Foto-ouvinte 1: Nem prá kombi do Heródoto

Da janela do apartamento, o ouvinte-internauta Edivaldo Ferreira registra uma ilha de carros cercada por prédios em construção, na Vila Olímpia. Em primeiro plano, dois conjuntos empresariais a serem entregues, pouco mais atrás um shopping sendo erguido, bem ao fundo a Daslu que ganhará vizinho novo: outro shopping.

“Se a a CBN mudar para a Vila Olímpia, o Heródoto teria de deixar a kombi em casa porque não há mais vagas nos estacionamentos. O que vai acontecer ano que vem quando os shoppings e prédios estiverem prontos?”, escreveu o morador da região.

CNJ pode suspender aposentadoria de juiz assassino

O juiz aposentado Marco Antonio Tavares pode perder a aposentadoria por invalidez que lhe garante pagamento de salário mensal apesar de condenado a 13 anos de prisão por matar a ex-mulher, na região de Jacareí, interior de São Paulo, em 1997. O pedido será feito pelo promotor de São Paulo e conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, Felipe Lock Cavalcanti.Ele alega que o juiz que cumpre pena em prisão semi-aberta está trabalhando como empreiteiro de obras e, portanto, não pode ser considerado inválido:

Shopping vai diminuir deslocamentos, diz Zaffari

Em meio a polêmica pelo fato de a prefeitura não ter cobrado o Relatório de Impacto na Vizinhança, os proprietários do Bourbon Shopping Pompéia dizem que a inauguração vai reduzir o número de viagens que ocorre no bairro. De acordo com um dos donos da Companhia Zaffari Claudio Luiz Zaffari muitas pessoas são obrigadas a deixar a região em busca de lojas mais bem qualificadas e cinemas, por exemplo, e isto não será mais necessário.

Uma das justificativas para não haver necessidade de entregar o relatório era o fato de a autorização dada pela prefeitura ter sido para reformar o velho Shopping Matarazzo. No entanto, durante a entrevista ao CBN SP, o empresário Cláudio Luiz Zaffari disse, inicialmente, que havia sido construído um equipamento novo e depois tentou se justificar:

Vereador quer proibir coletores de reciclados

A proibição dos catadores de material reciclável na cidade de São Paulo, em horário de pico, está sendo pedida pelo vereador Ricardo Teixeira, do PSDB, em projeto de lei que pode ser votado esta semana na Câmara Municipal. O texto “proíbe a carga e descarga de materiais de qualquer natureza, realizadas por veículos de tração automotora, elétrica, de propulsão humana, de tração animal, reboque ou semi-reboque em horários predeterminados.”

A intenção é restringir a locomoção destes coletores para que não atrapalhem o trânsito na capital paulista. Os catadores, quando organizados em cooperativas, são essenciais à cidade no recolhimento de material reciclável. A coleta seletiva feita pelas empresas contratadas pela prefeitura é precária e não vai além de 1% do total de resíduos sólidos que se acumulam nos aterros sanitários. A maioria deles circula na região central de São Paulo.

Prefeitura não calcula impacto de novo shopping, em São Paulo

O badalado Bourbon Shopping Pompéia será inaugurado em dois dias sem que a cidade saiba o impacto que o empreendimento terá no meio ambiente ou no congestionado trânsito da região. A denúncia foi feita pelo engenheiro de tráfego e transportes José Tadeu Braz ao CBN SP e confirmada pela ONG Associação Bairro Vivo.

São 184.000 m² de área construída, 210 lojas, 1500 vagas no estacionamento e 1700 lugares na área de alimentação concentrados em região na qual se destacam um estádio de futebol, uma universidade e um shopping há cerca de 800 metros.

Em 2006, a Associação Bairro Vivo, que atua em Perdizes e Pompéia, entrou com ação civil pública na 9ª Vara da Fazenda Pública para pedir que fosse feito um Relatório de Impacto na Vizinhança e a interrupção das obras. A entidade alegava que o projeto apresentado à prefeitura era apenas de reforma do antigo Shopping Matarazzo e não da construção de um megaempreendimento. O juiz Guilherme de Souza Nucci anulou a ação e afirmou que a associação não tinha legitimidade para questionar a obra.

A Associação Bairro Vivo recorreu da decisão e aguarda decisão do Tribunal de Justiça. As obras foram finalizadas e o Rivi não foi apresentado.

A subprefeitura da região alega que a autorização para grandes empreendimentos deve ser analisada pela Emurb, a qual será procurada nesta terça-feira pelo CBN São Paulo para que justifique a autorização do funcionamento do shopping sem que a cidade saiba o impacto que este terá na vida do cidadão.

Barão de Mauá 1: Ameaça de demolição

A demolição de 72 edifícios do Condomínio Barão de Mauá não tem o apoio do Ministério Público, segundo a promotora Rosângela Staurenghi que cuida do caso. A construção se iniciou em 1996 em terreno que era da Cofap e foi utilizado para despejo de resíduos. Em 2000, um operário morreu e um ficou gravemente ferido após explosão provocada pelo acúmulo de gás metano. Desde aquela época, os proprietários dos apartamentos assistiram ao seu patrimônio se desvalorizarem e ao medo de contaminação, aumentar.

A decisão de demolir os imóveis que abrigam 1.800 famílias depende da juíza Maria Lucinda da Costa que pode anunciar a medida nas próximas semanas.

Ouça o que pensa a promotora de Justiça de meio ambiente de São Bernardo do Campo, Rosângela Staurenghi: