Empresas consideram difícil mudar uniformes de garis

De acordo com texto publicado no Portal G1, sobre o abaixo-assinado dos garis da região central de São Paulo para mudança do uniforme, conforme publicado aqui no blog, as empresas de limpeza consideram dificil um acordo com toda a categoria. Leia trecho da notícia:

“O presidente do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo, Ariovaldo Caopaglio, afirma que a reclamação dos garis é contundente. “Temos verões cada vez mais rigorosos. O próprio sindicato já conversou conosco. Isso implica em mudança de unforme. Seria uma coisa nova para a cidade de São Paulo”, disse.

Caopaglio disse que a reivindicação pode ser negociada, mas a solução não será simples. “Depende também da Prefeitura autorizar as empresas a mudar o padrão. E a roupa pode agradar a uns e desagradar a outros. cada um tem o direito de opinar sobre o que vai usar. “

Vai aumentar o número de vereadores para adoção

A decisão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado por tabela colaborou com a campanha Adote um Vereador ao decidir aumentar o número de vagas nos legislativos municipais. Serão mais 7 mil e 500 nomes que o eleitor brasileiro terá para adotar.

Pelo projeto de emenda constitucional, as cidades com até 15 mil habitantes terão nove vereadores, enquanto as com mais de oito milhões, terão 55 vereadores. Neste último caso se enquadra a capital paulista onde não haverá mudanças pois o número de vagas já foi atingido.

Um dos artigos do projeto foi desmembrado da proposta original e ainda depende de votação na comissão. É o que trata do limite de gastos no legislativo. Um dos argumentos usados pelos senadores para aprovar o projeto foi que a redução feita pela justiça eleitoral não foi suficiente para diminuir o custo das câmaras municipais.

Nenhum dos Senadores, claro, admitiu que a aprovação é a forma de garantir mais cabos eleitorais – os próprios vereadores – na base em que os senadores e deputados federais irão buscar votos nas próximas eleições.


Mais um blog no Adote um Vereador

O ouvinte-internauta Fernando Stickel adotou o vereador eleito por São Paulo Floriano Pesaro (PSDB) e começa a montar um blog para acompanhar o trabalho legislativo do ex-secretário municipal do Governo Kassab. O blog você acessa cliando AQUI

Contas de Mara Gabrilli são aceitas pela Justiça

Após cair na malha final da 1a. zona eleitoral da cidade de São Paulo, a vereadora Mara Gabrilli (PSDB) teve as contas da campanha à reeleição aceitas pelo juiz Marco Antonio Martin Vargas. Ex-secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, ela arrecadou cerca de R$ 880 mil e foi a quinta vereadora mais bem votada na cidade de São Paulo com pouco menos de 80 mil votos.

O setor de análise de contas havia levantado suspeitas de caixa dois, oferecimento de benefícios a eleitores e abuso da máquina pública. Os documentos foram parar nas mãos do promotor Eduardo Rheingantz que após investigação concluiu que não havia nenhuma irregularidade na prestação de contas.

O juiz eleitoral Marco Antonio Martin Vargas escreveu na decisão final de que os eventos que haviam sido realizados durante a campanha e estavam sob suspeita “não se classificam como arrecadatórios, e não há prova em contrário”. Em outro trecho diz que não há indícios da intenção de proporcionar vantagem indevida ao eleitor. Quanto aos gastos com combustível, afirma que houve equívoco do fornecedor em confusão provocada pelo fato de a vereadora também ser candidata.

Em um dos trechos da sentença, o juiz descreve a lista de doadores da campanha de Mara Gabrilli e ressalta que 50% do valor arrecadado veio de empresas privadas e os 50% restantes foram depositados pelo partido. Marco Antonio Martin Vargas faz interessante comentário sobre esta estratégia usada na campanha eleitoral deste ano. Ele pede reformulação na lei eleitoral. Mas sobre isso, a gente conversa em outro post, nessa sexta-feira.

A notícia da suspeita levantada contra a vereadora Mara Gabrilli causou indignação no gabinete da representante tucana, na Câmara Municipal. Com a decisão do juiz da 1a zona eleitoral, a vereadora reeleita pretende entrar com ação para que os analistas técnicos do cartório eleitoral expliquem, perante a lei, os motivos que os levaram àquela conclusão.

Leia outras informações sobre Mara Gabrilli no blog escrito por ouvinte-internauta que aderiu a campanha Adote um Vereador.

Minc aplaudido em Convenção do Clima da ONU

Por Osvaldo Stella
Direto de Poznan/Polônia

Hoje foi realizado o evento oficial do governo brasileiro para apresentar duas iniciativas brasileiras para contribuir no combate a mudança climática: o Plano Nacional de Mudança Climática e o Fundo Amazônia.

Foi um evento de peso comandado pelo ministro Minc, com a presença do Ministro do Meio Ambiente da Noruega, e do Sir. Nicholas Stern, uma das figuras mais respeitadas em termos de mudança climática e economia, autor do famoso Relatório Stern que estimou o custo da mitigação global do efeito estufa.

O Plano Nacional é um conjunto de atividades voltados para a mitigação do efeito estufa, que vão da expansão do transporte coletivo a eficiência energética.

O Fundo Amazônia é a proposta brasileira para remuneração dos países que reduzem suas taxas de desmatamento.

Em sua fala Sir. Nicholas Stern disse que a migração para uma economia de baixo carbono é inevitável e as condições do Brasil são muito favoráveis neste cenário.

O Ministro da Noruega frisou que a redução das emissões por desmatamento na Amazônia equivalem a dez vezes as emissões totais de gases de efeito estufa da Noruega. e que a opção em investir no Brasil vem da posição de destaque que o país ocupa no cenário internacional da mudanças climáticas. A experiência brasileira pode servir de exemplo para o resto do mundo.

Minc finalizou o evento dizendo que desde a assinatura de Quioto as concentrações de gás de efeito estufa na atmosfera só aumentaram. Além de afirmar que nós falhamos no combate a mudança do clima, explicou que o País decidiu fazer a sua parte dando continuidade ao trabalho da Marina Silva. E, agora, o Brasil tem um plano e metas.

Minc ainda cobrou o envolvimento dos países ricos e em desenvolvimento…. Foi bastante aplaudido.

Doutores de bactéria também não gostam da turma do jaleco

O maior perigo não é para quem está dentro, mas para os que estão fora do hospital. É o que disseram os dois médicos consultados pelo CBN São Paulo sobre o uso indevido de jalecos por profissionais da saúde, tema levantado no blog e sobre o qual você pode ler no post “Dr House odeia a turma do jaleco na Vila Mariana”, um pouco mais embaixo.

O pesquisador do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marco Antônio Lemos Miguel, que desenvolveu estudo sobre a possibilidade de transmissão de doenças através do uniforme, lembra que há risco até mesmo de as pessoas serem contagiadas com a bactéria que provoca a tuberculose.

O infectologista do Hospital Emílio Ribas Caio Rosenthal teme muito mais a contaminação provocada por médicos e enfermeiros que não lavam devidamente as mãos. No entanto, ressalta que vestir o jaleco do trabalho em atividades externas não é mesmo recomendável.

Ouça a entrevista do dr Marco Antônio Lemos Miguel:

Ouça a entrevista com o doutor Caio Rosenthal:

Estudantes de ciências biológicas da USP mantém campanha sobre o uso consciente do avental que você pode acessar clicando AQUI. Os cartazes para chamar atenção dos estudantes trazem mensagens bem humoradas com esta que publico abaixo:

Novos restaurantes para almoçar

E comer muito bem, garante Ailin Aleixo, no Epoca SP na CBN:

Hora da gula

Já são muitos os restaurantes paulistanos que abrem só para almoço, oferecendo comida bacana a preços razoáveis e nunca é demais abrir mais um. O Hora da Gula fica escondidinho naquele pedaço sem saída da R. Lisboa, bem perto da Praça Benedito Calixto. O imóvel é uma graça: um prédio antiguinho, que também abriga o Espaço Lisboa, salão de festas dos mesmos proprietários, que ainda são donos do bufê Gula Gourmet. O restaurante foi instalado no hall de entrada, um espaço amplo, de pé-direito alto, que não sofreu grandes adaptações para o novo uso e, por isso mesmo, ficou tão interessante. As saladas são servidas no bufê. Há sempre 14 opções, algumas deliciosas caponata de berinjela com passas e pimentão, ervilha-torta com pêssegos frescos, cream cheese com pepino e geléia de amora… mais pães caseiros, patês, frios e queijos. O prato quente é escolhido no cardápio e o preço dá direito ao bufê de saladas. O forte da casa são as massas de produção própria, inclusive secas, feitas com grano duro e ovos caipiras. Há ainda uma boa oferta de grelhados e risotos. A carta de vinhos é curtinha, mas a casa não cobra rolha.
R. Lisboa, 890, Pinheiros, 3062-7343

