Markun propõe “gabinete hacker” para cidadão adotar vereador, em São Paulo

 

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O hacker Pedro Markun se candidatou pela Rede, como independente, uma oportunidade aberta pelo partido, nesta eleição municipal. Apesar de não ter conseguido votos suficientes para se eleger – pouco mais de 4 mil -, quer aproveitar a plataforma que havia proposto nas eleições para incentivar outros cidadãos a acompanhar e fiscalizar o trabalho dos vereadores eleitos.

 

Hoje, em entrevista para Fabíola Cidral, no CBN SP, da qual participei, Markun propôs a implantação do Gabinete 56, em alusão aos 55 gabinetes dos vereadores de São Paulo. O projeto pretende que cada um dos usuários adote um vereador e crie um processo comum de fiscalização, baseado nas tecnologias e redes sociais.

 

Segundo Markun, a ideia é que exista uma plataforma onde a pessoa possa escolher o vereador que quer adotar e, a partir daí, receba ferramentas que ajudem a acompanhar o mandato e um espaço para publicar essas informações.

 

Pedro Markun também vai participar pessoalmente do projeto. Ele disse que gostaria de escolher um vereador que tenha sido beneficiado com a sobra de votos da Rede, que recebeu 70 mil votos e não atingiu o quociente eleitoral.

 

A entrevista completa, você acompanha aqui:

 

 

O trabalho de Markun e demais “ativistas digitais” pode dar novo impulso e sustenção ao projeto do Adote um Vereador, que se iniciou em 2008, com a intenção de motivar o cidadão a se aproximar e interferir na política da sua cidade.

 

A propósito: neste sábado, voluntários do Adote um Vereador estarão no café do Pateo do Colégio, no centro de São Paulo, das 14h às 16h, no encontro presencial que realizam mensalmente.

Os suspeitos: um filmaço!

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Os Suspeitos”
Uma série de Dennis Villeneuve
Gênero: Suspense
País:USA

 

Keller é um pai de família bem bacana. Sua vida é feliz e tranquila. Um dia resolve fazer uma visita a um casal de amigos. Sem que eles percebam, a filha de Keller desaparece. A polícia e Keller acham um suspeito, mas por falta de provas o deixam ir. Keller não se conforma e resolve fazer sua própria investigação com a ajuda de seu melhor amigo; e sequestra o suspeito.

 

Por que ver:

 

Ai, papai! Se segura, pois o “trem é forte”!

 

Digo de boca cheia: este é um suspense dos bons. Não entrega o ouro e brinca com o espectador do início ao fim.

 

Roteiro, direção e interpretação perfeitos.

 

Em resumo: filmaço.

 

Como ver:

 

Com amigos no fimde semana pois vai demorar para que você consiga dormir depois. Adrenalina vai a mil.

 

Quando não ver:

 

Acabou de ter filho? Hummm … não é um filme, digamos, recomendado. Vai te deixar em uma paranóia do tipo “querer andar com a criança na coleira”…rsrsrsrs

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

O vereador e a função de julgar as contas de governo

 

Por André Leandro Barbi de Souza

 

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Você sabia que julgar as contas do governo municipal também é função do vereador? Sim, é do vereador a responsabilidade de julgar o desempenho do mandato do prefeito. Essa atribuição está indicada no art. 31 da Constituição Federal onde consta que anualmente as contas do governo municipal, administradas e executadas sob o comando do prefeito, devem ser tomadas, analisadas pelo Tribunal de Contas do Estado e encaminhadas à Câmara Municipal, sob a forma de parecer prévio. O Tribunal de Contas do Estado, portanto, não julga as contas do prefeito, mas auxilia a Câmara Municipal e os vereadores, manifestando-se previamente, na instrução do processo. Aliás, a competência da Câmara Municipal para julgar as contas que o prefeito deve anualmente prestar foi recentemente confirmada pelo Supremo Tribunal Federal.

 

A lógica dessa orientação constitucional reside no dever de o prefeito, que é o responsável pela gestão pública do Município, prestar contas do desempenho de seu mandato para a sociedade, que é representada pelos vereadores. É importante esclarecer que a Câmara Municipal, por seus membros, não julga o prefeito, mas, como já referido, o desempenho de seu mandato. Por essa razão que a consequência de uma eventual rejeição de contas, pelos vereadores, é a inelegibilidade do prefeito que, por essas contas, responde. Assim, a sociedade “inelege” (produz a inelegibilidade), ou seja, congela a possibilidade de aquele que não desempenhou satisfatoriamente o mandato de prefeito, em razão da rejeição das contas de seu governo, voltar a ocupar cargo público por um determinado prazo.

