Uma prá Deus, outra para o Diabo

A divisão na aliança que parecia eterna em São Paulo entre PSDB e DEM está provocando dúvidas no eleitor. Pelo Twitter, a internauta que se identifica “mariacarol” comenta que recebeu na porta de casa propaganda eleitoral do vereador Ricardo Teixeira, tucano que busca à reeleição. Na mala direta, está encartado material publicitário do candidato à prefeito pelo DEM, Gilberto Kassab.

Quanto a quem é Deus e quem é Diabo nesta história, não me comprometa.

Prefeituráveis e a Copa do Mundo de 2014

Os candidatos com chances de chegar a prefeitura de São Paulo terão de dizer como pretendem preparar a capital paulista para ser sede da Copa do Mundo de 2014. Além disso, terão oportunidade de oferecer suas idéias para o futebol paulista (?).

Os principais nomes na disputa foram convidados pela Federação Paulista de Futebol para participarem de um ciclo de palestras que começa com Marta Suplicy, do PT, nesta terça-feira, às 10 e meia da manhã, na sede da entidade, na Barra Funda. Gilberto Kassab, do DEM, está confirmado para o dia 25 de agosto. Após a palestra, os candidatos responderão perguntas dos principais representantes dos clubes de São Paulo.

Será uma ótima chance dos prefeituráveis cobrarem dos dirigentes contra-partida por usufruírem de área pública para benefício privado. Boa parte dos clubes paulistanos ocupa terreno cedido pela prefeitura. Em troca deveriam abrir espaço para as comunidades de maneira gratuita, o que geralmente não ocorre.

Cartas de Viagem: Peixe fora d’água


Aprendi com o Clésio Botelho que vir a Estocolmo e não tirar foto do Abba é o mesmo que ir ao Rio e não clicar o Cristo Rendentor

Oi, Milton

Direto do Water World Week, em Estocolmo. Escrevo do centro de imprensa e são 11 e meia da manhã. Temos muito trabalho pela frente. Antes de receber o prêmio no fim da semana, haverá maratona de palestras e debates.

A abertura oficial do evento foi nesta segunda-feira e a conferência que se iniciou vai até quinta. Não se fala apenas sobre o que é necessário fazer para melhorar as condições de saneamento e abastecimento, mas também o que se conseguiu avançar até aqui. Na sexta, é a vez dos finalistas receberem seus prêmios. Eu estou aqui devido a reportagem “Água: o desperdício que condena São Paulo”, vencedora na categoria rádio em língua espanhola. Foi preciso traduzi-la, lógico, para concorrer.

(nota do blogueiro: teria encontrado um corintiano que soubesse falar espanhol ?)

Aqui na cidade sinto-me uma estranha no ninho. Dificílimo encontrar quem fale português. Ninguém anda pela rua com a camisa de seu time de futebol. Nem os corintianos. E na TV, só filmes e telejornais. De esporte, destaque para os suecos nos Jogos Olímpicos. Eles estão pior do que o Brasil. Tem apenas três medalhas de prata.

O acesso a internet é muito disputado, portanto mandem notícias sobre as coisas do Brasil. Não se tem muito tempo para navegar. E o meu bendito cartão telefônico que comprei antes de sair do Brasil (claro que é internacional), não funciona.

Não quero saber do Grêmio, apesar de que vê-lo ganhar com gol de impedimento do São Paulo teria sido interessante. Quero notícias do meu Timão.

Deixe-me ir porque tem gringo me olhando torto para usar o computador.

Avante Corinthians !

Da amiga

Cátia Toffoletto

De bastidor: Meu nome não é Marta

Kassab na CBN

Há um ano, em prova de conhecimento geral, meu filho, o mais velho, aquele mesmo que fez pergunta para o Maluf, errou uma questão na prova porque não sabia o nome do prefeito de São Paulo. Imaginem, colocou que era o Serra. Vou recomendar que a professora dele ouça a entrevista com o prefeito-candidato Gilberto Kassab, do DEM, que foi ao ar hoje no CBN São Paulo. Talvez ela não cometa a injustiça de dar um zero, novamente, para o aluno que não acertar a resposta.

Durante os 25 minutos de entrevista, o prefeito reforçou a idéia de que o nome dele ainda é desconhecido do eleitor. Antes de começar a falar no ar, havia comentado que deposita suas esperanças nos 34 comerciais diários que serão veiculados durante o programa eleitoral, muito mais do que os oito minutos de programa a que tem direito.

Para justificar o desconhecimento lembrou que nunca concorreu a cargo majoritário, ao contrário de Marta Suplicy, do PT, e Geraldo Alckmin, do PSDB. Poderia ter citado, também, Paulo Maluf, do PP, que está empatado tecnicamente com ele, segundo pesquisa do Instituto Ibope.

Aproveitou a conversa no ar para fazer comparação com a ex-prefeita Marta Suplicy que, há quatros anos, candidata à reeleição como ele, liderava a pesquisa e perdeu para José Serra, do PSDB.

Curioso foi quando discutíamos sobre a construção de corredores de ônibus na capital. “Meu nome não é Marta Suplicy” falou em tom acentuado em uma espécie de Enéas ao contrário.
Desnecessário, pelo menos para mim. Nunca havia oferecido razões para pensar que fosse.

Mesmo no encerramento quando perguntei o que faltava para ele ser conhecido do público – apesar de estar na mídia há pelo menos dois anos e meio -, Kassab citou os nomes de Marta e Alckmin.

Durante a entrevista no CBN São Paulo, o nome da petista apareceu sete vezes na voz do próprio candidato do DEM que em nenhum momento repetiu seu nome para o eleitor. Para quem gosta de estatística, a cada 3, 4 minutos, Kassab falava o nome de Marta ou se referia a ex-prefeita. Propaganda eleitoral gratuita.

Tempo extra: Kassab gosta de repetir, também, a palavra planejamento, o que faltou a equipe de campanha que precisou pedir as fotografias deste blog para ilustrar a nota sobre a entrevista no site oficial do candidato. Aliás, esqueceram de dar o crédito. Quem sabe no segundo turno (?) quando o prefeito prometeu voltar ao CBN SP.

Perguntômetro

Foram 31 perguntas e comentários feitos pelo e-mail; 8 no blog; 3 no Twitter

Ônibus-tartaruga: Números desmentem Kassab

Tabelas com dados sobre a circulação dos ônibus nos corredos de São Paulo mostram que houve redução na velocidade média do transporte coletivo em 3% desde que as medidas para restringir a circulação de caminhões foram impostas. Os dados desmentem o prefeito-candidato Gilberto Kassab, do DEM, que no programa CBN São Paulo, desta segunda-feira, disse que “houve uma melhora nos ônibus após as restrições”. O candidato à reeleição foi além e disse que “os números (da reportagem) não são verdadeiros”.

Os repórteres Bruno Tavares, Diego Zanchetta e Renato Machado enviaram ao blog as planilhas que serviram de base para o estudo feito pelo Estadão. O material foi fornecido pelo superintendente da SPTrans Alberto Lauletta, após os repórteres terem feito o levantamento a partir dos dados registrados pelos GPSs instalados na frota.

As tabelas que você vê aqui no blog mostram a velocidade média dos ônibus em corredores exclusivos ou não, nos sentidos centro-bairro (C-B) e bairro-centro (B-C) ,nos períodos de pico da manhã (PM) e da noite (PN), e nos entre-picos (EP).

Dos dez corredores exclusivos de ônibus apenas dois atendem a meta estabelecida pela prefeitura de São Paulo de trafegar com velocidade média igual ou superior a 18km/h (Expresso Tiradentes e Parelheros-Rio Bonito-Santo Amaro), constataram os repórteres do Estadão com base nos dados da SPTrans, empresa que gerencia o transporte público na capital paulista.

Durante a entrevista o prefeito citou melhora no desempenho do transporte coletivo no corredor da Celso Garcia, no entanto os planilhas mostram que chegou haver um leve queda na velocidade média de 14,74 para 14,68 km/h, na comparação entre junho de 2008 e a primeira semana de agosto, quando as medidas já estavam em vigor.

O curioso é que apesar das informações serem oficiais não estão disponíveis ao público, em mais uma demonstração de desobediência a Lei dos Índices aprovada pela Câmara Municipal, há um ano e meio, que obriga o poder público a dar publicidade aos números que demonstrem o desempenho do serviço prestado ao cidadão.

Para ver as tabelas ampliadas clique aqui


Para ler a reportagem publicada no domingo pelo Estadão clique aqui

Para ouvir a entrevista de Gilberto Kassab, no CBN SP, clique no link abaixo

Cartas de Viagem: Da Fazendinha a Estocolmo

Oi, Milton

Enfim, Estocolmo!

Depois de uma viagem de 11 horas de São Paulo até Amsterdan, na Holanda, e mais duas horas até aqui, cheguei ao meu destino. Sou uma corinthiana com passaporte que atravessou a fronteira. Estou aqui para desmentir o que dizem do Corinthians e sua falta de experiência internacional

Desfiz as malas e a primeira coisa que peguei foram os apetrechos do Corinthians ( livros, camisas, etc …) para ver se não haviam sofrido nenhum dano na viagem. Ufa! Apesar de o fecho da mala quebrado, estava tudo ok com as coisas do Timão (algum fanático deve ter tentado encontrar estas relíquias e forçou a bagagem).

Lembrei-me da minha mãe quando peguei as camisas, antes de sair de casa. ” Vai levar ? Por que não pega a do Palmeiras? “. Emendei de bate-pronto: ” Credo! Posso ser presa por transportar droga” A danada não teve dúvida: ” Xi, minha filha carregando essas camisas, tenho certeza que não vai passar pela Policia Federal aqui em São Paulo”

Já liguei pra ela e disse que está tudo bem. Passei na PF e na imigração também. Agora sao 8 e 25 da manhã, dia típico de outono. .Não deu pra conhecer nada ainda, mas claro, já estou impressionada com a cidade.

Avise ao Paschoal que a primeira foto que tirei aqui foi especialmente para ele: no aerporto de Arlanda, havia um painel do grupo ABBA. Quando aprender a descarregar as fotos para o computador mandarei para o e-mail dele e irei ilustrar o blog, também.

Avante Corinthians !

Da amiga,

Cátia Toffoletto

Ambiente Urbano: Plano precisa resolver encrencas políticas

Osvaldo Stella
Comentarista do CBN SP

Foi enviada a Câmara Municipal a “Política Municipal de Mudança do Clima da Cidade de São Paulo”. Segundo esta a cidade de São Paulo estabelece uma meta de redução de 30% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) até o ano de 2012, tendo como referência o inventário municipal de emissões de 2005.

Segundo o referido inventário 70% das emissões municipais de GEE decorrem da queima de combustíveis fósseis e outros 25% da disposição de resíduos sólidos. Em outras palavras, transporte e lixo representam praticamente a totalidade das emissões de GEE da cidade.

A iniciativa de elaboração de uma política municipal de mudanças climáticas, por si só, é louvável. Vai contra a política nacional de mudanças climáticas que não admite metas para o Brasil no âmbito das negociações internacionais. O estado da Califórnia fez algo semelhante nos EUA. Enquanto os EUA se recusam a qualquer comprometimento obrigatório em relação a redução de emissão de GEE o estado da Califórnia possui seu próprio programa de redução de emissões.

Porém, as medidas propostas para que as metas sejam atingidas já estão em debate a muito tempo e não saíram do papel por questões que a política municipal não expõe como resolver. Um exemplo é a utilização de ônibus elétricos. Em termos ambientais é inquestionável que os ônibus elétricos são uma ótima alternativa, mas a utilização desta tecnologia em larga escala, esbarra em problemas que precisam ser resolvidos.

O primeiro é a questão da tarifa da energia elétrica, ela é mais cara no horário de
pico, justamente quando o consumo dos veículos é maior. Quando tanto a empresa responsável pela distribuição da energia elétrica, a geradora e a empresa de transporte público eram estatais, a conta fechava de qualquer jeito. No cenário, onde cada uma destas companhias pertence a diferentes grupos de acionistas, a conta é diferente.

Outra questão é a própria dinâmica financeira das concessionárias do transporte público. Sempre que uma operadora compra um ônibus ela conta que o mesmo será vendido após alguns anos para outra operadora do interior que depois vai vender o mesmo ônibus para o transporte de trabalhadores rurais e assim por diante. Com a utilização de ônibus elétricos este ciclo se rompe.

Este é apenas um exemplo, o contexto da adoção de uma política municipal de mudanças climática é por deveras louvável, mas, a sua implantação tem pela frente velhos obstáculos que precisam ser removidos.

Osvaldo Stella vai ao ar toda segunda-feira, no CBN SP.

É dia de Gilberto Kassab (DEM) no CBN SP

É dia de Gilberto Kassab (DEM) no CBN SP

Impactado pela pesquisa Ibope com a intenção de voto do paulistano, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) participa da entrevista com os candidatos à prefeitura promovida pelo CBN São Paulo, nesta segunda. Ele encerra a série iniciada há duas semanas na qual todos os pretendentes ao cargo tiveram oportunidade de mostrar suas propostas de governo durante 25 minutos. A entrevista se inicia às 11 e cinco da manhã.

Para participar da entrevista, você pode deixar sua pergunta aqui no blog ou enviá-la pelo Twitter.

A candidata à vice do candidato à reeleição é Alda Marco Antonio (PMDB)

Leia o perfil divulgado pela assessoria de imprensa do DEM:

“Paulistano do bairro de Pinheiros, é filho da professora Yacy e do médico e professor Pedro Kassab e tem seis irmãos. Aluno estudioso e esforçado, Gilberto Kassab fez, ao mesmo tempo, dois cursos na principal universidade do Brasil, a Universidade de São Paulo (USP). Formou-se engenheiro civil pela Escola Politécnica e economista pela Faculdade de Economia.

Depois de formado, Kassab foi trabalhar na iniciativa privada. Apoiou o empreendedorismo, estimulou a geração de emprego e renda, participando ativamente do Fórum de Jovens Empreendedores, da Associação Comercial de São Paulo (foi vice-presidente), da Federação das Associações Comerciais de São Paulo, do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci, onde foi diretor) e do Secovi (o sindicato da habitação).

Engenheiro, economista e estudioso da gestão pública. Vice de Serra, acabaram juntos com as taxas criadas na gestão do PT, sanearam as finanças, reergueram a Saúde. Como prefeito, Kassab fez investimentos de R$ 1 bilhão no Metrô. Acabou com a Taxa de Iluminação para quem não se beneficia desse serviço. Continuou economizando, racionalizou os gastos da Prefeitura e conseguiu recursos para construir 110 AMAs, dois grandes e modernos hospitais, 217 escolas e 25 CEUs, acabando com a herança das escolas de lata recebidas do PT.

Para aumentar a arrecadação municipal, o prefeito Kassab combateu empresas que tinham sede fictícia em outros municípios da Grande São Paulo para sonegar o ISS paulistano. Lançou a Nota Fiscal Eletrônica.

Em 1989, participou da campanha de Guilherme Afif Domingos à Presidência da República. Quatro anos depois, em 1993, foi eleito vereador de São Paulo. Começava, na política, sua luta em defesa da cidade que o viu nascer no dia 12 de agosto de 1960. Foi eleito deputado estadual em 1994 e deputado federal duas vezes, em 1998 e em 2002.

No parlamento, Kassab aplicou seus conhecimentos nos assuntos técnicos da administração pública, planejamento econômico e às questões de ciência e tecnologia como forma de estimular a geração de empregos e de renda. Foi presidente da Comissão de Minas e Energia e presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, que durante o seu mandato elaborou projetos de inovação tecnológica aprovados com a Lei de Informática. É desse tempo uma característica forte do político Kassab: sempre fazer mais do que falar, realizar mais do que aparecer. E ser leal aos companheiros de trabalho.

Foi, durante 14 meses, secretário municipal de Planejamento. Desenvolveu programas para, na sua área, melhorar e aperfeiçoar a administração pública, como o Programa de Administração Estratégica (PAE) e o Projeto Visão. Atualizou e modernizou o Plano Diretor da Cidade, parado há mais de 20 anos, e entregou-o pronto para aprovação, processo que se complementou na gestão posterior.

Prefeito há pouco mais de um ano e meio, enfrentando interesses e resistências de grupos poderosos, Kassab criou e implementou o programa Cidade Limpa, eliminando milhares de out-doors, grandes placas e cartazes, livrando a cidade da poluição visual. O programa ganhou prêmio e referências internacionais, serviu de base para projetos semelhantes no Brasil, como no Rio de Janeiro. Com determinação, enfrentou o problema do trânsito, implementando o rodízio de caminhões que contribuíam para congestionar as ruas da cidade. Com firmeza, embargou mais de 200 postos que vendiam combustível adulterado. Fechou mais de cem estabelecimentos comerciais irregulares nos Jardins e em toda a cidade, mais uma vez enfrentando interesses de poderosos. Agiu com rigor, fechando bingos e caça-níqueis. A ordem de Kassab: não relaxar, agir com presteza, e fazer cumprir as leis e posturas municipais.

Em pouco tempo, revelou-se um administrador competente e dedicado, sempre presente e tendo como prioridades a Saúde, a Educação, o Transporte, as políticas sociais. Sem arrogância, sem vacilações e sem estrelismo. Teve equilíbrio e humildade para terminar e continuar obras de gestões anteriores.

Sempre junto do povo, sentindo suas necessidades e cumprindo seu programa de governo, Kassab colocou São Paulo no rumo certo. E está preparado para continuar inovando, e melhorar ainda mais a vida das pessoas que mais precisam, com reurbanização de favelas, mais creches, mais escolas, mais hospitais, e aperfeiçoamento dos serviços públicos municipais.

Kassab imprimiu seriedade e eficiência à administração municipal, em todos os aspectos: no trato do dinheiro público, nas políticas de governo, no aperfeiçoamento dos serviços, na defesa da lei, no respeito ao cidadão, na prioridade ao social. Sem gastança, sem promessas mirabolantes e sem demagogia. Sempre ouvindo os paulistanos, sempre trabalhando em equipe, respeitando as parcerias, defendendo os interesses da cidade junto aos governos do Estado e União.

A cidade de São Paulo sabe que não pode voltar atrás.

São Paulo não pode falir de novo. Não pode, de novo, ter a saúde destroçada. Não pode brincar de plantar coqueiro. Não pode, de novo, paralisar obras e, de novo, dar calote em fornecedores.

São Paulo tem de seguir em frente. E Kassab está pronto para o desafio de mais 4 anos. Sempre com coragem, seriedade e muito trabalho.”

São Paulo terá de se mobilizar pelo Cultura Artística

A recuperação do Teatro Cultura Artística, incendiado na madrugada de domingo, será um desafio à cidade de São Paulo. Pronto para dar início a organização do centenário que ocorrerá dentro de quatro anos, a direção da casa terá de rever o plano de ampliação e reforma que estava previsto. Um grupo de trabalho com pessoas ligadas ao poder público e comunidade paulistana deve ser formado com a intenção de mobilizar a sociedade e levantar dinheiro para a recuperação do local.

A entidade, fundada em 1912, tem aproximadamente 2 mil assinantes. São espectadores que pagam anuidades que variam entre R$ 700 e R$ 1,5 mil para ter o direito de acompanhar toda a temporada de concertos. O prédio, construído entre 1947-50 e projetado pelo arquiteto paulista Rino Levi, é tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual. O teatro fica na rua Nestor Pestana, no bairro da Consolação.

O painel do artista Di Cavalcanti de 48 metros de largura por oito de altura, que fica na fachada do teatro, não foi afetado. Para se ter idéia do tamanho das perdas provocadas pelo fogo, no entanto, será preciso uma avaliação mais cuidadosa da Sociedade de Cultura Artística.

No domingo durante o dia já era possível encontrar imagens do incêndio do Teatro Cultura Artística distribuídas pelo You Tube.

A Sociedade está atendendo ao público pelo telefone 011 3253-4229.