Nos bancos nem tudo está na palma da mão

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Tudo na palma da mão. É essa a promessa, ao menos nas campanhas publicitárias, da maioria dos bancos brasileiros a seus clientes. Cada um a seu jeito transmite a ideia de que tudo pode ser resolvido pela internet, e, principalmente, pelas plataformas “mobile” em canais dos bancos como celular e tablet.

 

Recentemente, tive uma experiência no mínimo inacreditável com o Bradesco Prime. Já descontente com o banco, há algum tempo, pelo atendimento dos gerentes, excluí os cartões de crédito do serviço de débito automático e optei por efetuar o pagamentos por boleto bancário. Minha fatura mais recente do Visa Infinite foi entregue em meu endereço um dia após o vencimento. Tentei fazer o pagamento em atraso na internet do próprio banco. Não era possível. Liguei no Fone Fácil (central de atendimento a clientes) e fui informado de que faturas vencidas somente poderiam ser pagas em agências do banco. Simplesmente inacreditável, em pleno 2014, um cliente ter que ir pessoalmente à agencia para efetuar um pagamento. Imaginei que fosse um erro de orientação, porém, através do Alô Bradesco, onde formalizei reclamação, a necessidade deste procedimento foi confirmada.

 

O Bradesco Prime já esteve presente anteriormente em meus artigos para o Blog do Mílton Jung com questões que envolviam atendimento e benefícios reduzidos a clientes de cartões de crédito. As empresas no mundo globalizado investem em tecnologia, centrais modernas e equipadas, mas pelo que percebo o Bradesco anda para trás, diferentemente de seu concorrente mais direto, o Itaú. Pelo atendimento que venho recebendo na agência e nas centrais de relacionamento, me parece que o banco não investe em pessoas. Esquece de treiná-las, capacitá-las e motivá-las para a função.

 

Com relação a essa minha recente reclamação, a sensação que os atendentes passaram era de que eles simplesmente liam a informação, sem sequer entender o cliente ou usar de empatia. Nesse caso, porém, o problema vai além do atendimento pessoal, está relacionado aos processos usados pela instituição.

 

Como foi resolvido o problema? Indo pessoalmente efetuar o pagamento na agência do banco, e com juros pelo atraso. Nem tudo está na palma da mão.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

O que Dilma e Diletto já não têm mais em comum

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Dilleto

 

Há quinze dias, comentamos aqui neste espaço, que na propaganda e na política dois personagens ilustres tinham usado o artificio da fantasia para ganhar de concorrentes.

 

A Diletto inventou uma estória para valorizar seu produto, e a candidata Dilma artificializou acusações para desvalorizar seus adversários.

 

Na quinta feira, o conselho de ética do CONAR Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária recomendou por unanimidade, que a Diletto explicitasse a fantasia do “nonno” Vittorio. Embora a decisão do CONAR não tenha poder de lei, e da decisão caiba recurso, a Diletto já se manifestou aceitando o julgamento. Vai informar que Vittorio não existe e, que será usado apenas para fantasiar a origem do produto.

 

No meu modo de entender, um esmero de ética do CONAR, embora justifique o próprio nome de seu Conselho. Não menos louvável a atitude da Diletto, que acatará a sugestão, sem apresentar recurso.

 

Interessante notar que nesta mesma reunião o CONAR analisou o caso do suco Do Bem, cuja propaganda diz que: “as laranjas são colhidas fresquinhas todos os dias e vem da fazenda do senhor Francisco do interior de SP, um esconderijo tão secreto que nem o Capitão Nascimento poderia descobrir”. Mesmo sem o auxílio do herói Capitão, constatou-se que fazenda e Francisco existem, e o suco Do Bem ficou com a sua história intacta.

 

Nada mal para um setor em que a criatividade e talento já são reconhecidos mundialmente. O CONAR criado em 1977 para evitar a censura, está contribuindo para que a Propaganda se torne ícone de ética e possa influenciar outros setores a ter também o mesmo procedimento.

