De bastidor: Pose para a TV e com o azul do Grêmio


Era para garantir presença no jornal da noite. Clique na foto e veja outras imagens

Um só assessor, muitos jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas. Assim, e vestindo uma camisa azul, o ex-governador Geraldo Alckmin chegou a sede da rádio CBN, nesta manhã, após ter percorrido o trajeto da Vila Mariana à Santa Cecília de metrô. Antes havia deixado a casa dele no Morumbi de carro. Alckmin, assim como outros tantos candidatos, espera a campanha eleitoral para usar transporte público.

Chegou e foi para uma sala de reuniões da rádio para esperar o início da entrevista. Os repórteres entraram antes no estúdio, fizeram um paredão voltando as lentes para a mesa de entrevista. Microfones, computadores e eu, éramos apenas coadjuvantes no olhar dos colegas. Por trás da barreira, de repente, aparece o candidato. Sorriso no rosto, papéis embaixo do braço, logo estende a mão com o discurso bem preparado: “O seu Grêmio vai bem”, disse. Será este o motivo da camisa azul ? Para ganhar o entrevistador ? Dizem os repórteres que acompanham a entrevista que ele gosta da cor.

Da conversa que foi ao ar, prefiro ouvir a sua avaliação. Falamos de plano de governo – que ainda não está pronto -, transporte, saúde, desigualdade social, orçamento, muito pouco de educação e nada de meio ambiente (a culpa foi minha, pois estiquei de mais outros temas e deixe os dois últimos para trás). Caso esteja interessado, ouça no link abaixo.

Durante a entrevista, o ex-governador usou pouco os papéis sobre a mesa, apesar de neles ser possível identificar alguns dados, principalmente da área de saúde. Assim que se encerrou, juntou todos e os colocou embaixo do braço novamente. Os repórteres foram para o corredor para gravar entrevista. Só saberei o que os interessou na cobertura de logo mais à noite ou dos jornais na quarta-feira.

Antes de se despedir, voltou a perguntar pelo Grêmio. E, em seguida, pelo Heródoto Barbeiro. Soube que ele não estava, pediu um papel em branco e escreveu: “Meu abraço ao ‘defensor perpétuo’ da Serra do Tapeti”. Quando já havia colocado o pé fora do estúdio, voltou rapidamente e se sentou na cadeira em que havia participado da entrevista. “É para ela gravar a passagem para o jornal”, me explicou enquanto fazia pose para a televisão.

Novamente se preparou para sair e foi abordado pelo nosso Paschoal Junior:

Governador, será que o seu Santos vai substituir o Corinthians no ano que vem ?

Espero que não, espero que não !

Fim da entrevista, Alckmin voltou às atividades de carro. Já havia feito campanha no metrô.

Perguntômetro

Foram 68 perguntas pelo e-mail, 21 pelo Twitter e 16 comentários no blog, antes e durante a entrevista. Poucas foram ao ar, mas a regra é clara: abordamos o tema que a maioria demonstra interesse. Obrigado pela participação.

Quatro horas fora do ar …

sem luz nem internet e com os dois telefones celulares sem bateria. Fui pego totalmente desprevenido apesar de a pancada de chuva que apareceu no meio da tarde, ganhando destaque no noticiário de TV da noite, já ter sido prevista de manhã pela Patrícia Madeira.

Na próxima vez que encerrar o CBN SP e a previsão for de chuva não posso esquecer de completar a frase “a nossa conversa continua na internet” com um “se São Paulo suportar o temporal”.

Geraldo Alckmin é o entrevistado do CBN SP

Ex-governador de São Paulo e um dos nomes mais cotados para assumir a prefeitura, Geraldo Alckmin (PSDB) será o segundo entrevistado da série organizada pelo CBN SP, que começa logo após o Repórter CBN das 11 da manhã. Serão 25 minutos de conversa com a participação de ouvintes-internautas. Para quem pretende mais informações sobre o candidato tucano minha sugestão é que acesse sites como o Às Claras, no qual se tem dados dos doadores de campanhas passadas, ou Congresso Em Foco, onde é possível avaliar os bens declarados por Alckmin.

O candidato a vice na chapa de Geraldo Alckmin é o deputado estadual Campos Machado (PTB). Para saber mais sobre ele, sugiro que você acesse o site Excelências que informa como os parlamentares gastam as verbas indenizatórias que recebem no legislativo, entre outros dados importantes.

Abaixo você pode ler o perfil do candidato Geraldo Alckmin reproduzido do site da campanha do PSDB à prefeitura de São Paulo:

Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (Pindamonhangaba, 7 de novembro de 1952) é um médico e político brasileiro. Foi vice-governador (entre 1995 e 2001) e governador de São Paulo (entre 2001 e 2006) e foi candidato à presidência da República em 2006 pelo PSDB.

É casado com Maria Lúcia Ribeiro Alckmin e tem três filhos. É formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté, com especialização em anestesiologia, no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo.

Iniciou a vida pública elegendo-se vereador no município paulista de Pindamonhangaba em 1972. Foi escolhido Presidente da Câmara Municipal. Alguns anos mais tarde, em 1976 foi eleito Prefeito de Pindamonhangaba, exercendo o mandato de 6 anos. Foi também Deputado Estadual, Deputado Federal e Vice-Governador de Mário Covas em 1994. Como Vice-Governador chefiou o PED – Programa Estadual de Desestatização.

Entre 1991 e 1994, foi eleito e reeleito Presidente Estadual do PSDB no estado de São Paulo.

Ainda no seu mandato de Deputado Federal, Geraldo Alckmin foi autor do projeto que se transformou na Lei 8078/90, o Código de Defesa do Consumidor. Foi relator, na Câmara dos Deputados, no projeto que se converteu na Lei de Benefícios da Previdência Social. Também foi autor de um dos projetos que se converteram na Lei Orgânica da Assistência Social – Loas, relator da Lei Orgânica da Saúde e relator do projeto de lei que facilita e disciplina a doação de órgãos para transplantes.

Assumiu o governo de São Paulo em 2001 com o falecimento do Governador Mário Covas. Foi reeleito em 2002 com mais de 12 milhões de votos.

Nas eleições de 2006, como candidato a presidência da República, Alckmin obteve quase 40% dos votos no segundo turno.

Em 2007, Alckmin passou o primeiro semestre na Universidade de Harvard nos Estados Unidos, onde foi fellow do Institute Weatherhead Center estudando política internacional e políticas públicas. Fez ainda na Kennedy School o curso Leading Cities de gestão pública municipal.

É Professor Universitário, nas áreas de Saúde e Administração Pública .

Você tem três maneiras de enviar sua pergunta: deixe no espaço reservado aos comentários logo abaixo, envie para milton@cbn.com.br ou dispare pelo Twitter

De campana: calçada vira descarte de lâmpadas poluentes

As calçadas da Santa Casa de Misericórdia, no centro de São Paulo, estão sendo usadas para descarte de lâmpadas fluorescentes, consideradas tóxicas pelo tipo de substância que contêm, a mais conhecida delas o mercúrio. A assistente de produção do CBN SP Fernanda Campagnucci notou a presença de mais de 15 lâmpadas quebradas que estavam jogadas no local desde a noite de domingo.

Ao retornar ao local no início da tarde desta segunda-feira, as lâmpadas haviam sido retiradas. No entanto, mais uma quantidade delas voltou a ser jogada por ali. antes do anoitecer. Fernanda ressalta que o descarte deste material jamais poderia ser feito daquele maneira e a chuva agravaria os efeitos do mercúrio.

Todo o relato está acompanhado por fotografias que você pode acessar, também, no álbum do CBN SP, no Flickr, clicando aqui. As imagens foram feias nas ruas Veridiana, Marquês de Itu e Cesário Mota Jr.

Conforme entrevistas realizadas pelo Jornal da CBN no início do mês passado, a regulamentação para a reciclagem de lâmpadas fluorescentes no país ainda não está concluída.

TRE ou prefeitura: quem manda nessa coisa ?

?

É a pergunta que candidatos, assessores de candidatos e eleitores (leia-se cidadãos) fazem, neste momento, na cidade de São Paulo.

De acordo com informações do colega de CBN Fernando Andrade, depois de sair da entrevista para o CBN SP, Ivan Valente (PSOL) foi fazer campanha entre a avenida São João e São Bento, no centro. Por volta da uma da tarde, os militantes foram abordados por agentes da Guarda Civil Metropolitana que ameaçaram apreender o material de campanha com base na Lei Cidade Limpa. A confusão se formou e a Polícia Militar foi convocada. Os PMs disseram que não iriam retirar o material dos militantes.

Pela manhã, um ouvinte-internauta havia questionado por e-mail o fato de integrantes do PSOL estarem distribuindo panfletos em uma estação de metrô: “Não é proibido ?”

Depende. Depende do quê ? De quem responder.

A prefeitura, através da Emurb, diz que a Lei Cidade Limpa proíbe esta manifestação e o artigo que fazia exceção ao período eleitoral foi derrubado pela Câmara Municipal neste ano.

O TRE afirma que não há nenhum impedimento. A manifestação seja com panfletos seja com bandeiras está liberada.

Prefeitura e TRE colaborariam muito com a ordem pública se decidissem se reunir, um dia que fosse, tirassem todas estas dúvidas, entrassem em acordo e anunciassem as regras de maneira clara, única forma de se acabar com este constrangimento.

Linha cruzada e a prioridade do senador

Assim que retornou ao trabalho, nessa segunda-feira, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) foi marcar presença no plenário. Logo que subiu à tribuna para dar início a seu discurso tocou o telefone celular dele. As câmeras que reproduziam a imagem pela TV Senado para todo o Brasil não constrangeram o senador tucano que atendeu ao chamado e por alguns minutos conversou com seu interlocutor, enquanto o presidente, secretários, colegas de casa, e funcionários do Senado aguardaram pacientemente o bate-papo.

Encerrada a conversa, o senador Eduardo Azeredo pediu desculpas aos presentes e, por tabela, aos telespectadores da TV Senado. E justificou: não poderia deixar de atender a ligação pois tratava de problemas referentes ao clube dele em Minas Gerais. Resolvida a questão prioritária, o senador deu início ao pronunciamento que a esta altura do campeonato havia ficado em segundo plano.

O time do senador até onde consegui informações é o América de Minas Gerais. Caso esteja enganado não se acanhe em me corrigir.

A história foi enviada ao Blog do Milton Jung pelo ouvinte-internauta Armando Italo

CBN SP informa: entra PCB, sai PCO

A candidata Anaí Caproni, do PCO, ainda não teve a candidatura confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral e, portanto, não participa da série de entrevistas promovidas pelo CBN São Paulo, por enquanto. Assim, para que o dia seis de agosto, quarta-feira, que estava reservado para a candidata da Causa Operária, não ficasse vago, a CBN consultou o candidato do PCB Edmílson Costa que aceitou participar da entrevista nesta data em vez do dia 15 de agosto, sexta-feira, conforme previsto inicialmente.

No acordo fechado com os partidos, em reunião realizada na CBN, haveria a permissão para mudanças nas datas dos candidatos devido a compromissos de campanha ou outros imprevistos, desde que os envolvidos diretamente na troca não fizessem objeção.

Do bastidor: De metrô para não atrasar


Ivan Valente atende senador paulista para falar do Renda Mínima

“O candidato vem de metrô” foi o recado que recebi da produtora Fabiana Boa Sorte por volta das 10 e meia da manhã. Ela acabara de falar por telefone com um dos assessores do deputado federal pelo PSOL, Ivan Valente, primeiro entrevistado da série organizada pela CBN. Ele chegou quando faltavam cinco para as 11. Cumprimentou quem encontrou pelo caminho e explicou: “saí de casa de carro e desisti no meio do caminho, peguei o metrô”.

Cobrado porque a primeira opção dele foi o carro, explicou, durante a entrevista, que precisava dar carona para o único assessor que lhe acompanhou no estúdio. No entanto, havia muito trânsito em um dos corredores de tráfego da cidade entre a Vila Mariana e o centro da capital – a 23 de Maio – e ficou com medo de se atrasar. Ressaltou, porém, que o metrô e o ônibus são dois transportes que costuma usar muito, mesmo em campanha.

Com alguns poucos papéis na mão, e o caderno de propostas do Movimento Nossa São Paulo entre eles, Ivan Valente respondeu a perguntas sobre trânsito, saúde, educação, meio ambiente e orçamento. A análise para o desempenho dele deixo para os ouvintes-internautas que acompanharam a conversa de 25 minutos.

Logo após a entrevista, o telefone tocou no estúdio. Era o senador Eduardo Suplicy do PT, ex-colega de partido, querendo conversar com ele sobre o Programa Renda Mínima, objeto de desejo do petista. Ivan atendeu-o e da conversa ouviu-se apenas a brincadeira feita em voz alta pelo candidato: “Deveria ter entrado no ar, eu teria a chance de perguntar-lhe se você apóia a mim ou a Marta Suplicy”. Seguiu-se uma gargalhada.

Perguntômetro

No e-mail, chegaram 20 perguntas para o candidato. No Twitter, cinco. Aqui no blog, menos ainda. Ivan Valente aparece nas pesquisas eleitorais em sexto lugar com algo próximo de 1% das intenções de voto.