“Aluno precisa saber ler para entender Platão”

O ensino da filosofia passa a ser obrigatória na escola pública, medida que não agrada a ex-secretária de Educação de São Paulo Rose Neubauer, entrevistada pelo CBN SP. Para ela, faltam professores capacitados para a matéria que deveria ser optativa.

Rose comentou que se o estudante não for bem preparado na língua portuguesa, por exemplo, terá dificuldade para interpretar um texto de Platão.

Ouça a entrevista da professora e ex-secretária Rose Neubauer:

Ambiente Urbano: Faça a pergunta certa

Por Osvaldo Stella

Na semana passada, foi realizada a sexagésima reunião anual da SBPC, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. O evento contou com a presença de vários ministros do governo, senadores, ONGs e dos mais renomados cientistas do Brasil.

Dentro do tema central “Energia, ambiente e tecnologia”, várias discusses foram relativas as grandes metrópoles.

Uma questão muito importante foi levantada pelo demógrafo George Martine durante o simpósio “Crescimento urbano, populacional e meio ambiente no século 21”. O sociólogo e demógrafo canadense é o autor do relatório ”Situação da população mundial 2007”, divulgado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no ano passado.

A cada semana, 1,2 milhão de pessoas se mudam do campo para a cidade. Esse processo é particularmente comum na Ásia e na África, mas o modo como tem ocorrido tem aspectos negativos que deveriam ser evitados no Brasil. Segundo Martine, a ação dos administradores públicos tem agravado o problema. Atitudes como combater a migração e negar serviços urbanos aos mais pobres geram prejuízos sociais, financeiros e ambientais.

Esses efeitos são preocupantes, uma vez que a escala dessa migração deve ser a maior de toda a história. “Espera-se que a população urbana mundial passe dos atuais 3,3 bilhões para 5 bilhões em 2030”, alertou, ressaltando que o fenômeno será sentido especialmente nos países mais pobres.

O Brasil já tem alto grau de urbanização, com 80% da população em cidades, mas Martine aponta que o país ainda tem muito a aprender sobre crescimento e planejamento urbano. Para ele, ainda é preciso derrubar alguns mitos, como o da separação entre “rural e urbano” e o de que a urbanização degrada o meio ambiente.

Os conceitos registrados no Tratado das Questões Urbanas, assinado na Eco 92, foram um alerta para dizer que as questões urbanas, rurais e ambientais devem ser tratadas como uma coisa só”, pontuou.

A invasão de áreas de proteção ambiental por favelas, por exemplo, está diretamente ligada à falta de atenção à população mais pobre. Na seqüência, a dificuldade que essas pessoas acabam tendo de acesso aos serviços urbanos como saúde, segurança, educação e até ao emprego só contribuem para aprofundar os problemas da cidade.

Ao ser questionado sobre o problema do trânsito nas grandes cidades, Martine citou o exemplo de Bogotá, capital da Colômbia. “Há quinze anos as ruas da cidade eram completamente paradas por causa do trânsito caótico”, contou.

Uma construtora japonesa apresentou então uma solução no valor de US$ 90 bilhões que consistia na construção de túneis e viadutos. Com um terço desse valor a prefeitura da capital preferiu um plano alternativo. Construiu ciclovias, copiou parte do modelo de transporte público de Curitiba (PR) e dificultou o acesso dos automóveis.

Com isso, a capital colombiana ganhou um trânsito que, coisa rara entre as metrópoles do continente, é melhor hoje do que era há quinze anos. “É preciso se perguntar para quem serão feitas as mudanças. Fazer viadutos privilegiará somente os donos de automóveis e continuará a deixar a maior parte da população à pé”, disparou Martine.

Ainda bem que se trata de um pesquisador canadense e que essas coisas não acontecem por aqui.

Osvaldo Stella é comentarista do quadro Ambiente Urbano que vai ao ar, no CBN SP, toda segunda-feira, logo após às 11 da manhã. Ou quando o telefone celular dele funciona. Ouça outros comentários clicando aqui.

Canto da Cátia: Acidente na Dutra

Uma carreta tombou por volta das quatro horas da manhã na Avenida Salim Farah Maluf, na Zona Leste, e complicou a vida do paulistano que chega a cidade pela Via Dutra. Eram 10 da manhã e o caminhão estava por lá. A Cátia Toffoletto registrou do celular o local do acidente. A transportadora, consta, será multada pelo transtorno.

