Magic Mike: engraçado, quente e sexy

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Magic Mike”
Um filme de Steven Soderberg.
Gênero: Drama(mas não parece)
País:USA

 

 

Um garoto gato conhece um não tão garoto, mas muito gato também (Mike). Viram amigos e o não tão garoto leva seu novo melhor amigo para trabalhar em uma casa de strippers masculinos. Ele faz o maior sucesso! Mike acaba se apaixonando pela irmã do garoto e repensa sua vida.

 


Por que ver
: (Mílton, me desculpe, mas estou muito empolgada com este filme, então minha descrição será mais “quente”que o normal…Uhuuuuu!) Gente, este filme é música para os olhos como diz a descrição do DVD. Engraçado, quente e sexy!!! AFFFF que caras deuses! Ai papai!!! Me diverti horrores, dei muita risada e achei as cenas de dança espetaculares! Ai, ai(estou me repetindo, mas merece), o que é aquele Channing Tatum dançando (Rick Martin perdeu seu posto)!!! Queria estar naquele palco! Um sorrisinho besta não saiu de minha boca o filme todo! História boa, elenco mais do que espetacular. Ah, uma curiosidade…O filme é baseado na história de vida do próprio Channing Tatum. SIMMM ele foi stripper!

 

Como ver: MENINASSSS and GAY friends! Escapem para uma noite inocente na casa de uma de suas amigas solteiras e sem filhos. Aluguem este filme e chamem suas amigas. A noite será de muitas risadas, certeza! A pedida é: champagne e/ou caipirinha rolando mais pipoca. Se não quiser ter problemas, avise seu vizinho que dará uma festa para não sofrer com reclamações e depois mande uma caixa de bombons para ele, pois a noite vai pegar fogo! Mulherada em polvorosa rindo e gritando muito!!! Só teve uma coisa que não gostei muito…Na boa, homem com bumbum depilado e de fio dental, é mais engraçado do que sexy. Prefiro a boa cuequinha.

 

Quando não ver: com o cara que você começou a sair…Ai ai (me repetindo again!)A comparação será inevitável, e o dito cujo certamente sairá perdendo além de detestar o seu sorrisinho besta, assim como o meu! Oh dó…

 

OBS:gente, tudo o que acabo de escrever serve também como teste para ver se meu marido REALMENTE lê o que escrevo (se eu tomar bronca conto a vocês)…E se algum amigo dele avisar, vai se ver comigo!

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. No início da semana, está aqui no Blog do Mílton Jung com dicas de cinema.

Irlanda terá trem de luxo da rede Belmond, em 2016

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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O turismo de luxo na Irlanda ganhará, em 2016, nova experiência, ideal para os que desejam admirar as belas paisagens do país em viagem de trem com conforto e sofisticação. Experiência, aliás, assinada pela renomada Belmond (antiga Orient-Express), rede que reúne hotéis, viagens de trem e outros produtos de luxo no mundo. No portfólio da marca estão o Copacabana Palace (Rio de Janeiro), Villa San Michele (Florença) e o tradicional Hotel das Cataratas (Foz do Iguaçu). A Belmond adquiriu alguns vagões da companhia ferroviária irlandesa, que serão transformados em cabines de luxo com capacidade para até 40 passageiros em 20 elegantes cabines.

 

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O projeto inspira-se na arquitetura georgiana de Dublin, capital da Irlanda, mantendo a herança cultural do país com um toque contemporâneo. Seus passageiros poderão escolher a partir de uma seleção de dois, quatro e seis noites de viagens que incluem destinos na Irlanda e na Irlanda do Norte (Reino Unido). Cidades como Dublin, Belfast e Cork farão parte do roteiro repleto de história, cultura e campos de golfe da região que foi berço de lendários escritores, músicos e artistas.

 

Essa viagem de trem não é o primeiro produto da rede no segmento. A Belmond transporta passageiros para outros destinos da Europa, além de Ásia e América do Sul. Seus hotéis também são luxuosos, muitos deles em propriedades que reúnem a tradição e história de seus destinos, porém seguindo as tendências do mercado do luxo contemporâneo, onde tudo é feito sob medida para cada cliente, atendendo-os de forma singular e que promova experiência memorável.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Malévola: um filme para ver sempre e curtir Angelina, sua arte e maquiagem

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Maleficent”
Um filme de Robert Stromberg .
Gênero: Ficção.
País: U.S.A.

