A violência no trânsito: dados divulgados pela CET, em São Paulo

Mortes no Trânsito Paulistano

Ano Pedestre Motorista/passageiro** Motociclista Ciclista Total
2006 734 283 380 84 1.487 *
2007 736 281 466 83 1.566
2008 (janeiro a outubro) 569 202 386 55 1.212

 

*Em novembro de 2006, houve duas mortes sem o tipo de usuário conhecido pela CET, totalizando 1.487 mortes/ano.

**Motorista/passageiro de automóvel, ônibus ou caminhão (qualquer veículo com 4 rodas ou mais).

Fonte: Gerência de Segurança de Tráfego (GST)/CET

Escondidinhos e pouco conhecidos

Por Ailin Aleixo

Sollare 55

É um oásis no meio da muvucada Snta Ifigêna, descoberto só mesmo por quem percorre aquele pedaço a pé. Sem placas nem faixas, o salão ocupa uma área de 600 metros quadrados, com capacidade para 250 pessoas, no piso superior de uma galeria. Amplo e arejado, o lugar tem até jardim de inverno e bar, diferente das lanchonetes ebotecos claustrofóbicos da região. Para comer, tem arroz, feijão, saladas, massas, purês, assados e churrasco, tudo vendido a quilo. às sextas, os frutos do mar aparecem em maior quantidade nas versões de paella, vinagrete de lula e polvo, gratinado de siri e camaão. Em geral, tudo feito no capricho.
R. Santa Ifigênia, 51/55, 1 piso, centro, tel.: 3313-2465

Pateo da Luz

Para chegar ao restaurante, é preciso vencer a ruidosa e sempre lotada praça de alimentação do shopping center 3. Mas vale o esforço. O salão é simpático, agradável mesmo quando lotado e o bufê exibe capricho. Há mesa com mais de 20 tipos de saladas de pratos frios, outra com entradinhas e uma terceira com os pratos principais. No dia da visita, uma gostosa feijoada, com todos os itens separadinhos, atraía a maioria da clientela. Av. Paulista, 2064, Cerqueira César, tel.: 3266-5975

Gastrô Espaço Gourmet

Inaugurado em setembro, o Gastrô é uma escola de culinária charmosa, localizada em uma rua mais charmosa ainda. Uma boa desculpa para conhecer o lugar é o almoço executivo servido de segunda a sexta. O clima é de café: poucas mesinhas, ambiente wi-fi, serviço meio devagar (embora simpaticíssimo) e apenas duas opções de pratos a cada dia. As receitas são preparadas pela chef Fernanda Lopes de Almeida, que também dá aulas ali. No dia da visita, havia salada caesar (com frango desfiado, item dispensável) ou mix de folhas com gomos de laranja. Como principal, um tenro saint-pierre (ou frango) com molho branco perfumado de tangerina, acompanhado de cuscuz marroquino, ou penne com molho de tomate da mamma e linguiça toscana. Quem quiser pode optar pelo Almoço Gourmet: o aluno aprende a fazer o prato e come depois.
R. Tinhorão, 122 – Higienópolis, tel.: 3666-7111

Câmara oferece serviço de busca no site para projetos e leis, em São Paulo

Um banco de dados enorme e rico de informações está à disposição dos paulistanos no site da Câmara Municipal, a partir deste mês. No serviço é possível encontrar curiosidades históricas como a formação da casa em 1892, na época abrigando 16 vereadores.  Mas também tem os textos dos projetos de lei e documentos das comissões parlamentares de inquérito. A busca torna as informações da Câmara mais claras, o que vem sendo reclamado há algum tempo. Ainda não oferece as facilidades tratadas em nota aqui no blog, ontem, sobre a “Consulta Cidadã” do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, mas é um avanço.

Para acessar o serviço deve-se clicar no ítem “legislação”no Portal da Câmara e, em seguida, em “consulta avançada”. Há opção da “consulta simplificada” na qual se tem leis aprovadas desde 1996 e projetos desde 2001.

Para acompanhar a tramitação de projeto de lei o cidadão tem de acessar o ítem “processo legislativo”. A busca aqui é mais complicada pois é preciso ter o número do projeto para saber em que pé anda. Eu como não sabia quais os números dos projetos de lei que reduzem o período de recesso parlamentar na Câmara, não consegui a informação desejada.

A assessoria de comunicação da Câmara Municipal de São Paulo anuncia que, em breve, serão adotadas novos mecanismos para dar mais transparência aos trabalhos dos veredores.

Azar deles: Cassino é fechado no Sacomã

Cassino fechado

Toda semana, ao menos uma mensagem chega ao CBN São Paulo com informações e dúvidas sobre o funcionamento de bingo na cidade. Sabe-se que estão proibidos, mas a forma acintosa como alguns convidam os jogadores a entrar gera desconfiança no cidadão. Desta vez, a turma do jogo deu azar.A Subprefeitura do Ipiranga fechou o cassino que estava na rua Caripurá, 453, travessa da estrada das Lágrimas, no Sacomã. Lá havia um bar, 39 máquinas de caça-níquel, e mini-câmeras para controlar a movimentação das máquinas e também o movimento externo do local. O proprietário foi preso e a multa, de R$ 28 mil.

São Paulo 40 graus, relaxe e beba

Ailin Aleixo
Época SP na CBN

Estacione seu carro nos arredores do cruzamento das ruas Mourato Coelho e Aspicuelta e caia no bochicho. O famoso quadrilátero dos bares José Menino, Cervejaria Patriarca, Posto 6 e Boteco São Bento é o lugar onde você vai encontrar bares abertos – e pessoas animadas – até numa segunda-feira chuvosa. A Cervejaria Patriarca tem uma ótima costela no bafo (que fica 24 horas numa churrasqueira) e vem acompanhada por cebola-pérola glaceada com mel e shoyu, pão frânces, feijão caseiro e mandioquinha chips (R$ 41,80). Além disso, o cardápio indica as harmonizações de cachaça e cerveja que podem ser feitas com os tira-gostos. Aberto de fora a fora, chão quadriculado e garçons desfilando com bandejas de chope (R$ 4,40 a R$ 6,50) em tulipas finas está o Boteco São Bento. O forte da casa é a macia picanha no réchaud, que vem acompanhada de alho, vinagrete, cebola, farofa e pão italiano (R$ 59,90). No clima das chapas, também está o Posto 6, que utiliza o método para fazer tanto carnes quanto pizzas crocantes e fininhas. A marguerita (molho de tomate, mussarela, rodelas de tomate, parmesão, manjericão e orégano, R$ 21,40) é ótima. Os fãs de frutos do mar têm pouco tempo para se despedir do José Menino. O bar está sendo vendido e passará por grandes reformulações em breve.

Boteco São Bento, tel.: 3079-4389. Seg. a sex., 12h/15h30 e 16h/último cliente; sáb., 14h/último cliente; dom., 12h/último cliente.

José Menino, tel.: 3817-5621. Seg. a sáb., 17h/3h; dom., 12h/2h.

Cervejaria Patriarca, tel.: 3812-4342. Ter. a sex., 17h/último cliente; sáb., 14h/último cliente; dom., 12h/último cliente.

Posto 6, tel.: 3031-4941. Seg. a sáb., 17h/3h; dom., 12h/2h.

Foto-ouvinte: Mergulho em Paraty

Enchente em Paraty

Era para serem dias de descanso, mas deu o maior trabalho a tromba d’água que atingiu a cidade de Paraty, litoral sul do Rio. O pátio das pousadas e os quartos foram invadidos. A enchente danificou carros de turistas. Alguns foram estacionar no saguão para escapar do aguaceiro (foto). O estouro da adutora deixou o pessoal sem água potável. A piscina foi reservatório para o banho e banheiro. E tudo foi registrado pela máquina do colaborador do blog Marcos Paulo Dias que deixou Paraty esta semana com um recado aos interessados em voltar para a bela cidade do litoral fluminense: informe-se se a adutora já está funcionando, caso contrário escolha alguma cidade mais próxima para descansar. Clique na imagem acima e veja outras fotos sobre a enchente em Paraty.

Uma pioneira, uma guerreira: A força da mulher nos transportes

Por Adamo Bazani

Pioneira no transporte
Áurea acompanhada do marido e do cunhado

Apesar da situação ter mudado muito nos últimos anos, o ramo de transportes de passageiros ainda possui uma mão de obra predominantemente masculina. Com o desenvolvimento das formas de gestão das empresas de ônibus, com complexos escritórios e setores de comunicação, informática e recursos humanos, várias mulheres têm atuado no setor. Mas na operação dos ônibus, como motoristas, elas ainda são minoria.

Muitas se orgulham em dirigir os atuais ônibus, hidráulicos e eletrônicos, muito confortáveis, mas ainda enfrentam dificuldades, como o preconceito.

Se atualmente, o setor ainda não oferece todas as condições ideais para as mulheres estarem à frente dos brutos, imagine nos anos 70, quando a mentalidade era diferente e as condições de vias e veículos bem piores?

Para dona Áurea Antonio Pinto, de 67 anos, estas dificuldades foram superadas pela garra e paixão aos transportes. Natural de Cambará, no Paraná, e criada em Santa Mariana, no mesmo Estado, Áurea foi uma das primeiras motoristas de ônibus do Brasil. Ela mostrou ao setor o quanto o cuidado e o carinho especial que só as mulheres têm são importantes no relacionamento com os passageiros e no trânsito. Mas foi difícil a sociedade entender isso.