Foto-ouvinte: Cadê a praça que estava aqui ?

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A praça que-nem-nome-tem foi prometida aos moradores da rua Gaspar Gutierres, no bairro de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. A prefeitura chegou a iniciar obras, mas parece ter se esquecido de voltar ao local.

De acordo com o ouvinte-internauta Jandui Alve dos Santos, ratos, esgoto entupido, acúmulo de lixo ocupam o cenário que seria explorado pelas crianças da região. “Esta praça é grande e daria para construir quadras para as nossas crianças e pistas para os idosos caminhar”, afirma Jandui que gostaria mesmo é que esta mensagem chegasse às mãos do secretario municipal das Subprefeituras Andréa Matarazzo.

Que assim seja, Jandui.

Kassab ganha primeira de Alckmin na justiça

A tal campanha limpa, sem retaliação, prometida entre os ex-parceiros de governo municipal não durou muito tempo. O DEM, de Kassab, foi ao TRE, e pediu para que a justiça proibisse o PSDB, de Alckmin, de divulgar vídeos do You Tube, na página do candidato tucano.

O juiz da 1a. Zona Eleitoral de São Paulo, Marco Antonio Vargas, acolheu parcialmente a reclamação. Segundo Vargas, “a página do candidato não pode ser relacionada com outros sites gratuitos, como forma de extensão da propaganda eleitoral”.

Dossiê HB: Pantufa high-tech

Texto de reportagem publicada em portal de internet encontrado sobre a escrivaninha do QG da Quadrilha da Pantufa prova que o grupo está atendo aos avanços tecnológicos. Consta no artigo que os japoneses lançaram um par de pantufas que, com o auxílio da porta USB do computador, vai manter seus pés bem quentinhos para enfrentar aquelas madrugadas frias de trabalho com o micro.

Apesar de não ser possível passear com elas na redação, as pantufas high-tech deixariam os pés do mestre HB aquecidos durante a apresentação do Jornal da CBN.

Nossa SP: Acabou o blá-blá-blá

Não tem mais desculpa. A partir de agora, todos os candidatos a prefeitura de São Paulo tem em mãos um elenco de 1.500 sugestões feitas pela sociedade. E se alguém acha que é muita coisa, o trabalho foi facilitado pelo Movimento Nossa São Paulo: dez delas foram destacadas para que sejam acompanhadas durante a campanha eleitoral e, principalmente, durante a gestão municipal.

Logo cedo, no Jornal da CBN, o coordenador do Movimento, Oded Grajew, havia informado que apenas dois candidatos – Soninha Francine (PPS) e Ivan Valente (PSOL) – tinham encaminhado as pré-propostas de plano de governo. Seja por falta de tempo seja por falta de idéia, as demais candidaturas não haviam se pronunciado. (Ouça mais abaixo um trecho da entrevista).

Oito candidatos – e os principais estavam por lá – participaram do evento promovido, nesta segunda-feira, pelo Movimento Nossa São Paulo, no Sesc Consolação, e receberam as propostas.

Confira se o seu candidato passou por lá: Edmilson Costa (PCB), Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Kassab (DEM), Ivan Valente (PSOL), Levy Fidelix (PRTB), Marta Suplicy (PT), Renato Reichmann (PMN) e Soninha Francine (PPS).

Ouça a reportagem de Simone Queiroz que acompanhou o encontro dos candidatos e o lançamento da campanha “Proposta, sim. Blá-blá-blá, não”:

Lei seca completa um mês com mais gente viva

Aumentou o número de sobreviventes do trânsito, no Brasil. É o que se constata a partir das muitas estatísticas divulgadas desde o fim de semana quando se completou um mês da Lei Seca. Na capital paulista, a redução no número de pessoas mortas teria sido de 63%, em três semanas, segundo o Instituto Médico Legal.

Neste período, de acordo com a polícia militar, cerca de 2.260 motoristas fizeram o teste do bafômetro e 172 foram pegos embriagados.

O especialista em segurança no trânsito Fernando Pedrosa disse que a lei é a favor da vida: