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Em boa parte do mundo civilizado o Dia Mundial Sem Carro é marcado por atividades que incentivem o cidadão a compartilhar o transporte com outras pessoas, diminuindo o número de viagens individuais. Aqui no Brasil, a meta do 22 de setembro é pressionar a Petrobrás e a indústria automobilística a respeitarem a decisão do Conselho Nacional do Meio Ambiente e, a partir de janeiro de 2009, colocarem nas ruas e estradas um diesel com qualidade melhor. Que mate menos.
Deixar o carro é das tarefas mais complicadas para o cidadão dos grandes centros urbanos. São necessários poucos passos e nenhum esforço para embarcar naquela nave que nos aguarda na garagem. Sair em busca de um ônibus, seguir em direção ao metrô ou cavalgar sobre a bicicleta é desconfortável na maioria das vezes. Combinar carona com os vizinhos ou colegas de trabalho é constrangedor, sem contar a dependência que criamos devido ao horário dos demais e o trajeto a ser percorrido.
Convenhamos, fomos feitos para andar sobre quatro rodas, apesar de termos sido criados com duas pernas. Há quem diga que eram quatro pernas logo no início e talvez esteja aí a explicação para darmos preferência ao automóvel. Fomos buscar aquilo que a evolução da espécie nos arrancou. E por evoluir que cada vez compramos carros maiores, mais potentes, mais altos e mais velozes. São mais gastadores e poluentes, também, mas isto vem como acessório.
Por isso, muitos dirão que a edição 2008 do Dia Mundial Sem Carro é uma bobagem e bastará verificar os índices de congestionamento logo pela manhã para sabermos que a adesão foi mínima. E sempre será, pelo menos enquanto a cultura do automóvel persistir nas cidades. E o poder público insistir em políticas que privilegiam o transporte individual.
Os incentivadores do evento realizado em boa parte do mundo não se imaginam capazes de tirar o ser humano de dentro do carro, mas levá-lo a refletir sobre esta relação. Por isso, o 22 de setembro não por acaso, data que marca o início da primavera – é importantíssimo para o crescimento sustentável das cidades. As organizações sociais se mobilizam para debater o tema, como fará nesta segunda-feira o Movimento Nossa São Paulo, e os meios de comunicação se enchem de reportagens sobre o assunto.
Aproveite esta enxurrada de informações que você receberá nesta segunda-feira sobre as vantagens de se restringir a circulação de carros, os investimentos possíveis para a ampliação do transporte coletivo e as perdas impostas a qualidade de vida de cada um de nós que vivemos dentro deste sistema caótico de mobilidade urbana. Use-as na conversa do escritório, no bate-papo durante o almoço, na sala de aula ou no intervalo. Mesmo que você não esteja convencido de que deixar o carro em casa é uma boa, talvez seus colegas sejam contaminados por esta discussão.
Um dos recados mais legais que recebi logo após o Dia Mundial Sem Carro do ano passado foi da jornalista Mara Luquet, do Valor e comentarista da CBN, que após ouvir uma série de reportagens e debates no CBN SP perguntou a si mesma: Por quê eu vou de carro ao trabalho ?. Descobriu que havia ônibus à disposição no trajeto da casa dela e da redação do Valor e que o movimento de passageiros no horário da viagem não era excessivo. Além disso, aproveitava o tempo de deslocamento para ler, coisa que no carro se tornava impossível.
Já soube que Mara Luquet, hoje, alterna entre o carro e o ônibus, mas só o fato de o transporte coletivo ter sido incluído na agenda dela já é uma vitória para quem ainda acredita na mudança de hábito do cidadão.

Foto publicada em Cesar Giobbi
Atirou no que viu e errou no que não viu. Modifico o dito popular para descrever o que ocorreu no CBN São Paulo na sexta-feira a partir de mensagem enviada por um dos colaboradores do blog, o estudante de jornalismo Marcos Paulo Dias. Em uma das muitas informações que encaminha ao programa, ele reclamou que grafites haviam sido apagados pela prefeitura de São Paulo, conforme constatou ao passar pelo Minhocão, no centro de São Paulo. Não demorou muito para recebermos a resposta do secretário municipal das Subprefeituras, Andrea Matarazzo:
Em relação à reclamação do ouvinte Marcos Paulo Dias, esclareço que a Prefeitura não “resolveu apagar os grafites da cidade”. No caso da obra do Minhocão – imagino que o ouvinte se refira à da Rua Assembléia, no acesso à ligação Leste-Oeste -, conforme explicado à época, ela foi apagada por equívoco pela empresa terceirizada que realiza serviço de pintura nos muros da região. O prefeito Kassab já havia se reunido com os artistas, e eu me reuni nesta semana com eles, e colocamos o espaço à disposição para que o grafite seja refeito, o que deve acontecer até o final do ano.
O fato é que o apagão citado pelo ouvinte-internauta é em outro ponto do Minhocão. Em pesquisa que fez na internet, descobriu que a Associação Brasileira de Críticos de Arte já havia reclamado da prefeitura pela pintura feita sobre os trabalhos de autoria dos artistas Maurício Nogueira Lima, Flávio Motta e Sônia von Brusky.
A carta assinada pela presidente da associação, Elvira VErnaschi, reproduzida em parte no blog de César Giobbi, diz que “a escolha de dois dos artistas mencionados deu-se em concurso patrocinado em 1998 pelo Ministério da Cultura e a Fundação Nacional das Artes, do qual participaram 18 conhecidos pintores paulistanos, e se deveu a um júri integrado por membros da Associação Brasileira de Críticos de Arte sob a presidência da associada Radha Abramo – autora também de livro sobre o assunto, publicado naquele mesmo ano pela Funarte”.
Elvira chama a atitude, provavelmente provocada pela falta de comunicação entre diferentes setores da prefeitura, de ato de vandalismo cultural”.

