por ele nem por você, São Paulo!

A época ainda é boa para o plantio. Temos que amolecer a terra com o suor. Deixemos as lágrimas para as alegrias das colheitas. O pouco de dignidade que nos resta é a garantia da nossa crença na melhoria do porvir. Palavra dos “Catadores de Rua”.

Todos os companheiros presentes ergueram as mãos para os céus e se curvaram em reverência. Ato contínuo, como chegaram, ordeiros se retiraram, levando o defunto, sob a teimosa garoa dos bons idos paulistanos.

Uma suave brisa beijava e balançava o surrado pendão da esperança, agora desfraldado, encimando a carrocinha que abrigava o corpo, à frente do cortejo. Pena não ter o inocente catador de rua consolidado o seu anseio de ver o lábaro ostentando o fulgor estelar dos Demônios da Garoa, seus devotados ídolos, cujos autógrafos almejara um dia obter.

Curiosamente, a chuva fina e o canto triste do sabiá marcavam presença solene naquela manhã cinzenta, como que buscando exorcizar a cidade grande dos seus demônios.

Conte Sua História de SP: Amigos do Tatuapé

 

Os amigos do Tatuapé são o tema da história enviada, por e-mail pelo ouvinte-internauta Eduardo Pennacchioni, que foi ao ar nesse sábado, no CBN SP. Leia, ouça, se inspire e Conte Sua História de São Paulo:

Meu nome é Eduardo Pennacchioni – nascido em 1955 no bairro do Tatuapé Este bairro sempre foi diferenciado e sempre assemelhou-se a uma cidade do interior no convívio de seu moradores. Tenho alguns amigos, cuja amizade começou no colégio e também éramos vizinhos. Eu tinha aproximadamente 16 anos.

Como o Bairro tinha uma carcteristica de manter um bom relacionamento entre os vizinhos, a amizade entre nós se mantém até os dias de hoje, ou seja, há mais de 35 anos. Criamos uma espécie de confraria para encontros semanais em uma pizzaria do bairro, para falarmos um pouco de negócios, tomar um chopp ou vinho, comermos uma pizza e, finalmente, jogarmos palitinho, sim palitinho… e vermos que ficará de Pato.

Nestes encontros que já passaram dos 20 anos, vimos os filhos crescerem e agora vieram os netos e o encontro do palitinho continua. Mesmo quando alguém viaja para o exterior faz questão de ligar na hora do jogo para saber quem ficou de Pato. E de longe participar da brincadeira. Gostaria que esta historia de amizade ficasse registrada, para demonstrar que isso acontece em São Paulo e mais precisamente em meu bairro Tatuapé.

Ouça a história de Eduardo Pennacchioni sonorizada por Cláudio Antônio

Conte Sua História de São Paulo enviando o texto ou agendando uma entrevista em áudio e vídeo no site do Museu da Pessoa.

Conte Sua História de São Paulo: O periquito do realejo

 

A ouvinte-internauta Paula Calloni de Souza descreve a emoção provocada pelo som do realejo que encontrou no passeio com os filhos. O texto foi publicado no livro Conte Sua História de São Paulo, lançado pela Editora Globo:


Ouça o texto de Paula Calloni Souza sonorizado pelo Cláudio Antonio

Junho de 2006. Estava caminhando pelo meu bairro, Campo Belo, em uma manhã de sol, com meus filhos André, de 9 anos e Adriana, de 7. O céu, muito azul, fazia um belo quadro com os ipês rosa e amarelo, cujas pétalas dão cor ao asfalto, nessa época do ano. De repente, escuto ao longe uma melodia mágica, que não ouvia desde criança, 30 anos atrás. Pego as mãos dos meus filhos firmemente e aperto o passo, atrás daquela música. Eles não entendem nada e eu só digo:

– Vamos rápido, preciso mostrar isso a vocês.

Algumas quadras depois, estava ele: o realejo. A fisionomia do velhinho era familiar. Seria o mesmo que me encantava quando criança? Não, não era possível. Meus filhos ficaram hipnotizados, fascinados. Eu, também. Por algumas moedas, lá estava a alegria, simples, de ver aquele periquito verde-amarelo, pegando no bico os papeizinhos, com o destino e a sorte das crianças. “Há de ser um grande homem”, lia-se num deles. “Terás uma linda missão”, lia-se noutro. Talvez fossem as mesmas frases, em todos os pedacinhos de papel. Mas o que isso importa? O fundamental era reviver aquela emoção de criança e mostrar a “novidade” para os pequenos.

Despedi-me do homem, agradecida . Ainda ia dar um último aceno, mas quando olhei para trás, ele já tinha ido embora. As crianças contaram a história para os colegas. Nenhum deles sabia o que era um realejo. São pequenas emoções, cada vez mais raras, da velha São Paulo. Capazes de encantar até hoje a quem tiver a sorte de reencontrá-las.

Conte Sua História de SP: Srur, arte da cidade

 

Eduardo Srur

Transformar São Paulo em uma imensa tela para suas criações levou o artista plástico Eduardo Srur a obras com a dimensão da cidade. Nada cabia nas paredes dos museus e galerias tradicionais. Eram necessários cenários impressionantes. E ele foi tomar as margens do Tietê, às águas do Pinheiros e os monumentos nas praças públicas.

Projetos que alertavam o paulistano para a maneira destrutiva com que nos relacionamos no ambiente urbano desde o mau uso dos recursos naturais até o desrespeito com os recursos humanos.

Com estas ideias, Srur interfere e dialoga com a cidade sendo protagonista de uma série de capítulos que contam a história de São Paulo, alguns relatados na conversa desta segunda-feira, no CBN São Paulo

Ouça o depoimento de Eduardo Srur ao Conte Sua História de São Paulo

Conte Sua História de SP: Palmirinha da Paulista

 

Para deixar o prédio da TV Gazeta ao fim de seu último programa de culinária em agosto do ano passado, Palmirinha passou pela avenida Paulista congestionada de carros, com as calçadas lotadas de pessoas e enormes prédios que quase cobriam o céu. Ali estava o mesmo palco usado por ela quase oito décadas atrás quando chegou em São Paulo pelas mãos de uma senhora francesa. Naquela época, porém, o cenário era bem diferente e ela, menininha de Bauru, com apenas cinco anos, fazia visitas às casas dos barões do café construídas no espigão da cidade.

Pamira Onofre vai completar 80 anos e se transformou em personagem da cidade de São Paulo com suas receitas impressionantes e palavreado engraçado. Hoje, diz estar trabalhando muito mais do que na televisão e tem orgulho de contar suas histórias na capital.

Em depoimento ao Conte Sua História de São Paulo Palmirinha descreveu as elegantes casas de chá que havia no centro da cidade e as viagens de bonde. Falou do retorno ao interior paulista onde casou e da viagem definitiva para São Paulo. Claro que seus gostos culinários não poderiam ficar de lado: adora frango com polenta. Na conversa que foi ao ar nesse sábado, ela revela quem são os restaurantes que fazem melhor seu prato preferido.

Ouça Palmirinha no Conte Sua História de São Paulo

Conheça, também o site da Vovó Palmirinha.

Na festa de aniversário da cidade, nesta terça-feira, dia 25, no Pátio do Colégio, você poderá gravar seu depoimento ao Conte Sua História de São Paulo. O pessoal do Museu da Pessoa vai gravar, em áudio e vídeo, o seu capítulo da nossa cidade.

Conte Sua História de SP: Tatiana encantadora de história

 

Foto de Nelson Mello publicada na Revista Cult

 

Com um livro em mãos, Tatiana Belinky desembarcou em Santos, no litoral, e fez dura viagem até a capital, acompanhada dos pais, que haviam deixado para trás as guerras civis que destruíam a União Soviética. Natural de São Petesburgo, a menininha de 10 anos já sabia falar três línguas e, assim, não teve dificuldade de aprender o português: “a criança absorve a sabedoria”, disse em depoimento ao Conte Sua História de São Paulo.

Escritora premiada e reconhecida internacionalmente, Tatiana é daquelas senhorinhas que a gente não quer parar de ouvir jamais. Começa a contar sua história e se entusiasma. Nos entusiasma. E as crianças em especial que são objeto de seus textos.

Na conversa que foi ao ar, sexta-feira passada, Tatiana Belinky fala com a mesma sensibilidade com que escreve e fez uma declaração de amor a cidade de São Paulo: “aqui cheguei e daqui ninguém me tira”.

Ouça Tatiana Belinky no Conte Sua História de São Paulo

Na festa de aniversário da cidade, nesta terça-feira, dia 25, no Pátio do Colégio, você poderá gravar seu depoimento ao Conte Sua História de São Paulo. O pessoal do Museu da Pessoa vai gravar, em áudio e vídeo, o seu capítulo da nossa cidade.

Conte Sua História de São Paulo: A memória do Kobra

 

Muralismo-

Da pichação sem sentido ao desenho que nos faz recordar; da cultura americana à visão paulistana. O artista gráfico Eduardo Kobra rodou por todas estas expressões até ter seu trabalho reconhecido – inclusive por seus pais. Foram eles, os primeiros a tentar reprimir o menino de 12 anos que saía do Campo Limpo, na zona sul, empunhando tubos de tinta ao lado dos amigos para sujar a cidade. Tinham medo do que podia acontecer com o filho que por duas vezes já havia sido detido por policiais.

Hoje, Kobra tem consciência do comportamento impróprio da época e sabe que foi, em parte, aquele o motivo para os familiares terem tanta dificuldade para compreender o que ele realmente fazia quando passou a usar os muros de São Paulo para recuperar nossa memória.

Com o nome escrito na vida cultura da cidade, Kobra hoje pode subir a 40 metros de altura ou estender sua obra por quilômetros de paredes sem que a polícia o incomode (às vezes, ainda tem quem confunda as coisas). Mesmo só tendo entrado em uma galeria de arte pela primeira vez aos 26 anos, atualmente é um artista respeitado. Seu trabalho é visto com interesse no exterior, também.

Eduardo Kobra foi personagem do Conte Sua História de São Paulo, em homenagem aos 457 anos da nossa cidade.

Ouça o depoimento dele ao CBN SP

Conte Sua História de São Paulo: A rua do Mancini

 

Foi vizinho do Mercado Municipal que Walter Mancini aprendeu a apreciar os diferentes sabores da culinária paulistana. De lá também veio a inspiração para criar o ambiente no seu mais famoso restaurante, na rua Avanhandava, região central de São Paulo. Assim que o cliente chega se depara com enorme mesa oferecendo todo tipo de queijos, aperitivos e saladas como se estivesse diante de uma banca do Mercadão. Ali começou a comida por peso, na cidade, em 1980.

Do Famiglia Mancini e suas mesas sempre cheias surgiram novos restaurantes com a assinatura do seu Walter. Todos vizinhos da casa original na pequena Avanhandava. Se alguém chamá-la de rua do Mancini não está enganado, mesmo que ele insista em dizer que o espaço é de todos. Dedicou-se ao lugar a ponto de ter se responsabilizado pelo projeto da primeira rua revitalizada de São Paulo.

Walter Mancini foi personagem do Conte Sua História de São Paulo, em homenagem aos 457 anos da nossa cidade

Ouça o depoimento dele no CBN SP

Conte Sua História de SP: A química de Paulo Goulart

 

Ao chegar de Ribeirão Preto, interior paulista para estudar química industrial na capital, Paulo Afonso Miessa não tinha ideia do destino que o aguardava. Foi para o rádio – veículo pelo qual revela sua paixão a cada palavra – e se transformou ator ao conquistar os ouvidos do mais críticos que haviam na Tupi Difusora, Oduvaldo Viana. Ganhou novo sobrenome e virou Paulo Goulart, admirado por todos nós pelo talento e pela personalidade.

Casou com a carioca Nicette Bruno com quem teve duas filhas e um filho. Uma delas, Beth Goulart, coincidência, nasceu no dia de São Paulo, 25 de janeiro, no Rio. Foram todos criados e crescidos na capital paulista e o pai fala disso com orgulho.

São Paulo é motivo de muitos e emocionantes momentos descritos por Paulo Goulart com uma beleza que me encantou, durante a apresentação do programa desta terça-feira. Ele foi o personagem do Conte Sua História de São Paulo, em homenagem aos 457 anos da cidade. Acompanhado por uma alegria contagiante, Goulart marcou a conversa com frases que ensinam: “é preciso crer no amanhã, o amanhã é o desenvolvimento, e o aprender é fundamental”.

Ouça o depoimento de Paulo Goulart, na CBN

Durante esta semana, entrevistamos personagens e personalidades para o Conte Sua História de São Paulo. E você também pode participar deste programa contando mais um capítulo da nossa cidade. Agende uma entrevista ou envie seu texto para o site Museu da Pessoa.