 

O julgamento das contas do governo local, na Câmara Municipal, tem processo próprio, inclusive com previsão constitucional de consulta pública, pelo prazo de 60 dias, para que qualquer cidadão possa, se for o caso, realizar questionamentos ou até impugnações, sem prejuízo do contraditório e da ampla defesa. Para que a conclusão do parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado não se confirme, dois terços dos vereadores devem votar contra.

 

Trata-se de um julgamento político, cabendo ao vereador examinar, com responsabilidade, os resultados gerados pelo gestor público, no desempenho de seu mandato, a fim de confirmar que a sociedade está sendo bem atendida pelo exercício da governabilidade local. Por isso não é o poder judiciário que julga, mas o poder legislativo municipal que, para tanto, legitima-se pela escolha democrática de seus membros. Por outro lado, na Câmara Municipal não há julgamento por prática de ato que possa configurar improbidade administrativa ou crime contra a administração pública, pois aí, sim, o processo é judicial.

 

É relevante, portanto, que os candidatos ao cargo de vereador compreendam a responsabilidade que assumirão, se eleitos, de julgar as contas de governo, e que revelem, ao eleitor, como eles estão se preparando também para o exercício dessa atribuição. Não é necessário que o candidato a vereador tenha formação jurídica ou curso superior para cumprir esse papel, mas é preciso que ele demonstre ter comprometimento e sensibilidade política para realizar uma criteriosa avaliação do desempenho anual do mandato de um prefeito. O que se quer de um vereador, no julgamento das contas do governo local, é que ele atue com interesse, zelo e dedicação, sob pena de, por sua omissão, descaso ou negligência, admitir-se, pela via parlamentar, que gestores administrativamente incompetentes exerçam cargos públicos.

 

André Leandro Barbi de Souza, advogado com especialização em direito político, sócio-diretor do IGAM e autor do livro A Lei, seu Processo de Elaboração e a Democracia.

Avalanche Tricolor: motivos para sorrir

 

Grêmio 1×0 Chapecoense
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Elenco comemora gol da vitória em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA, no Flickr

 

Tínhamos 12 minutos do segundo tempo quando Henrique Almeida recebeu a bola do lado direito da área, limpou a jogada e chutou em gol, obrigando o goleiro adversário a se esticar para despachar a escanteio. Soaram aplausos de todas as partes da Arena. Pouco mais tarde, ele deixou o gramado e a maioria dos torcedores voltou a aplaudi-lo, apesar de alguns apulpos.

 

Mesmo sem ter feito muito em campo, além daquele chute já no segundo tempo, e tendo ofendido um grupo de torcedores no meio da semana, durante partida da Copa do Brasil, o atacante recebeu o apoio da torcida na tarde deste domingo.

 

Até Marcelo Oliveira tirado para Cristo nesta temporada pelo baixo rendimento na lateral esquerda foi reverenciado ao receber, antes de a bola rolar, a camisa com o número 100 às costas, simbolizando a quantidade de partidas que disputou pelo Grêmio. Ao fim, depois da entrevista na beira do campo, também foi aplaudido.

 

Pedro Rocha, que muitos queriam ver em disparada mas a caminho do banco, também vaiado no meio da semana, foi aplaudido aos 10 minutos de partida, ao marcar o único gol do jogo, após iniciar jogada de contra-ataque e trocar passe com Wallace.

 

Chamou-me atenção, ainda, a diversão provocada sempre que o placar eletrônico destacava o resultado de jogos dos times que tentam escapar da zona de rebaixamento. Bastava um gol que complicasse a vida do co-irmão, e uma onda repentina de vibração tomava a Arena.

 

Tudo bem, o  nosso gol era mais do que motivo para comemorar. Porém, nos demais momentos destacados nesta Avalanche, tive a impressão de que o torcedor estava mesmo era procurando motivos para ser feliz novamente.

 

A sucessão de derrotas e empates, o despencar na tabela, depois de ter sonhado com o título, e a perda de um dos técnicos mais promissores do futebol brasileiro, geraram um baixo astral nos últimos tempos que afastou o torcedor das arquibancadas.

 

Neste domingo, porém, provavelmente impactado pela classificação à próxima fase da Copa do Brasil da forma como foi conquistada, parecia que se buscava razão para sorrir.

 

E esta será uma das missões de Renato: nos dar motivos para sorrir. Ele precisará contar com 100% da disposição do time. O apoio do elenco pelo que se viu não faltará. Que agora consigamos retomar a bola, dominar o jogo, encaixar o passe, ter mais intensidade na frente, concluir mais e marcar mais, muito mais, gols.

Conte Sua História de SP: o primeiro dia de aula, no Rio Pequeno

 

Por Samuel de Leonardo

 

 

“II Grupo Escolar do Bairro do Rio Pequeno”

 

“São Paulo, 11 de fevereiro de 1963”

 

Após nos posicionarmos em fila e ter entoado o Hino Nacional defronte ao prédio localizado na antiga Estrada Quatro ainda sem asfalto, atual Avenida José Joaquim Seabra, no Bairro do Rio Pequeno – Butantã, adentramos a sala de aula. Com o giz branco Dona Lurdinha (Maria de Lurdes Reis da Costa – nunca esqueci o seu nome) desenhara essas letras no quadro negro. Assim, numa tarde de verão, teve início o meu primeiro dia de aula naquela escola. Na verdade até então não sabia ler, mas a dedicada mestra explicou em detalhes às crianças o que traçara no quadro negro.

 

Ainda assustado com a novidade, trajando camisa branca, calça curta azul-marinho e calçando o novo Conga azul chegara a minha vez e, todo nervoso e sem jeito, apresentei-me balbuciando meu nome, confundindo-me com o Tute, apelido dado pelos meus avós paternos e o meu legitimo nome, Samuel.

 

A estrutura do prédio era todo de madeira. Dois galpões em tom azul desbotado pelo tempo, sobrepostos em pequenas colunas de tijolos à vista que comportavam duas salas de aula. O teto não tinha forro e podiam-se notar as robustas vigas cruzadas sustentando o telhado de amianto e as janelas enormes apresentavam algumas vidraças quebradas, talvez por pedradas.

 

Dispostas em fileiras carteiras duplas de madeira já desgastadas pelo tempo acomodavam a todos. À frente uma pequena mesa e uma cadeira destinada à professora, ao fundo dois armários que um dia foram envernizados completavam o mobiliário. Nota-se que o desmazelo das autoridades com a educação já se fazia presente.

 

Naquele dia nossa primeira atividade foi desenhar pequenos círculos até completar a folha. Caderno aberto sobre a carteira, lápis na mão e as “bolinhas” irregulares iam se distribuindo sobre as linhas. Então com toda a paciência do mundo nossa professorinha passou pelas carteiras elogiando a arte de cada um.

 

De repente ouve-se o tilintar da sineta tocada pelas mãos da servente, assim era denominada aquela que ainda não chegara a bedel. Hora do recreio, algazarra em profusão no enorme terreiro empoeirado a céu aberto que circundava o imóvel. Não havia muros para delimitar onde terminava a escola e começava o imenso matagal morro acima. Uns corriam para os banheiros situados nos fundos da escola, outros devoravam a lancheira. Para os que não trouxeram merenda era só descer até a pequena cozinha, única edificação de alvenaria posicionada à entrada daquela construção rústica, e apanhar um kit.

 

Enquanto os meninos corriam de um lado a outro no pega-pega, as meninas brincavam de roda ou pulavam amarelinha.

 

Novamente o tilintar da sineta, hora da segunda parte.As crianças voltaram ofegantes, suados e descabelados, alguns com os uniformes manchados por algum alimento. Eu não poderia ficar para trás, sujara a camisa branca de terra e com certeza seria repreendido pela minha mãe.

 

Agora na outra folha do caderno Dona Lurdinha pedira que desenhássemos um sol, depois uma árvore e uma casinha. Barbada, desenhar era comigo mesmo.

 

Antes que tocasse pela última vez a sineta daquele dia, ela escreveu na lousa “lição de casa”. Os meninos deveriam trazer uma folha de alguma planta qualquer, enquanto que as meninas uma flor de acordo com a preferência de cada uma.

 

Anos mais tarde após os dois galpões serem criminosamente incendiados, naquele lugar o governo construiu um belo complexo educacional com classes modernas, uma quadra e um ginásio poliesportivo coberto. Durante o dia fora batizado de Escola Estadual Daniel Paulo Verano Pontes.À noite funcionava o Ginásio Estadual Ministro Américo Marco Antônio, onde conclui o antigo ginasial.

 

Da “lição de casa” e daquela primeira vez eu nunca me esqueci, pena que aquele dia passou como um bólido, assim como rápidos foram as semanas, os meses, os anos.

