Mundo Corporativo: Marcel Sacco, da Hershey, fala do mercado de chocolates no Brasil

 

 

“O consumo de chocolate está migrando cada vez mais para o que a gente chama de consumo instantâneo, é um consumo mais individual, onde o consumidor compra para ele, on the go, quer dizer, quando ele está se locomovendo, se deslocando e para ocasiões de consumo que já não são mais de consumo dentro de casa”. A constatação é de Marcel Sacco, diretor geral da Hershey no Brasil, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no quadro Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

O Brasil tem o quarto maior mercado de chocolates do mundo e, apesar de estar há 17 anos por aqui, só recentemente a Hershey passou a atuar por conta própria. A mudança de estratégia e as oportunidades de negócios e carreira que existem neste setor foram temas abordados pelo executivo.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br e a entrevista é reproduzida aos sábados, no Jornal da CBN. Participam do quadro Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Debora Gonçalves.

Viagens de celebração: o luxo de comemorar a própria vida

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Nova York. Paris. Londres. Roma. Quando você pensa em viajar, certamente são esses os destinos que vêm a mente. A maior parte frequentada por viajantes de alto poder aquisitivo mas destino, também, do mercado de massa.

 

Na rota do turismo de luxo, os endereços podem mudar. São conhecidos por poucos e raros: Seychelles, Camboja, Vietnã e vilas privativas nas Ilhas Virgens Britânicas, são apenas alguns exemplos de destinos considerados exclusivos.

 

Se no passado a busca era por “produtos”, hoje o cenário é bem diferente. Clientes AAA buscam cada vez mais experiências memoráveis. E as viagens de celebrações são comumente compradas por esses consumidores.

 

São viagens nas quais o cliente deseja celebrar datas especiais, tais como aniversário, festa de 15 anos da filha, bodas de casamento … e, também, destinadas aqueles que querem simplesmente (?) aproveitar seu raro tempo livre para estar perto de amigos e familiares. Ou seja, comemorar a vida!

 

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Os destinos podem variar e a temática da viagem, também. Vila na região da Toscana, ilha  no Caribe e reserva de todo um hotel  em Bali são outros exemplos da exclusividade almejada por esse público.

 

PrimeTour, Teresa Perez e Platinum Travel Service são algumas das principais agências de viagens especializadas em roteiros exclusivos  A personalização, essencial no mercado do luxo, é de total responsabilidade destas empresas de turismo. Seus profissionais têm de cuidar de cada detalhe do roteiro, proporcionando a customização almejada por seus clientes. Parte aérea, terrestre, serviços no destino, guias bilíngues, serviços de mordomia … nada pode escapar do olhar atento desse pessoal. A meta: uma experiência impecável, inesquecível.

 

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A personalização é uma das principais características dos produtos e serviços de alto valor agregado. O luxo cada vez mais é atrelado ao SER em vez do TER. E para um cliente de alto poder aquisitivo, que, a princípio conhece o mundo todo, uma viagem de celebração tem de ser memorável para ele e para as pessoas que ama. Vamos lembrar que nesse caso o luxo é ter tempo para estar com as pessoas que você gosta. E tempo é um dos bens mais raros do consumidor contemporâneo.

 

Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

São Paulo, 62 anos depois

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Assistindo às agressivas manifestações de repúdio ao Prefeito e ao Governador do Estado, na celebração do aniversário da Cidade, no mesmo local em que, há 62 anos, foi inaugurada a Catedral de São Paulo, comemorando também o aniversário da capital paulista, a comparação entre as épocas é inevitável, principalmente para quem vivenciou o passado.

 

E parece-me que São Paulo retrocedeu.

 

Em 25 de janeiro de 1954, com 12 anos, há sete chegado de Paraty, assumi a cidadania paulistana. Nos primeiros minutos do dia os sinos começaram a repicar, em seguida as sirenes das fábricas juntaram-se ao som que anunciava os 400 anos da aniversariante.