Áurea, sempre com seu jeito imperativo e de se dar o respeito, superou todo o preconceito e todas as dificuldades.

“Como ela tinha cara de brava, o pessoal não falava muita coisa diretamente pra ela, mas, como cobrador, eu ouvia muitas conversinhas, frases e piadinhas desrespeitosas dentro do ônibus a respeito de Áurea” – conta o motorista José Pedro dos Santos Neto, de 50 anos, que hoje é casado com dona Áurea e já foi cobrador das Viações ABC e Cacique (essa última extinta), ambas do mesmo grupo, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Bebê foi criado dentro do ônibus

Dona Áurea começou a trabalhar no ramo em 1977, na Viação ABC. Ela se iniciou como cobradora. “Na época não tinha a caixa do cobrador sobre a catraca, como hoje,. Eu ficava em pé, com uma caixa de sapatos, onde guardava o dinheiro e as fichas das seções percorridas pelos ônibus” – lembra dona Áurea.
Determinada e apaixonada pelo ramo dos transportes, nesta época, Dona Áurea tinha um filho de seis meses, atualmente com 34 anos. Ela saía a pé às duas horas da manhã de casa com a criança, chegava à garagem, pegava a caixinha de sapato, uma cesta de vime e ia com o bebê trabalhar.

Numa jornada de mais de 10 horas de trabalho, Dona Áurea, dentro do ônibus, se dividia entre a função de cobradora e de ser mãe.
“Esse meu filho foi criado dentro do ônibus literalmente”

A mulher mais importante do mundo

Dois anos depois, o proprietário da empresa, José Fernando Medina Braga, vendo a dedicação de dona Áurea, a convidou para ser motorista. Algo na época impensável, mas que revelou o lado visionário do empresário, que morreu em 1988.

E assim foi a primeira vez de Dona Áurea profissionalmente ao volante de um ônibus. Ela se lembra de cada detalhe até hoje. Era um ônibus chassi 1111 da Mercedes Benz, com volante bem duro. A carroceria era um modelo Gabriela da Caio, com embreagem seca. O prefixo do ônibus ela jamais esquece: 65.

Inicialmente, ela deu uma volta na garagem com um ônibus da carroceria Grassi (a primeira encarroçadora de produção em série do Brasil), apelidado de “caixotinho” por ser pequeno e todo quadrado e depois partiu para o Caio Gabriela (modelo que parou de ser produzido nos anos 80).

“Me senti a mulher mais importante do mundo quando saí com o ônibus da garagem. No Paraná, sempre fiz serviço de roça. Depois fiz curso de cabelereira, fui costureira, enfermeira, mas queria profissão de homem na época”

Na primeira esquina, em São Bernardo do Campo, um susto. Ela foi fechada por um carro na entrada de um viaduto próximo do bairro de Ferrazópolis. Mas isso não a fez desanimar. Pelo contrário, todo seu cuidado e carinho pelo ônibus e passageiros afloraram-se. Ela orgulha-se em dizer que nunca bateu o ônibus na vida e tratava o veículo tão bem que qualquer barulhinho diferente avisava os mecânicos.

“Ela tem um ouvido muito aguçado. Ela parava na garagem e falava – Esse ônibus não ta bem, ele ta fazendo um barulho diferente – Dito e feito. O ônibus estava com problemas” – lembra Eliziário Bonfim dos Santos, chefe de manutenção da Viação ABC e que trabalha na empresa há mais de 40 anos. Ele explicou que o Caio Gabriela dirigido por Dona Áurea, era um dos mais conservados da empresa.
“Enquanto tínhamos de trocar o sistema de embreagem de mês em mês dos outros ônibus, o 65 (prefixo do Gabriela de Dona Áurea) só precisava de reparos a cada 3 meses” – explica Eliziário.

Tanto carinho e dedicação fizeram com que a motorista pioneira do Grande ABC ganhasse a amizade e a confiança dos donos da empresa. “Quantas vezes a família do Fernando Medina Braga (dono da empresa) ficava aos meus cuidados quando havia alguém doente. Quantas vezes eu cuidava do seu João Antônio e da Maria Beatriz (hoje proprietários do Grupo ABC de transportes), ainda eles pequenos. Hoje os considero como família” – emociona-se Áurea.

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Restaurantes brasileiros para levar os amigos e esquecer da hora

Acompanhe as sugestões da Ailin Aleixo, no Época SP na CBN:

Barra Baiana

O talento culinário da baiana Vanilda Barreto de Moraes, mais conhecida como Vanda, é indiscutível. Ela prepara quitutes de sua terra com maestria e sabe servi-los de um jeito que agrada até o mais exigente dos paulistanos – a porção de pequenos acarajés, por exemplo, chega à mesa com todos os recheios separados, um capricho só. Os pratos, fartos em leite de coco e azeite de dendê, são deliciosos e misteriosamente mais leves do que de praxe. Pena que Vanda não demonstre tanto talento como administradora. O salão é um forno. A opção do bufê, que também inclui receitas baianas às sextas, sábados e domingos, não exibe o mesmo cuidado dos (caros) pedidos à la carte. E o serviço, de tão atrapalhado, frequentemente vira tema de piada sobre os baianos. A quem quiser fazer o teste, dois conselhos: vá sem pressa e escolha um dia de temperatura amena. 

R. Traipu, 156 – Perdizes – São Paulo – SP tel.: 3666-5565

Sabor do Picuí

O restaurante que abriu há duas semanas fica numa agradável e arejada casa de esquina, com mesinhas ao ar livre, perfeita para levar os amigos e ficar até o sol baixar. O atendimento– feitos por garçons vestidos de Lampião– é super atencioso e simpático. O carro chefe é a carne de sol. O pedaço saboroso de carne vem coberta com queijo coalho e vários acompanhamentos: farofa d´agua, feijão caipira, pirão de queijo, vinagrete, uma deliciosa e crocante macaxeira frita, paçoca de carne e arroz. Aporção é imensa. A meia dá tranquilamente para duas, até três pessoas, e custa só 37 reais. Para quem quiser algo mais típico ainda, há a buchada de bode (36 reais para duas pessoas).

Av. Pompéia,1477, tel.: 3862-5564

Opinião de Ouvinte: Calçadas são “roubadas” por bares e restaurantes

José Luiz Pinto da Fonseca
Ouvinte-internauta do CBN SP

“Ouvi com muita atenção a sua matéria com a procuradora Dra. Cláudia Maria a respeito da situação das “calçadas” na nossa cidade de São Paulo, pois como munícipe atento também estou engajado nisso desde 2.003, quando proliferaram de maneira enorme bares, restaurantes, pizzarias, lanchonetes e até açougues nos bairros de Perdizes, Pompéia, Vila Romana e Lapa, que estão fazendo as nossas calçadas de segurança como seus  salões de refeições e bebidas.Fiz inúmeras denúncias à subprefeitura da Lapa nesse período, inclusive através dos jornais de bairro, nos quais houve muitas reclamações de outros moradores indignados como eu com os abusos cometidos constantemente.

A lei 12.202 de 1.996, da autoria do então vereador Said Murad (hoje deputado estadual) e promulgada pelo então prefeito Paulo Maluf, nefasta para a nossa Cidade na minha opinião, não é cumprida quanto aos seus tópicos de aplicação como deveriam, e a fiscalização embora recolha mesas e cadeiras, não faz com que os estabelecimentos que apresentaram seus projetos de uso do espaço público para aprovação passem a cumprir o que determina essa lei.

Exemplos disso, são as elevações/patamares em alvenaria feitos para “aplainar” as calçadas (geralmente deixando espaço exíguo de menos de 1 metro para a passagem dos pedestres), colocação de toldos quase até a beirada afixados no chão por ganchos chumbados e que ficam à mostra no piso e que podem provocar tropeções e quedas, especialmente em idosos, grades chumbadas na parede do estabelecimento para “enquadrar” os espaços ocupados, cadeiras e mesas colocados junto a equipamentos públicos como postes, orelhões, caixas de correio e árvores (alguns até retiram as árvores para obter mais espaço), churrasqueiras/fornos de todos os tamanhos até a beirada da calçada exalando fumaça até a noite (gostem ou não de carne os vizinhos), além, é claro, dos equipamentos dos tais valets (guarda-sóis, bancada e bancos), inclusive no meio fio da calçada, e do barulho noturno a céu aberto feito pelos frequentadores, pois depois da 3a. cerveja “ninguém é de ninguém”, como diz o título e a letra de uma famosa música brasileira. Inclusive, depois das mesas ocupadas, as pessoas ficam em pé nas calçadas com seus copos nas mãos, tomando totalmente o espaço destinado para que os pedestres circulem, e aí o jeito é passar pelo meio das ruas junto ao trânsito de carros, arriscando-se a um atropelamento.

Caro jornalista Milton, além de todas essas coisas praticadas fora do texto da lei, existe o fato concreto do péssimo exemplo que está sendo dado às crianças e jovens adolescentes quanto ao consumo de bebida alcoólica, pois o que está sendo feito em público nesses estabelecimentos que usam as nossas calçadas de circulação em segurança, é uma indução direta para que também frequentem esses locais, já que a fiscalização quanto a venda de bebibas é muito precária e não cobre toda a Cidade.

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