Opinião de ouvinte: Cidade descentralizada

Por João França
Ouvinte-internauta do CBN SP

“Tenho acompanhado muitas discussões sobre problemas de transito e transporte público na cidade de São Paulo e as soluções apresentadas caminham sempre na direção de restrição ao automóvel e melhora no transporte público. Sinceramente acredito que estas medidas são necessárias, mas que não resolvem em definitivo o problema, pois a atividade econômica da cidade está concentrada principalmente na região central e na zona sul, o que faz com que uma multidão de pessoas saiam de suas casas, muitas vezes no extremo da zona leste e região metropolitana da cidade para trabalhar, por exemplo, na região da Avenida Luiz Carlos Berrini. Independentemente das soluções para os automóveis, expansão do metrô e melhora do sistema de ônibus creio que uma medida inteligente seria incentivar a instalação de empresas nas demais regiões da cidade, pois isso além de reduzir deslocamentos e consequentemente congestionamentos, descentralizando inclusive a poluição do ar e geraria qualidade de vida, pois as pessoas poderiam dormir mais e chegar em suas casa mais cedo”.

Inversão de prioridade: ônibus em fila a espera dos carros

O vídeo que você verá em seguida foi gravado por este que lhe escreve, na manhã de quarta-feira (27/05/08), enquanto seguia para a rádio CBN pela avenida Rebouças em direção ao centro. Logo que entrei na avenida, um pouco a frente da avenida Brasil, notei uma fila de ônibus parados no corredor, enquanto eu e todos os demais que andavam de carro seguíamos em frente. Saquei o “Faz-tudo”, equipamento eletrônico que a gente teima em dizer que é telefone celular, e comecei a gravar as imagens pela janela do carro para mostrar a situação absurda. A má-qualidade do vídeo se deve a necessidade de eu prestar atenção no trânsito e nas multas que, por ventura, receberia ao trafegar com um celular em mãos.

Ver as pessoas esmagadas dentro dos ônibus parados já era de causar indignação. Duro foi descobrir que a opção era da CET. Como um ônibus havia quebrado na faixa exclusiva, pouco antes do ponto da Oscar Freire, em vez de simplesmente estrangular a faixa da Rebouças para os carros e dar passagem livre aos demais ônibus, os fiscais da CET decidiram alternar o bloqueio entre ônibus e carros. Resultado: quem estava no ônibus perdia ainda mais tempo a espera da passagem dos carros.

A impressão que tive é que os funcionários da CET inverteram as prioridades da cidade naquele momento.

A leitura do brasileiro

Pesquisa divulgada nessa quarta-feira sobre o comportamento do brasileiro em relação a leitura. Reproduzo o texto distribuído aos veículos de comunicação:

“O brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano. Este é um dos principais indicadores a que chegou a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope Inteligência. O estudo constatou que somente a leitura de livros indicados pela escola, o que inclui os didáticos, mas não só, chega a 3,4 livros per capita. A leitura feita por pessoas que não estão mais na escola ficou em 1,3 livro por ano.

Em algumas regiões, esse número é ainda maior, como é o caso do Sul, onde foram apurados 5,5 livros lidos por habitante/ano. Em seguida, vem a região Sudeste (4,9), o Centro-Oeste (4,5), o Nordeste (4,2) o Norte (3,9). Os leitores lêem mais nas grandes cidades (5,2 livros por habitante/ano) do que nas pequenas localidades do interior (4,3 em municípios com menos de 10 mil habitantes). A pesquisa também confirma que as mulheres lêem mais que os homens – 5,3 contra 4,1 livros por ano. Os jovens leitores ganham destaque na pesquisa. O público entre 11 e 13 anos chega a ler 8,6 livros por ano. De 5 a 10 anos, lêem 6,9 e de 14 a 17 anos o volume é de 6,6 livros por ano.

Essa média sobe entre os que possuem maior escolaridade. Entre aqueles que possuem formação superior, ela é de 8,3 livros/ano. Esse número é de 4,5 livros para quem tem ensino médio completo, 5 para quem cursou entre 5ª e 8ª série do ensino fundamental e 3,7 para quem tem até a 4ª série.