Olhos da Justiça: não veja

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Olhos da Justiça”
Uma filme de Billy Ray
Gênero: suspense,drama
País:USA

 

Uma investigadora da sessão antiterrorismo do FBI tem sua filha assasinada. Seu colega dedica 13 anos de sua vida a achar o assasino e finalmente consegue fazê-lo.

 

Por que (não) ver:

 

Gente, confesso que eu não sabia que se tratava do remake do filme “Segredo de Seus Olhos”, e só ao final que percebi e fiquei bemmmm P da vida, pois sinceramente não chega aos pés do original.

 

Esta é uma crítica para você nem perder seu tempo, uma vez que o filme com o Ricardo Darin é infinitamente melhor.

 

Meu marido e eu nos esforçamos heroicamente para não dormir .

 

Julia Roberts, ok; Nicole Kidman, também, ok…

 

Como ver:

 

Alugue outro filme. A menos que você não goste de filmes que não sejam americanos ou ingleses. Meu marido, por exemplo, tem bastante resistência em assistir a qualquer filme que a língua não seja o inglês.

 

Quando não ver:

 

Sempre! Veja o original que é um filmaço.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

É só futebol?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Ao ler o atual post da Avalanche Tricolor do Mílton é difícil não entrar no tema para reafirmar que no futebol é só futebol.

 

Na melhor das hipóteses o ingrediente da política, se houvesse necessidade de incluí-lo, deveria ser para a melhoria do próprio futebol.

 

Infelizmente a realidade não é essa. O futebol, o esporte mais popular do mundo contemporâneo, oferece um produto apaixonante a um mercado em demanda crescente, porém os dirigentes agem pelo sistema político do proveito próprio. Um método envelhecido e envilecido.

 

Não é sem motivo que na FIFA, entidade máxima do futebol, parte de seus dirigentes estão presos. O brasileiro João Havelange, o mais ilustre de todos, e responsável pela hegemonia do futebol no mundo, ficou devendo explicações aos seus métodos nada ortodoxos de expansão.

 

Felizmente ontem, na sede de outro tricolor, o paulista, cujo centro de treinamento foi recentemente invadido, e alguns jogadores foram agredidos, em suspeitíssima ação com indícios de oposição política, surgiram propostas de profissionalização total da administração. Foi uma reunião Extraordinária para a reforma dos estatutos do clube. Desta vez com praticamente unanimidade entre situação e oposição.

 

Outros pontos importantes também foram pautados como mandato único de quatro anos, sem reeleição. Além disso, houve forte presença de empresários de renome como Abílio Diniz. Totalmente avessos a este futebol de velhacos, onde as confederações arcaicas induzem os votos e repudiam até a tecnologia para manter poder e manipulação.

 

É hora de saber se esses dirigentes amadores têm ao menos noção da grandeza das marcas que administram. O recente post de Emerson Gonçalves no Globo Esporte dá uma ordem de grandeza de SPFC e Grêmio no mercado.

 

Pela recente pesquisa do SPC englobando as capitais:
O SPFC e o Grêmio são o 3º e o 6º do ranking, com o detalhe que o Grêmio por classe AB é o 3º e o SPFC o 4º.

 

No IBOPE:
O SPFC e o Grêmio são 3º e 8º

 

No Datafolha:
O SPFC e o Grêmio são 3º e 5º

 

Administrar equipes esportivas “TOP TEN” de mercados competitivos e em crescimento é tarefa para especialistas. Quem sair na frente ficará na frente.
Será o seu time?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Avalanche Tricolor: é uma pena, Roger não volta mais

 

Ponte Preta 3×0 Grêmio
Brasileiro – Campinas/SP

 

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Luan em meio a marcação adversária em foto do site Grêmio.net

 

Só esperava o Jornal da CBN sair do ar para começar a escrever esta Avalanche. Abri mão de escrevê-la ontem após a partida, como é de costume, não apenas pelo adiantado da hora, mas porque, confesso, desisti de vê-la quando faltavam cinco minutos para o fim.

 

Eu não sou de desistir. Quem me conhece sabe disso. Os torcedores contrários aqui de São Paulo também sabem disso: à primeira provocação, vou sempre em busca de uma resposta à altura. Sempre acho um viés favorável ao nosso tricolor. Faço isso pelo prazer de não dar o braço a torcer e por ser adepto da ideia de que roupa suja se lava em casa (e não no WhatsApp)

 

Na noite desta quarta-feira, porém, desisti antes de o jogo se encerrar.

 

Deveria tê-lo feito já na primeira meia hora de partida quando percebi que a ligação direta, o chutão da defesa para o ataque, voltara. Uma estratégia que tem tudo para dar errado, especialmente em um time que não tem o centroavante típico, aquele grandalhão que fica trombando com os zagueiros e faz qualquer coisa pra empurrar a bola para o gol. Nossos atacantes precisam da bola rolando, passando de pé em pé e colocada em posição privilegiada.

 

Esperei o intervalo na esperança de que haveria mudanças. Houve, mas apenas na escalação. Mesmo porque no meio de campo não tinha ninguém com capacidade de receber a bola, fazer a transição e entregá-la em boas condições ao ataque. Giuliano que ajudava muito nesta função e também na marcação, protegendo nossos volantes e a defesa, já não veste mais nossa camisa, foi para o estrangeiro para em seguida ser convocado à seleção brasileira. Por força dos cartões amarelos, Douglas que faz isso com maestria também estava fora da equipe (menos mal que volta em seguida). E fez uma tremenda falta naquele jogo truncado de ontem.

 

Mesmo assim, insisti. Acreditei na possibilidade que em uma escapada qualquer, um dos nossos conseguiria chegar ao gol adversário. E quase sem querer, empurrando a bola pra frente, Marcelo Oliveira criou essa oportunidade.

 

Deveria ter desistido quando vi o primeiro gol do adversário. Mais um de cabeça. Mas acreditei que, mesmo que fosse em um lance de sorte, poderíamos empatar. Quem sabe, virar.

 

Poderia ter desistindo ao assistir ao segundo gol de cabeça do adversário. Mas pensei comigo mesmo: não somos nós os Imortais? Quis acreditar que poderia estar diante de mais uma epopeia da nossa história.

 

Nos minutos que se seguiram, perdemos uma cobrança de escanteio, batemos falta na barreira e desperdiçamos cruzamentos na cabeça dos defensores. Sem contar que escapamos de tomar mais um ou dois gols. Mesmo assim, eu insisti.

 

Só fui abatido quando faltavam cinco minutos e em rara tentativa de ataque: logo após termos tropeçado na bola, erramos mais um passe em direção ao gol.

 

Apaguei a televisão e desisti.

 

Ainda de madrugada, quando acordei para trabalhar, soube que havíamos tomado mais um gol. Mais triste do que isso: Roger, assim como eu, também havia desistido. A diferença é que eu, amanhã, estarei de volta à “arquibancada”, torcendo e sofrendo pelo Grêmio. Acreditando que dá pra dar a volta pro cima. Que as coisas vão dar certo para nós. E Roger não estará mais.

 

É uma pena! Ele era a esperança de que estávamos diante de um outro olhar sobre o futebol. Fez-me acreditar que seríamos capazes de implantar um modelo inteligente de atuar. Cheguei imaginar que a política interna do clube seria insuficiente para influenciar o trabalho dele. Que conseguiríamos desenvolver um planejamento de longo prazo, como fazem as grandes equipes do futebol mundial. Que formaríamos um time de dar orgulho pela maneira de jogar e, claro, em breve, nos desse também os títulos que tanto almejamos.

 

Drop Dead Diva: série pra ser vista e se aceitar

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:

 

“Drop Dead Diva”
Uma série de Josh Berman
Gênero: Comédia/ Fantasia
País:USA

 

Uma linda e fútil modelo e uma brilhante e gordinha advogada morrem no mesmo dia e na mesma hora. No céu, a modelo aperta um botão de “retornar” e acaba entrando no corpo da advogada, assumindo sua vida , seu QI e seu guarda roupas.

 

Por que ver:

 

É uma série muito divertida e leve que realmente merece ser vista.

 

A princípio nossa tendência é pensar : “meu Deus já imaginou reencarnar em uma super gordinha, sendo que seu corpo original é deslumbrante. Nossa deve ser desesperador”.

 

Outro pensamento que nos ocorre: “pronto, agora a alma da modelo vai fazer esta gordinha emegrecer e assim tudo vai dar certo”.

 

Mais um: ”não é possível que o antigo amor da modelo vá se apaixonar por alguém com esta aparência”…

 

A medida que a série passa, percebemos que esta frivolidade deixa e muito de se tornar importante. Nos conectamos de tal maneira com a personagem que começamos a achar a Jane (a gordinha) muito mais legal que a antiga modelo (Deb). E chegamos a conclusão de que preferímos “ser”a Jane do que a Deb.

 

Uma reflexão bem bacana sobre auto-aceitação e o que é realmente importante na vida.

 

Como ver:

 

A qualquer horário e de preferência com aquela menina adolescente que não se aceita. A mensagem é tão bacana e tocante que vale a pena.

 

Quando não ver:

 

Se você quiser dormir cedo. Será inevitável assistir a mais de um episódio por vez.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

O eleitor precisa saber quem é o vice-prefeito

 

Por André Leandro Barbi de Souza

 

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Ao lado do prefeito, as eleições deste ano definirão o vice-prefeito do Município. Nem sempre esse fato chama a atenção do eleitor, pois não há voto explícito para vice-prefeito. Ao escolher o prefeito, escolhe-se o vice-prefeito que, com ele, compõe a chapa majoritária de um partido ou de uma coligação. Mas é importante que o eleitor direcione seu olhar também para os candidatos a vice-prefeito. E por quê? No mínimo por dois importantes motivos…

 

Primeiro, porque o vice-prefeito é o substituto primário do prefeito, não só temporariamente, nos respectivos impedimentos, mas definitivamente, quando o sucede, nos casos de vacância, que poderá ocorrer mediante renúncia, falecimento ou cassação de mandato. E nesse ponto é importante recordar que a hipótese de um vice suceder o titular do cargo não tem sido rara no Brasil, inclusive está configurada no atual momento, no ambiente da Presidência da República.

 

Segundo, porque o vice-prefeito deixou de ser aquele cargo reativo, que só era acionado quando convocado para substituir o prefeito, permanecendo inerte nas demais situações, com seu titular nem mesmo comparecendo na prefeitura. Em muitos municípios, inclusive, havia equívoco na legislação que fixava o subsídio do vice-prefeito, quando referia que ele seria remunerado apenas “quando” exercesse o cargo, como se fosse possível trabalhar ou não trabalhar. Essa hipótese não mais é aceita, pois o vice-prefeito é um cargo público e deve ser atendido plenamente, cabendo ao seu titular o exercício integral das atribuições que a lei lhe confere. Nesse sentido, é importante que os candidatos a vice-prefeito confiram, em seus respectivos municípios, quais são as atribuições que deverão atender, caso sejam eleitos, inclusive para abordá-las durante a campanha.

 

Dentre as atribuições do vice-prefeito, considerando que esse cargo passou a ter protagonismo junto à administração pública, estão: a possibilidade de ele assumir uma secretaria ou uma autarquia, mediante convocação do prefeito; fazer a interlocução política com a câmara municipal; atuar, pelo seu gabinete, na interação com os segmentos organizados da sociedade, como sindicatos, associações, clubes de serviço, organizações não-governamentais e terceiro setor; coordenar programa sociais de governo, em conjunto com as secretarias e conselhos identificados com o objeto da ação a ser atendida; discutir e buscar a composição de dados e de informações para projetos que visem a captação de recursos junto ao governo federal e demais instituições nacionais e internacionais; coordenar as parcerias com entidades da sociedade civil, em regime de mútua cooperação, visando o atendimento de finalidades recíprocas e de interesse público; sem prejuízo de outras que possam ser construídas a partir da legislação local.

 

Percebe-se, portanto, que o vice-prefeito deixou de ser aquele “convidado de festa” que ficava isolado e deslocado, podendo sair e entrar quando bem entendesse, “olhando” tudo de longe, sem ser notado. O papel do vice-prefeito, no atual contexto, é estratégico e tático, integrando a administração superior da prefeitura, inclusive com inserções nos campos administrativo e operacional, assumindo a respectiva responsabilidade de seus atos e de suas decisões, tanto quando alcançarem êxito como quando fracassarem.

 

Cabe ao eleitor, portanto, o dever de examinar com muita atenção quem são os candidatos a vice-prefeito, como se relacionam com os candidatos a prefeito a que se vinculam, quais são as suas posições sobre as principais demandas demarcadas na campanha, como é a história de cada um, pessoal e política, qual grau de conhecimento eles têm para o exercício do cargo… Se a administração pública do Município não mais cabe na atuação exclusiva do prefeito, o voto do eleitor não mais deve restringir-se à análise dos candidatos a prefeito! Então, como é o candidato a vice-prefeito do candidato a prefeito que você está escolhendo?

 

André Leandro Barbi de Souza, advogado com especialização em direito político, sócio-diretor e fundador do IGAM e autor do livro A Lei, seu Processo de Elaboração e a Democracia.