 

Participei do desfile cívico militar, no Vale do Anhangabaú, pelo Liceu Coração de Jesus, onde se deu a queima de fogos e a chuva de prata. O povo de São Paulo estava nas ruas. Em festa!

 

São Paulo começava a assumir a liderança econômica do país.

 

“Foi o ano da vanglória e do ufanismo paulistano” disse Roberto Pompeu de Toledo. “São Paulo se vingava em alto estilo dos muitos anos de atraso e ostracismo no panorama das cidades brasileiras”.

 

Durante todo aquele ano, houve eventos e inaugurações relacionados com o Quarto Centenário: Grande Prêmio em Interlagos, Companhia de Balé especial para a data, inauguração do Parque Ibiraquera, projetado por Oscar Niemayer, Feira Internacional da Indústria.

 

São Paulo destoava do todo. O país passava por grandes problemas políticos. O presidente Getúlio Vargas era acossado por Carlos Lacerda com graves denúncias de corrupção.

 

Se hoje no âmbito nacional a situação não é diferente, no municipal e estadual estamos diante de crise econômica, administrativa e de segurança ímpar.

 

É incompreensível, por exemplo, que depois de tantos flagrantes fotográficos e cinematográficos não se puna ninguém entre o Black Blocs. Ao mesmo tempo, a população não pode continuar a ser vitima de um punhado de adolescentes. E, é claro, a responsabilidade é das autoridades, que se não agirem rapidamente e a contento, estarão sujeitas a garrafas pet onde aparecerem.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Azul é a Cor Mais Quente: dramas, descobertas e sexo

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Azul é a Cor Mais Quente”
Um filme de Abdellatif Kechiche
Gênero: Drama, Romance
País:França

 

Uma menina de 15 anos começa a descobrir suas preferencias sexuais e se apaixona por outra garota. Juntas vivem uma história intensa de paixão…

 

Por que ver:
É um filme de arte, tá…Pelo ritmo, abordagem, roteiro e ousadia… A atuação das duas é de uma entrega e perfeição que poucas vezes eu vi.

 

Tem uma das cenas mais picantes de sexo na história do cinema em filmes não considerados explícitos…Bom…Eu achei quase explicito!!! Li algumas entrevistas onde as atrizes diziam usar próteses minúsculas…Bom, mesmo assim deve ter rolado… Impossível ser técnico demais ali… Vejam!!!

 

A história em si é ok, não tem grandes tramas, apenas a vida da protagonista com enfoque em suas descobertas sexuais.

 

Como ver:
Sozinho! Ou, se você tem intenção de propor ao seu parceiro assistir aos “XXX”movies, este pode ser um começo…

 

Quando não ver:
NUNCA EM HIPÓTESE ALGUMA,COM FAMILIARES, AMIGOS (a menos que seja aquela noite que vai rolar), E COLEGAS DE NENHUMA ESPÉCIE!!! Sim, estava gritando…Sério, muito forte. Depois não diga que não avisei… Para você ter ideia, minha funcionária estava limpando o escritório e eu aqui escrevendo, fui ver o trailler, mas achei melhor parar!

 

OBS: não precisa me contar suas impressões, este é um blog sério e de boa família! HAHAHAHAHAHAH

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando, vai amarelar?

Papa Francisco: “Comunicar significa partilhar, e a partilha exige a escuta, o acolhimento. Escutar é muito mais do que ouvir.”

 

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A mensagem do Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais traz ensinamentos importantes para todos nós que trabalhamos com comunicação, e isto  inclui você, caro e raro leitor deste blog, pois, queira ou não, nossa capacidade de se comunicar tem sido colocada à prova todos os momentos.

 

Nossas relações de trabalho, pessoais e familiares têm na comunicação elemento fundamental. As redes sociais potencializaram esse exercício e oferecem a você a oportunidade de expor opinião, desejos e defeitos. Na mensagem “Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”, Papa Francisco destaca a necessidade do uso correto das redes sociais para a promoção do bem comum.

 

O Dia Mundial das Comunicações é comemorado em 8 de maio, mas a mensagem foi publicada com a data de 24 de janeiro, este domingo, quando celebra-se a memória de São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas.

 

Reproduzo o texto completo para sua apreciação. Os grifos são por minha conta e destacam trechos sobre como devemos usar a comunicação, católicos ou não:

 

«Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo»

 

Queridos irmãos e irmãs!

 


O Ano Santo da Misericórdia convida-nos a reflectir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia. Com efeito a Igreja unida a Cristo, encarnação viva de Deus Misericordioso, é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir. Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus.

 


Como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das acções da Igreja é transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos. Trata-se de acolher em nós mesmos e irradiar ao nosso redor o calor materno da Igreja, para que Jesus seja conhecido e amado; aquele calor que dá substância às palavras da fé e acende, na pregação e no testemunho, a «centelha» que os vivifica.

 


A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. Como é bom ver pessoas esforçando-se por escolher cuidadosamente palavras e gestos para superar as incompreensões, curar a memória ferida e construir paz e harmonia. As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos. E isto acontece tanto no ambiente físico como no digital. Assim, palavras e acções hão-de ser tais que nos ajudem a sair dos círculos viciosos de condenações e vinganças que mantêm prisioneiros os indivíduos e as nações, expressando-se através de mensagens de ódio. Ao contrário, a palavra do cristão visa fazer crescer a comunhão e, mesmo quando deve com firmeza condenar o mal, procura não romper jamais o relacionamento e a comunicação.

 


Por isso, queria convidar todas as pessoas de boa vontade a redescobrirem o poder que a misericórdia tem de curar as relações dilaceradas e restaurar a paz e a harmonia entre as famílias e nas comunidades. Todos nós sabemos como velhas feridas e prolongados ressentimentos podem aprisionar as pessoas, impedindo-as de comunicar e reconciliar-se. E isto aplica-se também às relações entre os povos. Em todos estes casos, a misericórdia é capaz de implementar um novo modo de falar e dialogar, como se exprimiu muito eloquentemente Shakespeare: «A misericórdia não é uma obrigação. Desce do céu como o refrigério da chuva sobre a terra. É uma dupla bênção: abençoa quem a dá e quem a recebe» (O mercador de Veneza, Acto IV, Cena I).

 


É desejável que também a linguagem da política e da diplomacia se deixe inspirar pela misericórdia, que nunca dá nada por perdido. Faço apelo sobretudo àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas e de formação da opinião pública, para que estejam sempre vigilantes sobre o modo como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente e ainda de quem possa ter errado. É fácil ceder à tentação de explorar tais situações e, assim, alimentar as chamas da desconfiança, do medo, do ódio. Pelo contrário, é preciso coragem para orientar as pessoas em direcção a processos de reconciliação, mas é precisamente tal audácia positiva e criativa que oferece verdadeiras soluções para conflitos antigos e a oportunidade de realizar uma paz duradoura. «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. (…) Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 7.9).

 


Como gostaria que o nosso modo de comunicar e também o nosso serviço de pastores na Igreja nunca expressassem o orgulho soberbo do triunfo sobre um inimigo, nem humilhassem aqueles que a mentalidade do mundo considera perdedores e descartáveis! A misericórdia pode ajudar a mitigar as adversidades da vida e dar calor a quantos têm conhecido apenas a frieza do julgamento. Seja o estilo da nossa comunicação capaz de superar a lógica que separa nitidamente os pecadores dos justos. Podemos e devemos julgar situações de pecado – violência, corrupção, exploração, etc. –, mas não podemos julgar as pessoas, porque só Deus pode ler profundamente no coração delas. É nosso dever admoestar quem erra, denunciando a maldade e a injustiça de certos comportamentos, a fim de libertar as vítimas e levantar quem caiu. O Evangelho de João lembra-nos que «a verdade [nos] tornará livres» (Jo 8, 32). Em última análise, esta verdade é o próprio Cristo, cuja misericórdia repassada de mansidão constitui a medida do nosso modo de anunciar a verdade e condenar a injustiça. É nosso dever principal afirmar a verdade com amor (cf. Ef 4, 15). Só palavras pronunciadas com amor e acompanhadas por mansidão e misericórdia tocam os nossos corações de pecadores. Palavras e gestos duros ou moralistas correm o risco de alienar ainda mais aqueles que queríamos levar à conversão e à liberdade, reforçando o seu sentido de negação e defesa.

