Para os formigões (Ailin Aleixo, inclusive)

Para os formigões (Ailin Aleixo, inclusive)

Para quem ama guloseimas, aí vai um roteiro da Ailin Aleixo, no Epoca SP na CBN, de novos endereços imperdíveis em São Paulo:

A Esses Chocolates, de Renata Arassiro, é uma butique elegante que vende jóias de matéria-prima belga. R. Pascal, 1.195, Campo Belo, tel.: 5092-4977.

O chef Laurent Suaudeau abriu a primeira filial de sua sorveteria Vipiteno. Fica no shopping Market Place, 3º piso, tel.: 4111-5689

A unidade de Moema da pizzaria Speranza agora tem um empório anexo, o Speranza Gastronomia. Estão à venda conservas, geléias, azeites, doces e massas – o cliente leva para casa ou abre e consome lá mesmo, com vinhos em taça. Av. Sabiá, 788, Moema, tel.: 5051-7615.

A confeitaria O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo abriu uma filial, bem mais espaçosa do que a matriz da Oscar Freire, com direito a mesinhas na varanda. Fica na R. Alagoas, 852, Higienópolis, tel.: 2893-0050. Outra, também nova, fica na R. girassol, 185, na Vila Madalena.

São Paulo terá mais 1.246 vereadores com voto do Senado

O Senado aprovou na madrugada desta quinta-feira a Proposta de Emenda à Constituição que aumenta dos atuais 51.924 para 59.267 –acréscimo de 7.343– o número de cadeiras nas Câmaras Municipais de todo o país.

Cálculo da Transparência Brasil mostra que o Estado de São Paulo e suas 645 cidades serão os que reeberão o maior número dos novos vereadores. Serão abertos mais 1.246 vagas nos municípios da Região Metropolitana e interior. A capital já tem o número máximo previsto em lei: 55 vereadores. Depois de São Paulo, o estado de Minas será o maior ” beneficiado” com a emenda: mais 884 vagas.

A emenda será promulgada pelo Congresso ainda hoje e entra em vigor imediatamente. A proposta altera a proporcionalidade de vereadores em relação ao número de habitantes do município. São criadas 24 faixas de número de vereadores: os municípios com até 15 mil habitantes terão nove vereadores, enquanto os municípios com mais de 8 milhões de moradores terão 55 vereadores.

Quem diria, a CBN ganha prêmio da periferia!

Foram mais de três de horas de celebração em um bar popular de Piraporinha, bairro da zona sul de São Paulo. Os cerca de 300 convivas não couberam nos dois andares em que a estrutura da festa foi montada e a praça na rua Bartolomeu dos Santos transformou-se no “puxadinho” para abrigar a todos. A concentração apenas se desfazia para deixar passar o ônibus que sai dali e roda 23 quilômetros para chegar a Praça da Sé.

Neste cenário, sob o comando de Sérgio Vaz, criador e criatura da Cooperifa, foi entregue o troféu Sancho Pança, o defensor dos sonhos, àqueles que estiveram ao lado do movimento que promove, religiosamente, às quartas-feiras, o Sarau Literário, e durante o ano todo ações culturais que destacam o trabalho desenvolvido pela periferia paulistana.

Sonho foi das palavras mais repetidas entre os homenageados que faziam questão de destacar a importância do espaço cultural que se transformou o Bar do Zé Batidão, apelido do dono, um mineiro que serve uma ótima feijoada, um prato batizado de “escondidinho” , cerveja, refrigerante e muita poesia. O Sarau, criado há sete anos pela Cooperifa, oferece microfone a todos que arriscam se expor diante do público, nunca menos de 150 pessoas.

Dentre os premiados, gente conhecida como Ferré que aproveitou o momento para convocar voluntários para o trabalho que realiza com jovens desassistidos na zona sul da cidade. Gente que eu não conhecia, como um garoto que não deve ter mais de 12 anos muito aplaudido e que ao receber Sancho Pança agradeceu: “Obrigado, Sérgio, por me ensinar a ser poeta”.

Eu estava lá, também, porque a CBN foi escolhida para receber um dos “Sanchos” devido ao trabalho realizado no CBN São Paulo que trata da cultura da cidade. E que tem como cidade tudo aquilo que acontece no centro, nos bairros, e na periferia, também.

Reproduzo em seguida o texto de Sérgio Vaz que apresenta a idéia do troféu Sancho Pança:

Povo lindo, povo inteligente,

o prêmio Cooperifa não parece, mas é um prêmio literário, criado em 2005 para estimular à leitura e à criação poética, principalmente aos frequentadores do sarau da Cooperifa, um incentivo aos poetas que não paravam de chegar ao nosso quilombo, e as pessoas da comunidade de Piraporinha e entorno (Zona sul de SP) que viam na poesia um meio de comungar a palavra, e um caminho mais curto para o livro, e para a cidadania.
Mas o sarau da Cooperifa não é feito só de poetas, apesar de toda poesia que envolve o lugar, e com o tempo, outras pessoas de outras áreas culturais que fortalecem o movimento, também foram chamadas para serem premiadas, assim como alguns líderes de bairro, pessoas que frequentam assiduamente o sarau, professores, entidades, gente que faz e acontece, jornais revistas, fotografias, eventos, o rap, o samba, espetáculos, etc.
Mas que principalmente tenham ou tiveram algum tipo de vínculo com a Cooperifa, que ajudam a promover, engrandecer e divulgar, através dos seus atos, tudo aquilo que o nosso movimento acredita: que uma outra periferia é possível!
Por isso, o prêmio, não é um presente aos melhores da periferia, até porque, são tantas as pessoas maravilhosas -e na sua maioria anônimas que ajudam a construir este país-, que não haveria prêmio para tantos guerreiros e guerreiras. Axé para todos eles!
E se a gente pensar bem, para o que é que servem os prêmios?
Para os que lutam uma vida inteira, o suor, a lágrima e muitas vezes o próprio sangue, é quem determina quem são os heróis e as heroínas deste Brasil afora. E se o país ainda resiste a todos os tipos de injustiças e desigualdades, é porque eles existem, não os prêmios.
Quem dera os nossos braços fossem maiores para alcançá-los.
O Prêmio Cooperifa é um pequeno reconhecimento a estes heróis e heroínas que estão à nossa volta, ao nosso alcance, e que apesar de tudo e de todos, ainda acham tempo para sonhar, por si, e pelos outros. E que nem mesmo a dureza de um dia de trabalho ou a falta de, é capaz de afastá-los da busca pela poesia, o néctar tão necessário para suportar o doce e o amargo do dia-a-dia.
E eles, nossos amigos e parceiros, por estarem tão perto , é mais fácil tocá-las(los) , acariciá-los (las) premiá-las(los), e é o que a gente queria que também acontecesse em todas as quebradas onde os nossos olhos não vêem, e que que infelizmente, muitas vezes, nossos ouvidos não escutam.
O Prêmio Cooperifa não dá retorno financeiro, muitas vezes, nem sequer prestígio, porque a eleição (sim, há uma eleição!), e feita por uma comissão de poetas e pessoas que coordenam o projeto, e de forma simples, os nomes são aprovados ou não, e mesmo depois de tantas discussões e contagem de votos, a gente sempre esquece de alguém. É a única hora que a gente sabe que o prêmio tem o seu valor.
Mas ainda assim vale o risco, um discurso não é nada sem a prática.
Há os que fazem. Há os que julgam. Gostamos de fazer. Já há juízes demais.
O Prêmio era para ser uma abraço, na verdade é, só que nós o materializamo em bronze, na figura do aprendiz de sonhador “Sancho Pança” fiel escudeiro de Dom Quixote, para que os nossos amigos possam pendurá-lo nas prateleiras de suas casas, para que seus amigos possam ver que foram abraçados pela Cooperifa, assim, como nós fomos por eles.

É isso. Nada mais.

Sérgio Vaz

Sérgio na entrega do prêmio Sancho Pança

Foto-ouvinte: Acabou o crédito

Os sem-teto esperam o tempo passar diante de loja que oferece crédito imobiliário, no bairro das Perdizes, em São Paulo. O contraste da cena foi percebido pela estudante Fernanda Hardt. O comentário é do pai dela, Paulo: “Ironicamente a empresa se chama Plano A. Qual seria o Plano B ? Brasil, país de contrastes ? Ou país com trastes ?”

Técnico explica cobrança de água individual em condomínio

Consultar empresas e técnicos antes de tomar a decisão de adaptar o condomínio para a medição individual do consumo de água, sistema anunciado pela Sabesp. Esta é uma das recomendações dos especialistas no assunto.

Ouça a entrevista com o engenheiro Marcos André Santos, da ISTA Brasil, uma das empresas credenciadas pela Sabesp, na qual explica como o sistema pode ser implantado em condomínios novos e velhos:

Para mais informações, ouça a entrevista do presidente da Sabesp Gesner de Oliveira, mais abaixo no blog, ou acessando AQUI.

GCM vai protestar contra lei de Kassab

O projeto de lei que recria a Secretaria de Segurança Urbana na cidade de São Paulo muda as funções da Guarda Civil Metropolitana e provoca revolta de intergrantes da corportação, segundo o sindicato que reúne a catergoria. O secretário Eduardo Ortega diz que a intenção e tornar a ação da guarda mais efetiva no combate ao comércio ilegal e ocupação do espaço público, além de impedir a superposição de funções com a Polícia Militar.

O vice-presidente do Sindicato da Guarda Civil Metropolitana Carlos Augusto Souza afirmou que o projeto tira poderes da corporação e convoca os integrantes da GCM a protestarem diante da Câmara Municipal de São Paulo. Ouça a entrevista ao CBN São Paulo:


Agora o outro lado

Ouça a entrevista do secretário de Segurança Urbana Edson Ortega ao CBN São Paulo:

Desmatamento acelera 9 vezes mais na Grande São Paulo

A região metropolitana de São Paulo perdeu nos últimos três anos, 437 hectares de área verde. Isto signfica nove vezes mais que no período de 2000 a 2005, quando o número foi de 48 hectares, segundo levantamento da SOS Mata Atlântica apresentado, hoje pela manhã, ao CBN São Paulo.

Ouça a entrevista da diretora da ONG Márcia Hirota:

Na região metropolitana do Rio de Janeiro, o desmatamento dobrou, de acordo com a pesquisa. O número absoluto de supressão de floresta nativa na região é de 205 hectares nos últimos três anos, contra os 94 relatados entre 2000 e 2005.

Os dados anunciados mostram que na região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo, 150 hectares foram suprimidos, sendo que 68 foram no município de Guarapari, enquanto no período anterior o número foi de 86 hectares.

Mais dois bons e novos restaurantes

É a Ailin Aleixo trazendo as novidades da nossa cidade:

Harry Pisek

Salsichas artesanais são a especialidade da casa, elas decoram até as luminárias da nova filial – a matriz, inaugurada há nove anos, fica em Campos do Jordão. Quem cuida dos embutidos é o próprio Harry, e não espere encontrar sabores conhecidos. Os produtos são finas iguarias, preparadas com matéria-prima de primeira. O prato que leva o nome da casa é um bom menu-degustação para duas pessoas: traz cinco tipos de salsicha (tradicional, branca, branca com ervas, de queijo emmenthal e mista bovina/suína), pedaços de linguiça com alcaparras e champignon, mais uma fatia de bolo de carne. Também vêm para a mesa três tipos de mostardas artesanais (clara, escura e com mel), um excelente chucrute com acidez na medida certa, mais salada de batatas (sem maionese). No copo, o gostoso chope Erdinger. O cardápio, porém, tem muito mais. Também fazem sucesso o salsichão de alho com risoto de alho-poró e redução de aceto balsâmico, o gulash e o einsbein (joelho de porco com chucrute e batatas cozidas). Antes de ir embora, dê uma conferida na vitrine ao lado da porta. Ali estão todos os produtos feitos na casa, já embalados para o cliente comprar e levar para casa.

