Condomínio Legal: Vai rolar a festa !



Por Márcio Rachkorsky

Não raramente, festas em condomínios acabam em confusão, multas, desavenças e ações judiciais.

O uso das áreas comuns do edifício (churrasqueira e salão de festas), deve ser feito nos estritos termos do regulamento interno e da convenção de condomínio. Certamente há que se atentar ao bom senso, pois “o direito de um termina onde começa o do outro”, principalmente para quem vive em condomínio.

Redobrada atenção merecem os eventos realizados ao ar livre, junto à churrasqueira, devendo o responsável proibir que seus convidados circulem noutras áreas do condomínio.

Algumas simples regrinhas, a seguir elencadas, são essenciais para uma festa tranqüila:

– ler previamente o regulamento interno e a convenção de condomínio.
– programar a festa em horário compatível com as regras do condomínio.
– ficar sempre atento ao volume do som.
– coibir o consumo exagerado de bebidas alcoólicas e evitar excessos.
– conversar com os convidados, explicando-lhes rapidamente que o condomínio possui regras.
– conversar previamente com os funcionários do condomínio, dando-lhes ciência do evento.

Boa festa a todos !

Márcio Rachkorsky é advogado e comentarista do “Condomínio Legal”, na CBN. Toda segunda-feira escreve um artigo exclusivo aqui no blog, e abre espaço para conversar com você. Deixe sua opinião ou sugestão.

Foto-ouvinte: Uma caçamba de irregularidade

A proibição de estacionar em ruas dos Jardins deveria valer para as caçambas, também. Não foi o que a ouvinte-internauta Camila Cafardo registrou nesta imagem feita no lado direito da Rua Ministro Rocha Azevedo, entre as Alamedas Franca e Itu. Ela lembra que segundo nova determinação da CET ali é proibido estacionar das 7 às 22 de segunda à sábado: “Haja paciência !”, concluiu assim a mensagem enviada ao blog.

Banco de alimentos prejudicado com rodízio de caminhões

A restrição para circulação de caminhões na capital paulista prejudica a distribuição de produtos recolhidos pela ONG Banco de Alimentos. Um dos veículos usados está fora das especificações impostas pela prefeitura e, portanto, não poderá mais ser usado nas operações que a entidade desenvolve.

Um caminhão com capacidade para transportar 4 toneladas de alimentos está impedido de circular em algumas áreas da cidade. O veículo foi doado, há alguns anos, pela GM para a organização não-governamental que agora terá de se desfazer do veículo.

A ONG Banco de Alimentos distribui produtos para cerca de 21 mil e 900 pessoas, por dia.

CET também não respeita a lei

Carro da CET comete infração

Que os carros de corpo consular não gostam de cumprir a lei, a gente já sabe. Haja vista, os flagrantes de ouvintes-internautas registrados aqui no blog na semana passada. Carro da CET, porém, não tem desculpas. Veja o caso desta viatura fotografada pelo ouvinte-internauta Marcus Quinello: “Quem é que vai multar ?” – pergunta em mensagem enviada ao CBN SP na qual pede para publicar aqui no blog

Comitiva de Kassab desrespeita lei de trânsito

No último mês, a prefeitura de São Paulo tem anunciado uma série de restrições para estacionamento em vias públicas com o objetivo de ajudar o trânsito a fluir melhor. Os bairros dos Jardins e Pinheiros foram os primeiros a serem atingidos pelas medidas. No entanto, a lei imposta aos motoristas de São Paulo não serve para os integrantes da comitiva do candidato-prefeito Gilberto Kassab (DEM) como mostra a imagem feita pelo ouvinte-internauta Álvaro Mello: “sua trupe estacionou os carros em lugar proibido na rua Bela Vista complicando o trânsito”, escreveu. Segundo ele, durante o comício que Kassab fez na zona Sul, apesar da presença de carros da prefeitura, não apareceu nenhum fiscal da CET para multar os veículos estacionados irregularmente.

Canto da Cátia: Paulista trava

O aglomerado na avenida Paulista não tem nada a ver com o lançamento do novo livro do Heródoto Barbeiro. São os metalúrgicos em campanha salarial que decidiram desfilar pelo “centro financeiro do País” – com o perdão do lugar-comum. A Cátia Toffoletto acompanhou a ação dos trabalhadores e registrou a imagem acima do telefone celular dela.

Quanto ao Heródoto, promete parar a Paulista às cinco e meia da tarde. Ao lado de Bruna Cantele, ele lança “O Livro dos Políticos”, pela Ediouro, na Livraria Cultura.

Acidente em Congonhas: Estacionamento proibido

Um pequeno avião derrapou no momento da decolagem no Aeroporto de Congonha e foi parar no muro que separa a pista da movimentada Avenida Washington Luis. O bimotor era da companhia Ultrafarma Saúde e tinha abordo o piloto, o co-piloto e um passageiro. Apesar do susto, os transtornos se resumiram a atrasos em alguns vôos e ao congestionamento provocado pelos motoristas curiosos que passavam pelo local. Não é sempre que a gente vê um avião posando (sem “u”) na beira da pista.

Esta imagem que você vê acima foi enviada pela ouvinte-internauta Paula Calloni. Clique na foto e visite o álbum do Blog do Milton Jung no Flickr.

Preconceito na escola, seu filho pode ser uma vítima

Foi no Rio que um menino morreu após ser agredido por colegas de sala porque cortou o cabelo. Mas foi lendo o texto de um garoto no Blog do Zé Marmita, que fala de coisas da cidade em especial da periferia, que me motivei a escrever esta nota. A violência e o preconceito de crianças contra crianças, dentro da escola, são de estrema gravidade.

No comentário do blogueiro mirim, identificado como Zé Jr, de maneira singela e dramática, ele exprime o sentimento de quem é vítima desse comportamento que muitas vezes os pais não são capazes de identificar. Lá no Rio, o garoto depois de receber tapas na cabeça que provocaram hematomas e o levaram a morte não falou nada à família por vergonha.

Leia um trecho do depoimento:

“ Na minha escola ficam fazendo parecido com um menino que tem uns “problemas”. Fazem isso até ele explodir e depois riem dele. Acontece parecido com outros meninos que tem cabelo grande, são mais gordos ou por causa do nome. Eles pegam as coisas que as pessoas tem mais de diferente e ficam cutucando a ferida.

Eu acho que se estivessem no lugar da gente eles iriam se sentir uma formiguinha. E aí eles iam ver o que a gente sente. Isso é um completo desrespeito. E quanto mais rápido você falar com algum responsável ou professor mais rápido isso vai passar”

Bullying, ciberbullying, covardia e agressão

Convidado por este blog a comentar o texto extraído do Blog do Zé Marmita e reproduzido abaixo, o escritor e educador Gabriel Chalita, que lançou recentemente o livro “PEDAGOGIA DA AMIZADE: BULLYING – O SOFRIMENTO DAS VITIMAS E DOS AGRESSORES” (Editora Gente) , falou desta violência que atinge crianças dentro da escola ou na roda de amigos:

Cidadania sim – covardia não!

A história da morte desse menino de Silva Jardim traz à tona um problema freqüente nas escolas públicas e privadas do Brasil e de quase todos os países estudados por organismos internacionais. O nome disso é Bullying ou covardia ou agressão. Os “valentões” justificam tratar-se de brincadeira. Estúpida brincadeira que humilha, apequena e até mata. O Ciberbullying também é uma prática que destrói o ser humano. Há alunos que agridem outros para filmar e colocar na rede ou que montam um vídeo para destruir a imagem do outro.

O estudo do bullying começou com o alto índice de homicídios e suicídios em escolas americanas e européias. Alunos que, por se sentirem agredidos, preferiam o silêncio da dor à tentativa de ajuda e, quando menos se esperava, davam cabo à vida de outros e à própria vida. Columbine é apenas um exemplo dessa tragédia.

No Brasil, há estudos que mostram que praticamente metade das crianças e adolescentes é vítima dessa covardia. O caminho para o combate é o trabalho de prevenção que deve ser feito envolvendo escola e família. Os pais precisam estar atentos à mudança de comportamento dos filhos e, mais do que isso, precisam dar abertura para que os filhos tenham a coragem de pedir socorro. O diálogo ajuda a evitar o pior.

Família e escola educando juntas – essa é a grande alternativa para nossas crianças e jovens. A escola tem que ser um espaço de paz. De luz, não de guerra e de penumbra. A dor do preconceito é prejudicial para um povo que quer ser considerado evoluído. Não há cidadão de primeira ou segunda categoria. Independentemente de raça, etnia, classe social, religião, etc; todos e cada um merecem respeito. Isso é dignidade da pessoa humana – pólo central de nossa Constituição cidadã.

Gabriel Chalita