Árvore é destaque em concurso de fotografia

 

1o._lugar_-Ullysses Martins Moreira Neto - Consolao

As árvores da Consolação que resistem ao cimento dos prédios chamou atenção do fotografo Ulysses Martins Moreira Neto que ganhou o primeiro prêmio do 4o. Concurso de Fotografia Árvores da Cidade de São Paulo, promovido pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.

2º Lugar Tiago Rodrigues de Siqueira - Parque do Ibirapuera

O contraste das árvores no Auditório do Ibirapuera renderam ao fotógrafo Tiago Rodrigues de Siqueira, o segundo prêmio do concurso. Todos os trabalhos selecionados pelo juri integram a exposição “Árvores de São Paulo”, que ficará até o dia 10 de outubro, no Senac Lapa, rua Scipião, 67. A sala de exposições estão aberta de 2ª a 6ª feira, das 9h às 21h e aos sábados, das 9h às 16h.

Manifesto do Dia Mundial Sem Carro

 

Manifesto divulgado pelo coletivo de Mobilização do Dia Mundial Sem Carro, a ser comemorado nessa terça, 22 de setembro:

“São Paulo precisa e pode ter um trânsito melhor, um transporte público eficiente e de ótima qualidade, muito mais ciclovias e ciclofaixas, um ar mais limpo e respirável e melhor qualidade de vida para todos que aqui vivem e trabalham!!!

O trânsito de São Paulo ocupa um tempo precioso de todos os que vivem, estudam e trabalham na cidade. Tempo precioso de nossas vidas, tempo que deixamos de fazer inúmeras outras atividades ligadas à cultura, ao lazer, aos estudos, à família e aos amigos, além do tempo que perdemos de sono e descanso.

Não bastasse todo este tempo perdido, ainda ficamos expostos a um trânsito totalmente poluído, respirando gases nocivos que causam inúmeras doenças respiratórias e cardiovasculares, além de tumores e abortamentos, entre outras. Estudos da Faculdade de Medicina da USP apontam que morrem na cidade, em média, 12 pessoas por dia devido à poluição, encurtando a vida media dos paulistanos entre um ano e um ano e meio. Além do custo em vidas, os impactos operacionais e financeiros no sistema de saúde, causados pela poluição, são imensos. No mesmo sentido, é importante lembrar que o setor de transportes é responsável por 15% dos gases que causam o aquecimento global e a mudança climática. O diesel e a gasolina consumidos no Brasil estão entre os piores do mundo e a indústria automobilística fabrica motores menos poluentes em vários outros países e no Brasil apenas para exportação. A inspeção veicular, obrigação dos governos estaduais e dos grandes municípios, ainda está muito longe de cumprir seu papel.

No caso dos acidentes de trânsito, morrem cerca de 4 pessoas por dia na cidade – 44% pedestres, 18% motociclistas, 9% passageiros ou motoristas de autos e 3% ciclistas. Parece mentira, mas a grande vítima dos acidentes de trânsito são aqueles que estão se locomovendo a pé, o que demonstra a lógica perversa das cidades que priorizam seus espaços e fluxos para os automóveis. Estudo da Fundação Getúlio Vargas calcula que a cidade deixa de gerar R$ 26,8 bilhões por ano devido à perda de tempo nos congestionamentos e aos custos totais ligados aos acidentes e doenças derivadas do trânsito.

Muitos fatores alimentam todos estes números sinistros, mas vale lembrar os principais. Nosso modelo de desenvolvimento urbano promove uma enorme desigualdade social que obriga milhões de pessoas a se locomover por grandes distâncias para ter acesso ao trabalho e aos serviços e equipamentos públicos. Vivemos, cada vez mais, um modelo de mobilidade e transporte que oferece todos os incentivos possíveis para a locomoção por meio do automóvel. Enquanto isso os investimentos em transporte público coletivo continuam se arrastando lentamente, ocorrendo, em 2009, redução da frota de ônibus em circulação na cidade – segundo o Detran-SP, a frota de ônibus caiu de 41.876 (jan/09) para 41.628 (jun/09). Bilhões de reais que poderiam melhorar imediatamente o transporte público serão gastos em túneis, novas pistas e avenidas – e ampliação de antigas – que em pouco tempo estarão entupidas (800 novos carros entram por dia nas ruas de São Paulo!).

Precisamos romper esta lógica perversa: enquanto o Governo Federal promove incentivos fiscais e creditícios para a indústria automobilística, inclusive sem nenhuma contrapartida em termos de motores menos poluentes e uma matriz energética mais limpa, os governos estaduais e municipais vão rasgando túneis e avenidas com recursos públicos! Se não reagirmos, todos estaremos cada vez mais estressados, doentes, presos em novos congestionamentos e muito distantes de termos um transporte público coletivo decente, saudável e eficiente, como todas as principais cidades do mundo já o possuem há muito tempo.

Diante dessa realidade que pode ser mudada, propomos:

– Aceleração e prioridade absoluta para o metrô, trens e os corredores de ônibus;
– Ampliação substantiva da frota de ônibus da cidade com serviço de alta qualidade;
– Reativação e fortalecimento do Sistema Trólebus;
– Priorização de ações da CET para aumentar o fluxo do transporte coletivo;
– Definição de ações e metas para reduzir significativamente os congestionamentos;
– Cumprimento da lei que prevê ciclovias em novas avenidas e construção de todas as ciclovias e ciclofaixas já projetadas;
– Cumprimento da Resolução 315 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para melhorar a qualidade do diesel;
– Início imediato da substituição do diesel e gasolina por combustíveis mais limpos;
– Comercialização no Brasil de automóveis, ônibus e caminhões com a mesma tecnologia menos poluente que a indústria automobilística utiliza nos países europeus e nos Estados Unidos;
– Segurança para o pedestre, calçadas de boa qualidade, acessibilidade universal para os deficientes físicos, rigor nas leis de trânsito e educação cidadã para termos uma cidade que garanta uma mobilidade digna, inclusiva e segura;
– Inspeção veicular em toda a frota automobilística;
– Redimensionamento dos investimentos públicos para diminuir a desigualdade social e regional na oferta de trabalho e no acesso a equipamentos e serviços públicos;
– Construção de um Plano Municipal de Mobilidade e Transporte Sustentáveis, com ampla participação da sociedade para decidir pelos investimentos públicos na área;
– Basta de desperdício de dinheiro público em projetos atrasados, ineficientes e insustentáveis!”

Existe vida além do carro

 

Quatro personagens foram escolhidos para que possamos fazer deste Dia Mundial Sem Carro um momento de reflexão. Da autoridade pública que tem em mãos a responsabilidade de transportar quase 3,5 milhões de passageiros por dia ao filósofo que ao anunciar que jamais dirigiu um automóvel na vida se transforma em referência; do engenheiro de trânsito que usa os números para provar que o pedestre tem de ser prioridade ao jornalista que alerta para o risco que a humanidade corre ao apostar no automóvel. Todos nos fornecem subsídios para pensar se existe vida além do carro.

“Nunca se investiu tanto na expansão do metrô como agora”

Ouça a entrevista de José Luiz Portella, secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo

“Cometemos suicídio em massa com a política de incentivo do automóvel”

Ouça a entrevista com Washington Novaes, jornalista especializado em meio ambiente

“Faz a obra, mas coloca um corredor de ônibus na Marginal Tietê”

Ouça a entrevista do engenheiro de trânsito, Horácio Figueira

“O paulistano não se incomoda de transportar duas toneladas de ferro para comprar 100 gramas de pão”

Ouça a entrevista com o filósofo Mário Sérgio Cortella

Enfiando os pés pelas mãos

 

Por Julio C. G. Tannus

Há algum tempo atrás, para ser um pouco mais preciso há cerca de 10 anos, tramitou no Congresso Nacional Brasileiro um projeto de lei que atribuía aos Evangélicos a exclusividade da atividade de Psicanálise. Já pensou que desespero! Não que sejamos contra os Evangélicos, mas temos tudo contra os Evangélicos terem a exclusividade da Psicanálise. Afinal de contas, 100 anos de ciência de repente nas mãos do sobrenatural!

E de repente me deparo com a notícia: “Senado inclui restrições a pesquisas na lei eleitoral”. Isso é muito próximo de atribuir exclusividade da Psicanálise aos Evangélicos, ou seja, o Senado Federal Brasileiro legislando sobre algo que não tem a menor idéia e a mínima formação. Senão vejamos:
Segundo a emenda, dados socioeconômicos, como sexo e grau de instrução, terão de seguir padrão do IBGE. Ora, isso é tão absurdo como dizer que, tomando como base os dados do IBGE, há mais mulheres do que homens, e mais jovens do que idosos, no prédio onde moro. Pois, não só o correto, mas o mandatório é que uma amostra para ser representativa de um universo tenha que ser extraída desse mesmo universo. No caso de pesquisas de intenção de voto, o universo a ser considerado é o universo de eleitores e, portanto a amostra deve ser extraída desse universo e não do total da população. Assim, a fonte correta de obtenção de amostra é o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e não o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Além disto, toda amostra deve ser obtida a partir de informações as mais atualizadas. Os dados do IBGE sobre a população brasileira, os denominados dados censitários, são obtidos a cada 10 anos e o último censo foi realizado em 2000. O que existe de mais atualizado são projeções, portanto sujeitas a desvios. Assim, quem possui os dados mais atualizados desse universo é o TSE e não o IBGE.

E por fim, toda amostra deve ser obtida a partir de critérios metodológicos, e corresponde a uma área técnica da pesquisa cuja responsabilidade está a cargo de um profissional de estatística. E aqui eu pergunto: Como e porque uma instituição política como o Senado Federal se propõe a estabelecer critérios técnicos de estatística?

Ou seja, o que estamos aqui contestando é o Senado se imiscuir nos critérios metodológicos de uma pesquisa de intenção de voto. Só falta o Senado estabelecer critérios para os procedimentos cirúrgicos da área médica. Deus nos livre…

Julio Tannus é engenheiro, professor e pesquisador de mercado há mais de 30 anos

Ele andou de trem e ônibus no Desafio Intermodal

 

O carioca Carlos Aranha participou do Desafio Intermodal, em São Paulo, no dia 17 de setembro, e percorreu a distância entre a avenida Luis Carlos Berrini, no Brooklin, zona sul, até a sede da prefeitura, no centro, combinando dois transportes públicos: trem e metrô. O trajeto foi gravado e no vídeo a seguir você acompanha um resumo desta viagem que demorou 89 minutos no horário de pico da capital paulista. Carlos chegou depois de outrs 13 modelos e combinações de transportes em um total de 18 que participaram do evento em comemoração ao Dia Mundial Sem Carro.

Assista ao vídeo do Carlos Aranha e seu passeio de trem e metrô, em São Paulo

Os ônibus na luta pelos direitos civis no mundo

 

Por Adamo Bazani

A atitude isolada de uma mulher negra em uma linha de ônibus municipal se transforma em referência na luta contra a segregação, nos Estados Unidos. E daquele ato surge um líder mundial

Quem diria que um ônibus seria cenário de uma revolução capaz de mobilizar o mundo? Nas pesquisas sobre os ônibus, seja aqui no Brasil ou lá fora, é possível perceber que a história deste veículo, muitas vezes tão criticado, é a história de pessoas: algumas anônimas, algumas bastante simples, algumas que se transformaram em referência.

Rosa Parks é nome nem sempre lembrado. Mais fácil lembrar de Martim Luther King. Os dois se cruzaram justamente em um ônibus, na luta pelos direitos civis e contra as desigualdades. Juntos marcaram a evolução da humanidade (por incrível que possa parecer, os seres humanos evoluem interiormente; nem todos, mas evoluem).

Nos anos de 1950, o racismo no mundo era explícito. A segregação, legitimada. A discriminação, sinal de status para alguns. Neste clima, vivia a costureira Rosa Parks, 42 anos, moradora de Montgomery, no Alabama. Em 1955, os ônibus da pequena cidade americana tinham lugares separados para brancos e negros. Com aqueles tendo preferência sobre estes.

O ônibus, velho, estava lotado e Rosa se negou a dar o lugar dela para um passageiro branco que acabara de entrar. O motorista advertiu de que isso poderia levá-la à polícia, mas ela se manteve firme. Pressionado pelos passageiros da “ala branca do ônibus”, o motorista teve de chamar o policiamento.

O ato levou Rosa à justiça e chamou atenção da comunidade local. No dia do julgamento, o Conselho Feminino do Alabama decidiu realizar um boicote ao transporte público, no Estado. O protesto pretendia mostrar que o serviço público deveria ser um direito de todos, brancos e negros. Rosa perdeu a batalha judicial. Revoltada, a população negra criou uma associação de lutas pelos direitos civis, a MIA – Montgomery Improvement Association.  Foi eleito para presidente da Associação, o recém-chegado a cidade, Pastor Martin Luther King. Nascia ali um líder.

A eloquência e o desejo de justiça sem violência eram marcas de Luther King. Já em seu primeiro discurso, o pastor dizia: “Quero assegurar a todos que trabalharemos com vontade e determinação para fazer prevalecer a justiça nos ônibus da cidade. Não estamos errados. Se estivermos errados, a Suprema Corte desta Nação está errada. Se estivermos errados, a Constituição dos Estados Unidos está errada. Se estivermos errados, Deus Todo-Poderoso está errado.”

O discurso comoveu a multidão em frente de uma igreja batista e marcaria o início de uma luta de dor, sofrimento e superação. O boicote aos ônibus que só deveria ter ocorrido no dia do julgamento de Rosa se prolongou.