 


Alguns pensam que uma visão da sociedade enraizada na misericórdia seja injustificadamente idealista ou excessivamente indulgente. Mas tentemos voltar com o pensamento às nossas primeiras experiências de relação no seio da família. Os pais amavam-nos e apreciavam-nos mais pelo que somos do que pelas nossas capacidades e os nossos sucessos. Naturalmente os pais querem o melhor para os seus filhos, mas o seu amor nunca esteve condicionado à obtenção dos objectivos. A casa paterna é o lugar onde sempre és bem-vindo (cf. Lc 15, 11-32). Gostaria de encorajar a todos a pensar a sociedade humana não como um espaço onde estranhos competem e procuram prevalecer, mas antes como uma casa ou uma família onde a porta está sempre aberta e se procura aceitar uns aos outros.

 


Para isso é fundamental escutar. Comunicar significa partilhar, e a partilha exige a escuta, o acolhimento. Escutar é muito mais do que ouvir. Ouvir diz respeito ao âmbito da informação; escutar, ao invés, refere-se ao âmbito da comunicação e requer a proximidade. A escuta permite-nos assumir a atitude justa, saindo da tranquila condição de espectadores, usuários, consumidores. Escutar significa também ser capaz de compartilhar questões e dúvidas, caminhar lado a lado, libertar-se de qualquer presunção de omnipotência e colocar, humildemente, as próprias capacidades e dons ao serviço do bem comum.

 


Escutar nunca é fácil. Às vezes é mais cómodo fingir-se de surdo. Escutar significa prestar atenção, ter desejo de compreender, dar valor, respeitar, guardar a palavra alheia. Na escuta, consuma-se uma espécie de martírio, um sacrifício de nós mesmos em que se renova o gesto sacro realizado por Moisés diante da sarça-ardente: descalçar as sandálias na «terra santa» do encontro com o outro que me fala (cf. Ex 3, 5). Saber escutar é uma graça imensa, é um dom que é preciso implorar e depois exercitar-se a praticá-lo.

 


Também e-mails, sms, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos. O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral. Rezo para que o Ano Jubilar, vivido na misericórdia, «nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e discriminação» (Misericordiae Vultus, 23). Em rede, também se constrói uma verdadeira cidadania. O acesso às redes digitais implica uma responsabilidade pelo outro, que não vemos mas é real, tem a sua dignidade que deve ser respeitada. A rede pode ser bem utilizada para fazer crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha.

 


A comunicação, os seus lugares e os seus instrumentos permitiram um alargamento de horizontes para muitas pessoas. Isto é um dom de Deus, e também uma grande responsabilidade. Gosto de definir este poder da comunicação como «proximidade». O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa. Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade.

 


Vaticano, 24 de Janeiro de 2016.

 


Franciscus

 


© Copyright – Libreria Editrice Vaticana

Mundo Corporativo: Paulo Mól, do IEL, diz que inovação surge do trabalho de equipe

 

 

No passado, imaginava-se que a inovação era resultado do trabalho de um profissional geralmente sentado em sua mesa, isolado e introspectivo, de quem surgiam as ideias geniais. Hoje, se sabe que a inovação surge no trabalho de equipe, portanto, é preciso saber se relacionar com outras pessoas. Para Paulo Mól, superintendente do IEL – Instituto Euvaldo Lodi, ligado a Confederação Nacional da Indústria, trabalhar de maneira cooperativa é fundamental. Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, no quadro Mundo Corporativo, da rádio CBN, Mól também fala dos cursos e treinamentos para qualificação profissional desenvolvidos pelo IEL.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram com esse quadro Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de SP – 462 anos: da minha casinha no Butantã até onde o olhar alcança

 

Por Samuel de Leonardo

 

 

No Conte Sua História de São Paulo, trechos do texto enviado pelo ouvinte-internauta Samuel de Leonardo, nascido em 1956, na cidade de Inúbia Paulista. Veio para a capital no fim dos anos de 1950 quando a família se fixou em uma chácara na rodovia Raposo Tavares:

 

Dias difíceis aqueles, contavam meus avós. Pouco trabalho, pouca comida e um frio de matar. Minha avó japonesa, era assim que a chamávamos, permanecera com os irmãos de minha mãe tocando a lavoura de café na região de Rinópolis, interior de São Paulo.

 

Com dignidade, meu avô paterno tocava a lida na chácara e subsistíamos com o que ali se plantava: verduras, mandiocas, muitas abóboras, muitos chuchus e criação de galinhas. Meu pai ingressou na construção civil, foi ser servente de pedreiro. O que poderia mais conseguir um semi-analfabeto que dos 30 anos vividos frequentara a escola apenas dois?

 

Decorrido pouco tempo ele conseguiu ingressar na Prefeitura Municipal de São Paulo, no cargo de gari, e com isso passara a ganhar um pouco mais. Assim como todo brasileiro, a casa própria era o seu sonho. Com muito sacrifício comprou terreno num loteamento novo em São Domingos, lá pelos lados do Butantã, na zona oeste.

 

Lembro-me vagamente dos dias vividos na chácara nas imediações onde hoje está erguido o Shopping Raposo Tavares: a bola colorida, presente dada pela mulher que era a dona do local; a minha queda de cima do barranco quando soltava bolhas de sabão com canudo de talo de mamona feita pelos meus tios. Tenho vivo em minha memória quando, aos três anos, pela primeira vez entrei em um veículo motorizado, um caminhão. Foi o dia da mudança para a casa nova, um cômodo apenas, perdido numa imensidão de terra vermelha, mas que para nós era um lar.

 

De frente àquela casinha olhando um pouco mais para alto podia-se avistar um imenso milharal e uma imagem tal qual uma colcha de retalhos em várias tonalidades de verde, repleta de verduras. Era a chácara dos Fonsecas. À direita uma estreita rua subia rumo às casas, que se perdiam de vista, espalhadas colina acima em direção ao Bonfiglioli. À esquerda, a poucos metros da casa, uma imensidão de sapezais e, mais abaixo, um córrego com várias tábuas ao seu redor. Ainda ao longe uma estradinha que terminava em uma granja e um pouco mais à frente podia-se contemplar os telhados de uma olaria lá pelos lados do Rio Pequeno.

 

Aos fundos outra colina em menor escala onde a uns 200 metros passava uma estrada de terra batida, caminho principal daquele então modorrento lugarejo onde existia um comércio capenga formado basicamente por uma única avenida que abrigava uma padaria, a farmácia do Zé, o salão de barbeiro do João, o Ligeirinho, o Armazém dos Gregos, um açougue que não me recordo o nome do dono, e mais de uma dezena de botecos, desses onde o estoque principal é variado, variado nos tipos de cachaças, e com o salão ocupado por mesas de bilhar.

 

Perceba que morávamos em um grande buraco.

 

Samuel de Leonardo é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A narração é de Mílton Jung e a sonorização de Cláudio Antonio. Envie seu texto para milton@cbn.com.br

 

Palazzo Ralph Lauren, em Milão: alto luxo e experiência única

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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A americana Ralph Lauren, famosa por ter como um de seus principais ícones a camiseta pólo com um cavalinho, é das poucas grifes que se mantém no auge do desejo do consumidor. E estamos falando de  marca que atua desde o luxo acessível até o altíssimo nível de suas coleções de edição limitada.

 

A luxuosa loja inaugurada no ano passado em Milão é apenas um dos exemplos que mostram como a marca se preocupa em oferecer a seus clientes mais do que produtos – e sim, experiências! Palazzo Ralph Lauren, em plena Via San Barnaba, é um “Invitation-Only Club”, ou seja, uma espécie de clube com acesso somente a convidados.

 

A view of the Milan Palazzo.

 

Em seus mais de 1000 metros quadrados, sofisticadamente decorados, a  Ralph Lauren recebe seus convidados com visitas marcadas para almoço ou drinques no terraço ou no salão do Milan Palazzo, antiga residência construída nos anos 1940. A grife possui um Chef para cuidar de cada detalhe das experiências gastronômicas.

 

O local é  para clientes de alto poder aquisitivo e celebridades, que durante suas compras, podem mergulhar inteiramente em uma experiência Ralph Lauren. A unidade reúne peças da linha Collection (feminina), ou seja, peças desfiladas nas semanas de moda, e a Purple Label, linha masculina com peças de edição limitada.

 

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Como no mercado do luxo a customização é essencial, no Palazzo Ralph Lauren não poderia ser diferente. Ali, clientes da marca tem a opção de customizar acessórios e peças sob medida para homens e mulheres. Engajar cada vez mais seus clientes – de maneira pessoal e encantadora tem sido um dos principais desafios para as marcas de luxo se manterem relevantes no mundo globalizado.

 

Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Conte Sua História de SP – 462 anos: uma pipa nas manhãs de sábado

 

Por Luiz Silva

 

 

Em 1970, éramos adolescentes e morávamos no bairro da Cidade A. E. Carvalho, zona leste de São Paulo. Nosso passatempo favorito era confeccionar e empinar pipas, nas manhãs de sábados. Nosso encontro aconteciam na entrada da casa do meu amigo Israel. O ritual alegre era acompanhado pela garotada da periferia que tentava descobrir como fazer belas e multicoloridas pipas.

 

Tudo era feito com muita descontração, desde o preparo da cola com farinha de trigo, que eu levava de casa e exigia muito esmero para não sujar o belíssimo fogão da dona Ondina, mãe do Israel. As folhas de papel de seda eram da lojinha da dona Matilde, escolhidas cuidadosamente entre as diversas cores dispostas na prateleira.

 

Existia um momento que exigia grande concentração, era quando começávamos a “afinar” as varetas retiradas do bambu do varal de roupas da dona Ondina. Nesse momento, até que adquirisse destreza com a afiadíssima faca dialogávamos sobre as novas namoradinhas, os estudos no Ginásio Estadual Cidade de Hiroshima, que localizava-se em Itaquera e sobre o serviço como Office-boy numa Cia. de Seguros no centro de São Paulo.

 

O grande prazer completava-se por estar ao lado do amigo que não via há uma semana e poder detalhar o perfil da nova namorada que trocávamos assim como éramos trocados freqüentemente.

 

Às vezes, éramos obrigados a abandonar nossa área de lazer momentaneamente, pois dona Ondina queria varrer a mesma, o que ocasionava um tempo de espera encostados no velho carro Ford semi-desmontado pelo Sr. Luis, pai do meu amigo, que era mecânico. Nesse momento passava o Zé Roque, irmão do meu amigo e parava na nossa frente com algumas peças de televisão na mão, pois o mesmo tinha uma oficina de conserto no quintal, e ficava zombando da nossa capacidade de confeccionar pipas. Gargalhadas espalhadas pelo ar entrecortadas pelos raios de Sol da bela manhã de sábado completava a nossa felicidade com a chegada do Lalá que com seu tradicional assobio chamando sua namorada que era a irmã do Israel. Saía toda perfumada, sorrindo e pisando cuidadosamente sobre os pipas para não amassá-las. Abraçavam-se carinhosamente e nós abaixávamos a cabeça concentrados na confecção da nossa namorada, que era a pipa.

 

Olhávamos o céu azul e a nossa maior preocupação era com o vento. Entre a confecção das pipas e a eterna paciência em fazer aquelas “rabiolas” quilométricas, molhávamos o dedo com saliva para saber qual a direção que o vento soprava e sua intensidade.

 

Dessa maneira tínhamos uma vaga noção por onde nossas pipas e nossos pensamentos voariam.

 

O vento da periferia sempre era bondoso conosco e jamais deixava de soprar aos sábados de manhã. Às vezes trazia o aroma agradabilíssimo do café coado pela dona Ondina, em xícaras de porcelana pelo Lalá e sua linda namorada. Sempre sorrindo e desejando-nos bons ventos.

 

Talvez por não existirem prédios, o vento soprava uma agradável brisa, na quantidade exata às nossas expectativas e aos nossos sonhos de adolescente, e soprava em quase todas as direções.

 

Fazíamos as pipas com perfeição e elas raramente deixavam de voar. Tínhamos uma brincadeira maravilhosa que consistia em dar nomes às nossas pipas e geralmente ganhavam nomes da última namorada e assim que o mesmo ganhava o céu ficávamos imaginando subir junto com eles e ficarmos olhando lá de cima tudo o que tinha acontecido, acontecia ou iria acontecer no nosso querido bairro Cidade A. E. Carvalho.

 

Havia sábados em que o vento soprava em direção ao bairro de Itaquera e nossos pensamentos avistavam cenas indescritíveis. Lá de cima podíamos avistar a padaria com sua enorme máquina de assar frangos, pessoas saindo com saquinhos de pães, carros com o volume do rádio um pouco acima do normal, tocando músicas de Roberto Carlos, Caetano Veloso, Beatles e Morris Albert cantando “Fellings”. Olhando atentamente poderia observar minha caixa de engraxar sapatos que outrora colocava em frente à padaria e ficava aguardando pacientemente os fregueses.

 

O ponto de ônibus em frente à padaria, e motoristas e cobradores sorrindo entre um gole de café, uma coxinha comida e um cigarro aceso. Pessoas entrando pela porta traseira e o ônibus saindo vagarosamente com motoristas com óculos escuros acenando aos companheiros com destino à Praça Clovis Bevilaqua. Viagem longa que nossas pipas não conseguiam acompanhar.

 

Observava crianças correndo alegremente, pelo pátio da escola Milton Cruzeiro durante o recreio e o ônibus Mogi-Parque D.Pedro II que passava em alta velocidade deixando-nos atônitos.

 

O vento mudava um pouco a direção e de lá de cima enxergava minha mãe e outras mães do bairro lavando roupas na mina e conversando sobre o sofrido cotidiano. Enquanto as roupas eram quaradas pelo tempo, trocavam receita de bolo e reclamavam do custo de vida que já naquela época fazia-se presente.

 

Eis que a pipa e os nossos pensamentos pairavam sobre a igreja do bairro e podíamos deliciar-nos com a tradicional quermesse que recebia as meninas com seus cabelos cortados “à Chanel”, devidamente arrumados com “laquê”, e trajando lindos vestidos rodados coloridos; e os meninos usando calças “boca de sino” com cintura alta, parecendo um toureiro da periferia, e suas inconfundíveis camisetas “volta ao mundo” ou “gola olímpica”.

