De bastidor: Gregório não vai votar


Correligionários estão sempre atrás de Maluf

Paulo Maluf quer o voto do meu filho daqui quatro anos. Está gravado. É só ouvir a entrevista logo abaixo. Não sei se ele pretende estar na disputa como prefeito, porque não vai levar mais uma vez; se imagina que estará concorrendo à reeleição, porque desta vez ele leva. Seja qual for a pretensão, certo é que o voto do meu filho ele não vai levar. E não é apenas porque não terá idade suficiente.

Gregório não gostou nada daquela história de cobrir o Tietê com uma laje e pediu para que o pai cobrasse do candidato na primeira oportunidade. Cobrei. A resposta veio acompanhada de um sorriso e uma falsa auto-crítica: “eu às vezes tenho dificuldade para me comunicar com as pessoas”. Sacou do meio dos papéis duas folhas nas quais havia desenhos e algumas explicações sobre o que considera o projeto definitivo para os congestionamentos em São Paulo.

No rascunho, o Tietê sobrevive em meio a duas novas marginais construídas entre as atuais, pistas rebaixadas e novas pontes. Tem até pessoas passeando em uma espécie de boulevard. Não há nenhuma previsão de custos, estudo de impacto ambiental e reflexo no trânsito. Imagino que a arte seja parecida com a que o candidato apresentava quando imaginou a construção do Minhocão. Sim, o Minhocão foi Maluf quem fez.

Aliás, Maluf fez um monte de coisa na cidade como ele próprio faz questão de repetir. Fez outras, também, sobre as quais não fala, mas quanto a estas sugiro visita ao site da ONG Transparência Brasil.

Gregório também não votaria nele porque aprendeu na escola a importância da coleta seletiva. E apesar de o candidato ter tentado assumir a paternidade do projeto durante a entrevista, logo foi obrigado a admitir que cancelou o programa que havia sido implantado no governo de Luiza Erundina. Sete anos depois de tomar a decisão e segundos após ter sua informação negada por este apresentador que na época era repórter de rua e cobriu o anúncio do encerramento da coleta, o candidato já tinha uma desculpa: “Coleta seletiva tem que ser voluntária”.

Mas Maluf não precisa se preocupar com o que Gregório pensa ou deixa de pensar em relação a ele. Tem seu próprio eleitor. Gente que acredita nas histórias contadas anos a fio, sejam ou não reais. Um povo que o admira mesmo que os defeitos sejam evidentes. Bate palma para qualquer fala por mais absurda que possa parecer. Que o acompanha, como fizeram durante a entrevista à CBN. Dentro e fora do estúdio, muitos compareceram. Tinha eleitor e candidato. Havia, também, jornalistas que gravavam os trejeitos malufianos.

De acordo com conversa que teve com o colega Heródoto Barbeiro, antes de ir ao ar, aposta que o número de apoiadores vai aumentar assim que a propaganda eleitoral se iniciar, dia 19. Está convicto de que chega no segundo turno desta eleição, mesmo sabendo que a cada ano que passa tem aparecido muito mais pessoas pensando como o Gregório.


Rascunhos do Lajotão no rio Tietê


Perguntômetro

Broncas, elogios e perguntas foram enviadas ao CBN SP antes, durante e depois da entrevista com Maluf. Na caixa de correio caíram 39, no blog 23, no Twitter, 12.

Para ouvir a entrevista, clique no arquivo a seguir:

Vereadores se beneficiam de imagem ruim

Difícil entender o título do post acima? Não, se você ouvir a entrevista com Francisco Whitaker, da Comissão Brasileira de Justiça e Paz. Ele analisou o resultado da pesquisa de opinião contratada pela Associação dos Magistrados Brasileiros que mostra, entre outros fatores, que para a maioria da população o papel do vereador é ajudar a pagar funeral e atendimento médico.

Se você quiser saber melhor a opinião do eleitor clique aqui e você terá todos os resultados da pesquisa da AMB. Para ouvir a análise de Francisco Whitaker vão no link abaixo:

Kassab recua e tira pedágio urbano de proposta

Seis meses de discussão e no dia em que a Política Municipal de Mudança Climática é entregue na Câmara dos Vereadores , o prefeito Gilberto Kassab (DEM) leva um susto e manda tirar o plano das mãos dos vereadores. O motivo: o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge havia vencido o debate e manteve na proposta a implantação do pedágio urbano.

