Patrícia Madeira é destaque em blog de culinária




Voz agradável e previsões certas (na maioria das vezes) fazem parte da receita de sucesso da nossa colega Patrícia Madeira, da Climatempo. E assim tem conquistado admiradores como o ouvinte-internauta Leandro Gonçalves, projetista aeroespacial e fanático por cozinha. No Blog Cozinha Pequena dedicou um post a meteorologista que conversa com a gente todos os dias logo na abertura do CBN São Paulo.

Leiam o que escreveu no post e depois visite as receitas de Leandro e da jornalista Marcele Martins:

“Eu ouço muito a CBN, rádio de notícias de São Paulo. E se tem uma coisa que acho sensacional são as transmissões de meteorologia da Patrícia Madeira. Ela não erra uma! A Rita que me desculpe, mas tenho uma espécie de fetiche por ela…

Cara, me sinto um pioneiro! Tenho certeza de que sou o primeiro à dizer que acha a previsão do tempo pelo rádio algo sensacional!

De fato, desde segunda-feira passada eu a ouvia falando que no domingo teríamos sol e o dia lindo. Eu botei fé, e durante toda a semana fui bolando meu piquenique.

E não é que rolou ontem? Muita comida, os amigos todos juntos e a sensação de que deu tudo certo. Até uma pessoa desconhecida”

A CBN é a mais admirada do Brasil

Pelo nono ano consecutivo, a CBN foi eleita o Veículo Mais Admirado do Brasil na mídia rádio, em pesquisa do grupo Meio & Mensagem, realizada pela Troiano Consultoria de Marca. A pesquisa foi feita via internet em um universo composto por anunciantes e profissionais de agências e de veículos, além de fornecedores de serviços de marketing e de comunicação.

Ethos lamenta decisão da Petrobrás

Leia a resposta do Instituto Ethos à decisão da Petrobrás de se desligar da organização por discordar da pressão que sofre devido ao não atendimento da decisão do Conama que prevê a produção de diesel mais limpo para a frota brasileira. A posição da Petrobrás você tem um pouco mais abaixo aqui no blog:

“O Instituto Ethos lamenta a decisão unilateral da Petrobras de desligar-se do seu quadro de associados. Esta é mais uma demonstração da redução do compromisso da companhia com a Responsabilidade Social Empresarial.

Em seus 10 anos de atuação, o instituto procurou contribuir para que empresas superassem seus dilemas na construção de uma cultura de responsabilidade social empresarial e sustentabilidade e sempre se colocou à disposição para facilitar diálogos, construir pontes e encontrar saídas para lidar com as diversas contradições e dificuldades encontradas nesse caminho.

Não foi diferente com a Petrobras. Assim que a questão do diesel começou a se tornar um problema de saúde pública, o Ethos não economizou esforços junto ao conselho de administração, à presidência e à alta direção da companhia para encontrar formas de manter o melhor espírito de governança, em uma relação transparente com as partes interessadas. Foi sugerido que ela assumisse a liderança pró-ativa na discussão e se mostrasse à altura da expectativa do mercado, que espera uma postura responsável de uma empresa pública e que, além disso, é líder no seu setor na América Latina.

Esses esforços se deram por meio de inúmeras reuniões que culminaram, inclusive, na abertura de um espaço durante a Conferência Internacional do Instituto Ethos 2008, para que a Petrobras e a Anfavea pudessem prestar contas e apresentar sua posição e perspectivas para o futuro.

O instituto acredita que a demanda por ética e transparência, aspectos essenciais em uma gestão socialmente responsável, não tem qualquer relação com interesses políticos. Mas, infelizmente, o discurso da companhia tem demonstrado uma posição defensiva, confundindo a exigência por prestação de contas junto à sociedade, com perseguição política ou ofensa.

Com uma postura defensiva em relação às perspectivas sustentáveis, a Petrobras passou a sofrer diversos revezes junto a entidades-chave na discussão da RSE e também no mercado financeiro. A crise de reputação que a empresa tem enfrentado está, sob a ótica da sustentabilidade, intimamente ligada à sua incapacidade de rever sua atuação e procurar desenvolver mecanismos de gestão mais responsáveis, voltados para as reais necessidades do mercado, da sociedade e do planeta.

No início do ano, a decisão do CONAR com relação às campanhas publicitárias da empresa, foi a primeira demonstração de cobrança da sociedade por mais transparência e responsabilidade. Em novembro, a saída da companhia do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa (ISE) também foi uma decisão tomada por uma entidade composta por diversas instituições, seguindo critérios rígidos e amplamente discutidos com a sociedade civil e as empresas. Portanto, fica claro que a postura do Ethos em alertar para uma mudança de atitude da Petrobras, em seu negócio como um todo, é compartilhada por diversos atores sociais.

O Ethos crê que a decisão da companhia de se desligar do instituto tem como intenção punir o instituto por estar cumprindo sua função. Porém, o Ethos jamais se prestará a ser um instrumento de marketing socioambiental das empresas, assim como repudiará posições empresariais que sabotem o caminho da RSE no país. Foi assim no combate ao trabalho escravo, à corrupção e ao trabalho precário no agronegócio, e tem sido assim também nas cadeias produtivas da Amazônia.

O Ethos reafirma sua visão de que as empresas são parte fundamental no esforço da construção de uma sociedade sustentável e justa. Por isso, o instituto acredita que parte dessa contribuição passa pelo compromisso público e a coragem de enfrentar dilemas, mantendo sempre a ética e a responsabilidade.

O Ethos gostaria de ver a Petrobras, com toda a importância que tem em seu setor, liderando as discussões sobre energias limpas, na busca pela urgente descarbonização da economia. Porém, sua decisão parece confirmar que a companhia escolheu o caminho oposto. Lamentamos sua postura, pois ela reitera uma grande perda para o movimento de desenvolvimento sustentável no Brasil. Uma empresa pública que, portanto, pertence a todos nós, deveria estar alinhada às necessidades da população. Por isso, independente do seu quadro de associados, o instituto continua com as portas abertas para o diálogo com todos aqueles que estiverem dispostos a caminhar rumo a uma sociedade sustentável.”

Em campanha, Kassab disse que não haveria corte no Orçamento

Ao contrário do que está sendo proposto agora, o prefeito Gilberto Kassab afirmou durante a campanha eleitoral que não haveria cortes no orçamento de São Paulo para 2009 apesar da crise econômica internacional. Na época, em entrevista ao CBN São Paulo, o então candidato disse que a proposta orçamentária enviada à Câmara já previa um crescimento menor da economia.

Em negociação na Câmara Municipal, o Orçamento antes de R$ 29 bilhões terá um corte de pouco mais de R$ 2 bilhões, conforme informações do vereador Milton Leite (DEM), em entrevista a repórter Luciana Marinho.

Ao ouvir a gravação do prefeito Gilberto Kassab em novembro, durante a campanha eleitoral, Leite teve dificuldade de explicar porque o prefeito-candidato negava algo que agora se realizará:

Virada Cultural para ajudar Santa Catarina



Uma série de shows de música, dança, teatro e circo fará parte da Virada Cultura – edição extra – que será promovida para arrecadar doações às vítimas das enchentes em Santa Catarina, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.

André Sturm, da Secretaria Estadual da Cultura, falou sobre a organização do evento que se realizará graças a solidariedade de artistas que se colocaram à disposição para as apresentações de sábado para domingo:

A programação completa você vê no site da Secretaria Estadual da Cultura. O Teatro Sérgio Cardoso fica na rua Rui Barbosa, na Bela Vista.

São Paulo está preparada para a época das chuvas ?

?

A prefeitura diz que de 2005 a 2008 dobrou o investimento no combate as enchentes na cidade de São Paulo. O vereador do PT Paulo Fiorilo diz que os gastos no setor foram menores nos últimos três anos.

Quem fala a verdade ?

Aparentemente, os dois lados. Apenas cada um usa o número que mais lhe interessa.

Andrea Matarazzo, secretário municipal das Subprefeituras, compara os valores do primeiro ano de gestão Serra/Kassab quando foram investidos cerca de R$ 57 milhões com os cerca de R$ 108 milhões usados este ano.

Paulo Fiorilo compara o que estava previsto no Orçamento e o que a prefeitura realmente investiu no combate as enchetes. De acordo com os dados oficiais, em 2005 foram executados 34% do total previsto; em 2006, 38%; em 2007, 52%. Neste ano foram investidos 73% – “porque foi ano eleitoral”, diz o vereador.

Ouça as duas entrevistas sobre o tema feitas no CBN São Paulo. A primeira com o vereador do PT Paulo Fiorilo acostumado a investigar os gastos feitos pela prefeitura:

Agora o outro lado: Andrea Matarazzo, secretário das Subprefeituras

Dois italianos incríveis

É a proposta da Ailin Aleixo, da Época SP na CBN, para um jantar para lá de especial:

Vito

A intenção do chef André Mifano era criar um restaurantezinho pequeno, modesto, que vendesse comida boa e barata. Mas ele acabou se superando. De fato, o Vito é tudo isso. Mas o ambiente é deliciosamente aconchegante e os pratos, simplesmente impecáveis. As massas são feitas lá e chegam à mesa em receitas assumidamente caseiras, caso do ótimo maltagliati (mal cortado, em italiano) ao pesto. Perfeccionista, André faz o molho bolonhesa com carne cortada na ponta da faca e se diverte com cortes inusitados de carne de porco: a pancia di maiale ripiena, carne da barriga do porco recheada, traz risoto de maçã verde como acompanhamento. O menu de dezembro traz novos pratos natalinos segundo o chef, são clássicos servidos nas festas domésticas na Itália: cotechino com lentilhas, polvo alla luciana e peru recheado com castanhas, ameixas e batata-doce e a sobremesa sanginacio, um flan de chocolate com canela e pinoli. À noite, as reservas são obrigatórias.
R. Pascoal Vita, 329 – Vila Madalena – São Paulo – SP, 3032-1469

Supra

Um perfeccionista na cozinha, o chef Mauro Maia chega ao extremo quando o assunto é massa fresca. O passo-a-passo do ravióli, fagottini e tortelli segue um verdadeiro ritual. Eles são cilindrados, cortados e recheados somente após o pedido. Ainda crus, são exibidos ao cliente, feito obras de arte. Pode parecer frescura, mas o resultado fica evidente em massas perfeitas em textura e sabor como o delicado fagotti com recheio líquido de queijo brie, grana padano e vin santo com pêra. Outra delícia é o tortelli mantovani di zucca, massa recheada de abóbora com biscoito amaretto e mostarda de Cremona, temperada com molho de manteiga, sálvia e amêndoas tostadas. Bem à moda italiana, vale pedir a degustação de queijos antes da sobremesa, que inclui gorgonzola doce servido com geléia de pimentas vermelhas, pecorino sardo com mostarda de Cremona e pimenta biquinho e o queijo Castelmagno, maturado em grutas naturais do Piemonte, acompanhado de mosto de uva tartufado. De sobremesa, prove uma das mais incríveis criações do chef, fagottini de chocolate aromatizado com laranja ao molho de baunilha e canela.
R. Araçari, 260 – Itaim-Bibi – São Paulo – SP, 3071-1818

Prefeitura de São Paulo mentiu ao CBN SP sobre base da GCM

Faz mais de um ano que o CBN São Paulo denunciou o abandono da base comunitária da Guarda Civil Metropolitana, no Vale do Anhangabau, centro da de São Paulo. No dia 28 de novembro, após registro da situação em que se encontrava o local, a assessoria de imprensa da GCM enviou resposta publicada neste blog na qual afirmava que a base estava fechada para reforma e “voltará a funcionar no prazo estimado de 15 dias”.

Fui surpreendido com imagem registrada pelo ouvinte-internauta Márcio Alves que mostra tapumes diante da sede, sinalizando que o local não é usado pela GCM, além da presença de sem-teto que encontraram no local um espaço seguro para dormir.

O ouvinte-internauta teve o cuidado de conversar com alguns guardas da prefeitura que disseram passar por ali todos os dias, às seis da manhã, para despertar a turma que usa o local como dormitório.

Na época em que fizemos o registro no CBN SP e no blog, a Guarda Civil Metropolitana se apressou em dizer que a crítica feita pelo sindicato dos funcionários da corporação não condizia com a verdade. Em bom português, era mentira.

Confesso que fiquei em dúvida: quem mente ?

Agora o outro lado:

O secretário municipal das Subprefeituras Andrea Matarazzo nega que a prefeitura tenha mentido em novembro do ano passado. Houve, segundo ele, uma mudança de orientação na Guarda Civil Metropolitana. Na entrevista, Matarazzo não disse o que será feito no local (nem eu perguntei, a bem da verdade):

Petrobrás deixa instituto que reúne empresas éticas

O Instituto Ethos foi criado com a missão de mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável. É este o discurso do grupo que conta com a presença de mais de 1.630 empresas brasileiras, o qual, desde hoje, não tem mais a presença da Petrobrás. A empresa se diz ofendida desde que teria sido iniciada uma “campanha difamatória” por não ter atendido as determinações do Conama sobre a produção de diesel mais limpo para os veículos que rodam no país.

Já falamos inúmeros vezes sobre o assunto aqui no blog e no CBN São Paulo. O diesel queimado pela frota de carros no Brasil é “n” vezes mais sujo do que o consumido em países da Europa. Isto faz com que o número de pessoas mortas devido a poluição do ar seja muito alto. A pressão do Instituto Ethos para que a Petrobrás atendesse as exigências do Conselho Nacional do Meio Ambiente gerou prejuízos a empresa.

O Conar que auto-regula o mercado publicitário já havia exigido um recuo da Petrobrás na campanha que apresentava a empresa como responsável socialmente. Semana passada, outra derrota da gigante brasileira: foi retirada do índice de sustentabilidade da Bolsa de Valores de São Paulo.

A empresa decidiu reagir. Anunciou o desligamento do Instituto Ethos. Leia a nota completa da Petrobrás que justifica a decisão:

“Para restabelecer a verdade dos fatos quanto a notícias divulgadas na imprensa sobre o teor de enxofre no óleo diesel, a Petrobras afirma que vem sendo alvo de uma campanha articulada com o objetivo de atingir a imagem da Companhia e questionar a seriedade e eficiência de sua administração.

Por entender que o grupo de pessoas e entidades responsável por essa campanha contra a Companhia encontra respaldo no Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, cujo conselho deliberativo é presidido por um de seus integrantes, a Petrobras, em respeito a todos os seus públicos de interesse e em conformidade com sua postura de responsabilidade social, decidiu hoje pelo seu desligamento da entidade.

O grupo de pessoas que atua de forma deliberada e difamatória contra a Petrobras é composto por integrantes das Secretarias de Meio Ambiente dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Cidade de São Paulo, e de algumas organizações não-governamentais que se intitulam representantes da sociedade civil de São Paulo

Entre outras afirmações mentirosas, o grupo diz que a Petrobras descumpre uma resolução Conama que não existe. O grupo mente ainda ao dizer que a Petrobras descumpre um Termo de Ajuste de Conduta – TAC igualmente inexistente que obrigaria a Companhia a ajustes na sua conduta supostamente indevida.

Resolução Conama

Ao contrário do que esse grupo tem afirmado, a Resolução Conama 315/2002 não trata sobre composição de combustíveis, muito menos sobre teores de enxofre no diesel, e sim sobre nível de emissões que os veículos, produzidos no Brasil ou importados, deverão apresentar a partir de janeiro de 2009. É portanto insustentável a afirmação de que a Petrobras estaria desrespeitando essa resolução.

A regulamentação sobre composição de combustíveis é competência da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, que a fez na Resolução ANP nº 32 de 16 de outubro de 2007. Logo após, a Petrobras anunciou que fornecerá diesel com 50 ppm (partículas por milhão) de enxofre, a partir de janeiro de 2009, para os veículos que adotarem a tecnologia adequada às exigências da fase P-6 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – Proconve.

O Juiz José Carlos Motta, da 19ª Vara Cível da Justiça Federal de São Paulo, em decisão liminar proferida em 15 de setembro de 2008 determinou “…à Petrobras, que forneça o diesel S-50 em quantidade suficiente ao abastecimento dos veículos novos a serem introduzidos no mercado consumidor a partir de 1 de janeiro de 2009, em pelo menos uma bomba em cada ponto de comercialização de combustível; …”. E acrescentou em 2 de outubro deste mesmo ano “…Nesta linha de raciocínio e para completar a decisão embargada esclareço que a embargante, neste feito, afirmou e reafirma agora o compromisso público de disponibilizar às distribuidoras o volume necessário de Diesel S-50 comercial para atender a frota de veículos da fase P6 do PROCONVE – novos – e dotados de tecnologias restritas à utilização de tal espécie de combustível.” Essa decisão referendou posições e práticas que a Petrobras vem adotando.

Cabe ressaltar que a Procuradora da República, Ana Cristina Bandeira Lins, em carta ao jornal Gazeta Mercantil em 12 de novembro de 2008 afirma textualmente “Um engano muito grande é dizer que há uma norma exigindo a distribuição exclusiva de óleo Diesel S-50 em todo o País.” Em outra carta, publicada pela Folha de S. Paulo em 29 de novembro de 2008, diz que ” a cada dia convenço-me mais que essa briga não tem nenhum cunho ambiental; é apenas uma guerra partidária.”

Qualidade do ar de São Paulo

A afirmação de que a atual quantidade de enxofre no diesel é a única responsável pela qualidade do ar e a conseqüente ocorrência de graves doenças respiratórias da população brasileira é questionável, mesmo no âmbito metropolitano. Além disso, segundo relatório da Cetesb de 2007, o principal problema para a qualidade do ar de São Paulo é o ozônio, que não está diretamente relacionado com o teor de enxofre do óleo diesel. Quanto ao material particulado, que tem relação com o teor de enxofre do diesel, os índices de São Paulo estão aceitáveis, abaixo dos limites do Conama.

Assim, é enganoso afirmar-se que apenas reduzindo o teor de enxofre do diesel resolveremos o problema da qualidade do ar. Primeiro porque o enxofre influencia somente o material particulado. Segundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS, a queima de matéria orgânica gera também material particulado e não é possível diferenciar a toxidade dessas duas origens. Terceiro, o diesel com 50 ppm de enxofre só é efetivo quando utilizado em motores com tecnologia avançada P-6, como os que seriam produzidos para atender a Resolução 315. Quarto e último, a qualidade do ar é influenciada por diversos fatores tais como: idade e tamanho da frota automotora, tecnologia dos motores, sistema viário, condição de manutenção da frota, programas de inspeção e renovação da frota, entre outros.

Diálogo e acordo

O grupo de pessoas e entidades sustenta outra inverdade, a de que a Petrobras tenha se furtado a dialogar com a sociedade sobre emissões veiculares. Esse diálogo ocorreu em vários fóruns e oportunidades, entre eles a Conferência Internacional do Instituto Ethos 2008, da qual a Petrobras foi patrocinadora e que contou com a presença de vários integrantes desse grupo.

No Judiciário e no Conama a Petrobras dialogou com a sociedade civil, empresas e governos. Lamentamos que parte do grupo contestador, convidado, recusou o diálogo. O Governo do Estado de São Paulo e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) participaram das negociações que resultaram no acordo judicial firmado em 29 de outubro de 2008. Participaram também o Ministério Público Federal, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Fabricantes de Veículos, Fabricantes de Motores, Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e a Petrobras. O diálogo se ateve à verdadeira Resolução Conama 315 e pôs fim a duas ações civis públicas propostas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Estado de São Paulo.

Por este acordo, o fornecimento de óleo diesel com menor teor de enxofre para as frotas cativas de ônibus urbanos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, será iniciado a partir de janeiro de 2009. Nas demais regiões do país, o fornecimento de diesel S-50 se dará conforme cronograma divulgado pela imprensa.

Desinformação

A ação politizada desse grupo promove a desinformação do público em geral e induz entidades sérias a cometerem erros de avaliação e decisão, prejudicando a Petrobras, seus acionistas e demais partes interessadas.

A Petrobras acredita que as melhores soluções para problemas complexos, com múltiplas causas e diversos interesses se dão através da busca do consenso possível, em respeito a todas as partes envolvidas e a partir de compromissos mútuos e visíveis.”