Da mala do Heródoto (III)

 

Depois de termos nossa série interrompida para uma notícia extraordinária (a volta do Heródoto ao trabalho), retomamos a caminhada pelas lembranças encontradas na bagagem de viagem do mestre. Réu confesso, HB disse que teve conhecimento de novas técnicas de rejuvenecimento durante as férias. Falou, em voz alta para todos ouvirem no estúdio, de uma clínica que oferece “botox express” e outra que faz leves aplicações nas rugas de expressão. Desconhecia tanto uma como outra. A preocupação de estar sempre motivado para novas aventuras ficou ainda mais clara quando descobrimos entre calças e camisas o anel que aparece na foto. A princípio imaginei ser uma pedra de ágata que estava em destaque. Soube – informação tirada do manual de uso – que tem a intenção de jamais deixar seu dono desprevinido. Em caso de emergência quebre o vidro e usufrua dos poderes da pílula azul. Bem sacado, além do anel ser de uma elegância ímpar.

Twittada do dia: Vaga para deficiente e crítica ao Kassab

 

Cid Torquato, do Cidade Inclusiva, na cadeira de roda, quase apanhou por reclamar vaga no estacionamento do aeroporto, em Guarulhos (SP). Ciro Vidal, advogado especialista em trânsito, bateu boca com uma moça que parou o carro em lugar reservado para deficiente, em aeroporto do Refice (PE). De um segurança de shopping, um dos muitos ouvintes-internautas que participaram do CBN SP, nesta quarta, ouviu: “pior quando eles saem mancando de dentro do carro para fingir que tem problema para depois passearem normalmente”.

Os três casos foram contados durante o programa no qual se falou sobre o Termo de Ajustamento de Conduta acordado entre o Ministério Público Estadual e 19 shoppings da capital paulista. Parte das vagas destinadas a deficientes terá de ser cercada para impedir que gente sem respeito ocupe o local indevidamente. Para abri-las, será preciso chamar um funcionário que não pode demorar mais de 15 minutos para aparecer.

Orientado pelo Cid, que entende muito do assunto e por isso é comentarista do CBN SP, soube que esta medida é bem-vinda. Confesso, porém, minha estranheza com esta necessidade. Colocar corrente e obrigar o deficiente esperar o segurança abrir a vaga é impor mais uma barreira por causa da falta de consciência do cidadão.

No Twitter cheguei a comentar: “se eu fumar no shopping, o estado multa; se eue estacionar na vaga de deficiente, não”. Ciro Vidal me ajudou a entender a dificuldade para impedir a irregularidade: por ser área privada, os agentes públicos de trânsito não podem agir. Agem dentro dos shoppings, fiscais da prefeitura e do Estado que não podem lavrar multa de trânsito.

Do que escrevi no Twitter, foi o que mais rendeu reprodução e comentários. Inclusive com manifestação da vereadora Mara Gabrilli (PSDB) criticando o prefeito Gilberto Kassab (DEM) que vetou lei para punir os shoppings que permitissem ocupação ilegal das vagas de deficientes: Reproduzo alguns:

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Tá fedendo: cocô de cachorro e saco plástico

 

Uma montoeira de sacos plásticos guardando cocô de cachorro para a eternidade. Escatológica e real esta cena, se levarmos em consideração hábito comum nas cidades. Os donos passeiam com seus cães, recolhem as fezes deles em saquinhos, destes que temos nos supermercados, fecham e jogam na lata do lixo. Eles vão se acumular nos aterros sanitários e levar uma centena de anos para se decompor.

Este foi um dos assuntos que levaram os ouvintes-internautas a enviarem mensagens para o CBN São Paulo, provocados pela reclamação de uma moradora do bairro do Morumbi, Soraya Lesjak, contra os donos de cães que usam a Praça Vinícius de Morais como banheiro público para seus bichinhos de estimação.

Claro que deixar o dejeto no meio do caminho é nojento e falta de respeito. Assim como recolher no saquinho plástico e jogá-lo embaixo da primeira árvore que aparecer, como foi descrito pela ouvinte-internauta, a Joana, que mora na Vila Mariana. Mas está na hora de darmos um passo a frente nesta história e abandonar o saco plástico.

Marcos Valenti, que por sinal frequenta a Vinicius de Morais e diz que a maioria das pessoas respeita o local, disse que ao sair para passear com seu cão leva sacos de papel, destes usados em padaria. Mesma tática da Tate Vieira.

Ricardo Ushida, dono do Tião, um dog alemão de 70 quilos, e do Elvis, um sheepdog de 36 quilos, depois de se dar conta que gastava três sacos plásticos por dia, mudou a estratégia: “Saio de casa com quatro folhas duplas de jornal, cada uma dobro no meio e depois dobro mais duas vezes, suficiente para ficar do tamanho do bolso. Quando os cães fazem suas necessidades, abro o jornal e recolho as fezes jogando na lixeira mais próxima.

A mudança de comportamento e o zelo pelo espaço público dependerão muito mais da consciência cidadã do que a força da lei. O Cláudio Vieira, do Adote um Vereador, alertou que a lei 13.131/2001, que disciplia a criação, propriedade, posse, guarda, uso e transporte de cães e gatos na cidade de São Paulo, determina, multa de apenas R$ 10 para quem desrespeitar o artigo 16: “O condutor de um animal fica obrigado a recolher os dejetos fecais eliminados pelo mesmo em vias e logradouros públicos”

A charge deste post é colaboração do cartunista Fausto Bergocce.

Coleta seletiva para quem ? E para quê ?

 

E-mail enviado pela ouvinte-internauta Denise Lara, moradora de São Paulo, que defende a coleta seletiva:

“Estou indignada com um fato ocorrido comigo, então resolvi expressar meus sentimentos e escrever este email.

No prédio onde eu moro não tem coleta seletiva, o que é um absurdo, sendo assim, eu resolvi tomar uma decisão e entrar em contato com a prefeitura para me informar sobre o dia e o horário que o caminhão da coleta seletiva passa em minha rua, pois assim eu deixaria separado o lixo e futuramente incentivaria os outros moradores a separar o lixo também.

Bom, em primeiro lugar liguei para o 156 e fiquei uns minutos na espera, mas foi relativamente rápido, dai veio uma atendente, um pouco atrapalhada, porém muito simpática, expliquei toda história e pedi a ela que me falasse o dia e o horário que o caminhão da coleta seletiva passava na minha rua para eu poder feixar separado, foi quando ela se atrapalhou bastante para me responder e demorou uns bons de uns 30 minutos até achar uma resposta, mas ainda bem que ela não me deu a clássica resposta que estava sem sistema, no entanto ela me deu um número de protocolo, pois eu deveria ligar dentro de dois dias novamente para o 156, passar o número de protocolo e dai eles teriam uma resposta sobre o dia e horário da coleta, pois a unica informação que ela tinha no momento era o nome da empresa de coleta, a loga.

Sinceramente eu não acreditei ou melhor, vindo de uma prefeitura como essa da nossa cidade eu acreditei bastante na situação. Então no dia seguinte, uma atendente da empresa loga entrou em contato comigo, confesso que fiquei feliz e surpresa pela rapidez no atendimento. Bom, eu moro na rua doutor cesario motta junior e segundo a atendente o caminhão da coleta passa na rua general jardim, na rua amaral gurgel, na rua da consolação, na rua maria antonia e exatamente na minha rua, não passa e foi então que me indignei total, porque ela me deu outro número de ocorrência e me informou que para o meu endereço ser incluso no roteiro do motorista do caminhão da coleta, levaria de 40 a 60 dias, pois caso o procedimento seja feito de outra maneira, a empresa leva uma multa da Prefeitura.

Olha só que novela, eu penso que quem deveria levar uma multa é a Prefeitura, que não consegue organizar uma ação de cidadania de cidade limpa de fato e quando algum cidadão pensa em fazer algo por si próprio se esbarra nessas burocracias que chegam a ser agressivas. Eu entrei em contato apenas para saber o dia e o horário da coleta seletiva e ganho um número de protocolo, um número de ocorrência, uma espera de 40 a 60 dias e nenhuma solução. Orgulho de políticos que tem no poder deste país, principalmente na cidade de São Paulo.

E o melhor, eu li uma matéria no jornal, no dia seguinte deste fato ocorrido, a notícia era sobre uma lei que “políticos-candidatos da próxima eleição” querem liberar espaços publicitários nos muros da cidade. Será que vai ser aprovada essa lei? Eu achei ótima essa Lei Cidade Limpa, apesar de que muita gente se prejudicou com essa, como empresas de sinalização, outdoor, faixas, banners, mas enfim, ficou bem melhor a paisagem urbana e porque agora pode ser aprovada uma lei como essa, só apra que esses políticos que só pensam em seus próprios bolsos se divulguem por ai? Mas, eles é que façam uma campanha criativa e sincera, porque já parte que se um candidato já tem essa idéia antes de se eleger, imagina depois que tiver no poder, não vai fazer nada mesmo, nem ao menos tirar o cartaz com o nome dele no muro do terreno abandonado.

Precisava me expressar, espero que tenha algum efeito este email e de qualquer maneira não pretendo desistir de ter uma coleta seletiva onde eu resido, o meu próximo passo é falar com o sindico do meu prédio, mas eu sempre saio muito ceod para trabalhar e volto tarde, mas dou um jeito, pois além de ser um direito de qualquer cidadão é também um dever separar o nosso lixo, imagina que só na quadra onde eu moro tem em média uns 10 bares, bem provável que ninguém recicle nada, se pelo menos eu conseguir inserir essa ação no meu prédio e depois na minha rua, a natureza já vai ter uma bela vantagem…

E o Kassab nunca sabe de nada, esse é nosso Prefeito, esse é nosso País, sendo assim, precisamos nos mexer para haver mudanças.

Att,

Denise Lara”

Heródoto de volta à casa

 

Heródoto está de volta

Interrompemos nossa programação para uma informação exclusiva. Repórteres do Blog espalhados pela cidade flagraram o professor Heródoto Barbeiro de volta à cidade, onde nesta quarta-feira retoma o posto de âncora do Jornal da CBN. É na bagagem acima que estavam as lembranças de viagem que destacamos nesta semana. Nos próximos dias, traremos em primeira mão para você outras imagens exclusivas dos “gifts” que mais agradaram o mestre.

Painel do Corinthians 100 anos fere Cidade Limpa

 

Reprodução do site do Corinthians

Reprodução do site do Corinthians

As comemorações dos 100 anos do Corinthians começaram com uma pisada na bola da presidência do clube. Pelo menos um dos dois painéis eletrônicos montados no Parque São Jorge que farão a contagem regressiva para o centenário fere a lei Cidade Limpa. É o que foi montado na fachada do lado da Marginal Tietê. Alertado agora à noite pelo CBN Esporte Clube, do Juca Kfouri, a diretoria ligou para a redação da rádio e anunciou que vai retirar parte do painel, deixando apenas o cronômetro que estaria dentro dos limites impostos pela legislação municipal.

Há dúvidas sobre o painel eletrônico que está na entrada social da sede, pois apesar de estar há quatro metros de distância da calçada e em área interna, pode ser visto do lado de fora. Merecia um olhar da fiscalização da subprefeitura da região, assim como a do Butantã fez com o São Paulo, que havia instalado um totem no portão 16 do estádio do Morumbi, conforme denunciado aqui no Blog.

Curiosidade é que a festa contou com a presença destacada do vereador Antonio Goulart (PMDB), que integra comissão das comemorações do centenário do clube, que esteve ao lado do presidente Andres Sanchez no momento em que o painel foi inagurado. A princípio, espera-se que o vereador zele pela lei que aprovou. Talvez embebecido pela alegria dos festejos não tenha se atentado para a ilegalidade.

Aproveitando o assunto, reproduzo duas informações que publiquei no Twitter, nesta tarde. Primeiro, o Corinthians se antecipou a Lei Azeredo, que está em discussão no Congresso Nacional, e só entra no site do clube quem se cadastrar. Segundo, o serviço que deveria ser de divulgação da imagem do clube, não permite que se reproduza as fotos publicadas no site. Clique lá e você verá o recado: “Proibido a reprodução”. E quem leva a fama é a Portuguesa.

Do Rio 40 graus à São Paulo 10 graus

 

Por Adamo Bazani

Para continuar o sonho de permanecer ao volante, motorista deixa tudo no Rio de Janeiro e vem para São Paulo. O maior choque? O choque térmico

Admir, motorista de ônibus

Que São Paulo, devido a mudança climática provocada pela poluição, construção desordenada e aumento da população deixou de ser Terra da Garoa, isso é um fato. E que se deu muito rapidamente. Esta transformação também pode ser contada através da história do motorista de ônibus, Admir dos Reis Oliveira, 50 anos.

Natural do Rio de Janeiro, Admir sempre foi fã de ônibus e admirava a diversidade de cores das empresas que andavam na cidade, uma das únicas a não aderir a padronização e a permitir que as empresas mantivessem sua identidade.

De família humilde, ele perdeu o pai aos 4 anos de idade.  A mãe não dava conta de manter a família e Admir teve de morar com a avó-madrinha e um tio. Trabalha desde a infância. Fazia de tudo: entregas, vendas e serviços gerais, quando aproveitava para apreciar os ônibus na rua.

“Coloquei na cabeça que iria dirigir ônibus. Ia em garagens, começava a me inteirar de como eram as manhas para guiar um possante. Mas tudo ainda ficava na base do namoro”.

Em 1977, apareceu uma chance para Admir. A empresa Rio-Ita, que opera na região Metropolitana do Rio de Janeiro, abriu vaga para ajudante geral. “Depois de estar dentro de uma empresa, seria mais fácil conseguir virar motorista”.

O pensamento de Admir estava certo. Passou por auxiliar geral, auxiliar de mecânica, mecânico até que, em 1979, aparece oportunidade de operar em linhas intermunicipais no Rio de Janeiro. “Foi uma maravilha. O serviço era interurbano, mas com ônibus Ciferal e Marcopolo rodoviários. Me senti o Rei do Asfalto”.

O calor no Rio era um dos principais problemas para motoristas no fim dos anos 70. Apesar de já existirem veículos com ar condicionado, eram muitos caros. “Mas como um bom carioca da gema, batia fácil o calor”.

A primeira lição que Admir teve no volante é que por mais especializado que o motorista seja, é no dia a dia que se aprende a profissão. “Lidar com pessoas é uma arte e dirigir ônibus é interagir com o ser humano. É muito mais que controlar um carrão grande”.

Ele garante: “era um aluno aplicado na escola da estrada”.

E foi no ônibus que encontro equilíbrio financeiro para a família. “Não ganhava muito, o salário no Rio de um motorista na época, era 3 vezes menor que o salário no ABC ou em São Paulo. Mas consegui viver feliz”.

Em 1984, o que parecia ser uma vida estável, sofre um grande baque. O então proprietário da Rio–Ita vende a empresa e transfere a maior parte dos recursos para empresas da Capital e do ABC Paulista. Ele teve de tomar uma decisão importante. Correr o risco do desemprego ou acompanhar o patrão em São Paulo.

“Todo mundo na minha família foi contra, mas o dono da empresa me ofereceria o emprego em São Paulo. E tinha outro dilema, eu teria de ir a São Paulo, mas começar do zero, como auxiliar geral, igualzinho eu tinha começado, em 1977. É que o proprietário da Rio-Ita, que acabara de entrar nos negócios em São Paulo e no ABC precisava reestruturar as viações que acabara de comprar”.

Depois de muito pensar e discutir com a família, Admir teve de tomar coragem, e veio sozinho para Mauá, no ABC Paulista, deixando no Rio de Janeiro uma filha de um ano e dois meses e a mulher.

“Pelo menos era um emprego, eu mandaria o dinheiro para minha família.. Antes poder sustentá-la longe a passar fome, perto. Além disso, minha paixão é dirigir, não me via fazendo outra coisa”.

Grande São Paulo, o choque térmico

Em setembro, Admir foi para Mauá, na região metropolitana de São Paulo. Ele começou do zero mesmo. Auxiliar geral e morava num quartinho cedido pelo dono da empresa na garagem.

“O que mais me chamou a atenção quando cheguei a Mauá (Grande São Paulo) foi o frio. Sem brincadeira, parece ridículo, mas isso quase me fez desistir”. Era setembro e mesmo assim a temperatura estava próximo dos 10 graus.

“Sofri muito. Gripe, direto. Usava casacos enquanto os outros motoristas trabalhavam de camisa normal, era até caçoado”.

Na época, o ABC e parte de São Paulo, mesmo se expandindo ainda podiam ser consideradas Terra da Garoa. E da neblina. A garagem da empresa ficava em um lugar alto de Mauá.

“Enquanto em 1984, muitas cidades da Grande São Paulo tinham crescido bastante, parte de Mauá, quase chegando em Ribeirão Pires, tinha pouca construção, os morros não eram habitados como agora e o ar era fresco, geladinho, por natureza”.

A garoa típica que já deixava aos poucos a cidade de São Paulo, enquanto ela crescia, ainda podia ser notada em Mauá. “No fim da tarde, tinha de colocar a blusa e ligar o limpador do ônibus. Quando pegava a linha que ia para Paranapiacaba (vila considerada patrimônio histórico da humanidade, marcada por construções inglesas, devido à construção da linha Santos Jundiaí, por Barão de Mauá, no final do século XIX) era outro mundo pra mim. A neblina da Serra do Mar, o ar frio, bem diferente do Rio de Janeiro”.

Dois meses depois de ter virado motorista na Viação Barão de Mauá, a filha e a mulher de Admir se mudam para a garagem. O patrão havia arrumado um lugar maior. “Mas meu objetivo, que hoje conquistei, era comprar uma casa para minha família. Não dava pra ver minha filha ser acordada as três da manhã pelo barulho dos motores dos ônibus que se preparavam para as primeiras viagens. Na garagem não pagava aluguel e graças a isso, consegui economizar pra comprar uma casinha”.

Pelas janelas dos ônibus, inicialmente os Bela Vista, Gabriela, Amélia, passando pelos modelos Padron Vitória, Admir viu o clima da região mudar. As construções, em São Paulo e no ABC, se tornavam mais altas. Os morros com eucaliptos que perfumavam a garagem foram ocupados por barracos. O número de carros nas ruas cresceu assustadoramente.

“Depois de 20 anos, dirigindo entre a cidade de São Paulo e Ribeirão Pires, comecei a sentir o mesmo calor que no Rio de Janeiro. Mas um calor mais abafado, com ar pesado. Pensei que é porque eu tinha me adaptado, mas os termômetros não mentiam: a temperatura tinha aumentado mesmo”

Hoje em dia, por conta do calor na cidade de São Paulo e nas cidades do ABC, e das lotações nos ônibus, a presença do ar condicionado dos veículos é quase obrigatória.

“Estranhei o frio quando cheguei na Grande São Paulo. Me chamaram a atenção a brisa e o friozinho da tarde na periferia de Mauá. Hoje, mesmo adorando calor, como bom carioca, sinto saudade desse tempo. Hoje, temos um calor poluído e pela minha história no ônibus, presenciei a mudança do clima em São Paulo. Motoristas mais antigos que trabalharam na região nos anos 40 e 50 me contaram que sentiram mais ainda a mudança. Infelizmente, o trânsito, a poluição e o “calor pesado” chegaram bem pertinho da Serra do Mar, em Mauá. Quem trabalha na rua, como eu, vê que é verdade que o Planeta está ficando mais quente”.

Ádamo Bazano é repórter da CBN, busólogo e sabe que a coisa está esquentando.

Árvores secam em Santo André

 

Árvore seca

A qualidade do serviço de recuperação de área verde na cidade de Santo André, ABC Paulista, é questionada pelo ouvinte-internauta José Carlos Vieira que registrou esta e outras imagens (veja no álbum do Flickr clicando na foto acima) de canteiro na avenida Prestes Maia, onde haviam sido plantadas árvores, recentemente. De acordo com ele, o solo estava mal-cuidado e a erosão se iniciou, além de boa parte das árvores estarem secas.

A resposta: (02.09.09, 19h07)

A prefeitura de Santo André foi procurada pela produção do CBN SP e enviou a seguinte justificativa após ver a nota no blog e as imagens no álbum do CBNSP no Flickr:

A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Obras e Serviços Públicos (SOSP), informa:

As fotos abaixo são de lugares diferentes. As seis primeiras fotos são de um talude na Av. Prestes Maia, atrás da sede da Guarda Municipal, onde não existia qualquer tipo de vegetação a não ser capim. Neste talude o Departamento de Parque e Áreas Verdes (DEPAV) plantou 251 mudas de árvores nativas de mata atlântica, plantou também grama-amendoim, para evitar erosões, e outras plantas ornamentais.

As cinco fotos seguintes são do Parque Central, onde foram podadas duas árvores, sendo uma cássia-amendoim e um abacateiro (não é nativo), por estarem prejudicando a casa vizinha ao Parque. Foi removida também uma amoreira (não nativa) pelo seu estado fitosanitário estar comprometendo seu desenvolvimento e a integridade dos transeuntes, pois oferecia perigo de queda. Salientamos que foram elaboradas as autorizações de podas e remoção das mesmas. A Policia Militar Ambiental esteve no local e constou que estávamos agindo corretamente.

Para mais informações favor nos contatar.

Engº Agrº Valdemar Campião Junior
Diretor Assistente

Na mala do Heródoto (II)

Longe de imaginar que este presente comprado durante a viagem de férias era saudade de seu público. Não é o radio que Homer Simpson sintoniza. Mas por ser um de seus personagens preferidos, Heródoto não pensou duas vezes para comprar mais este mimo para os pés. Da mala do professor, sobre a qual estamos revelando algumas curiosidades, saiu uma coleção de pantufas e a da foto é a das mais engraçadas.

Depois do caso Vanusa, deputado quer hino na escola

 

Aproveitando-se do ‘sucesso’ que o vídeo com a execução do Hino Nacional Brasileiro pela cantora Vanusa, na Assembleia Legislativa de São Paulo, teve no You Tube, o deputado Donisete Braga (PT-SP) divulga texto do projeto de lei de autoria dele que obriga os alunos a cantarem o “Ouviram no Ipiranga” pelo menos uma vez por semana nas escolas, públicas e particulares. O projeto, apresetado no ano passado, que já estaria em condições de ser votado em plenário, também impõe o hasteamento da bandeira. (leia aqui o texto do projeto)

“Infelizmente muita gente ainda desconhece a letra e a até a música”, diz a nota divulgada pela assessoria do deputado que não faz nenhuma menção ao que ocorreu no parlamento. Na solenidade de abertura do 1º Encontro de Agentes Públicos, Vanusa errou a letra em mais de uma estrofe. Nesta segunda, a cantora que foi sucesso nos anos 70, disse que havia ingerido dois comprimidos de remédio para labirintite, o que teria atrapalhado a performace dela. Registre-se que a cantora estava como hino em mãos, o que a exime do “crime” de desconhecer a letra.

Em São Paulo, os alunos do primeiro grau da rede pública estadual já são obrigados por lei a executar o hino. Nos jogos de futebol realizados no Estado, também. Por sinal, a lei muitas vezes é cumprida nos gramados paulistas sem que haja qualquer respeito ao símbolo nacional. Houve situações em que os jogadores aqueciam enquanto o hino tocava nos alto-falantes. Outro projeto de lei do próprio deputado petista quer obrigar as repartições públicas a hastearem as bandeiras nacional e estadual.