Domitila

O salão amplo e charmoso no Itaim é mais uma opção de qualidade para quem almoça pela área. O bufê do Domitila pode não ser um mar de opções, mas são todas bem preparadas e saborosas. No dia da visita, entre os melhores pratos, estava o cassoulet (rico em sabor, com caldo encorpado), a pescada amarela (gostosos filés altos, assados) e o penne com azeitonas e tomates. A mesa de salada também é concisa, com todos os ingredientes fresquinhos. Para acompanhar, peça o cremoso e refrescante suco natural de maracujá, manga e gengibre. No preço do bufê está incluída a sobremesa– essas ainda precisam de uma boa melhora. Aos domingos, das 10h às 15h, por R$ 28,90, serve brunch com sucos, frutas, uma opção de massa, panquecas, ovos, saladas, pães, bolos, frios, geléias.
R. Clodomiro Amazonas, 99, Itaim, 3078-7434 e 3078-7407

Foto-ouvinte: Alagados de São Paulo

O temporal do fim da tarde de quarta-feira, dia 10 de dezembro, causou alagamento e prejudicou o paulistano, conforme mostra esta foto feita pelo ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias. A região que aparece é da avenida Nove de Julho. Vale clicar na foto acima e ver outras cenas do transtorno provocado aos alagados de São Paulo.

Dr. House odeia a turma do jaleco da Vila Mariana

Dos seriados de TV que assisto, o protagonizado pelo Doutor Gregory House é o meu preferido. O médico sarcástico e ranzinza interpretado por Hugh Laurie é genial. Tem olhar astuto, língua ferina, beira o insensível e, ao mesmo tempo, é adorável. Não sou capaz, porém, de suportar os horários impostos pelas emissoras de televisão que o transmite para o Brasil, a Universal e a Record. Por isso, saco da prateleira das lojas sempre que surge um novo DVD da série ou recorro aos serviços que permitem baixar os episódios na internet.

Foi assistindo a uma cena em que House conversava com seu amigo (ou ex) James Wilson, o ator Robert Sean Leonard, no restaurante do Princeton-Plainsboro Teaching Hospital que me dei conta de uma diferença incrível entre os médicos, enfermeiros e estudantes que trabalham no seriado e os que encontro todas as semanas, na hora do almoço, seja no bairro de Santa Cecília, próximo da Santa Casa, seja na Vila Mariana, bairro que tem forte concentração de clinicas, escola de medicina e hospitais, em São Paulo.

Ao contrário dos meus “colegas” de mesa, no fictício hospital de Princeton, o pessoal da área médica não costuma usar jaleco na hora da refeição. Aqui em São Paulo, não é preciso muito esforço para cruzarmos com meninas – algumas bem bonitinhas – e rapazotes felizes desfilando com o uniforme que não é branco por acaso. A cor está lá para mostrar a pureza, a limpeza tão necessária para reduzir o nível de infecções hospitalares.

Os agentes de saúde daqui parecem mais preocupados em revelar sua condição profissional. Alguns chegam ao exagero de usar o estetoscópio despretensiosamente pendurado no pescoço. Lembram-me o personagem humorístico de Chico Anysio, o Bozó, que andava com o crachá da TV Globo à mostra.

Faço aqui a comparação porque pretendo discutir no CBN São Paulo desta quinta-feira se este comportamento é permitido nas escolas de medicina e hospitais que abrigam residentes. Se o uso do uniforme branco fora das instalações não pode se transformar em foco de infecção colocando em risco a saúde dos pacientes.

Fico a imaginar o que diria o meu médico preferido, Dr House, diante de um comportamento como esse.

Garis querem roupa nova e confortável, em SP

Funcionários da limpeza pública que trabalham no centro da capital paulista estiveram reunidos, na terça-feira, e decidiram reivindicar mudança no uniforme oferecido pelas empresas. Eles consideram insuportável trabalhar com a roupa batizada por eles de “laranjão” ou “lonão”, principalmente no verão paulistano que eleva a temperatura para além dos 30 graus.

A maioria dos trabalhadores anda dez quilômetros por dia para limpar a cidade e o uniforme pesa cerca de três quilos. Conforme decisão tomada durante encontro na ONG Educa São Paulo, os garis realizarão um abaixo-assinado que será encaminhado ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) pedindo a troca da roupa, no verão. Eles sugerem o uso de bermuda e camiseta regata.

Brasileiro não respeita a faixa de segurança

A campanha que a prefeitura de São Paulo anuncia para combater a violência no trânsito quer ensinar o cidadão a respeitar a faixa de segurança. As regras previstas no Código Brasileiro de Trânsito até são bem simples, neste caso, mas a falta de consciência de motoristas e pedestres, além da inexistência de fiscalização séria, mantém alto o número de mortos por atropelamento.

Para entender o que leva ao desrespeito à faixa de segurança, conversamos com o engenheiro civil Paulo Resende, doutor em Planejamento de Transportes e Logísitica pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos: