É um carro, me garante o ouvinte-internauta Eli César Fantinni que flagrou este desrespeito e risco a vida na avenida João Paulo I, zona norte de São Paulo. Não é nenhum surpresa se deparar com cenas como esta, depois de 10 anos circulando nesta região. Eli se surpreenderá mesmo quando enxergar fiscalização que, no entender dele, só existe no centro expandido, onde prevalece o rodízio municipal: “ O que acontece nessa avenida é um verdadeiro absurdo. Comerciantes que colocam placas de mecânicas e borracharias no meio da pista. Outros que vendem automóveis, fazem da avenida a sua vitrine. Onde só existem duas faixas de rolamento, carros estacionados em qualquer lugar. E tudo o mais que a impunidade e a ausência de fiscalização propiciam”
GERAL
Diesel mais limpo: Justiça protege lucro de fabricantes
A Justiça negou liminar que impediria a venda de veículos a diesel com níveis excessivos de emissão de enxofre alegando o prejuízo que as montadoras sofreriam prejuízos econômicos com a medida. O juiz Marcus Vinícius Kiyoshi Onodera, da 2ª Vara da Fazenda Pública, justificou que se atendesse o pedido do Ministério Público Estadual haveria uma onda de demissões e recessão no setor. A solicitação do promotor de justiça do Meio Ambiente José Eduardo Lutti tinha como objetivo evitar o prejuízo à saúde pública e ao meio ambiente provocada pela frota a diesel que circula na Grande São Paulo devido ao não cumprimento de resolução do Conama que obrigava a Petrobrás e as montadoras a se adaptarem para a produção e utilização do Diesel S-50, mais limpo ou menos poluente do que o queimado pelos carros, ônibus e caminhões na maior parte do Brasil.
Ouça a entrevista do promotor de justiça do Meio Ambiente José Eduardo Lutti, ao CBN SP
Importante salientar que está em vigor Termo de Ajustamento de Conduta promovido pelo Ministério Público Federal com a Petrobrás, os fabricantes de motores e entidades públicas que prevê uma espécie de parcelamento do cumprimento da resolução do Conama.
Leia parte da justificativa do juiz juiz Marcus Vinícius Kiyoshi Onodera, da 2ª Vara da Fazenda Pública:
“O deferimento da tutela implica em evidente risco inverso à ordem econômica no caso de deferimento da tutela. A História afasta a urgência da medida, pois, bem ou mal, a economia mundial foi e é intimamente lastreada na indústria automobilística. Aqui, milhões de pessoas dependem dos empregos daí gerados. Nesse contexto, a última e recente crise econômica afetou de forma profunda esse setor da economia. Não fosse o já vultoso e altamente criticado empréstimo feito pelo governo dos Estados Unidos da América à matriz da General Motors Company, recente declaração de seu porta-voz tangenciou a possibilidade de falência, conforme notícia disponibilizada ontem, 22.4.09, no site do New York Times1. No mesmo sentido, a Chrysler. Some-se a isso à redução da margem de lucro de quase 70% da matriz da Toyota, noticiada em novembro último nos principais jornais do Japão.
Consequência clara disso será a provável e infeliz onda de demissões e recessão. E, na exata medida em que as medidas drásticas pleiteadas pelo d. Ministério Público estadual irão comprometer a comercialização de considerável frota já produzida e ocasionarão, portanto, agravamento do já debilitado orçamento das montadoras, não há como se deferir, em cognição sumária, qualquer medida nesse sentido. Mais do que a economia das empresas, deve-se proteger, ao menos por ora, o emprego dos milhares de funcionários e de suas famílias. Ou seja, ao menos por ora, no cotejo entre a externalidade noticiada – na lição do Ministro Eros Grau – e do certo e imediato agravamento do risco ao emprego dos funcionários que ainda não foram demitidos das montadoras, tenho que o último prevalece sobre o primeiro. Não que um provimento jurisdicional dessa natureza não possa ser concedido. Mas para isso, em tese, haveria necessidade do contraditório pleno e análise exauriente de todas as questões postas.
O deferimento da tutela de urgência, implicaria, também, em necessidade de alocação imediata de recursos volumosos da Administração, limitada por rigorosas regras orçamentárias.
Nomes sugeridos para o esporte do CBN SP
Dê o seu voto: Senado decide futuro de Ficha Suja
Oportunidade e tanto para você ligar para o seu senador, em Brasília. Hoje, a partir das 10 da manhã, eles se reúnem na Comissão de Constituição e Justiça para analisar o projeto de lei 84/2008 que proíbe o registro eleitoral de candidatos que respodem a processo na justiça, o Ficha Suja. A proposta é do senador Pedro Simon (PMDB-RS) e teve opinião favorável do relator Demóstenes Torres (DEM-GO).
O telefone do Senado é 0800-612211. Ligue agora ou mande um e-mail para o Senador Federal e dê a sua opinião.
Clique no link abaixo e conheça o texto do projeto e a justificativa do senador Simon para a proposta:
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Deficiente: emprego, sim; consciência, ainda não
A lei de cotas para deficientes existe há 18 anos, e apesar de o número de empresas que atendem a legislação ter aumentado consideravelmente, ainda falta consciência por parte dos empregadores e mesmo dos colegas de trabalho. A constatação é de João Ribas, cadeirante, coordenador do programa de empregabilidade com pessoas com deficiência da Serasa.
Passa de 87 mil o número de pessoas contratadas pela lei que criou cota para deficientes, no Estado de São Paulo. É cerca de 80% das vagas criadas a partir da lei 8213/91 no Brasil. Toda empresa com 100 ou mais empregados é obrigada a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com trabalhadores reabilitados ou com deficiência.
Ribas citou a experiência britânica que será apresentada nesta quarta-feira, em seminário promovido pela Serasa-SP, pela CEO do Employer’s Forum on Disability, Susan Scott-Parker, que cobra responsabilidade dos empresários com o tema. Para ele, no Brasil já necessidade de se construir um comprometimento dos empregadores para que os avanços não fiquem na dependência de ações pontuais da Delegacia Regional do Trabalho.
Na segunda-feira, Cid Torquato, comentarista do Cidade Inclusiva, lembrou que a baixa escolaridade dificulta a contratação de deficientes. No ensino superior encontramos apenas 0,1% das pessoas com deficiência. Para comparar: lá estão 23,7% das pessoas sem deficiência. As empresas tem substituído o Estado na capacitação desses profissionais. Ideia defendida por Ribas, como você pode constatar na entrevista a seguir:
Ouça a entrevista de João Ribas, da Serasa, ao CBN SP
O Cidade Inclusiva vai ao ar, segundas, às 11 da manhã, no CBN SP.
Lei antifumo em São Paulo x Lei pró-fumo na China
Em São Paulo, lei antifumo restringe ainda mais o consumo de cigarro. Assim que o governador José Serra sancionar o texto com regulamentação e tudo ficará proibido em ambientes de uso coletivo, públicos ou privados. Isto inclui bares, restaurantes, casas de espetáculo, mas também faculdades, escritórios e áreas comuns de condomínio. Aos incomodados, o consolo vem da China, de onde chegou a nota abaixo que me foi encaminhada pelo colega de estudio Fernando Andrade:
Funcionários públicos da província de Hubei, na região central da China, que se recusarem a fumar uma cota determinada de cigarros serão multados. A nova regulamentação, do governo da cidade de Gong’an, determina o número de cigarros consumidos e as marcas que devem ser compradas pelos funcionários. No total, todas as agências governamentais e instituições da província devem consumir 230 mil maços de cigarros produzidos na província por ano. Chen Nianzu, membro da equipe de supervisão do mercado de cigarros da cidade, disse ao jornal chinês Global Times que a determinação vai melhorar a economia local. Para o professor de gerenciamento e administração Wang Chunying, da Universidade de Negócios Exteriores de Hubei, o governo da província está abusando de seu poder ao determinar o protecionismo regional e encorajar o hábito de fumar. O jornal de Pequim Beijing News relatou o caso de um professor que contou que os cinzeiros da escola pública onde trabalha estão sendo fiscalizados. A descoberta de três pontas de cigarro de marcas fabricadas em outra província levou à ameaça de sanções contra os fumantes.
