Deficiente: emprego, sim; consciência, ainda não

A lei de cotas para deficientes existe há 18 anos, e apesar de o número de empresas que atendem a legislação ter aumentado consideravelmente, ainda falta consciência por parte dos empregadores e mesmo dos colegas de trabalho. A constatação é de João Ribas, cadeirante, coordenador do programa de empregabilidade com pessoas com deficiência da Serasa.

Passa de 87 mil o número de pessoas contratadas pela lei que criou cota para deficientes, no Estado de São Paulo. É cerca de 80% das vagas criadas a partir da lei 8213/91 no Brasil. Toda empresa com 100 ou mais empregados é obrigada a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com trabalhadores reabilitados ou com deficiência.

Ribas citou a experiência britânica que será apresentada nesta quarta-feira, em seminário promovido pela Serasa-SP, pela CEO do Employer’s Forum on Disability, Susan Scott-Parker, que cobra responsabilidade dos empresários com o tema. Para ele, no Brasil já necessidade de se construir um comprometimento dos empregadores para que os avanços não fiquem na dependência de ações pontuais da Delegacia Regional do Trabalho.

Na segunda-feira, Cid Torquato, comentarista do Cidade Inclusiva, lembrou que a baixa escolaridade dificulta a contratação de deficientes. No ensino superior encontramos apenas 0,1% das pessoas com deficiência. Para comparar: lá estão 23,7% das pessoas sem deficiência. As empresas tem substituído o Estado na capacitação desses profissionais. Ideia defendida por Ribas, como você pode constatar na entrevista a seguir:

Ouça a entrevista de João Ribas, da Serasa, ao CBN SP

O Cidade Inclusiva vai ao ar, segundas, às 11 da manhã, no CBN SP.

Um comentário sobre “Deficiente: emprego, sim; consciência, ainda não

  1. Olha amigos, me desculpem a sinceridade.
    Talvez muitos poderão dizer que estarei abaixo “dizendo besteiras”.
    Esse negocio de cotas para deficientes, para negros, etc na minha opinião não passa de uma tremenda demagogia, uma “forma disfarçada e sutil” de discriminação
    O que vale é a capacidade não a condição física de cada um se temporaria ou permanente.
    Obviamente temos que considerar aquele funcionario com algum tipo de dificiencia e os não deficientes, portadores de alguma doença que os impedem de exercer atividades profissionais o que não é o caso de um cadeirante, deficiente visual saudável.
    A pessoa que não pode andar, exergar, falar, não é sinonimo de doente.
    Um cadeirante pode muito bem trabalhar em computadores como desenhistas, projetistas, atendentes, entre outras várias atividades sem necessidade de ter qu caminhar, assim como um deficiente visual pode trabalhar como atendente, telemarketing, vendedor interno, entre outras atividades.
    Tive um cadista durante anos, cadeirante e hoje é formado em engenharia civil e toca as suas obras muito melhor que muitos profissionais normais.
    Está na hora dos empresários e o poder publico reverem os seus conceitos,os reais valores morais, profissionais, éticoe e humanos referente aos “deficientes” que são muitas vêses barrados e não podem exercer atividades como qualquer pessoas normal.
    Não me venham com a historia que discriminação não existe porque existe sim, inclusive e pior ainda quando a pessoa passa dos cincoenta anos de idade.
    Ai o candidato e desmpregado tá lascado mesmo.
    Senhores empresãrios e hed hunters, vamos acabar com essa demagogia por favor e com esse negocio ridículo que são as tais das cotas para deficientes.

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