Você pode ser Boa Praça

 

Boa Praça

“Mãe, eu quero uma pracinha”. O pedido de uma menina de 4 anos mobilizou comunidades na zona Oeste de São Paulo e propiciou a criação do Movimento Boa Praça que, neste domingo, realiza mais um pic-nic – atividade realizada todo último domingo do mês. Desta vez, o encontro será na praça Amadeu Decome, na Av. Cerro Corá quase esquina com Heitor Penteado, das 14 às 18hs.

O Boa Praça já mudou o cenário de três espaços públicos, na região da Pompeia: François Belanger, na rua Pereira Leite, Paulo Schiesari, na rua Pedro Soares e na própria Amadeu Decome. Para conhecer melhor este trabalho e levá-lo para o seu bairro, visite o site do Boa Praça e ouça ouça a entrevista com o jornalista Ricardo Ferraz.

Pra constar: a meninha ganhou a praça que pediu para a mãe, comemorou o aniversário dela por lá e toda a comunidade aproveita o presente até hoje.

Cátia Toffoletto: Olhar de mulher

 

Olhar apurado 1

Na Marginal Tietê, alguns trechos novos foram entregues nesta segunda-feira para amenizar o impacto negativo da interdição parcial de pontes. A Cátia Toffoletto identificou alguns problemas na sinalização e no próprio piso que tinha desnível em um dos pontos. Depois de questionar o diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza sobre estas falhas, ela ouviu: “Só o olhar de uma mulher para enxergar estas coisas”.

Ouça o que disse o diretor do Dersa para a Catia Toffoletto

Não é que o “tal” olhar da Cátia enxergou também este caminhão enorme que cruzava a Marginal, hoje cedo. Teria sido o olhar feminino ou o olhar corintiano ?

Buracos da Cidade: A rua que cai

 

A rua que cai

E tantos moradores reclamando de buraco no meio do caminho. Os da rua João Mirandola, em Parelheiros, tem um problema um pouco maior. Bem maior, aliás. A rua desmoronou sábado passado e a cada dia que passa cede um pouco mais. A intervenção feita até o momento, segundo o ouvinte-internauta Sérgio Farah, foi a colocação de cones para alertar os pedestres e motoristas. Até agora, os moradores esperam uma resposta da Subprefeitura de Parelheiros sobre que procedimento será adotado.

Secretário narra ‘epopéia’ internacional no Twitter

 

Para chegar a Dinamarca, onde participa do Move 09 o secretário municipal dos esportes Walter Feldmann passou por uma aventura, conforme ele próprio descreveu no Twitter. O trem entre Bélgica e Dinamarca teve problemas mecânicos, isto o deixou parado por uma hora no meio do caminho. Ele seguia com a comitiva paulistana para o aeroporto e até chegar teve de trocar de trem duas vezes. No aeroporto, outra encrenca: a bagagem pesava 20 quilos a mais do que o autorizado. “Solução: tirar o máximo de roupas e vesti-las no corpo p/a mala ficar mais leve”. Após atravessar o saguão inteiro para embarcar, transportando malas de mão e vestindo um monte de casacos, sentou-se no avião e sentiu nas costas o joelho de uma passageira de quase dois metros de altura que estava na poltrona de trás. “Mil joelhadas nas costas depois, o piloto deu um cavalo de pau na pista e quase fomos parar no mar”, tuitou.

Já em Copenhague, onde mostrará experiências de atividades de rua, desenvolvidas em São Paulo, descobriu que não havia reserva no hotel onde deveriam ficar hospedados. “Resolvemos, finalmente, e o dia ali se encerrou. Sonhei com o Chico: “Amanhã vai ser outro dia”, postou no Twitter com a hastag #epopeia

Sugiro que você entre no site do Move09 e veja os vários vídeos publicados com programas realizadas em cidades de todo o mundo. Não deixe de ver o que mostra o uso da bicicleta na capital da Dinamarca. Tem material brasileiro, com destaque para Rai e a Fundação Gol de Letra

Um casamento na bicicleta

 

Willian e Priscila casam neste sábado, 24. A cerimônia não seguirá a tradição do véu e grinalda, na porta da Igreja. Menos ainda limosine ou carro preto para levar a noiva. Aliás, os carros não são bem-vindos. O casal é apaixonado pela bicicleta e será pedalando que irá comemorar o “enlace matrimonial”. Eles se encontrarão com os padrinhos e convidados na praça do Ciclista, que fica no encontro da Paulista com a Consolação e de lá seguirão até o cartório na Avenida Jabaquara, ao lado do metrô da Saúde.

