Como será o carro do futuro ?

 

Motores mais econômicos, carros mais leves, mais compactos e com materiais menos agressivos ao meio ambiente fazem parte do desenho do carro do futuro. Couro, metal e plástico estão sendo substituídos por produtos oriundos do coco, por exemplo (veja a foto enviada por um ouvinte-internauta sobre o tema).

De acordo com o presidente da Sociedade da Engenharia da Mobilidade do Brasil, Besaliel Botelho, os veículos produzidos atualmente são 10 vezes menos poluentes do que aqueles colocados no mercado na última década. Para o engenheiro, o Brasil está na vanguarda do desenvolvimento de motores mais limpos e o maior exemplo é a criação do carro flex. Segundo ele, enquanto outros países tem a necessidade de investir muito dinheiro na eletrificação ou na tecnologia para veículos híbridos, o Brasil já tem uma solução para a redução do CO2, nos próximos 10 anos, com os motores a etanol e biodiesel.

Ouça a entrevista de Besaliel Botelho, presidente da Sociedade da Engenharia da Mobilidade do Brasil

Cidades podem ser tão perigosas quanto desmatamento

 

O ambiente urbano é responsável pela segunda onda em favor da mudança do clima, no Brasil, e em breve será o principal alvo dos ambientalistas, superando a questão do desmatamento da Amazônia. Esta foi a percepção que tive após conversar com o comentarista da CBN Osvaldo Stella, especialista em meio ambiente. Da emissão de gases de efeito estufa, no País, 60% são provenientes da derrubada de mata na região amazônica e boa parte do desmatamento tem sido provocada pela pecuária em áreas que deveriam estar sob proteção.

Nos centros urbanos, onde vive a maior parcela da população mundial, como São Paulo, o uso do automóvel e a falta de uma política de transporte inteligente e produtiva são os principais fatores a gerar mudanças climáticas, segundo Stella. Leis como as em vigor na capital paulista e a aprovada no Estado que determina metas arrojadas de redução na emissão de gases de efeito estufa são importantes mas tendem a se transformar em “letra morta” se não houver o compromisso do poder público e da sociedade. Ele lembra que o código ambiental brasileiro é dos mais avançados no mundo, mas, infelizmente, poucas das regras em vigor são levadas a sério.

Ouça a entrevista com Osvaldo Stella, na CBN

“Abaixo a tirania dos carros”

 


Profa. Elisabet Gomes do Nascimento
Ouvinte-internauta

Aí vai minha sugestão, para diminuir o aquecimento global: A cidade de São Paulo precisa atacar várias frentes para reduzir a poluição atmosférica, sonora e os congestionamentos, como por exemplo: Investir seriamente em trens de superfície, metrôs, corredores de ônibus, nesses coredores fixar os horários, reduzir o preço da tarifa de ônibus. Proibir estacionar carros em vias públicas, estimular a carona solidária no ambiente de trabalho e entre vizinhos, o uso de bicicleta como meio de transporte e o pedágio urbano, (qdo estivermos um transporte público decente),como foi adotado em Londres, por exemplo.

Investir em campanhas educativas para que as pessoas motorizadas e os motoristas de ônibus respeitem os ciclistas, que possuem os mesmos direitos que eles de utilizarem as vias públicas.
Precisamos desenvolver uma cultura de solidariedade e de convivência civilizada no espaço público. O habitante de São Paulo precisa se “tocar” de que a cidade é de todos e portanto, todos precisam colaborar.
Acredito que medidas como essas, vão estimular o cidadão á deixar o carro em casa e usar o transporte público.

Vamos humanizar as ruas e avenidas. Abaixo a Tirania dos automóveis nas cidades já!

Lei paulista não pode virar outdoor político, diz Greenpeace

 

São Paulo não pode fazer da lei estadual de mudança climática um “direito ambiental de outdoor”, que sirva apenas para políticos apresentarem em praça pública seus feitos sem que as medidas surtam efeito. É o alerta do Greenpeace que elogia a aprovação da legislação paulista que prevê corte de até 20% das emissões de gases estufa até 2010, mas critica o fato de o Governo do Estado não ter tido a preocupação de criar um fundo de recursos que apóie a adaptação do setor produtivo às novas regras. Para Sérgio Leitão, diretor de políticas públicas da organização, o fundo estava previsto inicialmente mas foi retirado da lei por imposição da Secretaria Estadual da Fazenda.

Aliás, se você ouvir a entrevista do secretário do Meio Ambiente Francisco Graziano, no post anterior, entenderá porque o Governo de São Paulo vai sugerir que o dinheiro arrecadado com a extração de petróleo no pré-sal tenha parcela destinada ao desenvolvimento de tecnologias renováveis, no Estado.

