
Um programa diferente este de terça-feira, na CBN. No ar apenas pela internet e conversando com Belo Horizonte e Distrito Federal. Um bate-papo saudável com os âncoras Marcelo Guedes que eu teimei em chamar de Gomes -, da CBN BH, e Estevão Damázio, da CBN Brasília, sobre mobilidade urbana, mercado editorial, campanha eleitoral e olimpíada, é lógico. E Brasil e Argentina, também.
Logo na abertura, o André Nascimento da Climatempo, mostrou que algo mais nos aproximava das outras duas cidades: o tempo seco, capaz de incomodar paulistas, mineiros e brasilienses, de forma democrática.
O arquiteto Kazuo Nakano, coordenador de urbanismo do Instituto Pólis, mostrou outras semelhanças entre as cidades. A forma desordenada de ocupação do solo mesmo na ex-cidade planejada de Brasília e os reflexos no deslocamento do cidadão atinge as três regiões. É bem verdade que enquanto aqui na capital paulista enfrentamos a chegada de 600 novos carros por dia, lá em Belo Horizonte são 300. O fato de ser apenas metade não ameniza o desafio mineiro: restringir o uso do transporte individual.
Nakano reforça a idéia da implantação do pedágio urbano em São Paulo e do uso do rodízio em Belo Horizonte. E inova ao chamar atenção para a co-responsabilidade da indústria automobilística neste processo.
Edição de livros
Embalado pela Bienal do Livro e motivado por e-mail de ouvintes-internautas alguns que replicaram a opinião aqui mesmo no blog convidamos o sócio da Editora Contexto, Jayme Pinsky, para mostrar o caminho das pedras aos novos autores. O editor é o mediador entre o escritor e o mercado, disse o professor Jayme, que me deu a primeira oportunidade lançar um livro, Jornalismo de Rádio.
Para ele é importante que o autor primeiro pesquise o perfil das editoras, antes de procurá-las com os originais em mãos. Contista não pode entregar seu material em editora que não publica conta. Parece óbvio, mas muita gente tropeça nesta regra.
Pinsky também propõe que o autor acabe sua obra primeiro. Leia e releia seu trabalho em vez de entregá-lo pela metade como muitas vezes acontece. Humildade é fundamental, ressalta o editor. O escritor precisa aprender a acatar sugestões dos profissionais que conhecem o mercado editorial.
Depois da conversa, Marcelo Guedes está pronto para lançar seu livro.
Nação esportiva
Os atletas brasileiros sofrem maior pressão psicológica nas competições olímpicas porque atuam de maneira isolada, toda a carga emocional recae sobre eles. É o que disse o professor da Escola de Educação Física e Esporte da USP Antônio Herbert Lancha Júnior. Antes de nos transformarmos em nação olímpica é preciso ampliar a base de atletas, desenvolvento a atividade além do futebol.
Enquanto conversávamos, os experientes do futebol masculino tomavam uma lavada da Argentina e o desiquilíbrio psicológico fazia com que dois dos nossos fossem expulsos.
Nossa conversa, porém, não tinha como objetivo os futebolistas, mas os ginastas, nadadores, saltadores, velocistas, etc etc etc. Gente que surge por acaso no cenário internacional e de quem se cobra de maneira errada – a responsabilidade por toda falta de estrutura do País.
Após a entrevista e uma descrição minha sobre a vitória de um brasileiro no tênis de mesa, ontem à noite, o Estevão Damázio parece estar decidido a retomar os treinos de ping-pong.
Boa mesa
Nossa conversa terminou com um lanche paulistano oferecido pela Ailin Aleixo que diariamente apresenta Época SP na CBN e o convite para que os colegas mineiros (apesar de estar em Brasília, Estevão é de BH) venham a capital paulista acompanahr as sugestões da nossa editora gastronômica. As dicas da Ailin você acompanha logo abaixo.
Puxando o traço e fazendo as contas, poucos ouvintes, mas um programa melhor do que ficar à frente da televisão assistindo ao Brasil se render para a Argentina.