 

Sentia o aroma dos bolinhos caipiras preparados pelas mães do bairro e avistava barracas coloridas, que ajudávamos a montar, que abrigavam diversos jogos e vendas de guloseimas. As meninas eram vigiadas constantemente pelas mães ou irmãos que não permitiam beijos ou abraços, o máximo era uma piscada bem longe dos olhos severos dos pais de antigamente.

 

O alto-falante sussurrando uma inaudível música de Nelson Ned entrecortada pela voz rouca do amigo Israel que era o locutor oficial da quermesse, anunciando o início do jogo de bingo que jamais conseguira ganhar, completava a paisagem.

 

O barulho estridente do trem que fazia o trajeto Brás-Mogi das Cruzes afastava os namorados que trocavam presentes na véspera do Natal.

 

O vento começava a parar de soprar e era hora de recolher as pipas, nossas imaginações e nossos sonhos e retornar às nossas casas, depois de um abraço e um aperto de mão. Estávamos novamente na terra e ficávamos torcendo para que a semana passasse rápido e o vento mudasse de direção para que pudéssemos nos encontrar e avistar novos lugares e acontecimentos do pacato bairro da Cidade A. E. Carvalho.

 

Um passado não muito distante que ganhara as alturas através da nossa criatividade e amizade sincera, que deixou muitas saudades de um tempo em que dávamos vazão a nossa imaginação de adolescente, através de uma pipa.

 

Uma pipa nas manhãs de sábados.

 

Esta é uma pequena homenagem ao meu amigo Israel Brienzo que faz uns 30 anos que não vejo. Soube que anda morando lá pelas “bandas” do Norte do Paraná. Abraços, amigo, e saiba que até hoje me lembro das lindas namoradas e pipas que tanto empinamos juntos.

 

Luiz Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A narração é de Mílton Jung e a sonorização do Cláudio Antonio. Conte sua história da cidade: envie seu texto para milton@cbn.com.br

Aposentadoria especial de deputados é imoral

 

Por Milton Ferretti Jung

 

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Confessei na semana passada ter ficado apavorado com a notícia do jornal ZH a propósito da impossibilidade de o Governo do nosso Rio Grande do Sul aproveitar Policiais Militares em condições de entrar em serviço imediatamente,eis que já aprovados e, portanto, em condições de trabalhar.

 

Lembro que a informação foi a de que os novatos custariam R$ 9 milhões por mês à BM. Com isso, a corporação está com o seu menor efetivo em 33 anos e tem uma carência de 15,6 PMs. As aposentadorias,por sua vez,dilapidaram ainda mais o contingente.

 

O remédio seria a utilização dos guardas-municipais para suprir a falta de brigadianos. Não sei se “este remédio” já foi posto em prática. Os guardas-municipais, se é que vão ser utilizados, somente poderão atuar em Porto Alegre.

 

Enquanto isso não ocorre, os PMs e a Polícia Civil, assoberbados de serviços, por mais que se esforcem,não conseguem preencher as lacunas que afetam a segurança nas cidades interioranas que não contam com mais de dois PMs,um escalado para trabalhar pela manhã e o outro durante a noite. Os assaltos se repetem,transeuntes são transformados em reféns e precisam de muita sorte para que escapem ilesos.

 

Apesar de tudo que está ocorrendo em matéria de falta de segurança para a população do nosso Estado, pasmem, os nossos “ilustres” deputados pretendem obter aposentadoria especial para a categoria.

 

Vão enfrentar, porém, um inimigo que considera esta aposentadoria IMORAL.

 

Quem acompanha os nossos jornais, sabe que Rodrigo Janot, simplesmente Procurador-Geral da República, concluiu que a aposentadoria especial para os deputados é “anti-isonômica”, que tem como propósito privilegiar poucos indivíduos,locupletando-os à custa do Estado, com regras especiais, sem razão consistente. Janot entende que, ao final do mandato, os ex-deputados devem ser tratados como os demais cidadãos.

 

Eu gostaria de poder dizer ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot: ”Muitíssimo obrigado,Doutor”.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)