Aumenta apoio a pedágio urbano e rodízio de 2 dias

O congestionamento e a dificuldade de deslocamento na cidade têm provocado mudanças na opinião do paulistano sobre medidas de restrição a circulação de carros. É o que se constata na pesquisa encomentada pelo Movimento Nossa São Paulo que será apresentada no dia 22 de setembro, segunda-feira, Dia Muncial Sem Carro, às 10 da manhã no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, na Rua Dr. Vila Nova, 245.

Diminui a rejeição ao pedágio urbano na capital:
Em 2007, 84% dos entrevistados eram contra e 13% a favor;
Em 2008, 74% são contra e 24% a favor.

A maioria dos entrevistados já é a favor do rodízio de 2 dias:
Em 2007, 56% eram contra e 41% a favor;
Em 2008, 54% são a favor e 43% são contra.

Aumenta o tempo de deslocamento na cidade:
Em 2007, o tempo médio de deslocamento para a atividade principal era de 1h40;
Em 2008, o tempo médio aumentou para 2h.

O Ibope entrevistou 805 pessoas na capital paulista com mais de 16 anos entre os dias 5 e 11 de setembro.

Sai um “kit aborto”, baratinho !

Há dois meses, o texto abaixo foi publicado no Blog Serendipitanto, da que se auto-intitula quase-jornalista Fernanda Campgnucci, que está na co-produção do CBN São Paulo. Neste tempo todo, ela monitorou as buscas à reportagem feitas por internautas e descobriu que muitos que chegaram lá procuravam “kit aborto”, “cytotex compra” e “anti-inflamatório uterino”. Houve quem estava atrás de orientação sobre como usar os abortivos, também.

É provável que todos estes tenham se decepcionado com o resultado da busca feita. Fernanda, com sua reportagem, não ensina o caminho do aborto, relata a realidade brasileira – certa ou errada – no momento em que se pretende autorizar que bebês que nascerão sem cérebro (leia-se, sem chance de sobreviver) sejam abortados.

Leia e ouça a reportagem e deixe sua opinião sobre o tema:

“Com uma rápida troca de e-mails, é possível comprar, pela internet, verdadeiros kits de aborto. Sem saber que falava com uma repórter, um vendedor afirmou que trabalha com isso há 4 anos e nunca foi pego. Clique aqui para ouvir a reportagem que fiz e leia mais sobre o tema abaixo, no post “A indesejada”.

Do fundo de quintal para a internet
“Você quer RU, ou Cytotec?”, perguntou a voz do outro lado da linha. O vendedor explicou as diferenças dos remédios que vende, via internet, junto a kits de aborto que chegam a custar de R$ 300 a R$ 500. “O Cytotec é um remédio para úlcera, mas é usado para provocar contrações uterinas. O RU 486 é da Europa, foi criado na França especificamente para o aborto. O RU é mais eficaz. Sua entrada é proibida no Brasil”, disse.

Além dos comprimidos abortivos, os kits contêm um anti-inflamatório para previnir infecções uterinas e hemorragias; um normalizador uterino, “essencial para voltar o útero ao tamanho normal e normalizar a irrigação sangüínea”; um aplicador intra-uterino (aparelho para fazer a introdução do comprimido na vagina) e um manual de utilização “que eu mesmo escrevi”, afirma o vendedor que forneceu um celular, acreditando que falava com uma cliente indecisa.

Mais três e-mails trocados com pessoas que anunciavam a venda desses comprimidos em fóruns e blogs na internet e outras opções surgiram. Além do envio com depósito antecipado e sedex a cobrar, outro vendedor disse que enviava o kit por meio de motoboy, a moradores do Rio de Janeiro. Um deles anunciou que seu manual havia sido escrito por um “enfermeiro especialista em aborto”.

Outro afirmou ser “um dos médicos vendedores mais conhecidos do Brasil” e afirmou que esta no “mercado” há 10 anos. Ele assinou seu e-mail com o numero de um CRM válido, mas não quis dar seu telefone. “Por questões de sigilo e segurança não faço contato telefônico. Caso você comercializa-se (sic) medicamentos ilegais faria esse tipo de contato? Não se iluda com quem lhe informa qualquer telefone, certamente não lhe entregará o produto”, escreveu.

O vendedor disse que o único cuidado que toma é não enviar nenhuma descrição do remédio para que o cliente não tenha problemas numa eventual fiscalização nos Correios. “Nesse caso a mercadoria volta para mim”, afirma. Questionado se já aconteceu de confiscarem seu produto, ele disse que a fiscalização é muito rara: “isso é muito remoto de acontecer. Há quatro anos trabalho com isso e nunca me aconteceu nada”, diz.

De acordo com o advogado especializado em crime eletrônico, Renato Opice Blum, tanto a venda quanto a compra de remédios abortivos pela internet são ilegais. “A comercialização desses produtos com a finalidade específica de provocar o aborto é um crime contra a vida, o crime de aborto, previsto no artigo 124 do código penal”, afirma. A pena varia de um a três anos de detenção.