Da direita para a esqueda: Portella, Asuncion, Maurício, André e eu
São os que mais morrem no trânsito, como mostrou levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo. São pelo menos um terço da população paulistana os que caminham todo o dia para o trabalho ou escola, de acordo com pesquisa Origem-Destino feita pela Companhia do Metrô. Somos todos pedestres, queiram ou não, pois precisamos caminhar para chegar a alguns lugares, por mais que se adore o automóvel. Mesmo assim não aparecem como prioridade na cidade haja vista a perda de espaço do passeio público na capital paulista.
Foi isto que levou o CBN São Paulo a ter o pedestre como foco principal do debate que promoveu neste sábado. Mesmo que tratando do tráfego de veículo, do transporte público e da locomoção por bicicleta, a mobilidade urbana, linha central da discussão, foi pautada pela reclamação dos pedestres. E para representá-los convidamos a auto-intitulada reclamona Asuncion Blanco, professora doutora de geografia, que dividiu o programa com o secretário de Transporte Metropolitano José Luiz Portella, um dos coordenadores do Movimento Nossa São Paulo Maurício Broinizi e o ciclista André Pasqualini.
Ouça um dos trechos da entrevista que foi ao ar no CBN SP:

aqui.
E hoje no CBN São Paulo, para lembrar o Dia Mundial Sem Carro vamos falar sobre trânsito e mobilidade urbana. O secretário estadual de Transportes Metropolitanos José Luis Portella, responsável pelo metrô e trens da cidade, confirmou participação. Estarão na mesa de discussão, também, o coordenador da Secretaria Executiva do Movimento Nossa São Paulo, Maurício Broinizi, a professora Assuncion Blanco, militante em favor dos pedestres, e o ciclo ativista André Pasqualini, presidente da Ciclo Brasil.
Você poderá assistir pelas câmeras da CBN ao debate, ao vivo, acessando o Portal da CBN. E participa com perguntas enviadas através deste blog.
Organize sua agenda neste fim de semana acompanhando o programa Noite Paulistana apresentado pela Janaína Barros:
Com a proximidade do Dia Mundial Sem Carro (segunda, 22 de setembro), o programa CBN São Paulo vai discutir soluções para o trânsito e o transporte na cidade, neste sábado, a partir das 9 horas da manhã.
Durante o debate vamos tratar da pesquisa Ibope, realizada pelo Movimento Nossa São Paulo, que mostra o aumento no número de paulistanos favoráveis ao pedágio urbano e ao rodízio de dois dias para os carros como formas de combater os altos índices de congestionamento.
Confirmaram presença até agora o coordenador da Secretaria Executiva do Movimento Nossa São Paulo, Maurício Broinizi, a professora Assuncion Blanco, militante em favor dos pedestres, e o ciclo ativista André Pasqualini, presidente da Ciclo Brasil.
Você pode deixar aqui no blog a sua pergunta ou comentário sobre o tema.
Ainda neste sábado, dentro do quadro Conte Sua História de São Paulo, uma homenagem ao cronista da cidade Lourenço Diaféria, que morreu nesta semana, aos 75 anos.
Passagem comprada e hotel reservado, o turista chega ao aeroporto e descobre que a empresa aérea não tem lugar destinado a ele no vôo e a viagem será adiada para amanhã. Ao chegar no destino, o serviço de traslado do hotel não funciona. E o que seriam dias de descanso se transformaram em mais estresse.
Pelo Código de Defesa do Consumidor, as agências de viagem que fizeram a compra em seu nome são responsáveis támbém pelos transtornos causados ao turista. Mas o Congressso Nacional se esforça para mudar esta situação.
A coordenadora institucional da Pro Teste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Maria Inês Dolci – conversou com o CBN SP e disse que apesar da conquista obtida nesta semana (conforme registrado neste blog, em notas publicadas no dia 18 de setembro) há o risco de o consumidor sair enfraquecido nesta disputa:
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A falta de creches municipais tem causado transtorno principalmente às mães paulistanas. As que não tem como pagar um instituição particular para deixar o filho pequeno, pede ajuda para a vizinha ou, algumas vezes, a gente que nem conhece direito mas abre a porta de sua casa para cuidar de crianças (e cobra por isso).
A situação vai se tornar ainda mais complicada no ano que vem quando se calcula a carência de vagas chegará a 150 mil. Uma encrenca para os candidatos a prefeito.
Ouça a última reportagem da série sobre educação na cidade de São Paulo produzida pela Simone Queiroz: