Quatro dos 10 deputados do Conselho de Ética têm “ficha suja”

O levantamento foi pelo pela ONG Transparência Brasil com base nas informações do projeto Excelências e mostra que dos dez deputados que absolveram Paulinho da Força, eleito por São Paulo, quatro respondem a algum processo na Justiça, foram punidos por Tribunais de Contas ou constam como devedores do INSS.

Acompanhe a informação divulgada pela Transparência Brasil:

Os 10 deputados federais que votaram no Conselho de Ética pela não-abertura do processo de cassação de Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), quatro respondem a algum processo na Justiça, foram punidos por Tribunais de Contas ou constam como devedores do INSS, de acordo com informações do projeto Excelências (www.excelencias.org.br), da Transparência Brasil.

Acusado pela Polícia Federal de participar de esquema de desvio de verbas do BNDES, Paulo Pereira da Silva foi beneficiado por seus pares nesta quarta-feira, quando dez parlamentares votaram contra o parecer do relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que recomendava a cassação.

Os quatro deputados que beneficiaram Paulo Pereira da Silva e que têm ocorrência na Justiça, em Tribunal de Contas ou no INSS são (ao clicar sobre o nome você vai à página do parlamentar no projeto Excelências, de onde podem ser acessados os processos nos sítios de Internet dos Tribunais ou da Previdência Social):

Abelardo Camarinha (PSB-SP), Dagoberto (PDT-MS), Rômulo Gouveia (PSDB-PB), Marcelo Ortiz (PV-SP)

Também votaram pela absolvição de Paulo Pereira da Silva os seguintes deputados:

Fernando Melo (PT-AC), Leonardo Monteiro (PT-MG), Sandes Júnior (PP-GO), Wladimir Costa (PMDB-PA), Efraim Filho (DEM-PB), e José Carlos Araújo (PR-BA).

Agora o outro lado: Mara Gabrilli responde a dúvida do TRE

Mensagem enviada pela vereadora Mara Gabrilli, do PSDB, ao parecer do TRE-SP em relação a prestação de contas da campanha dela:

“Sobre o que saiu hoje sobre a minha prestação de contas, é importante que se retrate algumas informações. Primeiro, que os eventos realizados durante a minha campanha, e que constam da minha prestação de contas, foram devidamente documentados com contrato de doação, recibo eleitoral e nota fiscal de doação. Eu fiz além, porque essas reuniões não foram de arrecadação – e que obrigatoriamente têm de ser notificados ao TRE – e mesmo assim eu notifiquei ao cartório eleitoral. E mais: foram organizadas por particulares (amigos) que me prestaram uma homeagem. Isso não configura compra de voto, até porque mais da metade das pessoas que participaram foram amigos, familiares e colaboradores.

Agora, Milton, o que me preocupa é que essas declarações foram feitas por analistas técnicos judiciários que tiraram um juízo de valor da minha prestação de contas. Eles apenas tem obrigação de fazer a análise técnico contábil e não de emitir opinião, inclusive sugerir que eu tenha feito uso de caixa 2 de campanha, isso é muito grave.

Tanto que, sobre a gasolina, Milton, nada mais é do que o abastecimento regular do carro oficial do gabiente e que, por entrar na prestação de contas da Câmara Municipal de São Paulo, sob minha responsabilidade, estão com o meu CPF. Agora, o TRE confunde CPF com CNPJ de campanha e ainda sugere que, já que eu não declarei como campanha, é uso de caixa 2? Eu tenho toda a comprovação aqui, na prestação de contas da CMSP, onde ficam essas Notas Fiscais e cupons fiscais de abastecimento, que além do mais, também tem regras rígidas para que eu seja reembolsada.

Fico muito triste em ver informações não verdadeiras serem veiculadas. E eu lidei com essa campanha com toda a transparência que é possível: avisando dos eventos, notificando todos eles na minha prestação de contas e ainda sou alvo de insinuações que não correspondem com a verdade.

Mara Gabrilli”

Campanhas milionárias e vereadores na mira da justiça

Os jornais paulistas trazem uma série de novidades sobre o financiamento da campanha eleitoral, desde o quanto todos os candidatos gastaram para se eleger – e para perder – às irregularidades encontradas nas contas de quatro vereadores de São Paulo:

Por partes:

1) A empreiteira Camargo Corrêa fez a maior doação individual identificada para um candidato eleito prefeito em uma capital, neste ano. Foram R$ 3 milhões depositados na conta de Gilberto Kassab (a de campanha, é lógico). O valor representa quase 10% do que arrecadou o candidato do DEM. O jornal Valor lembra que a Camargo Corrêa, sempre esteve entre as maiores doadoras do País. Em 2004, investiu R$ 1 milhão e pouco na chapa Serra/Kassab, em São Paulo. Aliás, a empreiteira não gosta de por dinheiro fora. Só doou para o prefeito que venceu.