De acordo com os noivos, ninguém precisa ficar preocupado com a falta de fôlego, pois o caminho é plano e a pedalada será sem pressa para que todos possam acompanhar. “Estaremos usufruindo do nosso direito de circular de bicicleta pelas ruas da cidade em um grupo grande de ciclistas, o que traz mais segurança para todos”, disse Willian Cruz. Que não chova, para não molhar o vestido da noiva.

A propósito, para participar da Pedalada do Casório basta ter bicicleta.

Foto-ouvinte: Lixo do Minhocão

 

Entulho no elevado

Antes mesmo de o motorista deixar o Minhocão se depara com este amontoado de entulho que atrapalha e polui o caminho do paulistano, na região central de São Paulo. Esta pista é a saída para o Largo do Arouche e, conforme alerta o ouvinte-internauta Marcone Vinícius Moraes de Souza, a faixa para a passagem dos carros está cada vez mais estreita. “Sem contar a turma que usa o espaço para se drogar”, escreveu.

Velocidade da internet: Abuso ao consumidor

 

Imagine você assinar um contrato em uma escola de inglês para fazer 20 aulas por mês, mas esta se reserva o direito de dar apenas duas aulas. Certamente você iria reclamar, pedir o dinheiro de volta e cancelar o contrato com a empresa. Esta relação absurda e desrespeitosa com o consumidor ocorre sempre que você assina contrato com operadoras de banda larga. Está lá no texto assinado e não-lido por você que a empresa pode oferecer apenas 10% da velocidade contratada. Ou seja, se você compra o serviço que oferece 2 MB corre o risco de receber apenas 256 kbps e não pode se quer reclamar. Ou pode, mas ainda terá de esperar por algum tempo para que a Anatel – empresa que deveria regular o mercado e evitar abusos como esse – mude as regras na compra de serviços de internet, segundo a representante do Procon de São Paulo Selma do Amaral.

Na entrevista ao CBN SP, ela criticou a atuação da agência e disse que as regras criadas para regular o mercado são distorcidas e imperfeitas. Selma comentou, ainda, que contratos assinados com esta cláusula que permite a empresa entregar uma pequena parcela daquilo que foi comprado é um abuso ao direito do consumidor

Ouça a entrevista de Selma do Amaral, do Procon-SP (22.10)

Vida de rico

 

Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP

Milton e Nego no Jd Europa

O morador de rua, Costinha, mudou da Avenida Paulista para o Jardim Europa. Ele e o cão Nego, da raça labrador, estão morando há dois meses na Praça Coração de Maria. Mílton Costa, quando gesticula, lembra o ex-prefeito Jânio Quadros. ”O Nego é um grande companheiro… Seu latido é forte! Este cachorro tem uma grande história… A Paulista já era! Virou rota da pobreza. Lá, cansei de pepepê, pepepê. As pessoas olhavam para mim e dizia: coitadinho! Aqui, os pássaros cantam na madrugada. Entenda bem! O mundo dos ricos é silencioso. Os verdadeiros intelectuais se realizam na observação… A cada dia as palavras estão perdendo a sua inocência, o seu significado… O Nego sente o cheiro de caviar de longe… agora – 20.10.09, 17h – está comendo macarrão especial com peito de peru desfiado… O que ele come ou deixa de comer não interessa. Daqui a pouco vão pensar que vim pra cá atrás de esmola grossa. Vão achar que estou achacando rico. Olha minhas roupas, são todas de marcas! Não peço nada… os ricos chegam discretamente… pobre, pobre ajuda um parente e abre o gogó. Enquanto Costinha discursava, apareceu uma senhora: “senhor, senhor, o senhor gosta de caqui espanhol?”Ele está lendo um livro sobre anatomia humana.