Falar em pedágio urbano em ano eleitoral não agrada ao prefeito-candidato. O líder dele na Câmara, vereador José Police Neto (PSDB), disse que não há nenhuma relação entre o recuo do prefeito e suas promessas eleitorais.

Ouça a entrevista e deixe sua opinião:

Dê sua opinião sobre a entrevista com Paulo Maluf (PP)

Dê sua opinião sobre a entrevista com Paulo Maluf (PP)


Veja outras fotos no nosso álbum no Flickr

O candidato à prefeitura de São Paulo Paulo Maluf, do PP, conversou com os ouvintes da CBN, apresentou seu projeto “renovador” (palavras dele) de usar uma lage sobre o Rio Tietê.
Deixe seu comentário sobre a entrevista. Se não ouviu daqui a pouco coloco o link à sua disposição.

A fuga das galinhas II: Você é um bom vendedor ?

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Ser ou estar vendedor, vender ou estar vendido foram temas que provocaram interessante debate no artigo publicado nessa quarta-feira pelo Carlos Magno Gibrail aqui no blog. Se quiser confirmar o que estou dizendo basta correr esta página para baixo e abrir o espaço destinado aos comentários dos ouvintes-internautas. Muita gente boa se dispôs a opinar sobre o tema, o que já vem se tornando praxe toda vez que publico a coluna do Carlos.

O texto que você vai ler a seguir foi extraído por ele da internet para ilustrar o artigo apresentado ontem. Leia, divirta-se, reflita e opine:

Um garotão inteligente, vindo da roça, candidatou-se a um emprego numa grande loja de departamentos da cidade. Na verdade, era a maior loja de departamentos do mundo, tudo podia ser comprado ali.

O gerente perguntou ao rapaz:

– Você já trabalhou alguma vez?

– Sim, eu fazia negócios na roça.

O gerente gostou do jeitão simples do moço e disse: Pode começar amanhã, no fim da tarde venho ver como se saiu.
O dia foi longo e árduo para o rapaz.

Às 17h30 o gerente se acercou do novo empregado para verificar sua produtividade e perguntou:

– Quantas vendas você fez hoje?

– Uma!

– Só uma? A maioria dos meus vendedores faz de 30 a 40 vendas por dia.

– De quanto foi a sua venda?

– Dois milhões e meio de reais.

– Como conseguiu isso?

– Bem, o cliente entrou na loja e eu lhe vendi um anzol pequeno, depois um anzol médio e finalmente um anzol bem grande.
Depois vendi uma linha fina de pescar, uma de resistência média e uma bem grossa. Para pescaria pesada, sabe. Perguntei onde ele ia pescar e ele me disse que ia fazer pesca oceânica. Eu sugeri que talvez fosse precisar de um barco, então o acompanhei até a seção de náutica e lhe vendi uma lancha importada, de primeira linha.
Aí eu disse a ele que talvez um carro pequeno não fosse capaz de puxar a lancha e o levei à seção de carros e lhe vendi uma caminhonete com tração nas quatro rodas.

Perplexo, o gerente perguntou:

-Você vendeu tudo isso a um cliente que veio aqui para comprar um pequeno anzol?

-Não senhor. Ele entrou aqui para comprar um pacote de absorventes para a mulher, e eu disse:

– ‘já que o seu fim de semana está perdido, por que o senhor não vai pescar?’…

Paulo Maluf é o candidato desta quinta-feira

Ex-prefeito, ex-governador, deputado federal e candidato à prefeitura de São Paulo nas duas últimas eleições municipais, Paulo Maluf (PP) tenta mais uma vez voltar ao comando da cidade. Ele será o entrevistado desta quinta-feira, no CBN SP, que ouve todos os concorrentes à prefeitura da capital paulista.

Maluf é o nono candidato a passar pelo programa desde a semana passada. A entrevista se inicia às 11 e cinco da manhã. Você pode fazer perguntas aqui mesmo no blog, no e-mail milton@cbn.com.br e pelo Twitter.

A candidata a vice de Paulo Maluf é a deputada federal Aline Correa.

Leia o currículo oficial do candidato do PP:

Presidente da Caixa Econômica Federal, duas vezes prefeito de São Paulo, secretário estadual dos Transportes, governador do Estado de São Paulo e o deputado federal mais votado da história do País. Esta é a trajetória política de Paulo Maluf, ao longo de 41 anos de vida pública.

Filho do imigrante libanês Salim Farah Maluf e de Maria Estéfano Maluf, Paulo Maluf nasceu em São Paulo no dia 3 de setembro de 1931. Casado há 51 anos com Sylvia Lutfalla Maluf, tem quatro filhos e 13 netos.

Engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo em 1954, Paulo Maluf assumiu o primeiro cargo público, a presidência da Caixa Econômica Federal, aos 36 anos, em 1967. Até então, dedicava-se às atividades empresariais da família.

Deixou o cargo em abril de 1969 para comandar a Prefeitura de São Paulo, então com 6 milhões de habitantes. Sua administração preparou a cidade para a explosão demográfica e urbana que tinha início e que acelerou na década de 70.

Essa gestão foi responsável por dezenas de vias expressas elevadas, 60 viadutos e as avenidas marginais dos rios Pinheiros e Tietê, por onde trafegam atualmente mais de 700 mil veículos/dia. Essas obras evitaram o caos no trânsito da cidade, que, na época, possuia uma frota de apenas 500 mil veículos. Hoje são mais de 5 milhões (um automóvel para cada dois habitantes).

Em 1971, Maluf deixou a Prefeitura de São Paulo e assumiu o cargo de Secretário dos Transportes do Estado, que exerceu por quatro anos. Ao deixar a secretaria, foi eleito presidente da Associação Comercial de São Paulo, da qual se licenciou em 1978 para disputar a convenção partidária que escolheria o futuro governador do Estado. Nessa convenção histórica, derrotou o então candidato do governo federal e foi o único governador eleito sem o apoio do regime militar da época.

Em 1982, disputou uma vaga na Câmara Federal e foi eleito com 672.729 votos, a maior votação para deputado federal registrada na história política nacional. Exerceu o cargo até 1986. Nas eleições de 92 foi eleito prefeito da capital, com 53% dos votos, transformando a cidade em um canteiro de obras para recuperar o tempo perdido na administração anterior, que paralisou grandes projetos estruturais, ignorando o contínuo crescimento da cidade.

Deixou a prefeitura de São Paulo em 1º de janeiro de 1997, com mais de 90% de aprovação, sendo considerado segundo pesquisa do Datafolha, o melhor prefeito de Sâo Paulo nos ultimos 17 anos.

De bastidor: Sem formalidade

Um calhamaço de papéis nas mãos, mochila pendurada nas costas. Soninha chega no estúdio acompanhada por dois assessores. Um, além do capacete que denuncia o uso da moto, está com a máquina de fotografia digital. O outro, tem uma câmera de vídeo. O cumprimento dela já vem acompanhado de uma provocação: “Você como líder está que ninguém te agüenta ?”. E dois beijos. Sem formalidade.

Conheço Soninha há bastante tempo. Não de bar e bate-papo. De redação. Foi na da Rede Tv!, época em que narrei futebol (sim, já fiz isto). Juca Kfouri, colega dela na Folha, foi quem me apresentou. Já havia lido e ouvido aquela moça que se metia a dar palpite em futebol, coisa de homem. Miúda e de fala rápida conquistava a confiança nos primeiros minutos de jogo.

Depois foram entrevistas no CBN SP. Encontros casuais em eventos. Troca de informações. Até se candidatar a vereadora. O cargo serviu apenas para mudar o tema da conversa. Do futebol – do meu Grêmio e do Palmeiras dela – migramos para as coisas da cidade. Idéias que levou para a Câmara, divergências políticas, discussões de bastidor. Sem formalidade.

Como candidata à prefeita parece manter o mesmo jeito apesar do comentário em tom de preocupação, antes de se iniciar a entrevista, de que nesta quarta o TRE decidiria o destino do mandato dela (role para baixo e você verá no que deu esta história). E prá que tanto papel ? “Imagina se levam a moto com tudo isso dentro do baú !”.

Assim que a bola começou a rolar, entrei no tema que a diferencia dos demais candidatos: pedágio urbano. Até hoje o placar era completamente desfavorável a idéia: 7 candidatos contra, nenhum a favor. Soninha apóia a idéia e justifica com a habilidade de quem explica porque é melhor jogar no ofensivo 4-3-3 quando o restante prefere o 3-5-2.

A fala dela é rápida, não chega a velocidade do narrador esportivo mas o suficiente para provocar mensagem de um ouvinte-internauta: “eu e minha mulher concordamos que ela corre muito”. Reproduzi o e-mail para ela no fim da entrevista, fora do ar, e Soninha concordou com a crítica. “É vontade de dizer tudo de uma vez só”, responde.

Logo que se levanta, faz um pedido: “Continuem pegando no pé da gente”. Um recado para que a imprensa não deixe de cobrir as coisas que acontecem na Câmara. Diz que enquanto estamos lá, as coisas mudam. “Você não tem idéia o que eles dizem de vocês”. E ela disse, sem formalidade.

Perguntômetro

Foram 34 perguntas e comentários na caixa de correio, 10 pelo Twitter e 9 no blog.

Ouça aqui a entrevista da candidata Sônia Francine, do PPS:

Vereadores do PT usam carro oficial para defender PT


Imagem do blog do PPS/SP

Dois carros oficiais da Câmara Municipal de São Paulo passaram a tarde estacionados diante da sede da 2a Zona Eleitoral, em Pinheiros. Era dos vereadores do PT que prestavam depoimento no caso em que o partido pede a devolução do mandato da vereadora Sônia Francine, atualmente no PPS.

Estiveram lá José Américo, João Antonio e Francisco Chagas. O uso dos carros oficiais deveria ocorrer apenas quando o vereador estiver no exercício de sua função. Américo compareceu como presidente municipal do partido e os demais no papel de testemunha da ação por infidelidade partidária movida pelo PT.

Após quatro horas de sessão, a decisão final do caso foi adiada. Um relatório será encaminhado pelo juiz da 2a zona eleitoral ao Tribunal Regional Eleitoral. Não há previsão de quando o TRE tomará a decisão sobre o destino do mandato de Soninha.

Soninha pode perder mandato

Logo mais à tarde, o Tribunal Regional Eleitoral decide o futuro do mandato da vereadora Sônia Francine. Ela responde por infidelidade partidária pois se elegeu pelo PT e se mudou para o PSS, após discordar de procedimento dos partido. Seja qual for a decisão do TRE não haverá nenhum prejuízo a candidatura dela à prefeitura de São Paulo.

Soninha disse, após entrevista no CBN SP, que é impossível saber o que o TRE decidirá. No caso do vereador Milton Leite que também trocou de partido, o TRE aceitou as justificativas e manteve o mandato dele.

Construtora quer fazer “paredão” em volta de parque

Moradores e frequentadores do Parque Vila Guilherme-Trote, na zona norte, reclamam da construção de 34 prédios com 19 andares programada pela Cyrella. A área que será ocupada para moradia tem a mesma extenção do Parque: 170 mil m². De acordo com o representante da associação de moradores Antônio Roberto Freire disse que se for autorizada a obra vai se transformar em uma espécie de “paredão” no entorno do parque.

No sábado, às quatro da tarde, a entidade promove um abraço ao Parque Vila Guilherme-Trote para mostrar a importância do local e o risco que este corre com o projeto imobiliário.

Ouça a entrevista no CBN SP

Agora o outro lado (publicado em 14/08)

“À rádio CBN

A/C Fabiana Boa Sorte

Em resposta a entrevista com o senhor Antônio Roberto Freire, representante da Associação de Moradores da Vila Guilherme, a Cyrela Brazil Realty e a Vivenda Nobre esclarecem que a implantação do projeto mencionado está em fase de estudos com o CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da cidade de São Paulo).

Com relação ao terreno em questão, as empresas informam que tem sempre a preocupação e cuidado com as questões ambientais, com a segurança e a qualidade de todos os produtos que incorporam e comercializam.

Ainda tem a acrescentar que seus lançamentos sempre cumprem as normativas legais e todas as aprovações necessárias nos órgãos municipais e estaduais.

Atenciosamente,

Cyrela Brazil Realty e Vivenda Nobre”

Até agora a prefeitura de São Paulo não falou sobre o assunto.