
Há três dias, a prefeitura está demolindo algumas casas para a construção de uma escola técnica estadual, em Paraisópolis, zona sul de São Paulo. De acordo com o coordenador da Escola do Povo, Gilson Rodrigues, algumas famílias não aceitam a indenização de R$ 5 mil oferecida pelo poder público para deixar as casas.
“Os moradores não aceitam sair, pois os atendimentos habitacionais não atendem a necessidade. Aquele que não sair fica sem nada. Nestes três dias passados as remoções tem sido itensificadas e sobre pressão policial”, escreveu ao blog.
Segundo ele, na imagem publicada os funcionários da prefeitura está demolindo a casa que fica em cima ao mesmo tempo que uma família segue morando na parte de baixo: “o refeito esteve aqui ontem e os moradores cobraram uma solução sem resposta”.
Prefeitura fala em acordo e nega força policial
(Publicado às 13:53)
Assessor de comunicação da prefeitura de São Paulo, o jornalista Leão Serva, esclarece, por e-mail que não há o uso de força policial para a retirada de famílias na área em que será construída escola técnica do Estado, em Paraisópolis. Diz que as últimas que se mantinha na área estão saindo voluntariamente:
“A nota sobre a demolição de casas em Paraisópolis está enganada por uma fonte parcial, que não contou aos leitores do blog a história inteira.
A área onde estão essas casas, junto ao CEU de Paraisópolis, foi desapropriada pela Prefeitura para a construção de uma Escola Técnica (ETC), em convênio com o Governo do Estado.
As 76 famílias que ali moravam foram cadastradas no projeto de urbanização de Paraisópolis, em 2004 e 2005. Todas têm direito a unidades habitacionais na própria área e recebem aluguel no período em que aguardam a entrega de suas casas, em construção.
Em fins de 2007 e início de 2008, várias pessoas começaram a invadir o local, totalizando 174 invasões.
Para esses não é possível oferecer unidades habitacionais, posto que ocuparam a área após o início das obras de urbanização de Paraisópolis, apesar de uma intensa campanha de informação sobre a destinação da área para uma escola técnica, inclusive com placas informativas. A invasão contraria o interesse da comunidade da região e não tem o apoio de suas entidades.
As últimas famílias que resistiam na área estão saindo voluntariamente, com a reintegração de posse dada à Prefeitura pela Justiça, que reconheceu o interesse público na construção da ETEC. Hoje são apenas 12 famílias e nenhuma delas sai pela presença de “forte” pressão policial (nem polícia há na área). A Guarda Civil Metropolitana fica no local para garantir que a área não seja invadida”
Grato
Leão Serva”