Foto-ouvinte: Mulher voadora
A silhueta de uma mulher em pose erótica sobrevoou o céu de Santo André durante o vendaval dessa segunda-feira e chamou atenção do ouvinte-internauta Ailton Tenorio. Foi propaganda espontânea, casual e perigosa, pois estava estampada em balão publicitário de uma casa de shows noturna, na Rodovia Raposo Tavares. No cálculo de Tenorio a viagem foi de aproximadamente 20 quilômetros.
Os 60 anos do trólebus
São Paulo foi a primeira cidade brasileira a transportar passageiros em trólebus. Desde os anos 30, na gestão do prefeito Prestes Maia planejava-se o uso desses ônibus elétricos, no entanto a ideia do trolleys tornou-se realidade apenas em 1947 . Dois anos depois, iniciou-se a primeira linha de operação comercial com 20 carros da fábrica Westram (EUA), seis da Pullmann (EUA) e quatro da Britsh United Transit Co. (ING), marcando assim o começo das operações deste modelo de veículo no Brasil.
O trecho inicial desta história, em abril de 1949, foi o Aclimação-Praça João Mendes, por onde corria a antiga linha de bondes Nº 19. Na viagem inaugural, o trólebus teve como condutor o governador do Estado Adhemar de Barros, substituído às pressas por um motorista profissional que teve de assumir o volante para resolver uma pane no veículo. Sobre isto, porém, vamos falar nos próximos capítulos.
A partir de hoje, você acompanhará uma série especial sobre os 60 anos do trólebus no Brasil, organizada pelo repórter da CBN e busólogo Adamo Bazani. Neste primeiro capítulo, viajaremos pelas imagens que retratam a história do trólebus desde seu surgimento, você verá o impressionante descaso com estes veículos e os carros que ainda resistem ao desrespeito.
Acesse o slideshow a seguir, amplie a imagem, clique em “mostrar informações” (alto à direita) e se delicie com esta coleção histórica:
Deputado paulista custa R$ 112,3 mil por mês
O salário do deputado estadual de São Paulo é de R$ 12.384,06, mas todo mês é turbinado com mais R$ 2.250,00 a título de bolsa-moradia, mesmo que ele more na capital, onde é a sede da Assembleia Legislativa. Caso do deputado do PSOL Celso Gianazzi que diz ser contra o pagamento, ter reclamado no início da legislatura, mas que segue recebendo o dinheiro, pois foi informado pela Mesa Diretora que o valor registrado em holerite tem respaldo do STF.
Os deputados de SP tem direito a 14 salários, além de verba indenizatória de R$ 17,8 por mês e R$ 76,2 mil para manter 17 funcionários no gabinete. Junta tudo, multiplica pelas vezes que cada um desses valores são pagos, divide por 12, e você descobre que cada um deles custa para os cofres públicos de São Paulo R$ 112,3 mil por mês.
A bolsa-moradia foi criada por meio de projeto de lei no fim de dezembro de 2002 quando o presidente da Assembleia era o atual secretário municipal de Esportes Walter Feldmann. Em nome da “igualdade” – fraternidade teria a ver com isso também ? -, foi estendido a todos os deputados em 2003.
Ouça a entrevista com o deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL-SP)
Brinquedo japonês reproduz Roleta Russa
Um balão prestes a estourar faz parte de um infame brinquedo da empresa EarlyShop, do Japão, que simula a Roleta Russa. Em lugar da bala, a arma libera uma agulha dependendo a posição do tambor. No Brasil, a lei proíbe a venda de brinquedos que possam ser confundidos com armas de verdade, com objetivo de evitar que sejam usados em assaltos. Há, porém, projeto de lei que pretende impedir a comercialização a qualquer tipo de brinquedo que forje o desenho de uma arma. Para educadores, apesar da boa intenção, a medida é ineficaz se tomada isoladamente, sem ação na família. Curiosidade: o autor do projeto é o deputado Sebastião Bala (PDT-AP)