Enquanto isso, o debate sobre a descriminalização do aborto permanece empacado no Congresso Nacional”

O blog do centro da cidade

Foi o autor quem me chamou atenção para seu trabalho. Leonardo Raposo é ouvinte-internauta do CBN SP e me convidou para visitar o Blog do Centro da Cidade. Fui até lá. Apesar da frustração de não ter como inserir comentários ou navegar em outras informações laterais, é possível encontrar curiosidades como o dançarino sem música e sem platéia que se apresenta diante da câmera de Leonardo, na Praça da Sé.

Tomo a liberdade de reproduzir aqui o post dessa segunda dia 15 de setembro e lhe convido a ir até o blog para descobrir outras coisas do centro paulistano:

“Não há musica, nem público específico. Mesmo assim, ele começa a dançar, alheio à agitação que o circunda. Longe de intimidá-lo, a voz do pastor que prega ao lado ajuda-o na marcação dos passos – e a indiferença das pessoas na espontaneidade dos movimentos. Eis, que, de repente, o dançarino percebe que está sendo filmado. E interrompe a performance, cheio de timidez. Mas é convencido a retornar à dança na tarde de sol. Cheio de orgulho – agora tem público cativo –, ele concentra-se na apresentação muda, inclui o chapéu na coreografia e desliza pela Praça da Sé.”

Código do Consumidor: De tapas e beijos a um veto e um afeto



“Acabamos de receber um presente do Presidente Lula encomendado pela ativista Maria Inês Dolci, pelo que foi publicado ontem no Diário Oficial da União. Resultado da ação do PRO TESTE Associação de Defesa do Consumidor, da qual a Maria Inês é Coordenadora Institucional. A entidade reagiu ao texto da Lei Geral do Turismo, que isentava as agências de turismo do CDC Código de Defesa do Consumidor, em correspondência dirigida ao Ministério da Justiça e ao Presidente LULA.

No texto de quarta-feira sobre a maioridade do CDC, citamos o depoimento da advogada Maria Inês. Agora, é com satisfação que a cumprimentamos, parabenizando-a pela ação empreendida, conseguindo o veto presidencial ao artigo que deixava as agências isentas do Código”.

Mensagem enviada ao blog pelo Carlos Magno Gibrail nosso colunista de toda quarta-feira.

Educação: A gente quer comida e uniforme

A distribuição do uniforme escolar na rede pública municipal se iniciou na gestão passada e ganhou impulso na atual administração com a entrega do material pelo correio. No entanto, ainda há crianças que não receberam as roupas a que têm direito.

Este é um dos problemas a serem enfrentados pelo próximo prefeito de São Paulo na área de educação, assim como a qualidade da merenda escolar.

Ouça a reportagem de Simone Queiroz, na série que foi ao ar no CBN SP e você pode acompanhar aqui no blog:

Foto-ouvinte: Assim morrem os paulistanos

Obras em Artur Alvim

A obra do viaduto Artur Alvim, na zona leste de São Paulo, abrirá espaço para a circulação de carros em breve. Um espaço que esquece como será a circulação das pessoas no local. As imagens feitas pelo ouvinte-internauta Fábio Pereira mostram o risco para as famílias que moram nas vizinhanças da obra que ligará a Nova Radial Leste com a Avenida Calim Eid. A área no entorno foi invadida, mas não se pode dar as costas a estas famílias. Nem esquecer dos pedestres que usarão a avenida para se deslocar.

Como os paulistanos morrem no trânsito

Morrem 4,3 pessoas por dia no trânsito de São Paulo. É o que mostram os números da CET guardados em segredo e revelados pelo jornal o Estado de São Paulo. Vale a leitura do dossiê que está na internet e você acessa clicando na imagem acima.

Impressiona é saber que os dados deveriam ser públicos para que se possa estudar e planejar melhor, mas a empresa responsável por controlar o trânsito na capital prefere escondê-los.

Canto da Cátia: Lapa de baixo sofre com falta de atenção

Dividida pela linha do trem da parte nobre do bairro, os moradores da área batizada, popularmente, de Lapa de Baixo reclamam da falta de cuidado da prefeitura com o local. De acordo com os moradores ouvidos pela repórter Cátia Toffoletto a subprefeita Luiza Nagibi Eluf não ouve as reclamações da comunidade e isto tem permitido o surgimento de uma série de irregularidades.

Há um mês, a Cátia registrou imagens ao lado do Viaduto da Lapa nas quais aparecem algumas pessoas dormindo em barrcos bastante precários. Na época, ela alertou que ali surgia uma favela. Nesta semana, voltou ao local e mostrou que o número de barracos aumentou.

Confira as duas imagens feitas pelo telefone celular pela repórter da CBN Cátia Toffoletto:

Esta foi feita há um mês