 

Ressalte-se que o CONAR se restringe à verdade na comunicação. E, é por isso que os partidos políticos ao invés de proibir jornalistas nos debates, deveriam convoca-los para ajudar no controle da comunicação das campanhas. Se já existisse o CONARP Conselho Nacional de Autorregulamentação Política, conforme sugerimos, a presidenta provavelmente não estaria com a saia justa de hoje.

 


Sobre o mesmo tema, leia a coluna de Carlos Magno Gibrail publicada no dia 2/12

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

“A Noite da Virada”: comédia de qualidade estreia no banheiro mais próximo da sua casa

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“A Noite da Virada”
Um filme de Fabio Mendonça
Gênero: comédia.
País: Brasil

 

 

ESTREIA DIA 18/12

 

O filme se passa na festa da noite de Reveillon. Ana, a anfitriã, convidou vários conhecidos, e parece que a festa será muito animada mas tudo – e mais um pouco – começa a dar errado. A maior parte do filme se passa nos banheiros da festa pois é uma adaptação da peça “O Banheiro”, de Pedro Vicente.

 

Por que ver: É um filme escandalosamente engraçado. As referências cinematográficas são excelentes, a direção muito inteligente; pois, vamos combinar, não é fácil segurar um filme inteiro em quase só uma locação e não ficar monótono! Os atores estão hilários! Julia Rabelo segurou a onda de protagonista mostrando que consegue ir além de algumas esquetes do Porta dos Fundos. João Vicente de Castro é impagável o tempo todo. A pequena grande atriz Luana Martau arrasa, Martha Nowil idem, Marcos Palmeira sempre bom, Luana Piovani consegue se emocionar em uma cena totalmente engraçada (isto é bem difícil), e tem também o Tamaturgo Ferreira, que fica engraçado apenas abrindo a boca pois aquela voz dele é demais. Que delícia assistir a um filme nacional que te prende do início ao fim e proporciona um momento de total diversão como este.

 

Como ver: Depois de algum perrengue bem bravo! Você terá um excelente momento de terapia do riso.

 

Quando não ver: saindo de uma rehab, se você tiver estômago fraco ou TOC de limpeza. Gente, a escatologia é gritante (a ponto de fazer o cinema inteiro gritar e depois cair na gargalhada de maneira coletiva). Ou você desmaia ou também pode te curar de vez! Terapia de choque. ECA!!!!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Sempre disposta a deixar seu cinema mais interessante, escreve toda semana no Blog do Mílton Jung

Do Natal do Menino Deus

 

Poeta Alceu Sebastião Costa

 

Lisboa (Natal)

 

Há um Anjo postado, apreensivo, na porta da confraria.
Seguro segura os restos sertanejos da viola enluarada,
Que despencou na madrugada com uma asa quebrada,
Agora procura bom banho para tirar a poeira da estrada.
Superado o fastio junto da mesa farta e mui bem arrumada,
Antes de voltar à mágica função de maestro da banda,
O Anjo, ainda parado, tenta descobrir de que lado a fila anda,
Sem perceber a aproximação de uma horda inusitada,
Histericamente aos gritos, deixando para trás o fogaréu,
Um mar de labaredas querendo alcançar os limites do céu,
Desafio dos ousados incendiários, solidários aos salafrários,
Que, sem se importar com o brilho da esperada Estrela Guia,
Na trilha do pó, nas nervuras do nó, sem perdão nem dó,
Tingem de sangue o cenário de apocalíptico presságio,
Ignorando o lastro sagrado a unir a Família de José e Maria,
No seio da qual, segundo a Profecia, o Cristo nasceria,
Para remir os pecados do Mundo naufragado na selvageria.
Então o Anjo, assumindo o seu verdadeiro papel neste enredo,
Sereno, pede a palavra aos crédulos expostos ao medo,
Logo lhes dizendo da importância da Paz e da Tolerância,
Do sair da sombra, escolher o caminho, vir para a Luz,
Sentir a magia, a força da energia, as vibrações positivas
Do Natal do Menino Deus, chamado Jesus.

 


A imagem deste post é da Galeria de MGKMPhotography, no Flickr

Não tenho nada contra os ciclistas, mas …

 

Por Julio Tannus

 

Eu questiono radicalmente a forma como foram implantadas as ciclovias, por várias razões. Entre outras, adianto aqui algumas delas:

 

1) Qual o público efetivamente apto e disposto a utilizá-las? Foi realizada uma sondagem de opinião? E uma pesquisa de origem-destino?
Não se tem a mínima informação!

 

2) Quais as prioridades de investimento concernentes à cidade de São Paulo?
Todos nós conhecemos as péssimas condições das vias públicas, da iluminação de nossas ruas e avenidas, da falta de tratamento da vegetação. Os motociclistas nos xingam, nos agridem, quebram nossos espelhos retrovisores, e o poder municipal fecha os olhos a essa catastrófica situação.

 

3) Qual o estudo/ planejamento que definiu as ciclovias como viável?
Foi puro exercício do poder municipal sobre nós. Maquiavel que o diga!

 

4) Quais estudos a Prefeitura já elaborou para melhorar nossa locomoção pela cidade?
Ampliação extensiva da rede metroviária? Desenvolvimento de micro pólos urbanos para diminuir os deslocamentos diários e rotineiros? Implantação de um novo sistema de trólebus com tecnologia atual? Implantação de um serviço de locação de veículos movidos a energia elétrica, nos moldes que está sendo concretizado na cidade de Paris!

 

Não tenho nada contra os ciclistas mas a forma de administrar é totalmente incompatível com um sistema que se diz democrático.

 

Se essa situação continuar assim “vou-me embora pro passado”!!!

 

Leia sobre este mesmo tema:

E as ciclovias!?

 


E as ciclovias!? Vão bem obrigado (por enquanto)

 


Julio Tannus é consultor em estudos e pesquisa aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier)

Marcas de carro e som investem em parceria e se diferenciam no mercado de luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Duas das mais prestigiosas marcas de luxo voltam a unir expertises e rodar juntas a bordo do modelo X6 da montadora alemã BMW. O carro sai de fábrica com sistema de áudio da Bang & Olufsen – os dinamarqueses produzem os mais elegantes e sofisticados equipamentos eletrônicos do mundo – reproduzindo parceria que já havia sido realizada com outros fabricantes de automóvel do segmento de luxo.

 

O novo modelo X6, vendido no Brasil por cerca de R$ 500mil, tem sistema de som Surround, que permite criar uma agradável atmosfera a bordo, com uma acústica excepcional. O extraordinário som é emitido por 16 alto-falantes com uma potência de 1.200 Watts, incluindo um alto-falante central integrado no painel. O alto-falante central emite os sons médios e está equipado com tecnologia que permite oferecer qualidade semelhante em todos os lugares do carro. O cliente pode escolher entre duas configurações sonoras: o modo “Studio”, com um som cristalino, ou o modo “Expanded”, que oferece maior expansão da acústica. A iluminação da cobertura frontal dos alto-falantes completa o prazer audiovisual.