N.E: Mílton, meu Xará, foi coadjuvante de Nego em reportagem que fez parte da série sobre animais de estimação produzida pela Tv Record e apresentada pela jornalista Abigail Costa, que escreve – quando consegue – neste blog. Lá, porém, Nego era chamado de Hans.

Buracos da Cidade: Tá no lixo

 

Buraco na São Paulo

 

 

O caminhão de lixo da empresa Loga não escapou da fome dos buracos nas rua São Paulo, centro da capital. Pesado com a sujeira jogada fora pelo paulistano, fez o piso de asfalto ceder. Uma das rodas traseira foi engolida pela cratera que se abriu e uma da frente ficou suspensa, impedindo que o motorista tirasse o caminhão do local. Com o flagrante foi feito pelo ouvinte-internauta Alessandro Marques, este é o terceiro caso que mostramos no Blog do Mílton Jung, em menos de uma semana, de carro que fica preso no buraco.

Inspeção veicular “tirou” 195 mil carros de São Paulo

 

A inspeção veicular em São Paulo teria resultado em um ganho ambiental equivalente a retirada de circulação de 195 mil veículos, segundo dados da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, divulgado nesta quarta-feira. A informação faz parte de nota que comenta a decisão do Conama que tornou obrigatório o serviço em todas as cidades brasileiras. A ideia sempre foi defendida pela prefeitura de São Paulo através dos secretário do Verde Eduardo Jorge.

Confesso que ainda não havia me deparado com dados que mostrassem a eficiência do programa implantado há dois anos na capital paulista. Nesta quinta-feira, vamos tentar esclarecer um pouco mais estes números para entender que metodologia foi usada pela que a prefeitura bancasse esta informação.

Por enquanto, deixo registrado aqui a nota divulgada pela prefeitura e a opinião sobre a inspeção veicular obrigatória:

A Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, acompanhou o processo que levou à aprovação, pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), da extensão do Programa de Inspeção Veicular com abrangência nacional. A experiência de São Paulo foi base para a aprovação da nova resolução, fixando os novos parâmetros para a inspeção nacional.

Se em 2009, com a frota inspecionada o controle resultou em um ganho ambiental equivalente a retirada de circulação de 195.000 veículos, com os novos limites o ganho ambiental será ainda maior.

O Programa de Inspeção Veicular Ambiental da Cidade de São Paulo realizou desde seu início 1.123.117 inspeções, com uma média de 7 mil inspeções diárias. O Programa foi sendo implantado gradualmente: iniciou-se em 2008 tendo como frota alvo os veículos a diesel registrados na cidade; em 2009 ampliou a frota, incluindo todas as motos e parte dos automóveis e, em 2010, atingirá toda a frota registrada na cidade, como já havia sido divulgado na portaria 126/2009.

A adesão ao programa registra índices por final de placa de 80%, no caso dos automóveis de passeio, e este percentual chega a 100% após a data limite; 23% no caso das motos, chegando a 37% após a data limite; 35% no caso do diesel leve, chegando a 50% após a data limite; 60% no caso dos ônibus, chegando a 75% após a data limite. O calendário 2009 para caminhões foi iniciado em julho deste ano para final de placa 1 e 2, cujo prazo limite expirou em setembro. 30,97% da frota realizou inspeção até a data limite.

Foram realizadas até o momento 24 blitze de trânsito com a Polícia Militar, específicas para a inspeção veicular, nas quais foram abordados 558 veículos e autuados 127 veículos. As blitze continuam diariamente.

Nos dois primeiros anos, a Inspeção teve caráter educativo, para que os paulistanos se adaptassem com a nova rotina. Quem não realizar a inspeção tem seu licenciamento bloqueado e está sujeito a multa de R$ 550,00.