2) O mesmo Valor já informou na edição de ontem que as campanhas de Kassab, Marta e Alckmin tiveram 13 doadores em comum. Exceção a Bracol Holding que colocou mais grana na campanha do tucano e Carioca Christiani Nielsen que pôs mais na da petista, as demais ou dividiram o dinheiro em valores iguais para os três ou apostaram mais alto na reeleição de Kassab.

2) A campanha à reeleição de Gilberto Kassab gastou muito mais do que a de Serra, há quatro anos : R$ 29,8 milhões – aumento de 65% diz a Folha

3) No mesmo levantamento feito pela Folha se descobre que ficou bem mais caro se eleger este ano nas capitais. O valor total gasto pelos candidatos que se elegeram em outubro para as prefeituras das capitais cresceu 70% em relação a 2004. Ao todo, em 2008, as campanhas vitoriosas nas 26 capitais brasileiras gastaram R$ 115,8 milhões. Em 2004, foram R$ 67,8 milhões, valor já corrigido pela inflação registrada no período pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo).

4) Os quase 380 mil candidatos a prefeitos e vereadores gastaram cerca de R$ 2,2 bilhões nas eleições deste ano, segundo o TSE. Foram R$ 17 por eleitor

5) Os vereadores Arselino Tatto (PT), Mara Gabrilli (PSDB), Atílio Francisco (PRB) e Adolfo Quintas (PSDB), de São Paulo, caíram na “malha fina” do Tribunal Regional Eleitoral, diz o Jornal da Tarde. Foram encontradas irregularidades que vão desde omissão de doações e gastos até suposto uso de “caixa 2” e notas frias na declaração de despesas. A conclusão do TREvai agora para o Ministério Público. O jornal apresenta a justificativa de Mara Gabrilli que nega irregularidades, mas os demais vereadores ou não foram encontrados ou não quiseram falar.

Vereadora do Rio pede: Adote um Vereador

Em artigo publicado no jornal O Globo que somente agora caiu em minhas mãos, a vereadora do PSDB Andréa Gouvêa Vieira usou a mesma lógica da campanha Adote um Vereador lançada aqui no CBN São Paulo Quem chamou atenção para o texto foi o ouvinte-internauta Joildo Santos que participa do Adote um Vereador acompanhando o trabalho de Antonio Carlos Rodrigues.

Leia o texto da vereadora:

Vereadores trabalham muito ou pouco? Depende. Uma cidade como o Rio tem cerca de quatro mil leis. Precisa de mais? Em 2005, início da atual legislatura, que agora se encerra, tramitavam pela Câmara cerca de 3.100 projetos dos vereadores. Em um ano a cidade correu o risco de duplicar o número de leis. Talvez por terem trabalhado pouco, para quem avalia o desempenho de uma Câmara com a ótica quantitativa, vereadores mandaram para a sanção do prefeito “apenas” 367 leis. Uma por dia! Será pouco? Sancionadas ou promulgadas pela Câmara, as leis foram ou são ignoradas pelo Executivo e/ou desconhecidas da população. Como tantas outras de nossa babel legislativa.

Nos anos seguintes, os vereadores apresentaram menos projetos. Cerca de 200 por ano, fazendo com que o Diário da Câmara, antes robusto e pesado, passasse a circular bem mais leve. Uma queda enorme na produtividade dos vereadores! Foi ruim? Não, foi ótimo.

Que leis os vereadores faziam e deixaram de fazer? Eram as chamadas autorizativas.

Algo assim: autorizo o prefeito a fazer uma escola na comunidade tal, a asfaltar a rua tal, a abrir os postos de saúde nos fins de semana, a tratar os diabéticos dessa ou de outra forma e por aí vai. A maioria dessas leis atendia à necessidade ou era de interesse da população. Eram projetos meritórios, portanto. Fariam diferença na vida das pessoas. No entanto, atropelavam a prerrogativa do prefeito de decidir como organizar a prefeitura e criavam despesas fora do Orçamento. Eram portanto ilegais, inconstitucionais e inócuas. Nos últimos 15 anos os projetos autorizativos viraram uma praga na Câmara Municipal, entre outras razões, porque o Executivo, enquanto vetava e argüia a inconstitucionalidade de uma lei, sancionava lei idêntica quando queria agradar a um vereador. A partir de meados de 2006, proibiu-se a tramitação de novos projetos autorizativos. A redução na produtividade significou um ganho enorme na qualidade legislativa, menos desperdício de recursos, alívio para o Judiciário com a redução das ações de inconstitucionalidade, mais transparência na relação entre o eleitor e o cidadão. Valorizou-se a atividade legislativa. Mas a lei mais estratégica para a cidade, o Plano Diretor, não foi aprovada. Ou seja, trabalhou-se “menos”, o que foi bom, mas trabalhouse mal, o que é ruim.

Afinal, para que serve o vereador? Essa, sim, é a pergunta que precisa de um entendimento amplo, para que o cidadão possa cobrar, analisar e decidir se valeu a pena sua escolha, acompanhando a atuação do vereador na sua totalidade. Ao vereador cabe legislar, fiscalizar o Executivo e mediar conflitos entre a sociedade e o poder público.

Mas o vereador não tem a iniciativa de propor leis que interfiram na administração pública. E essa é, em geral, a expectativa maior do eleitor. Daí a frustração, a sensação de que “o vereador não fez nada”. Em compensação o prefeito, para governar, precisa pedir à Câmara aprovação para quase tudo. A mais importante das leis encaminhadas é a orçamentária.

Além de discutir o orçamento, emendá-lo, entender onde, para quem, e como serão usados os recursos dos cidadãos, o vereador tem a obrigação de fiscalizar o cumprimento do orçamento que aprovou, fazer audiências com os secretários, garantir a participação popular na proposta orçamentária.

Ao vereador é concedido o direito de propor leis sobre temas como ocupação do solo urbano e normas gerais de funcionamento da cidade, o que já lhe dá um poder e responsabilidade enormes; pode requerer todo tipo de informação sobre a prefeitura, instalar Comissões de Inquérito para apurar suspeitas de irregularidades, criar comissões temáticas, denunciar ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, debater e propor medidas que o prefeito aceita ou não.

Mas o vereador não substitui o Executivo, nem faz aquilo que é dever e competência da prefeitura. Já existem movimentos da sociedade dispostos a olhar com lupa seu trabalho. Isso é muito bom. Com razão a sociedade está insatisfeita, com a predominância dada à concessão de medalhas, nomes de rua e com o noticiário sobre os fichas sujas.

Adote um vereador. E essa adoção é necessária porque, dos 4,5 milhões de eleitores, apenas pouco mais de um milhão elegeu alguém entre os 1,3 mil candidatos. Dois milhões de eleitores não votaram, votaram na legenda do partido, ou optaram pelo voto em branco ou nulo. Por medo de errar, por desencanto ou porque não se sabe bem para que serve um vereador.

Abrinq oferece idéias para crianças e adolescentes

Todo o conteúdo apresentado durante o Congresso Brasileiro da Criança e Adolescente está à disposição para consulta no site da Fundação Abrinq.

Dados da PNAD 2006 mostram que das 21 milhões de crianças de até seis anos que vivem no Pais, 56% estão abaixo da linha da pobreza. São filhos e filhas de famílias com renda mensal per capita abaixo de meio salário mínimo. Se as crianças nestas condições são 12 milhões, o numero de adolescentes chega a 18 milhões.

“Após 18 anos da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente, a realidade para milhões de crianças e adolescentes continua dramática. Houve avanços, não podemos negar. Mas os indicadores ainda são cruéis”. A afirmação é do presidente da Fundação Abrinq, Synésio Batista da Costa, na abertura do Congresso Brasileiro dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizado nos dias 23 e 24 de outubro, em São Paulo.

Clique AQUI e navegue no programa do Congresso para selecionar os trabalhos e discussões que contaram com a participação de 700 pessoas.

Procon avalia empresas de call center.

Em monitoramento e fiscalização realizados pela Fundação Procon-SP órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, nos três primeiros dias que entraram em vigor o Decreto 6.523/08, que disciplina o serviço de atendimento ao consumidor (SAC) das empresas reguladas pelo poder público federal, o setor que mais apresentou irregularidades foi o financeiro.

Foram fiscalizadas nestes três dias 68 empresas dos segmentos de planos de saúde, bancos, financeiras, cartão de crédito, telefonia fixa e móvel, companhias aéreas, energia elétrica e TV por assinatura.

Os fiscais do Procon-SP acessaram o site dessas empresas e efetuaram diversos contatos telefônicos com os respectivos SACs. Todo material coletado foi impresso e as ligações foram cronometradas e gravadas. Até o momento o maior tempo de espera para contato com o atendente registrado foi de 15min (NET) e o menor do HSBC BANK (atendimento imediato).

Também foram realizadas diligências nas instalações físicas dos SACs de 06 empresas para verificar alguns pontos que não podem ser checados por telefone, sendo a única infração constatada até agora o não fornecimento de registro numérico (protocolo) no início do atendimento, apenas no final: 01 empresa.

Porque é preciso sair do arroz com feijão

E para quem vai deixar de lado o prato preferido dos brasileiros, a Ailin Aleixo traz duas boas dicas nesta quinta-feira:

Wolfsgarten

O austríaco Markus Wolf, simpático e brincalhão, acabou de mudar seu cardápio. Se você quer conhecer as receitas tradicionais do país do chef, seu ponto forte, não vá no almoço: o menu executivo tem opções bem brasileiras (bem feitas, sejamos justos) como arroz, feijão, bife e ovo. É para o jantar que estão reservados a salada agridoce de rúcula ao molho de mirtilos e grandes pedaços de brie empanados, o tenro stinco de cordeiro com knoedel (espécie de massa de batata) de manteiga e espinafre fresco e o caudaloso goulash de vitela com spaetzle (”nhoque” alemão). A sobremesa imbatível é o apfstrudel de massa bem fininha: servido morninho, no estilo rocambole, com tem como recheio um delicioso creme de maçã com canela e uvas passas.A casa fecha no dia 25 de dezembro para os festejos do final do ano e reabre no dia 5 de janeiro.

R. Lisboa, 284 – Pinheiros – 3088-4376

Le Manjue Bistrô

Simpático e decorado bem ao estilo Vila Madalena– moderninho e cheio de objetos que remetem ao artesanato brasileiro– o Le Manjue marca terreno na chamada gastronomia orgânica e funcional. Traduzindo: todos os ingredientes são livres de agrotóxicos e preparados de modo a preservarem o máximo de seus nutrientes. Se isso se transforma em comida”xoxa”? Nem um pouco. O chef Renato Caleffi (ex- Empório Siriuba), especialista neste ramo gastronômico, desenvolveu um menu contemporâneo grandinho, bem curioso e com grandes acertos como o caju potiguar da entrada (lascas de caju com molho cremoso preparado como próprio suco, requeijão, tomate, leite de coco e castanhas). Pena que ainda derrapa na execução de pratos como o crepe de chá verde e hibisco com molho de tomate (excessivamente salgado), crespo de queijo, acompanhado de cuscuz de quinua e pesto de manjericão. As sobremesas,bem interessantes, fazem bonito. O sorvete de rosas egípcias com redução de aceto balsâmico, acompanhado de crocante de quinua, agradou muito pela sua combinação equilibrada de doce e azedinho. Aos sábados e domingos serve brunch com pães caseiros, sucos deliciosos (experimente o de tangerina, manjericão e cardamomo ), geléias e queijos (R$ 23).

R. Inácio Pereira da Rocha, 273 – Vila Madalena – 3034-0631

Dez corintianos escolhem os dez melhores do Corinthians

Você, corintiano, concorda com esta lista que reúne os dez melhores jogadores que vestiram a camisa do Timão em todos os tempos ?

Cláudio, Baltazar, Luizinho, Gilmar, Rivelino, Zé Maria, Wladimir, Sócrates, Neto e Marcelino.

Nenhum corintiano dos dez consultados para a publicação do livro assinado pelo jornalista Celso Unzelte concordou. Nem o próprio autor que incluiu na lista jogadores como Basílio que nunca foi um craque mas fez um gol que marcou a história do Corinthians ao quebrar o jejum de títulos paulistas, em 1977.

“Os dez mais do Corinthians” será lançado dia 16 de dezembro, na loja Roxos e Apaixonados, no estádio do Pacaembu, às oito da noite.

Nossos colegas Juca Kfouri, Daniel Piza, Heródoto Barbeiro e Max Gheringer (ele também é corintiano, vê se pode) estão entre os dez consultados pelo Celso Unzelte.

Ouça a entrevista que fiz com o o autor e depois diga se você concorda com a lista dos dez mais do Corinthians:

Bicicletada acaba em casamento

Humberto é ciclista. Patrícia ainda não aprendeu a pedalar. Esta diferença não impede que tenham uma ótima relação que vai se transformar em casamento, em breve. O pedido partiu do Humberto durante a Bicicletada realizada na sexta-feira passada, na Avenida Paulista, com testemunho de todos os demais ciclistas.

Acompanhe o vídeo feito pelo ouvinte-internauta-ciclista André Pasqualini: