Dia do Fica: Público ovaciona maestro da Osesp

O recado e a imagem foram encaminhados pelo ouvinte-internauta Maurício Poletti:

“Estou escrevendo para falar da Osesp, a nossa Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a forma como estão fazendo a sucessão nessa orquestra, desde que o atual regente, o maestro Neschling, pediu para deixar sua direção por, segundo ele, pressão política. O público da orquestra não aceitou isso e no último sábado demonstrou sua opinião após o concerto com um grande coro de Fica!

O público mostrou que não aceita que questões políticas influenciem uma direção que tem como foco principal o crescimento da musica clássica em nosso país através da qualidade. A orquestra é nossa, não deles”

O famoso P.J. Clarke´s novaiorquino chega a SP

A Ailin Aleixo conta no “Época SP na CBN” como foi o primeiro fim de semana do bar que ganhou fama em Nova york:

“Você ficaria cinco horas na fila de um restaurante? Pois esse foi o tempo de espera para os clientes que visitaram o P.J. Clarke”s no primeiro sábado após a inauguração. O mais incrível é que alguns toparam. ”Muitos, eu encaminhei para a lanchonete vizinha. Mas outros disseram ”tudo bem, eu espero””, espanta-se a proprietária Maria Rita Pikielny Marracini. Assim que Maria Rita retirou os tapumes negros que escondiam a loja já havia gente de pé na calçada. Daquele momento até o fim do domingo, 3000 pessoas encararam o furdunço. No sábado à noite, já não havia hambúrgueres e pastéis para servir. Explicações para o fenômeno? É possível arriscar algumas. Brasileiro adora um estrangeirismo, todo mundo sabe, e essa é a primeira unidade do restaurante fora dos Estados Unidos – os paulistanos certamente estão orgulhosos do feito. Mas não é só. Famoso também na cidade natal, Nova York, o P.J. Clarke”s contabiliza 124 anos de história. Na viagem para o Brasil, o cardápio do P.J. sofreu algumas alterações. A espiga de milho no espeto não veio, assim como a salada de espinafre cru, aquela preferida de Jackie O., e o sanduíche de costela. ”O que não consegui produzir igualzinho, achei melhor cortar”, explica Maria Rita. No lugar, entraram pedidos brasileirinhos desenvolvidos pelo chef Bruno Fischetti, como a manjubinha frita, o bolinho de arroz, o pudim de leite e os pastéis – desses últimos, Philipp Scotti gostou tanto que resolveu copiá-los em Nova York. Os doces, reproduzidos aqui pela chef pâtissier Daniela Aliperti, ficaram melhores do que os originais – seu cheese cake com calda de frutas vermelhas é, esse sim, o Cadillac dos cheese cakes. Ah, e tem o hambúrguer. Alto, rosado por dentro (faltava um pouquinho de sal), vem no tamanho normal ou na versão mini, com três unidades guarnecidas de queijos diferentes – embora as fatias de queijo sejam finas demais, quase transparentes, o que torna impossível perceber a variação de sabores. Não, eles definitivamente não são melhores do que os melhores hambúrgueres paulistanos, mas saíram 2000 unidades, a R$ 19,90 cada (fora queijos e outros extras), só no primeiro fim de semana. Para acompanhar, as cebolas em corda são rodelas finíssimas, empanadas com delicadeza, sem aquela massa pesadona. E as p.j.”s home fries são batatas cortadas e assadas com casca, temperadas com cebola caramelada, uma delícia.
R. Dr. Mário Ferraz, 568 – Itaim-Bibi, tel.:3078-2965″

Esqueceram do “C” do calote !

Por Márcio Rachkorsky

Em brilhante reportagem sobre os “C´s” que atormentam a vida dos síndicos e moradores, o Fantástico falou sobre Cano, Cachorro, Criança e Carro … Lembrei de outro “C”, que além de atormentar a todos, atua diretamente no “B”, ou seja, no bolso do vizinho. É o famoso “C” de Calote !

Márcio Rachkorsky é advogado e comentarista do Condomínio Legal que vai ao ar ás quartas e sextas, na CBN, logo após às 11 da manhã. Toda segunda-feira ele está aqui no blog com novidades sobre a vida em condomínio.

Blog de ouvinte abre diálogo com a prefeitura de SP

Foi pelo e-mail que conheci a briga do ouvinte-internauta Marcos Ignácio por uma cidade melhor. Chegavam vários durante a semana denunciando problemas no caminho por onde passava. Mensagens que se destinavam, também, ao prefeito, aos subprefeitos e secretários municipais. Há pouco mais de um ano, ele abriu o blog São Paulo Tem Que Mudar onde registra suas broncas com texto e imagem.

É a sujeira depositada de maneira irregular nas calçadas, é o buraco enorme aberto na avenida, é a árvore que foi plantada mas está em processo de destruição, é a falta de sinalização. É tudo isso e mais um pouco que Marcos Ignácio denuncia em seu blog e consegue mobilizar autoridades.

“Esta atividade tem rendido pequenas vitórias muito interessantes para a cidade, e o blog virou um real meio de comunicação com os subprefeitos (alguns, claro) e com o Andrea Matarazzo”, contou por e-mail. Matarazzo é o Secretário Municipal das Subprefeituras de São Paulo.

Juiz pede mudança urgente no financiamento de campanha

A prestação de contas dos candidatos que participaram da eleição municipal chama atenção para uma série de situações ainda mal resolvidas no Brasil quando o tema é financiamento de campanha. Em 2006, a lei ficou mais rígida, buscou-se diminuir os custos, controlar os gastos, tornar transparente a entrada e saída de dinheiro.

Neste ano, como se viu semana passada, os vereadores de São Paulo para se eleger gastaram 225% a mais do que na eleição anterior. Boa parte do dinheiro que entrou na conta dos candidatos veio de uma fonte pouco esclarecedora: comitê financeiro do partido.

Ou seja: a campanha está mais cara e, ainda, pouco transparente.

O juiz da 1a zona eleitoral de São Paulo Marco Antônio Martin Vargas considera “urgente a necessidade de mudanças nas regras do financiamento de campanha”. Ele analisou a prestação de contas dos vereadores eleitos na capital paulista e, em uma de suas decisões, chamou atenção para a lista dos doadores declarados e o interesse destes nos negócios do município. Para Martin Vargas é preciso impedir que no processo eleitoral prevaleça “interesse diverso daquele que deve permeá-lo, qual seja a crença do doador na plataforma de governo do candidato ou de seu partido político”.

Leia o que pensam dois estudiosos da lei eleitoral, citados em decisão judicial pelo juiz Martin Vargas:

“Deveriam ser proibidas doações de outras empresas contratadas ou fiscalizadas diretamente pelo poder público e suas autarquias diretas”, diz o doutor em Direito pela USP e colaborador no projeto da lei eleitoral (Lei 9.504/97), advogado Renato Ventura Ribeiro. Empreiteiras e bancos, duas das instituições que mais investem nas campanhas eleitorais, se encaixam neste perfil. Para Renato Ribeiro, é grave a omissão na lei eleitoral que não proíbe doação dessas empresas “principalmente pela possibilidade de reeleição, para evitar, entre outros, direcionamento de licitações e condicionamento de pagamento a doações.”

“Muito se discute acerca da conveniência do financiamento privado, porquanto ao eleito cedo ou tarde sempre se enviarão as faturas, já que, conforme dizia Tomás de Aquino, neste mundo não há ação sem finalidade”, lembra o procurador eleitoral regional de Minas Gerais, José Jairo Gomes. Para ele, “ninguém (sobretudo as pessoas jurídicas) contribui financeiramente para uma campanha sem esperar retorno do agraciado, caso seja eleito. Para muitas empresas trata-se de verdadeiro investimento”. José Jairo Gomes conclui: “A experiência tem mostrado que aí reside um dos focos (existem outros) relevantes da corrupção endêmica que assola o País”.

De situação I

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Estou sentada de frente para o terraço, imóvel, e tenho as mãos apoiadas no teclado do computador. Numa fração de segundo encontro meu olhar perdido lá fora, recarregando as baterias do corpo e da alma a que pertence. Ele é assim; quando se vê solto, se faz dono de tudo e vai absorvendo, mas tem queda por flores e pelo efeito do sol nas folhas, que sedutoras às últimas consequências, se fazem coloridas. De um vermelho-fechado-sussurrante, a uma paleta de tonalidades de verde, marrom, dourado, e amarelo.

Foi o celular que tocou, me assustando e trazendo de volta, às pressas, meu coração e mente. Os dois tinham aprontado e andavam flutuando de novo fora de mim. Chegaram derrapando e assustados, feito criança arteira que sabe que deveria ter dito aonde ia, e eu além de me assustar, ainda tive que arcar com as consequências da pressa do coração. Não conheço ninguém que tenha coração e mente domados, e sempre por perto. São como filhos. Têm suas características, e pronto. Olhos e ouvidos são mais fáceis “de levar”, enquanto coração e mente são cabeças-duras e vão aonde querem e quando querem. Agora, sem feminismo nenhum, o responsável é ele, que seduz a mente com uma lábia insuperável, acenando com possibilidades. E a mente vai, toda faceira, atrás dos sonhos e da loucura do coração. Vou tentar segurar mais a minha dupla. E você?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça o texto na voz da autora:

Maria Lucia Sollaa é terapeura e autora do livro “De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa”, publicado pela Libratrês. Todo domingo está aqui no blog a nos provocar.

Quando a bola rolar …

“O presente de Natal para a torcida corintiana é o próprio Papai Noel”. Brincadeira da revista Carta Capital com o atacante Ronaldo, na coluna Retratos Capitais, deste fim de semana, que só vai acabar quando o “Fenômeno” provar dentro de campo que não é tudo isso que andam dizendo por aí. No “andam dizendo” leia-se os anti-corintianos.

Foto-ouvinte: É Natal no túnel

Decoração do tunel 9 de Julho

O trânsito de fim de tarde na avenida Nove de Julho ficou menos estressante com a decoração natalina. Fora do horário de pico, quando a velocidade dos carros e ônibus, é maior talvez poucas pessoas prestem atenção na cascata de luzes adornando a entrada da passagem, no entanto quando o congestionamento começa o motorista ganha de presente este cenário que foi flagrado pelo ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias.

Aproveite para clicar na foto e acessar outras cenas da decoração de Natal, em São Paulo

Entidades criticam postura da Petrobrás

A briga continua. Entidades civis, governo de São Paulo e ambientalistas criticaram a Petrobras por não tomar as providências necessárias para produzir diesel mais limpo para toda frota de carros no País, a partir de 2009. A Petrobras reagiu, pediu afastamento do Instituto Ethos por entender que sofria perseguição e criticou entidades civis, governo de São Paulo e ambientalista.

Agora a tréplica. Leia a nota divulgada nesta semana em mais um capítulo de uma guerra em que a vítima somos nós que respiramos o ar poluído pelo combustível sujo produzido pela Petrobrás e queimado pelos carros que muitos de nós aceleramos:

“O grupo de entidades civis e governamentais que se mobilizam pelo cumprimento da Resolução Conama 315/02, que objetiva tornar o diesel brasileiro mais limpo, vem a público responder às recentes manifestações da Petrobras sobre o assunto.

Não corresponde à verdade a afirmação de que o grupo de organizações pretende fazer campanha difamatória contra a Petrobras. Sabemos da importância que a Petrobras tem para o Brasil, e exatamente por isso, a responsabilidade da companhia é grande com toda a sociedade. A Petrobras é uma sociedade de economia mista, cujo controle acionário é da União. E, justamente por isso, deveria privilegiar o interesse público (como a saúde pública e o meio ambiente) em detrimento do privado, e de modo absolutamente ético. Não se pode admitir que um ente público dê o exemplo de transgredir suas próprias leis.

Nosso objetivo é defender o cumprimento da resolução 315/02 do Conama que, ao contrário do que foi divulgado, determina a redução do teor do enxofre no diesel ao exigir novos limites de emissão para veículos pesados vigentes a partir de 1º de janeiro de 2009 e ao estabelecer as obrigações de cada parte envolvida (montadoras, Petrobras e ANP). Tal fato não é novidade, pois baseia-se em legislação européia e em nosso País foi amplamente negociado desde 2001.

Conforme a resolução, até que a norma brasileira equivalente fosse editada pela ANP, deveria ser observada a Diretiva Européia 1999/96, que é clara ao dispor que o teor de enxofre no diesel deve ser de 50 partes por milhão (ppm) (art. 22 da Resolução e anexo IV da Diretiva). Petrobras e montadoras não cobraram da Agência Nacional do Petróleo a especificação para o combustível que deveria ser comercializado no Brasil, certamente por entenderem ser desnecessário ou por estarem se beneficiando do atraso.

Nós acreditamos que a saúde da população está acima dos interesses políticos, partidários e econômicos. Por isso, nos baseamos em estudos de pesquisadores do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP para reafirmar o quanto o diesel utilizado pelos veículos no País é um veneno para os pulmões dos brasileiros. Os estudos concluíram que o diesel contribui significativamente para episódios de óbitos e doenças cardiorespiratórias. É responsável por 3 mil mortes ao ano somente na cidade de São Paulo e por 10 mil óbitos anuais nas principais regiões metropolitanas do País (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo, Recife e Porto Alegre). Ainda conforme os pesquisadores da USP, os custos com a saúde decorrentes da poluição pelo diesel podem superar a casa do bilhão de dólares ao ano.

Apontam na mesma direção estudos da Organização Mundial da Saúde (Air Quality Guidelines, 2005) e relatórios do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Global Environmental Outlook, 2007). Não foi por menos que em 2002 se iniciou uma discussão nos Estados Unidos para se promover uma redução de 97% do teor de enxofre nos combustíveis.

Atualmente, nos Estados Unidos, no Canadá e em boa parte dos países da Europa, os níveis de enxofre no diesel estão em torno de 10 e 15 ppm. Já a concentração da substância no combustível brasileiro deixa o país em 66º lugar no mundo, de acordo com levantamento do International Fuel Quality Center (entidade internacional da qual a Petrobras faz parte), ficando atrás da China e da Índia, por exemplo. No Brasil, o diesel tem 500 ppm de enxofre nas áreas urbanas e 2.000 ppm no interior, que corresponde a 75% do volume consumido no País.

Também é importante destacar que mesmo a utilização do diesel mais limpo em carros antigos melhora significativamente a qualidade do ar. De acordo com documento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, datado de 9 de janeiro de 2008, o uso do combustível a 50 ppm de enxofre nos motores usados “provoca redução de 40% em material particulado e de 10% a 15% em óxido de nitrogênio e monóxido de carbono”. O parecer foi elaborado em resposta a um pedido de informação do deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP).

O acordo firmado, além de não poder revogar a Resolução Conama 315, é pífio em seu conteúdo, fato reconhecido pela entidade que realizou o inventário das emissões abatidas com medidas supostamente compensatórias. Todos os detalhes do estudo que levaram a esse acordo devem ser apresentados à sociedade civil e discutidos por esta, alijada de seu direito de representação. O acordo, que aceitou as propostas da Petrobras, permitiu o fornecimento de diesel com 50 ppm de enxofre segundo um cronograma tímido para os próximos anos. E que destoa em muito do determinado pelo judiciário, que havia obrigado a distribuição do combustível mais limpo para todo o País a partir de 1º de janeiro de 2009. Obviamente, caminhões e ônibus circulam por todo o País e trafegam pelas regiões metropolitanas, onde, como visto, os riscos à saúde são ainda mais graves. A distribuição do diesel com 50 ppm de enxofre apenas para cidades e frotas isoladas também impede que veículos com motores adaptados estejam em todo o País.

É inverídica a afirmação de que a sociedade civil tenha participado das discussões no âmbito do judiciário e do Conama. Pelo contrário. No Conama, a proposta de uma Moção com pedido de consulta pública foi veementemente combatida pela representante do Ibama neste Conselho (em 30 de outubro). E, no judiciário, foi realizada no dia 5 de novembro uma manifestação das entidades requerendo uma discussão pública – o que não ocorreu.

Diante do exposto, a questão do diesel brasileiro deve ser enfrentada pelo respeito à legislação e pela defesa dos direitos à vida, à saúde e a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, essencial à sadia qualidade de vida. Em outras palavras, isso significa que, mesmo que não houvesse qualquer legislação determinando a redução do teor de enxofre no diesel, tal medida seria o mínimo esperado de uma empresa com os recursos e as tecnologias que fazem da Petrobras uma das maiores do mundo. Trata-se de uma questão de ética, de responsabilidade social, muito mais do que uma questão apenas jurídica ou econômica. Sendo assim, vamos continuar mobilizando os esforços necessários a fim de que os objetivos buscados sejam atingidos.

Atenciosamente,

Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado de Minas Gerais
JOSÉ CARLOS CARVALHO

Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade
FABIO FELDMANN

Secretaria do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo
EDUARDO JORGE

Movimento Nossa São Paulo
ODED GRAJEW

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC
LISA GUNN

Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
RICARDO YOUNG

SOS Mata Atlântica
MÁRIO MANTOVANI

Greenpeace – Brasil
MARCELO FURTADO

Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
ROBERTO SMERALDI

Instituto Akatu
HÉLIO MATTAR

Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável
ISRAEL KLABIN

Instituto Brasileiro de Advocacia Pública
GUILHERME PURVIN”