Como reação, a prefeitura de Montgomery usou lei de 1921 que combatia qualquer tipo de boicote a negócios lícitos. 80 pessoas foram indiciadas. Entre elas, o pastor que teve de pagar U$ 550 de multa para não ser preso. Outros ativistas, como o pastor Ralph Abernathy e o líder negro ED Nixon também sofreram. Este, assim como Luther King, teve sua casa incendida.

Nada disso os fez desistir. O que era uma questão local, ganhava destaque internacional. O boicote aos ônibus continuava e lideranças nacionais de luta pelos direitos civis, Bayard Rustin e Glenn Smiley, se uniram à ideia. Mais de 42 mil negros entraram nesta luta.

Os taxistas negros implantaram um sistema de carona para que os apoiadores do boicote pudessem se deslocar. Os motoristas – mais de 300 – foram reprimidos. Alguns tiveram a permissão de trabalho cassada, outros foram presos. Mas Luther King, milhares de anônimos, inclusive Rosa, na cadeia ainda, não se rendiam. Os ônibus de Montgomery circulavam vazios, só com os brancos, insuficientes para sustentar o serviço.

Após intensa luta, em 5 de junho de 1956, a Corte Federal dos Estados Unidos, reconhece que a segregação nos transportes públicos era ilegal. Em 13 de novembro, a Suprema Corte do País tem o mesmo entendimento. Vitória.

Um dos momentos mais marcantes na vida de Martin Luther King foi dia 21 de dezembro de 1956, pouco mais de um mês do posicionamento da Suprema Corte. Um dia antes, após 381 dias de boicote, o protesto teve fim, e Luther King e o colega pastor Ralph Abernathy entraram num ônibus, em Montgomery.

Este é o momento que você vê na foto que está neste post extraída de uma edição especial da revista Veja de 1968, ano do assassinato do líder negro, pouco antes de uma marcha organizada pelo comitê que presidia.

Apesar da vitória naquela batalha, a luta contra o racismo, pela igualdade e pelos direitos civis, continua. A passageira de ônibus Rosa Parks, cuja determinação mobilizou o mundo, pressionada e sem emprego, teve de se mudar para Detroit.

A este busólogo, a certeza de que a história do transporte público não se conta a partir de marcas e modelos de ônibus, mas de gente como Rosa Parks.

Adamo Bazani, é repórter da CBN e busólogo. Às terças, escreve no Blog do Mílton Jung

Foto-ouvinte: Sujeira, fique à vontade

 

Lixo da Cantareira
 
O lixo está no pé da Serra da Cantareira, zona norte da cidade, e foi encontrado no dia 12 de setembro pelo ouvinte-internauta Roberto Hideki Tatemoto. Ele não sabe bem o nome da rua, mas dá a dica: é continuação da rua Palmas de São Moisés, bem pertinho da estação Guarau da Sabesp. Por via das dúvidas ele passa as coordenadas do Google Earth para a prefeitura: -23 27 18.06, -46 39 14.20.

Kassab diz que limpeza na cidade está normal

 

Lixo na Cásper Libero

Para o prefeito Gilberto Kassab (DEM), o recolhimento de lixo e a varrição na cidade estão ocorrendo normalmente e os garis, apesar da ameaça de greve, estão trabalhando. Na entrevista exclusiva ao CBN SP, ele disse que não vê justificativa para a demissão de funcionários feita pelas empresas contratadas pela prefeitura e que estas deveriam readequar as escalas de serviço.

Ao mesmo tempo em que o prefeito falava ao CBN SP, ouvintes-internautas enviavam fotos ou informações sobre lixo acumulado na cidade – a deste post foi feita na Cásper Líbero, por Douglas Brito. Logo após a entrevista, conversamos com o representante do sindicato que reúne os garis, Moarcir Pereira: “o prefeito está mal informado”, disse ele. O dirigente falou que na Vila Matilde, por exemplo, 100% dos garis aderiram a greve,

Durante a entrevista, o prefeito Gilberto Kassab também falou sobre o fato de a prefeitura não ter enviado dinheiro para as obras do Metrô, conforme prometido na campanha eleitoral quando, inclusive, posou ao lado do governador José Serra (PSDB), com um cheque de R$ 1 bi em mãos. Kassab disse, primeiro, que o dinheiro não havia sido repassado porque a transferência vai ocorrer a medida que os projetos foram apresentados. Depois, questionado se nenhum real havia sido repassado, falou que, sim, haviam sido transferidos cerca de R$ 300 milhões.

Ouça a entrevista completa com o prefeito Gilberto Kassab, de São Paulo