Ouça a entrevista com Sérgio Leitão, do Greenpeace

São Paulo terá de cortar 24 mi de toneladas de gás em 10 anos

 


A lei estadual de mudança climática obriga o Estado de São Paulo a reduzir 20% das emissões de gases de efeito estufa até 2020, segundo texto aprovado nesta semana na Assembleia Legislativa. Levando em consideração que a maior economia do País foi responsável pela emissão de 160 milhões de toneladas de CO2 e dióxido de carbono, em 2005, será necessário um cavalo de pau na forma de produção para que se reduza na próxima década até 24 milhões de toneladas de gases de efeito estufa.

A ambiciosa pretensão do governo paulista, não assusta o secretário estadual do Meio Ambiente Francisco Graziano que, em entrevista ao CBN São Paulo, disse que não há nenhum risco de a legislação estadual se transformar em “letra morta”. Certamente toda esta confiança está muito mais baseada no otimismo do secretário do que na história do Brasil.

Entre uma e outra declaração, o representante do governo tucano não esqueceu de estocar a ministra Dilma Rousseff ao dizer que “ao contrário daqueles que vem nisso uma ameaça ao nosso crescimento’, São Paulo entende que esta será uma oportunidade para o desenvolvimento. Em nenhum momento citou o nome da pré-candidata à reeleição do presidente Lula, mas deu sinais de que se referia ao comentário da ministra sobre a necessidade de rever as metas de emissão para que não se prejudique o aumento do PIB no País.

Ouça a entrevista com o secretário Francisco Graziano, na CBN

Mais poluição para mais crescimento é um erro, diz TicTac

 

A Campanha Global de Ações Pelo Clima é um conjunto de entidades que atuam em todo o mundo para que os governos se comprometam com metas ambiciosas para combater as causas das mudanças climáticas. A campanha, com o significativo nome TicTacTicTac, está de olho no que as maiores autoridades do planeta decidirão no encontro de Copenhagem, na Dinamarca, em dezembro. É para lá que serão levadas as propostas do governo brasileiro que estão em debate, neste momento. Em função das divergência que ocorrem dentro do Governo Federal, a TicTacTicTac, divulgou o seguinte manifesto em defesa de medidas sérias que impeçam mudanças drásticas no meio ambiente:

Frente à notícia divulgada ontem (14/10/09) de que a ministra Dilma Rousseff exigiu a revisão da proposta apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente para que fosse minimizado o compromisso sugerido de redução das emissões de gases de efeito estufa a ser apresentado durante a CoP 15*, a coordenação da Campanha TicTacTicTac – tendo em conta as reivindicações expressas em seu manifesto, subscrito por dezenas de organizações representativas dos mais variados setores da sociedade brasileira (anexo) – vem a público alertar para o que se segue:

1. O argumento de precisar emitir mais gases de efeito estufa em decorrência de um objetivo de taxas mais elevadas de crescimento econômico coloca o Brasil na contramão da história. O desenvolvimento econômico é necessário, mas só faz sentido se acompanhado de real melhoria na qualidade de vida, conquistada de forma sustentável. Inflar o PIB fomentando tecnologias que em breve serão obsoletas impulsiona nosso país para o passado, e não para o futuro. O desafio que pode de fato ajudar o país é sim o crescimento, mas com qualidade e sustentabilidade. Com inovação e visão de futuro, que coloquem o Brasil na vanguarda do século XXI.

2. As metas anunciadas pelo Ministério do Meio Ambiente – aparentemente calcadas exclusivamente na contenção do desmatamento – são boas na medida em que acenam com compromissos de que há muito o Brasil precisa, mas totalmente insuficientes. Por um lado, há consistentes demandas para reduções ainda mais significativas do desmatamento, que devem ser ouvidas. Por outro, é imprescindível que, além disso, sejam estabelecidas metas de aumento da eficiência (produção versus emissões de gases de efeito estufa) também para os setores energético, de transportes, industrial, agrícola, de serviços e tantos outros. Serão essas metas que orientarão os investimentos públicos e privados rumo a uma economia moderna e sustentável. Negá-las é um desserviço ao país e um apego inaceitável ao atraso. É jogar no lixo as inúmeras oportunidades de empregos “verdes” e de renda em atividades social, econômica e ambientalmente sustentáveis, que hoje se descortinam.

Portanto, requeremos das autoridades brasileiras posturas à altura do momento que vivemos e das suas responsabilidades históricas, perante as presentes e futuras gerações. Chamamos a atenção especialmente do presidente Lula e dos Ministros responsáveis pela articulação da posição brasileira em Copenhague, para que se guiem pelos reais interesses do país, não se rendendo aos interesses de curto prazo.

É mais do que tempo de os governantes assumirem, aqui e agora, posturas para a construção de um futuro sustentável e digno para todos.