 

 

Malévola é uma fada lindinha, pura e poderosa, até que conhece o amor. Este amor cresce e então o rapaz desaparece. Após alguns anos, o amado volta e é perdoado, mas é ai que as coisas ficam feias…Malévola é traída e se transforma em um ser cheio de ódio e desejo de vingança. O rapaz se torna rei e tem uma filha, então Malévola, que acompanha sua vida, usa a filha recém nascida do rei para se vingar. Um filme onde os mocinhos são vilões e os vilões mocinhos, sob a perspectiva da história da vilã…

 

Por que ver: Não sei se vocês perceberam, mas sou apaixonada por boas atuações, e sem dúvida alguma, Angelina Jolie simplesmente arrebenta!!!! Criou uma personagem forte sem ser “cafajeste”; na medida! O restante do elenco também é muito coeso e passa credibilidade às cenas. Os efeitos especiais muito bem feitos e a direção de arte impressiona. Enfim, um bom entretenimento. Hum! Para as fãs de maquiagem, não deixem de olhar a cor “MARA”do batom da Angelina…É o True Love’s Kiss, da MAC Cosmetics.

 

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Como ver: Sempre e em qualquer ocasião!! Até meus amigos mais cults vão gostar…Mas pode vir a calhar logo após uma “dor de corno… dor de cotovelo”…Você vai pensar: “é, podia ser pior”.

 

Quando não ver: Meu filhinho de 3 anos se assustou bastante com os efeitos e a caracterização da Angelina Jolie…Bom, não foi boa ideia deixá-lo assistir…Após 10 minutos de filme, estava em seu quarto vendo a Peppa…Mais adequado…Crianças podem assistir quando distinguirem melhor ficção e realidade.

 

WELL, WELL, WELL, curta o trailler lá no alto da página

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Todas as semanas, escreve no Blog do Mílton Jung

De achismo

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Foi amizade à primeira vista. Eu esperava pelo elevador de serviço, com a Valentina, para caminharmos lá em baixo, e para esticarmos as patinhas, namorando o Mar, mas ele não chegou vazio. O elevador. Elas estavam lá. Mônica e sua filha com um sorriso e um batom vermelho de arrasar quarteirão. Eu não as conhecia. Perguntei se se importavam que minha Valentina entrasse – quem a conhece sabe que ela é sedutora até não poder – e elas imediatamente agacharam para brincar com ela. Imagina, amamos cachorros; responderam.

 

Começou o papo.
Contei a elas que antes da Valentina eu jamais imaginava ter um cachorrinho. Tive cachorros grandes, que ficavam do lado de fora da casa e faziam a ronda nos protegendo, ou eu assim acreditava. Nosso contato não era próximo. O Doberman, que ficava no sítio, era alto e forte, e um pulo dele em mim seria um desastre, mas era eu que cuidava dele e o alimentava. Nosso relacionamento era muito bom, e ele era muito gentil comigo. Fazia festança com os maiores e mais fortes, lambia meus filhos que quase caiam de tanto rir e baixava a cabeça quando vinha me encontrar, para que eu lhe fizesse uma coleirinha na cabeça.

 

Contei também que quando eu via na rua alguém levando seu cachorrinho passear na calçada ou no parque, eu ‘achava’o ó! Sem preconceito, mas não podia me imaginar naquela situação. Eu? Nem pensar! Cachorro dentro de casa? Quarto? Cama?????

 

Isso foi assim, até a Valentina me encontrar, pular no meu colo, colocar seu inexistente focinho no meu pescoço (é uma Shi Tzu) e me conquistar para todo o sempre. Ela faz de mim, a cada dia, uma pessoa melhor.

 

E o papo incendiou e continuou na barraca da praia mais tarde: encasquetamos com o verbo ‘achar’e chegamos à conclusão de que está aí um verbo, num de seus sentidos mais populares, que deve ser mantido longe, ou de preferência aniquilado logo de uma vez.

 

Personagem 1: – Viu como ela anda de nariz empinado?

 

Personagem 2: -Vi e ‘acho’ que ela ‘acha’ que é melhor do que os outros.

 

Realidade: Ela se submeteu a uma cirurgia na coluna e ao se curvar, sente dor.

 

Pronto. Decretamos nossa ação contra o ‘achismo’

 

E você, ‘acha’ muito?

 

Pense nisso, ou não, e até breve.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Ralph Lauren terá loja própria no Brasil em 2015

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Para os apaixonados pelo estilo Ralph Lauren uma notícia mais do que excelente: a grife americana voltará ao Brasil, em 2015, e, desta vez, com sede própria. O local, escolhido meticulosamente, será o luxuoso Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, em um espaço com privilegiados 800 metros quadrados de pura sofisticação – padrão, aliás, das lojas de Lauren ao redor do mundo.

 

A grife deve abrir suas portas ainda no primeiro semestre de 2015 e focará em suas linhas de luxo como vestidos e bolsas, entre outros produtos. Ao que consta, infelizmente, a nova loja não será como sua mais recente loja-conceito aberta na Quinta Avenida, em Nova Iorque, onde foca-se na coleção Polo, carro chefe da marca.

 

Ralph Lauren teve lojas próprias no Brasil durante anos e, desde 2001, todas foram fechadas, uma vez que a operação da marca por aqui era comandada por um grupo argentino e, com a crise na Argentina, a empresa não pôde dar continuidade em sua gestão.

 

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Ralph Lauren sabe como ninguém atrair seu público-alvo com suas criações únicas e de extremo bom gosto. O designer, nascido Ralph Lifshitz, iniciou sua carreira comercializando gravatas e hoje é dono de uma das marcas mais importantes do mercado do luxo, famoso por suas pólos, tendo o pequeno pony como principal símbolo. Sua sofisticação e cuidado nos detalhes está presente em todas as hierarquias do luxo onde a marca atua. Lauren possui linhas de produtos que vão muito além de suas clássicas pólos e camisas, como suas criações de joias de coleção limitada, linha purple label, black label e outras.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Um belo domingo: um drama, sem fim nem clichê

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Um belo domingo”
Um filme de Nicole Garcia .
Gênero: Drama.
País:França(semana que vem prometo que não será made in France!!!)

 

 

Um professor solitário e a mãe de um aluno se apaixonam. A conexão entre ambos é imediata, pois os dois possuem segredos que ao longo da trama se desenrolam. O casal se identifica por meio de suas tristezas. Para resolver um problema de dívida de sua nova eleita, nosso protagonista entra em contato com um passado doloroso – o qual evita a qualquer custo.

 

Por que ver: este filme, apesar de ser um drama, tem seus momentos interessantes. A paixão entre os dois não é construída com clichês. Um filme que classificaria como cult pela história, ritmo e final(relaxe, não vou contar como é)…

 

Como ver: logo após um momento “adrenalina” ou muito movimentado em sua vida… Tipo “visita à casa de sua cunhada que tem quatro filhos super mal educados”… O filme vai te ajudar a relaxar.

 

Quando não ver: se você, assim como meu marido, que está me xingando até agora, não gostar de filmes que não tem um final… Confesso que também não gosto, mas quando se trata de cinema tenho uma tendência masoquista, que mesmo ao perceber esta possibilidade, dou chance ao filme!

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Escreve toda semana aqui no Blog do Mílton Jung.

De oração

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Às vezes faço, como fiz agora, um hiato no tititi do dia para uma oração. Seja ela qual for. Às vezes é só me conectar com a ideia d’ Ele, ou encontrá-Lo em milésimos de segundo nos quais me conecto com a Luz.

 

São momentos mágicos esses.

 

Agora há pouco foi um desses momentos.

 

Nem precisa dizer que são momentos de muita dor ou de muito amor. Tudo muito, porque sou assim.

 

Pai nosso que estais no céu
Santificado seja o vosso nome

 

e vou dizendo, e vou sentindo.

 

Poderia escrever um livro sobre o que sinto quando me conecto, tanto para agradecer como para implorar. Quando estou com a macaca, analiso…

 

O que pegou agora, quando eu me conectava para implorar, foi a frase:

 

Seja feita a Vossa vontade
Assim na terra como no céu.

 

Como assim, a vontade dele? Será que é sempre diferente da minha?

 

e chorava
eu
não Ele.

 

Chorava enquanto minhas ideia atiradas num rinque de morte, se esfarrapavam. Meu ego, a quem agradeço a existência, entrou pronto pra me defender, A consciência apartou o forrobodó, com a classe costumeira, e eu parei de chorar, e de implorar.

 

Implorar pelo quê?

 

O que é que eu não tenho?

 

tenho a Vida
onde morar
quem amar
quem me ama
tenho o céu e o mar.

 

Tenho a Vida!

 

Que mais eu quero?

 

Seja feita a tua vontade, Pai.

 

…só me dá mais uma mãozinha para entender o intrincado de cada dia.

 

Amém.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Fabergé: história, tradição e alto luxo desde 1842 também na internet

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Marcas de alto luxo sempre tem história e tradição. Um ótimo exemplo é a grife Fabergé, fundada em 1842 por Gustav Fabergé, que ficou famosa por sua criação de ovos com pedras preciosas, e sob a direção de seu filho, Peter Carl Fabergé, tornou-se a joalheria oficial do império russo. Verdadeiras obras-primas da joalheria produzidas por ele e sua equipe entre os séculos XIX e XX para os czares da Rússia.

 

Encomendados e oferecidos na Páscoa entre os membros da família imperial, os ovos acomodavam surpresas e miniaturas, e eram cuidadosamente elaborados com a combinação de esmalte, pedras preciosas e metais. Desejados por colecionadores ao redor do mundo, eles são ainda alvo de admiração pela sua perfeição.

 

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Restam cerca de 40 ovos Fabergé, alguns deles expostos no Palácio do Arsenal do Kremlin. Hoje a grife está presente com boutiques em cidades como Genebra, Londres e Nova York com coleções de joias em edição limitada. A grife também disponibiliza algumas de suas peças em pontos de venda selecionados ao redor do mundo e em seu e-commerce. Algumas peças são inspiradas nos ovos Fabérge, ícone da marca, como pendentes com ovos em miniatura, que custam cerca de USD 17 mil. Suas jóias podem chegar na casa dos milhões de dólares.

 

Sim! Mesmo com tanta exclusividade, Fabergé aposta na venda online, acreditando que a experiência de compra começa na internet, como uma vitrine. Tanto que a grife mantém loja na web, onde os afortunados interessados em conhecer e adquirir suas preciosas peças tem à disposição equipe de consultores de vendas especializada disponível 24 horas por dia, com capacidade para atender em 12 idiomas. Os consultores podem comparecer pessoalmente em qualquer lugar do mundo para concluir a venda da peça onde o cliente estiver.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung

A fonte das mulheres: uma greve de sexo gostosa de ver

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“A fonte das mulheres”
Um filme de Radu Mihaileanu.
Gênero: Comédia Dramática
País:França/Bélgica

 

 

Em uma aldeia entre o Norte da África e Oriente Médio, as mulheres, que vivem sob os dogmas do islamismo, são encarregadas de todos os afazeres domésticos, entre eles buscar água em uma fonte distante e voltar carregando pesados baldes sob um sol escaldante. Os homens da aldeia estão sem trabalho devido a seca e se recusam a ajudá-las. Até o direito de aprender a ler a elas é negado. Estas mulheres são subjugadas, vivendo os desmandos do machismo, até que Leila, uma jovem que se casa com um rapaz da aldeia, consegue organizar as mulheres e propor uma greve de sexo coletiva afim de mudar esta situação degradante.

 


Por que ver:
Apesar da descrição séria da sinopse, você verá como este filme pode ser gostoso de ver; com suas músicas, que em um primeiro momento causam um certo estranhamento, mas logo logo se torna um personagem indispensável, e seu tom de comédia que por vezes permeia a história.

 

Como ver: Assim que você sair de sua terapia achando que sua vida está difícil, que seu dia a dia é puxado, alugue este filme, abra uma caixa de chocolates daquelas bem caras que você guarda para impressionar as visitas, sente-se bem relaxada/o assista a este filme, e então você irá chegar à conclusão que sua vida é ótima, e que suas reclamações cotidianas são um pouco “patricinhas/mauricinhas” demais.