R. Tupi, 816 – Higienópolis – São Paulo – SP 3662-2349

Valentina

Abriu as portas no comecinho de dezembro o primeiro restaurante da chef Mariana Valentini, que já passou pelo Carlota, Café Journal e Risotteria. É um lugar bonitinho e despretensioso, perfeito para almoços rápidos, onde a comida supera a média das casas do gênero. Todo dia tem um bufê de saladas caprichadas as receitas mudam diariamente e quatro opções de pratos quentes (uma carne, uma ave, um peixe e um vegetariano), inspirados na culinária tradicional da Toscana. No dia da visita, havia picadinho com arroz, feijão, pastel e couve, além de um delicado peito de frango marinado na cerveja com purê de batata-doce, entre outros pedidos o único senão era a temperatura dos pratos, que estavam mornos. O preço é convidativo: bufê mais prato quente saem por R$ 19,80, sem sobremesa.

R. Doutor Renato Paes de Barros, 62 – Itaim-Bibi – São Paulo – SP 3167-2988

Lixeiras com anúncio são estelionato, em São Paulo


Publicidade fere a lei Cidade Limpa

A prefeitura de São Paulo retirou lixeiras de cinco ruas do centro da capital que apresentavam publicidade irregular. A instalação desses equipamentos seria resultado de um golpe cometido por empresa ainda não identificada que cobrava dos comerciantes pela propaganda que fere a lei Cidade Limpa.

De acordo com um comerciante que tinha o nome de seu estabelecimento estampado na lata do lixo ele pagava para uma empresa que se dizia autorizada pela prefeitura para fazer os anúncios. O secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, através de nota diz que “trata-se de estelionato, porque nenhuma empresa está autorizada a instalar lixeiras nas ruas e, muito menos, vender espaço comercial nestes equipamentos. As lixeiras da Prefeitura são de plástico e de cor escura. Para solicitar sua instalação, é preciso entrar em contato com a subprefeitura”.

A ação ocorreu na Al. Barros, Avenida Angélica, Praça Marechal Deodoro e ruas Baronesa de Itu e Dr. Veiga Filho. Durante toda a semana haverá ações para retirada desses equipamentos.

Assim é que tem de ser

A ouvinte-internauta Andreia Silva não gostou de saber que os senadores estavam para aprovar o aumento no número de vereadores no país, depois que a justiça decidiu cortar o excesso de vagas nos legislativos municipais. Foi para o computador e, às 11 da manhã de hoje, mandou a mensagem abaixo a um dos três senadores do estado de São Paulo, Eduardo Suplicy (PT):

Bom dia, Excelência

Envio este email para expressar repudio com as notícias dando conta da votação do número de aumento de vereadores, sinceramente, não bastassem os custos com os nobre senadores que passaram maior parte do ano em seus currais eleitorais / envolvidos em esdandalos ainda temos que assistir os srs. votando no aumento de vereadores, pergunta, pra que????? os que foram eleitos nos dão mostram no cotidiano a que vieram…. Qto a votação para da anistia para os notarios é um absurdo manter votar uma pec para beneficiar apadrinhados envolvidos em escandalos, se existe o concurso que seja respeitado. Obrigada e Bom dia,

Andreia – São bernardo do campo

Eram quatro da tarde e o senador Eduado Suplicy mandou a seguinte resposta:

Cara Andréia,

Muito obrigado por sua mensagem e pela confiança em mim depositada. Diante de suas considerações, informo que sou favorável à aprovação da PEC 20/2008, da forma como veio da Câmara, ou seja, com a redução das despesas. Como esse artigo foi retirado para votação em separado, reavaliarei minha posição acerca da proposta.

Atenciosamente,

Senador Eduardo Matarazzo Suplicy

Seria muito bom se todos os parlamentares agissem da mesma maneira.