 

No mercado de produtos de luxo, é comum o uso do co-branding, estratégia utilizada por BMW e Bang & Olufsen. A prática consiste no desenvolvimento de um projeto unindo duas marcas com o objetivo de valorizá-las e fortalecê-las ainda mais. O co-branding é uma das ferramentas mais importantes para solidificar ou posicionar a imagem de uma empresa neste segmento. Tem sido explorado com frequência no cenário competitivo global, no qual cada vez é mais difícil diferenciar-se diante de consumidores extremamente exigentes como os de alta renda.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Uma garrafa no Mar de Gaza: mais um de Guillaume, sem floreios

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Uma Garrafa no Mar de Gaza ”
Um filme de Guillaume Galliene.
Gênero: Comédia
País:FRANÇA

 

 

Uma menina judia, classe média, nascida na França, de 17 anos, foi morar em Jerusalém com a familia. Em meio a guerra entre Israel e Palestina, tenta encontrar uma resposta do porquê desta guerra que a assusta e faz tantas vítimas. A garota pede ao irmão, que está no exército, para que jogue uma garrafa ao mar com uma carta que ela escreveu. Um rapaz de Gaza, mulçumano, encontra a garrafa. Na carta, a menina pede que eles se comuniquem por email e, então, nossa história fica bastante interessante.

 

Por que ver: A diversidade cultural é o que mais me encanta neste filme. De um lado, os judeus; vivem com conforto e são os que mais se aproximam da cultura ocidental. De outro os palestinos; sofridos, pobres e com limitacões impostas pela religião que não se assemelham em nada com nossa cultura. É um filme profundo, quase documental, sobre essa guerra. A atuação é bem próxima da realidade, sem floreios.

 

Como/quando ver: Toda vez que sentir raiva da situação política atual. No meu caso, toda vez que assisto ao jornal. Pense que a situação poderia ser pior. Ao menos não estamos em guerra. Será?

 

Quando não ver: com aquele seu amigo de “esquerda radical”. Vai deixar de ser um entretenimento e sua casa vai virar um palanque político.

 

Biba Mello é diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Sugere ótimos filmes aqui no Blog do Mílton Jung, todas as semanas.

Eu, Mamãe e os Meninos: Guillaume não tem medo do ridículo

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“Eu, Mamãe e os Meninos ”
Um filme de Guillaume Galliene.
Gênero: Comédia
País:FRANÇA

 

 

Em uma história autobiográfica, Guillaume nos mostra sua vida desde a adolescência. Sua mãe o criou como garota, pois sempre foi diferente de seus irmãos. Percebemos o preconceito com sua possível condição homossexual em situações constragendoras e engraçadas que o autor nos expõe. O filme é contado com uma linguagem original que permeia a peça teatral de mesmo nome.

 

Por que ver: Passada a estranheza dos primeiros dez minutos por conta da linguagem original em que o filme é contado, nos entregamos às cenas tragicômicas muito bem construídas pelo autor. O filme é garantia de entretenimento pois Guillaume não tem medo do ridículo e expõe sua vida nos mais constrangedores detalhes. Em relação à atuação no filme, tem um aspecto mais teatral, o que é justificável, uma vez que deriva de uma peça de teatro que, por vezes, se mistura à narrativa. Outra curiosidade é que o Diretor/Ator interpreta sua mãe e ele mesmo em diferentes fase da vida.

 

Como ver: Eu acabei vendo este filme sozinha, o que foi uma pena, pois tenho certeza que meu marido iria gostar. Fui tolhida de sua presença em resposta a uma negativa minha em assistir, pela vigésima vez, à reprise de Transformers. Você, caro leitor, pode assistir, a qualquer momento que desejar, a um filme original e engraçado. Poderá também apelar a esta “fita” quando tiver alguém próximo com dúvidas em relação a própria sexualidade.

 

Quando não ver: logo após alguém contar que saiu do armário. Vai parecer provocação.

 

Biba Mello é diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Todas as semanas traz ótimas sugestões de filmes ao Blog do Mílton Jung

De viagem, vida e leveza

 

Por Maria Lucia Solla
(escrito em 2008)

 

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Imagina que está arrumando as malas para passar um mês num país distante.

 

Calcula o tempo necessário, pensa se começaria a separar o que pretende levar com antecedência, ou se faria tudo de véspera. Imagina também que você mora sozinho e é o único responsável pelos pagamentos de contas e tudo o que envolve a administração da casa. Não estou de brincadeira, não, faz isso por alguns minutos. Elenca mentalmente o que levaria e como deixaria as coisas organizadas, para não ser surpreendido na volta pelo caos. Garanto que o exercício vale a pena. Sente o que não daria para deixar para traz. Que livros, roupas, jóias e o computador. Os brinquedinhos de cada um. Analisa tua personalidade, se é mais para o social ou esportivo. Da tua casa só dá para levar duas malas que precisam se encaixar nas medidas e no peso determinado pela companhia aérea, e é com isso que você vai viver, por um mês.

 

Eu já deixei minha casa para traz mais de uma vez para morar longe, e da última foi por um tempo bem longo. O interessante desses deslocamentos é dar-se conta de como é preciso pouco para viver e ser feliz. Em casa, no que chamamos de ‘minha casa’, tendemos a criar raízes e achar que tudo em volta é nosso, e que não se pode viver sem nem um alfinete que seja. Engano agudo, se por sorte não for crônico. Dá para viver, sim, e muitíssimo bem. O fato de dispor de espaço limitado e ter que escolher o que levar, leva a pensar, a optar por isso em vez daquilo, e avaliar a necessidade.

 

Cada um é diferente, e não há receita de tamanho único.

 

A única coisa da qual tenho certeza, e que poderia oferecer como receita, é que o melhor é viajar leve nas viagens e na vida. Se carregamos muita coisa, nos transformamos em seus escravos, tendo que arrastar um peso enorme e cuidar para que ninguém nos tire o que chamamos de nosso.

 

Nas viagens e na vida.

 

Sempre que meus filhos viajam, repito o mesmo conselho, feito disco riscado. Digo, filho, abre bem os olhos do corpo e os olhos da alma.

 

Fotografar faz parte da nossa cultura, mas muitas vezes, enquanto a gente se preocupa em enquadrar bem uma cena, está perdendo tudo o que está fora do quadro. Equilíbrio é fundamental, e as fotos não devem exceder, em número, as situações em que a gente se deixa encharcar pelo momento. Aquele momento em que se agradece pai e mãe por estar vivo e poder vivenciar a beleza, o sabor e a alegria de cada nova experiência.

 

Quando viajo, começo a descarregar meus pesos antes da partida. Levo comigo o mínimo possível e parto de mãos dadas com a curiosidade que é assim comigo: unha e carne. Quero viver a vida do povo do lugar, comer suas comidas, entender sua maneira de pensar e de sentir, e principalmente falar a sua língua. Observar e aprender.

 

Levo muito mais o que mora em mim, do que aquilo que considero meu. Levo pensamentos, sentimentos, e emoções. Levo muito pouca saudade dos que ficam, porque na realidade, aqueles que amo não ficam. Estão comigo sempre, onde eu estiver.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Hermès lança coleção de perfumes para casa

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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A grife francesa Hermès, conhecida por suas desejadas bolsas femininas e gravatas, lançou coleção de aromas projetados para casa, por Céline Ellena. A nova coleção inclui ainda objetos projetados por Guillaume Bardet. Ao criar o novo produto, a Hermés utiliza-se da ferramenta de extensão de produtos que, no mercado do luxo, é cada vez mais presente e inevitável, ao menos para a maioria das marcas, pois permite que ampliem seus resultados financeiros.

 

Tradicional, sofisticada e com história, a grife, que nasceu em 1837, é uma referência também neste modelo de negócio, pois sabe, com maestria, expandir seus produtos sem deixar de manter uma gestão rigorosa e seletiva de distribuição, sempre se preocupando com a comunicação e, principalmente, criando categorias alinhadas ao conceito da marca. A coleção de fragrâncias da Hermes para casa é considerada luxo acessível, diferentemente de suas bolsas, porém a marca manteve o toque sofisticado ao unir perfumaria e arte em objetos assinados pelo francês Guillaume Bardet.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.