Cadê meu Twitter que estava aqui ?

 

Desde sexta-feira à tarde, não tenho mais acesso a minha conta no Twtitter. A informação que recebo é que o sistema não reconhece minha senha. Tentei resgatar a senha pelos caminhos oficiais – clique aqui no forget, coloque conta ou email, e clique logo embaixo e as instruções irão aparecer. Nada aparece, nada me é enviado para a caixa de correio. E eu fico aqui, isolado, distante, sem Twitter. Além disso, alguns ouvintes-internautas me dizem que receberam mensagens “carregando” vírus que anunciava que eu os havia adicionado em minha conta.

Lamento o transtorno, e espero que alguém me ajude a resolver este problema. Peço, ainda, que você que tem Twitter informe aos demais sobre este problemas, pois não consigo responder nem receber mensagem de ninguém.

Dia da árvore: Do bem e do mal

 

Aziz Ab'Sáber

O geógrafo Aziz Ab’Sáber, universitários e integrantes da comunidade Nossa Senhora de Fátima plantaram árvores, doadas pela subprefeitura Vila Prudente/Sapopemba, na avenida Sapopemba, zona leste, durante o domingo, para lembrar o Dia da Árvore, que se comemora nesta segunda (21.09).

Arvore arrancada 1

Na mesma zona leste, 60 árvores recém-plantadas foram arrancadas da calçada do cemitério da Quarta-Parada, na rua Padre Adelino, por vândalos, causando indignação nos moradores da Vila Formosa/Tatuapé.

Devanir Amâncio, da ONG Educa SP, que organizou o plantio na avenida Sapopemba, está sem saber se comemora a ação dos jovens da Nossa Senhora de Fátima ou lamenta a dos vândalos na Quarta-Parada. Talvez os dois.

Dia Mundial Sem Carro: Poluição e falta de planejamento

 

Logo cedo, a influência da poluição dos carros na nossa vida; e a noite, a influência da falta de planejamento. Na agenda do Dia Mundial Sem Carro, estas duas atividades marcam esta segunda-feira, na capital paulista.

No seminário “O Impacto da Poluição na Saúde Pública”, uma das questões em debate é o alto teor de enxofre no diesel brasileiro e as consequências do não-cumprimento da resolução 315/2002 do Conama, que previa a comercialização do combustível mais limpo a partir de janeiro deste ano. Ao fim da reunião serão anunciadas três medidas:

1) Ação no Congresso Nacional envolvendo senadores, ministros e a Presidência da República para impedir a aprovação do projeto de lei 656/07, que prevê a liberação dos veículos de passeio a diesel.

2) Cobrança pública, por meio instrumento jurídico, de informações sobre o cumprimento das obrigações assumidas pela ANP, Ibama, Cetesb, Petrobras e fabricantes de veículos no acordo judicial firmado em 29 de outubro de 2008 no âmbito do Ministério Público. Também serão cobradas providências para punir os responsáveis pelo descumprimento da resolução Conama 315/2002.

3) Anúncio do requerimento de informações ao Fundo Municipal de Desenvolvimento de Trânsito – FMDT e ao Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito – FUNSET.

O seminário será das 9h às 13h, no teatro da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Avenida Doutor Arnaldo, 455.

À noite, haverá o debate “A importância de um Plano Municipal de Circulação Viária e Transportes para a cidade de São Paulo”. Apesar de previsto no Plano Diretor Estratégico (leia aqui) e a data limite, 2006, prevista em lei, ter se expirado, até o momento a cidade não se preocupou com o tema.

Terei a oportunidade de mediar este debate que terá a presença de Ladislau Dowbor (PUC-SP ), João Lacerda (ONG Transporte Ativo), Horácio Figueira (vice-presidente da Associação Brasileira de Pedestres e consultor da Abramet – Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), e Assuncion Blanco (Associação Viva Pacaembu).

O debate será das 19h30 às 21h30, no teatro do TUCA, na rua Monte Alegre, 1024

Foto-ouvinte: Exército de La Mancha

 

Garis tentam limpar rua

Dois garis pegaram a vassoura, o carrinho e foram à luta par enfrentar o lixo da Glete. Para o ouvinte-internauta Fernando, pareciam Dom Quixote e Sancho Pança contra o entulho que tomou a rua, entre a Conselheiro Nebias e a Guainases, em São Paulo. O lixo estava ali há uma semana, e lá permaneceu pois os dois guerreiros foram derrotados pela sujeira.

De religiosidade

 

Por Maria Lucia Solla

De religiosidade 1909200
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Olá,

Passo por um processo tão monumentalmente importante que não tem como não partilhar.
Não dá para calar.
Sem susto; não vou confessar o inconfessável, não vou dizer o indizível
e muito menos revelar o invisível.

Ao contrário, vou dizer o óbvio, mais uma vez.
Vou dizer o que você já sabe, talvez.

Processo vem, processo vai e finalmente me dou conta:
o mesmo já passou pela minha vida, vezes e vezes sem conta.

Aquele repeteco do qual a gente já está cansada
e revive e revive, sem nunca terminar a empreitada;
sem colocar um ponto final na frase,
abusando de reticências e se esquecendo da crase.

Aquilo vai e volta, e a gente não sai do lugar.

E diz:

Por quê, meu Deus?!

Ou nem diz.

Como se tivesse zero-responsabilidade, a gente diz que não sabe o porquê, que não sabe o que se passa na própria vida e faz pose de sofrida.
Algo como a mão direita não saber o que faz a esquerda;
o que termina quase sempre em perda,

Pois isso tem que acabar; começando na tua vida, e se espalhando pela avenida.

Alguém corte o cordão que nos escraviza a todo tipo de religião, e nos faça exercer, de novo, a religiosidade.
Que é no fundo o que nos dá maior saudade.
Alguém proclame como Lei Universal que, a partir de hoje, esquerda, assim como direita, é termo que determina posição geográfica virtual,
e que não é, nem de longe, pecado mortal.
Alguém nos livre dos grilhões do certo ou errado conveniente,
da penitência do quiçá arrependido penitente,
e da insensatez do convicto descontente.
Alguém se dê conta e conte para o mundo
que claro não é condição de limpo
e escuro nada tem a ver com imundo.

Tudo bem. Se eu tinha isso tudo pra dizer, está dito, mas não era disso que eu falava. Falava de perceber o que acontece a cada momento da vida.
Do vício de sofrer que empana o brilho da emoção do puro perceber.
E quero falar do estar acordado,
do deixar-se permear pelo bálsamo do momento de prazer fugaz
e de se proteger do vampiro que, se deixar, de matá-lo será capaz.

Falo da situação em que tudo vira de cabeça para baixo, na vida da gente;

que te faz encarar prateleira, gaveta e caixa, cheia de tudo e de nada,
deixando a gente, num primeiro momento assustada.
Onde você dá de cara com o fantasma que morre ainda pela liberdade.
E a gente lhe dá o possível.

Dou um pouco mais de tempo a um papel amarelado
onde rabisquei sentimento com razão levemente temperado.
Um documento que me faz perceber que estava no lugar errado, na hora indevida,
quando acreditei que daquilo dependia a continuidade da minha vida.

O que teria sido dela se não tivesse havido…
…a viagem.
Qual teria sido a vantagem.

Pois está aí, meu amigo, no meio da maior confusão, a oportunidade de aprender a encarar os fatos como foram, e como são.
De olhar para si mesmo, e depois para frente, em busca de solução.

Se chorar pelo presente que poderia ser e não é, o soluço não me permite agradecer ao passado que foi, e deixá-lo ir.

Pois é aí que eu me encontro, mais uma vez.
Na gangorra da vida que me deixa tonta e me faz acreditar que eu, definitivamente,
perdi a vez.

E me esforço, me sacudo e me faço ficar acordada, mesmo sentindo dor.
Me pego pela mão e me deixo animar por gestos, palavras e suspiros de amor;
e luto para manter o equilíbrio que mora no ponto limítrofe
entre a loucura e o socialmente aceito.

É preciso acrescentar que a monumentalidade do dito processo se deve, simplesmente, à tomada de consciência. Ao perceber a oportunidade de exercer o direito à vida.

Bem-vinda !

E você, a quem dá boas-vindas?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. É bem-vinda neste espaço dominical desde sempre e recebe a você abrindo as páginas de seu novo livro, disposta a ser reescrita com sua ajuda.

Como foi o Desafio Intermodal 2009

 

Desafio Intermodal 2009Os dois destaques do Desafio Intermodal 2009 em São Paulo eram o helicóptero e a cadeira de roda, modelos de transporte usados com freqüência na capital paulista e testados pela primeira vez desde que o evento se iniciou em 2006. Você já sabe – o Heródoto, invejoso, não parou de falar disso nesta sexta-feira – o helicóptero chegou em quarto lugar, após duas bicicletas e uma moto. E a cadeirante foi a penúltima colocada ao ter de usar o sistema de ônibus e metrô para se deslocar da avenida Luis Carlos Berrini, na zona sul, até a sede da prefeitura, ao lado do Viaduto do Chá.

Antes de se iniciar o Desafio, eu conversei com o Roberto Nonato, no Jornal da CBN 2ª edição:

Ouça a conversa com o Roberto Nonato, no Jornal da CBN

Logo que levantei voo, às 6h15, voltei à CBN para registrar o começo da viagem

Ouça como foi o início da viagem de helicóptero

A chegada foi às 6h33 da tarde, e só depois de chegar descobrir que o helicóptero havia perdido a corrida para bicicletas e moto:

Ouça como foi a chegada na prefeitura, após a viagem de helicóptero

O evento ganhou destaque nas comemorações do Dia Mundial Sem Carro que será em 22 de setembro, próxima terça-feira. Eu aproveito para deixar aqui alguns posts de reportagens publicadas no rádio e televisão sobre o tema.

Ouça a reportagem da jornalista Cristina Coghi, que acompanhou o Desafio na CBN

A TV Globo acompanhou a chegada do Desafio Intermodal, veja aqui

Desafio Intermodal: O helicóptero não é mais aquele

 

Desafio Intermodal 2009

Assista ao slideshow com imagens do Desafio Intermodal 2009, em São Paulo

Uma caminhada até o outro lado da rua, dois elevadores e 16 andares acima, eu estava no heliponto de um prédio comercial ao lado da Avenida Eng. Luis Carlos Berrini, na zona sul de São Paulo. Era para mim o início do Desafio Intermodal 2009 e de uma história que surpreendeu a todos os participantes, mesmo os mais otimistas incentivadores da bicicleta.

O helicóptero saiu do Campo de Marte para nos pegar na Berrini. Chegou 10 minutos depois de iniciado o desafio. Por ser um heliponto, o comandante não pode ficar parado esperando o passageiro. Ciclistas, cadeirantes, pedestres e motoristas já seguiam seu caminho. Todos embarcados – eu, cinegrafista e fotógrafo -, ficamos esperando cinco minutos para autorização de voo. O tráfego aéreo, congestionado naquele horário, impedia nossa subida.

Assim que autorizado pela torre de controle do aeroporto de Congonhas, o comandante Murilo levanta voo e em vez de seguir direto para a prefeitura, precisa fazer o retorno pelo Morumbi e acompanhar as marginais, Pinheiro e Tietê. São os corredores aéreos que precisam ser respeitados em nome da segurança.

A cidade que nos incomoda lá embaixo, às seis e 15 da tarde, poluída e travada, é linda vista de cima com sua iluminação rica. Riscos vermelhos e brancos ressaltam o trajeto dos carros pelas grandes avenidas. Difícil para novatos reconhecer os pontos importantes da cidade pelos quais sobrevoamos, mas o comandante está no caminho certo e logo se enxerga o topo do prédio Matarazzo, sede da prefeitura de São Paulo, no centro. Ao lado de um jardim suspenso, o heliponto nos aguarda.

Foram 15 minutos no ar, desde que levantou na Berrini até tocar o chão novamente. Mais algum tempo para o desembarque, espera no elevador da prefeitura e a descida para o largo em frente ao prédio. Tudo somado, completamos o percurso em 33 minutos e 50 segundos.

Surpreendente foi descobrir que três participantes já haviam chegado ao mesmo ponto antes de mim: dois ciclistas e um motoboy que gastaram de 22 a 33 minutos para percorrer o trajeto. A “derrota” do helicóptero encheu os participantes de convicção: a bicicleta, é sim, uma opção para o trânsito de São Paulo.

Outras curiosidades

1. O automóvel – vilão da data – gastou 82 minutos entre os dois pontos, menos do que no ano passado e o dobro de 2007; ficou em 11º lugar, custou R$ 15 e jogou no ar 2,5kg de CO2.

2. O corredor a pé chegou antes do carro ao percorrer o trajeto em 66 minutos; ficou em 6º, não custou nada nem prejudicou o meio ambiente, além de ter queimado alguns gramas de gordura.

3. Quem usou ônibus, chegou em 71 minutos e melhorou a marca do ano passado que foi de 111 minutos.

4. A cadeirante que usou trem e metrô para se deslocar até a prefeitura completou o percurso em 108 minutos, foi o 16º pior resultado, mas mesmo assim ficou a frente do participante que usou ônibus e metrô (109 min.)

Veja todos os resultados na página do Instituto Ciclo BR

Canto da Cátia: Fui de metrô

Não dava para tirar o celular do bolso quando a Cátia Toffoletto embarcou em um vagão na estação Bresser do Metrô, na linha vermelha, em São Paulo, nesta manhã. Eram tantas as pessoas que ela somente embarcou na quinta oportunidade, pois os vagões estavam lotados e não havia espaço para entrar. A viagem foi curta, até o Brás, mas suficiente para ouvir um monte de bronca dos passageiros, acostumados a passar por esta situação todos os dias. O Metrô alega que o problema foi maior porque às seis da manhã, a operação teve de ser paralisada para atender ocorrência na linha vermelha entre as estações Dom Pedro II e Praça da Sé

Ouça a reportagem da Cátia Toffoletto

Veja o Desafio Intermodal pela internet

 

Bicicleta na pistaDa praça General Falcão, no Brooklin, até a prefeitura de São Paulo, no centro, todos os participantes do Desafio Intermodal serão monitorados pela internet, além de terem suas ações gravadas em vídeo. As informações serão atualizadas na página do Ciclo BR que está no comando desta quarta edição. Tempo de viagem, custo e emissão de CO2 serão os dados registrados na chegada para que se possa comparar as modalidades de transporte que estarão no desafio.

Uma das avaliações que se pode fazer em relação ao Desafio Intermodal é quanto ao serviço prestado pelo sistema de ônibus da capital. Há três edições, o trajeto a ser percorrido é o mesmo. Enquanto em 2006, da Berrini até a prefeitura, a viagem durou 66 minutos, em 2007 foram gastos 76 minutos, no ano passado foram necessários 111 minutos. Ou seja, perde-se cada vez mais tempo para andar de ônibus.

Para conferir o desempenho de cada modal nos anos anteriores e as informações atualizadas do desafio deste ano, acesse a página do Clico BR.

Ouça a entrevista com o cicloativista Andre Pasqualini