 

Quando não ver: para as mulheres – logo após de uma DR brava, daquelas que você sai reclamando de tudo e mais um pouco do seu marido, do seu namorado…Você ainda terá que ouvir “tá vendo bem, você reclama de mim…Eh podia ser bem pior!!!”. Para os homens (quando ver) – quando a sua mulher/namorada te disser que você é folgado, que não ajuda em nada… Mas não deixe ela ler esta coluna… Se não meu filho, você vai se dar bem mal e provavelmente ficar sem sexo…Por um bom tempo!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos.

De elevador de serviço, do significado do termo ‘empregada doméstica’, de preconceito e…

 


Por Maria Lucia Solla

 

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A frase que apresenta o texto de hoje é longa, mas o tema não tem começo nem tem fim! Fazer o quê!

 

Começar por onde, para tentar exterminar o preconceito (ou escapar das suas garras) daquele que se considera mais do que outro, numa escala nunca dantes sonhada? O que fazer para fugir das gotas venenosas e manipuladoras diárias, a que somos sujeitos sem trégua? Gotas que tornam escorregadio o caminho do nosso dia, do nosso crescimento, que nos rasgam as ideias, as puxam pelos cabelos, sem dó nem piedade tentando nos fazer engolir, cada um a sua receita redentora, fazendo-nos parecer um bando de Mentecaptus condecorados pela Ordem Maior, cada um do seu lado do rio.

 

E a gente engata, sabe como é, não é? Cada circo que passa nos distrai mais do que o outro. Coisa do Demo, só pode! É mais satisfatório enxugar gelo. Ao menos termina no final.

 

Mas o que tem me incomodado já há tempo! são as regras de uso dos elevadores sociais e os de serviço,mais ou menos, rígidas, dependendo do condomínio onde a gente mora.

 

A Silvana se lembra de quando trabalhava lá em casa. Uma mulher linda, mãe, esposa, inteligente, bom papo, trabalhava dois turnos, um no meu vizinho e outro no meu apartamento. Excelente em tudo o que fazia, e olha que os dotes dela não eram nada comuns, na cozinha e na faxina. No terceiro turno cursava Pedagogia, e acompanhava os estudos das meninas, de madrugada, se fosse preciso.

 

Ela tinha que subir e descer pelo elevador de serviço, mesmo que ele estivesse sendo usado para descer o lixo dos apartamentos de todos os andares, os trecos da reforma de algum apartamento e os cachorros.

 

Eu não conseguia entender a razão! Ela não tinha as solas das botas sujas de cimento, não estava manchada nem escorrendo óleo de caminhão, fazendo mudança para dentro ou para fora, nem carregando uma sacola de peixes. E mesmo que estivesse. Tive um vizinho que tomava banho de perfume, ao menos duas vezes por dia. Como ele morava abaixo do meu apartamento, o cheiro subia ligeirinho, e entrava pela janela da cozinha, onde eu estava cozinhando, e ligeirinho, ligeirinho, atingia a casa toda. Nesse caso eu concordaria com que ele devesse usar o elevador de serviço, como eu também, se carregasse uma sacola de peixes.

 

Alguém me explica, por favor, o que faz o empregado doméstico diferente do empregado não doméstico? Por que empregado doméstico tem que usar o elevador de serviço? Ele faz a tua cama, a comida que você come, lava a louça onde você vai comer, tem acesso a tudo, ou quase tudo, na tua casa, lava a mamadeira do teu filho e tem que usar um elevador que é de serviço? O nome para mim é claro. Leva tijolos, lixo, funcionários e moradores, trabalhadores que são empregados e trabalhadores que empregam, na faixa de salário que for, quando estiverem portando malas, sacolama do super, a bicicleta do filho ou a casinha de boneca da filha. O cachorro-com-coleira-de-rubis e o vira-lata-sem-vergonha.

 

Faltam em nós, consciência, coerência, humanidade e uma pitada de realidade, entre outros ingredientes.

 

Ah, antes que eu me esqueça, os oito ladrões que invadiram meu apartamento, por duas horas e meia, com armas na minha cabeça, roubando tudo, e aterrorizando com facas e todo o horror que estava na minha história, e não na tua, subiram pelo elevador social.

 

Síndicos, uni-vos!
Ou não.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung