Sérgio Abranches destaca Blog Action Day’09

 

Comentarista da CBN na área de meio ambiente, Sérgio Abranches aproveitou seu espaço no Jornal da CBN para elogiar a mobilização mundial em torno das mudanças climáticas na blogosfera. Na leitura que fez de posts já publicados, Abranches disse que o interessante é ver como muda o nível e foco de preocupação da sociedade em cada um dos países. Neste momento, quase 9 mil blogs já fazem parte desta ação.

Ouça o comentário de Sérgio Abranches, na CBN

 

Minc diz que ruralistas querem destruir proteção às florestas

 

O tema era o Dia Nacional pelo Consumo Consciente que pretende chamar atenção para uso indiscriminado de sacolas plásticas no comércio, mas o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc foi duro mesmo ao falar dos “ataques” que a lei ambiental sofre no Congresso Nacional. Para ele, os ruralistas querem destruir as proteções às florestas, na contra-mão do que é realizado no mundo todo.

Em relação aos avanços ambientais do Governo Lula, Minc reafirmou de que o Brasil conseguiu reduzir em até 40% o desmatamento da Amazônia, em um ano, com a queda de 13 mil para 9 mil km².

Ouça a entrevista do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao jornalista Heródoto Barbeiro

O cocô do Totó

 

Por Sérgio Mendes
Ouvinte-internauta

Em São Paulo já são mais de 3 milhões de cães e gatos domiciliados. Isto é mais que a população de muitas cidades médias em nosso país.

Imagine qualquer porcentagem disso em sacolinhas plásticas cheias de cocô…., preservado nelas por todo o tempo em que elas durarem sem serem decompostas na natureza…

Que fazer com esse resíduo?

Uma sugestão, pelo menos por enquanto, seria que ele fosse apenas coletado (não pode ser deixado em via pública) e descartado no vaso sanitário do banheiro da sua casa.

Daria mais trabalho, não seria assim tão romântico passear com seu amigão… Mas poderia ser algo mais a ser considerado, antes de adotar um animalzinho pra morar com você.

Ele é para toda a vida, o cocô e a sacolinha não.

A indústria e o compromisso ambiental

 

A atuação da indústria é fundamental para que sejam atendidas as metas propostas nos fóruns internacionais e acatadas pelos países em relação as restrições na emissão de gases e de atividades agressivas ao meio ambiente. Nesta semana, a Fiesp divulgou documento que estabelece princípios em relação às mudanças climáticas.

Reproduzo a seguir alguns trechos do material elaborado pelo Comitê de Mudanças Climáticas da federação que reúne as industriais de São Paulo e deixo à sua disposição o texto completo do compromisso ambiental assumido pela entidade:

… O Brasil construiu uma matriz energética limpa, baseada em fontes hidráulicas e em biocombustíveis. Nosso País já utiliza 46% de fontes renováveis, enquanto a média mundial é de 12%, ante 6% nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Antecipamo-nos ao criar um programa de biocombustíveis — único no mundo —, desenvolvendo novas tecnologias, invejáveis a qualquer nação, a exemplo da produção e uso em larga escala de etanol a partir da cana-de-açúcar.

Este combustível inovador produzido no Brasil reduz, em até 90%, as emissões de CO2 na atmosfera quando comparado à gasolina. A adição de 10% de etanol brasileiro a toda gasolina consumida no mundo reduziria, em até 9%, o total de emissões provocadas pela utilização deste combustível em automóveis …

Sua posição frente às negociações sobre as mudanças do clima reflete a consciência do importante papel que desempenha no contexto industrial brasileiro, o que justifica seu compromisso de prosseguir no caminho do desenvolvimento sustentável, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira.

PARA O DEBATE:

• Incentivar os diversos setores econômicos a continuar seus estudos de quantificação de gases de feito estufa emitidos, bem como pesquisas que apontem os impactos das ações de redução das suas emissões na competitividade da economia brasileira, viabilizando um comprometimento maior futuro; e

• Incentivar a transferência de tecnologia as médias, pequenas e microindústrias, considerando suas respectivas capacidades de adaptação.

Leia aqui o documento do clima, produzido pela Fiesp

Mude a cor do carro, do asfalto

 

Carlos Roberto Silveira
Ouvinte-internauta

Qualquer empresa que produz um automóvel pode fazer a diferença em defesa do meio ambiente, por conseguinte a redução do aquecimento global.

Se vocês pararem de produzir carros na cor preta, estarão contribuindo com um menor aquecimento no solo da terra.

Simples parem de produzir carros nesta  cor.

Por exemplo no Brasil o carro com  a menor área tem( 6 metros quadrados)  pra receber  calor dos raios solares,   com isto   diminuiria  o gasto com ar condicionado  e  outros gastos  até de energia para o corpo humano.

O outro passo e diminuir a área de asfalto da cor preta ..  que  são bilhões de quilômetros quadrados  de área  a atrair  mais calor a terra.

Não é possível que ainda não se tenha tecnologia para trocar a cor do asfalto…

Agora o outro lado: Plastivida quer uso responsável

 

A propósito da campanha por um dia sem sacola plástica, a Plastivida enviou esclarecimento sobre o tema que reproduzo para que você tenha ainda mais argumentos para este debate:

“A entidade acredita que o uso responsável é a melhor solução para as sacolas plásticas.

A Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos chama a sociedade para a reflexão sobre o papel de cada cidadão na preservação ambiental, quando estamos próximos ao dia 15 de outubro, data escolhida pelo Ministério do Meio Ambiente para promover o “Um Dia Sem Sacolas Plásticas”. A Plastivida tem atuado em todo Brasil, nas diversas esferas da sociedade – poder público, formadores de opinião, imprensa, empresariado, varejo, população em geral – no sentido de promover a educação ambiental e as práticas saudáveis para o meio ambiente, como o uso consciente de sacolas plásticas sem desperdício, coleta seletiva, reciclagem mecânica e energética.

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Migração do lixo

 


Pedro Campos Fernandes
Secretário-Executivo da AMAT – Associação dos Municípios do Alto Tietê

Desde domingo passado, 4 de outubro, a cidade de São Paulo passou a exportar 13 mil toneladas diárias de seu lixo urbano para aterros sanitários de outros municípios. Este número representa nove vezes o que a região do Alto Tietê, fora Guarulhos, gera por dia.

O último aterro sanitário em funcionamento, o São João, em São Mateus, na zona leste, terá a operação encerrada. A EcoUrbis, que administra o local, diz que o plano de encerramento já foi aprovado pelo Consema – Conselho Estadual do Meio Ambiente.

Estas informações divulgadas no dia 2 de outubro pela AE – Agência Estado – deixam evidente que nem a capital do Estado possui uma política voltada para esta questão, o que a torna mais grave e de urgente a solução.

Como imaginar carretas com 15, 20 toneladas de lixo transitando pelas ruas e avenidas? Um acidente com uma delas causaria prejuízos incalculáveis para as pessoas e para o meio ambiente. Além do mais, já existem carros demais; carretas lotadas de lixo circulando por aí é o que menos precisamos.

Diversas soluções já existem, testadas e aprovadas. Na Itália, segundo pudemos verificar “in loco”, o lixo de uma população de um milhão de habitantes é confinado em imensas cápsulas de borracha de até 800.000 m³, forradas com uma grossa camada de argila.

Os maciços de material orgânico são lacrados por capas de placas de borracha, e regularmente descobertos para serem umedecidos, possibilitando que a produção de gás metano seja perene, de forma controlada.

Acoplada ao aterro, uma usina transforma o metano em energia elétrica que é repassada à empresa responsável, gerando “créditos-eletricidade” para o empreendimento e para a municipalidade.

A parte seca do lixo, depois de separada por máquinas instaladas no próprio aterro, é encaminhada para outros locais de seleção dos materiais para depois ser reaproveitada por indústrias de cada setor envolvido.

Uma tecnologia coreana apresentada à AMAT também se mostrou muito interessante e viável. Todo o lixo urbano é triturado, desumidificado e compactado ao extremo. Nem de uma usina se trata mais, mas de uma indústria.

Este processo não gera o metano, gás 22 vezes mais poluente que o carbônico. Depois de passar por alguns estágios, o lixo urbano é transformado em pequenos “pellets” de 4 cm. O chorume, líquido altamente poluente que sobra do material orgânico, é decantado até poder ser devolvido à natureza.

O “pellet”, o novo material que surge do lixo, é de alta combustão e pode ser usado para produzir eletricidade e alimentar caldeiras da indústria metalúrgica, substituindo o carvão, o diesel e o gás natural.

Para que uma dessas soluções possa ser adotada, precisa ser oficializada uma tríade constituída pelo Consórcio Público do Alto Tietê – em vias de formação -, pelo empreendimento que vai industrializar o lixo e pela empresa detentora da tecnologia a ser implantada.

O segundo ato será o de constituir uma Comissão Financeira, para captar os recursos nos diversos Ministérios, bancos nacionais e internacionais, privados e públicos. Segundo especialistas, há grande possibilidade de tudo sair a custo zero para as administrações municipais.

A gravidade da situação apresenta agora o seu lado positivo: não dá para esperar, não há mais como protelar uma saída.

Do coco ao carro

 

Luis F. Gallo
Ouvinte-internauta

Coco reciclável

Nesse feriado de 12 de outubro estive no parque do Ibirapuera para uma caminhada quando descobri uma montanha de cocos já devidamente degustados por seus freqüentadores. Condicionados num canto do parque e sendo recolhidos por funcionários de uma empresa de reciclagem,que segundo eles, acabam virando banco de automóveis, fibra têxtil, forro acústico e água para agrodiesel entre outras coisas.

Ações como essa tem que despertar nas pessoas o interesse mais profundo nas questões ecológicas ambientais de nossa cidade.

Por ser uma inimiga ambiental, alguém tem alguma ideia pra acabar de vez com as terríveis sacolinhas de plástico oferecidas pelos mercados?