A Retratos da Leitura no Brasil também constatou que, apesar dessa média de leitura, os brasileiros não compram muitos livros: 1,1 livro adquirido por ano (as compras no mercado, por sinal, aparecem empatadas com os empréstimos particulares no quesito principal canal de acesso aos livros). O Brasil possui 36 milhões de compradores de livros e, entre eles, a média é de 5,9 livros exemplares adquiridos por ano.

Por se tratar de uma nova metodologia desenvolvida pelo Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc/Unesco), que incluiu crianças e adolescentes com menos de 15 anos e pessoas com menos de três anos de escolaridade, os novos números não podem ser comparados com aqueles apurados na primeira edição, em 2000. Para efeito de estudo sobre o comportamento leitor da população, o Ibope separou uma amostra semelhante (população acima de 15 anos, com mais de três anos de escolaridade e que leu pelo menos um livro nos três meses anteriores). Nesse grupo – que não dá para ser extrapolado para o conjunto da população – o índice cresceu de 1,8 para 3,7 por habitante.

Mais detalhes sobre a pesquisa acesse o site: http://www.institutoprolivro.org.”

Opinião do ouvinte: Água coletiva para educar

Por Roberto Galassi Amaral
Ouvinte-internauta do CBN SP

“Estimulado pela fala do Márcio Rachkorsky, nesta manhã (28/05), sobre ser mais justo cobrar o consumo de água individualmente, envio esta mensagem com algumas considerações.

Parece que o objetivo de buscar justiça com tal ação é inquestionável e, portanto, não merece reflexão, pois encerra a verdade. Entretanto desejo colocar luz nas possíveis razões que levam todos os condomínios a buscarem tal ação.

É sabido que a vida em coletivo ( em prédios e condomínios) predomina na cidade;

É sabido, também, que esta característica exige dos cidadãos que vivem esta realidade uma postura mais colaborativa, o que não acontece na prática.

Nossa sociedade parece que ainda não desenvolveu a habilidade de tomar decisões coletivas e por esta razão ignora e até abomina a reunião de condomínio, onde as decisões de um coletividade são tomadas.

Este espaço deveria ser a escola diária desse desenvolvimento e o que se observa é que abdicamos do processo de aprendizagem e continuamos escolhendo, num ambiente coletivo, por saídas individualistas.

Que síndico, quando assume, apresenta seu plano de trabalho com vistas a gerar naquela comunidade específica um comportamento mais consciente quanto à diversos itens – em especial o consumo de água ?

É visivelmente mais barato atuar de forma educativa, promovendo a consciência dos moradores, quanto a estas questões, em lugar de impor custos elevadíssimos em obras de engenharia para adequar o imóvel à condição de nossa sociedade de não saber ouvir, não saber ser colaborativa e de impor a vontade individual ao coletivo.

Com tal postura damos justiça na cobrança da água e perdemos a chance de, como sociedade, avançar na postura de desperdício que impera.

Ao cobrar de forma individual, ajustamos nosso sentimento de justiça e avançamos no comportamento social de injustiça, pois o problema do consumo da água, antes de tudo, é um problema da humanidade.

Até quando o pragmatismo imporá seu razão? Até quando deixaremos de avançar na tomada de consciência?

Portanto, desafio síndicos e condôminos a trabalharem em favor do comportamento colaborativo e da competência de tomar decisões coletivamente. Resistam ao individualismo.”

Candidato Legal: Programa para o futuro vereador




No destaque do mapa, candidato oferecendo camisa: não pode

Boa parte das irregularidades cometidas pelos candidatos a vereador se devem ao desconhecimento das regras eleitorais, na opinião do presidente do Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam), Felipe Soutello. Para impedir que a desinformação continue sendo a desculpa desta turma que se prepara para pedir seu voto, o centro realiza cursos e desenvolve a campanha Candidato Legal.

A imagem acima faz parte do site do Cepam no qual você tem acesso a todas as informações e cartilhas que podem orientá-lo a fiscalizar a atitude dos candidatos. Clique, aprenda e cobre.

Condomínio Legal: Sabesp vai cobrar água por apartamento

Os condomínios poderão pagar o consumo de água por unidade, a partir do ano que vem, segundo informação da Sabesp, ao CBN SP. A informação é da superintendente de Marketing da empresa de saneamento do Estado de São Paulo, Emília Dalla Rosa, em resposta a crítica feita pelo comentarista do quadro Condomínio Legal, Márcio Rachkorsky.

Segundo Márcio, apesar dos novos empreendimentos serem obrigados a instalar registros individuais em cada uma das unidades para a cobrança do consumo de água, a Sabesp insiste em enviar uma conta só. O mesmo ocorre com os condomínios antigos que estão se adaptando para tornar a cobrança mais justa beneficiando aqueles que se esforçam para economizar água.

Apesar das promessas da Sabesp nem todos os transtornos serão resolvidos.

Enchente na sala, paredes quebradas indevidamente e barulho infernal durante todo o dia são alguns dos problemas provocados por empresas “especializadas” na instalação de equipamentos de medição de consumo de água individualizada nos condomínios. De acordo com o comentarista de Condomínio Legal, do CBN SP, Márcio Rachkorsky, a falta de cuidado na contratação do prestador de serviço é o principal responsável por esses problemas.

Ouça os comentários de Márcio Rachkorsky clicando aqui.

Ambiente Urbano: A hora da decisão

Por Osvaldo Stella
Direto de Bonn

A Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas chega ao momento decisivo, em Bonn, na Alemanha. Os representantes e chefes de Estado chegam para sustentar ou mesmo enfatizar as decisões tomadas pelos comitês durante a conferência. Nesta etapa, as posições de cada país ficam melhor definidas. O Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, chega na quinta-feira.

A questão de como proteger a floresta é um dos temas centrais deste encontro. As experiências em curso na Amazônia estão sendo avaliadas de perto pela comunidade internacional, principalmente o ARPA – Amazon
Region Protected Area -, um projeto de parceria internacional do governo brasileiro para a implantação e gestão de áreas protegidas. O ministro Minc manifestou o interesse de reproduzir este modelo para a Mata Atlântica, o que é uma oportunidade, tanto de preservação mas, também, de uma análise mais próxima dos instrumentos de gestão e controle destas áreas protegidas.

Ouça os demais comentários de Osvaldo Stella, diretor de Bonn, na Alemanha, clicando aqui.

Canto da Cátia: Ponte estaiada vira palco

A Força Sindical inaugurou a ponte estaiada como palco de protestos ao parar o tráfego pela manhã, desta quarta-feira, em São Paulo. A grita da turma de Paulinho é em favor da redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Paulinho, aliás, esteve lá e teve de se defender mais uma vez das denúncias de desvio de verbas no BNDES. A Cátia Toffoletto, dentro de sua jornada de trabalho, registrou tudo para o ouvinte da CBN e internauta do blog.

Aos anônimos arquitetos brasileiros

Em Mallet, no Paraná, o fotógrafo Rui Faquini registrou esta imagem, que apesar de ter sido feita em 1998, parece coisa do século 19. O cenário bucólico integra livro Moradas do Brasil, que será lançado nesta quarta-feira, na Casa das Rosas, em São Paulo. São 92 fotos feitas em três décadas reunidas em homenagem aos arquitetos anônimos, “brasileiros comuns que, independentemente de classe social e etnia, desenvolveram um jeito brasileiro de morar”. Textos e legendas do livro são do arquiteto paulista Carlos A. C. Lemos. A idéia é da Agra Incorporadora

Promessa é dívida, na Serra Gaúcha

O prefeito Antônio Cettolin (PMDB-RS) que administra a pequena e simpática cidade gaúcha de Garibaldi, na região da Serra, recebe toda quarta-feira, moradores em seu gabinete. Uma das senhoras que compareceu por lá pediu ajuda para a casa dela e recebeu a promessa, escrita de próprio punho no rodapé de um cadastro de visita, de que teria o telhado e as telhas que tanto precisava para a reforma. O papel foi parar nas mãos de um vereador do próprio PMDB que denunciou em plenário o que entende ser “prova de corrupção eleitoral .

Lá em Garibaldi, o PMDB está dividido. Lá, também.

De acordo com reportagem do jornalista Daniel Carniel, do Jornal Novo Tempo, de Garibaldi, na tribuna o vereador Gilberto Perin disse que “se deu (telha) confirma a corrupção eleitoral, se não deu demonstra que não cumpre o que promete”.

Garibaldi, de boa safra de espumantes, é mais uma cidade na qual a política é mal-tratada por seus agentes.