Avalanche Tricolor: é uma pena, Roger não volta mais

 

Ponte Preta 3×0 Grêmio
Brasileiro – Campinas/SP

 

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Luan em meio a marcação adversária em foto do site Grêmio.net

 

Só esperava o Jornal da CBN sair do ar para começar a escrever esta Avalanche. Abri mão de escrevê-la ontem após a partida, como é de costume, não apenas pelo adiantado da hora, mas porque, confesso, desisti de vê-la quando faltavam cinco minutos para o fim.

 

Eu não sou de desistir. Quem me conhece sabe disso. Os torcedores contrários aqui de São Paulo também sabem disso: à primeira provocação, vou sempre em busca de uma resposta à altura. Sempre acho um viés favorável ao nosso tricolor. Faço isso pelo prazer de não dar o braço a torcer e por ser adepto da ideia de que roupa suja se lava em casa (e não no WhatsApp)

 

Na noite desta quarta-feira, porém, desisti antes de o jogo se encerrar.

 

Deveria tê-lo feito já na primeira meia hora de partida quando percebi que a ligação direta, o chutão da defesa para o ataque, voltara. Uma estratégia que tem tudo para dar errado, especialmente em um time que não tem o centroavante típico, aquele grandalhão que fica trombando com os zagueiros e faz qualquer coisa pra empurrar a bola para o gol. Nossos atacantes precisam da bola rolando, passando de pé em pé e colocada em posição privilegiada.

 

Esperei o intervalo na esperança de que haveria mudanças. Houve, mas apenas na escalação. Mesmo porque no meio de campo não tinha ninguém com capacidade de receber a bola, fazer a transição e entregá-la em boas condições ao ataque. Giuliano que ajudava muito nesta função e também na marcação, protegendo nossos volantes e a defesa, já não veste mais nossa camisa, foi para o estrangeiro para em seguida ser convocado à seleção brasileira. Por força dos cartões amarelos, Douglas que faz isso com maestria também estava fora da equipe (menos mal que volta em seguida). E fez uma tremenda falta naquele jogo truncado de ontem.

 

Mesmo assim, insisti. Acreditei na possibilidade que em uma escapada qualquer, um dos nossos conseguiria chegar ao gol adversário. E quase sem querer, empurrando a bola pra frente, Marcelo Oliveira criou essa oportunidade.

 

Deveria ter desistido quando vi o primeiro gol do adversário. Mais um de cabeça. Mas acreditei que, mesmo que fosse em um lance de sorte, poderíamos empatar. Quem sabe, virar.

 

Poderia ter desistindo ao assistir ao segundo gol de cabeça do adversário. Mas pensei comigo mesmo: não somos nós os Imortais? Quis acreditar que poderia estar diante de mais uma epopeia da nossa história.

 

Nos minutos que se seguiram, perdemos uma cobrança de escanteio, batemos falta na barreira e desperdiçamos cruzamentos na cabeça dos defensores. Sem contar que escapamos de tomar mais um ou dois gols. Mesmo assim, eu insisti.

 

Só fui abatido quando faltavam cinco minutos e em rara tentativa de ataque: logo após termos tropeçado na bola, erramos mais um passe em direção ao gol.

 

Apaguei a televisão e desisti.

 

Ainda de madrugada, quando acordei para trabalhar, soube que havíamos tomado mais um gol. Mais triste do que isso: Roger, assim como eu, também havia desistido. A diferença é que eu, amanhã, estarei de volta à “arquibancada”, torcendo e sofrendo pelo Grêmio. Acreditando que dá pra dar a volta pro cima. Que as coisas vão dar certo para nós. E Roger não estará mais.

 

É uma pena! Ele era a esperança de que estávamos diante de um outro olhar sobre o futebol. Fez-me acreditar que seríamos capazes de implantar um modelo inteligente de atuar. Cheguei imaginar que a política interna do clube seria insuficiente para influenciar o trabalho dele. Que conseguiríamos desenvolver um planejamento de longo prazo, como fazem as grandes equipes do futebol mundial. Que formaríamos um time de dar orgulho pela maneira de jogar e, claro, em breve, nos desse também os títulos que tanto almejamos.

 

6 comentários sobre “Avalanche Tricolor: é uma pena, Roger não volta mais

  1. Quem le o texto tem a impressão que o time do autor jogou sozinho. Ele ficou tão abalado que inverteu o placa do título. Só um detalhe: o “adversário” foi a valente Ponte Preta, também conhecida por Macaca.

  2. Caio: obrigado por me alertar pela troca do placar. Vai ver falou mais alto meu desejo de ver a vitória gremista sobre a Ponte Preta. Já corrigi. Quanto ao falar do adversário, talvez você desconheça, mas a Avalanche Tricolor é coluna dedicada ao meu Grêmio, ao time pelo qual torço e não escondo, mesmo porque não me envergonho disso. Ao contrário, tenho muito orgulho. Uso a Avalanche para desaguar minha paixão tricolor, por isso não falo do adversário – respeito a todos – e me refiro ao Grêmio e aos gremistas. É quase uma conversa de gremista para gremista, com direito a bisolhada e flauta de torcedores adversários, como é o seu caso.

  3. O mais triste dos episódios que provocaram o pedido de demissão de Roger,sem sombra de dúvida. Não conheço a turma aí de cima – refiro-me aos que estão sendo cogitados para substituir o nosso ex-técnico – mas tremo com a possibilidade de termos uma reprise de Renato Portallupi. Por falar neste nome,pergunto que equipes ele treinou nos últimos tempos ou, no mínimo,se tratou de tomar aulas capazes de permitir que ele está, completamente,,desinformado. Padre Réus que nos ajude!

  4. O mais triste dos episódios que provocaram o pedido de demissão de Roger,sem sombra de dúvida. Não conheço a turma aí de cima – refiro-me aos que estão sendo cogitados para substituir o nosso ex-técnico – mas tremo com a possibilidade de termos uma reprise de Renato Portallupi. Por falar neste nome,pergunto que equipes ele treinou nos últimos tempos ou o que fez de positivo no futebol, para nos provar que ele não está completamente desinformado. Padre Réus que nos ajude.

  5. Estive no Moisés Lucarelli na quarta-feira. Somente agora estou conseguindo me reerguer. Foi muito feio. Também não sou de desistir dos jogos do Grêmio mas nesse levantei e fui embora logo após o primeiro gol. Atuação lamentável do time. Mas hoje já estou otimista novamente no aguardo do jogo de amanhã contra o Fluminense. Assim tem sido a nossa espera nesses últimos anos. Sempre resta uma esperança!

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