O badalado Bourbon Shopping Pompéia será inaugurado em dois dias sem que a cidade saiba o impacto que o empreendimento terá no meio ambiente ou no congestionado trânsito da região. A denúncia foi feita pelo engenheiro de tráfego e transportes José Tadeu Braz ao CBN SP e confirmada pela ONG Associação Bairro Vivo.
São 184.000 m² de área construída, 210 lojas, 1500 vagas no estacionamento e 1700 lugares na área de alimentação concentrados em região na qual se destacam um estádio de futebol, uma universidade e um shopping há cerca de 800 metros.
Em 2006, a Associação Bairro Vivo, que atua em Perdizes e Pompéia, entrou com ação civil pública na 9ª Vara da Fazenda Pública para pedir que fosse feito um Relatório de Impacto na Vizinhança e a interrupção das obras. A entidade alegava que o projeto apresentado à prefeitura era apenas de reforma do antigo Shopping Matarazzo e não da construção de um megaempreendimento. O juiz Guilherme de Souza Nucci anulou a ação e afirmou que a associação não tinha legitimidade para questionar a obra.
A Associação Bairro Vivo recorreu da decisão e aguarda decisão do Tribunal de Justiça. As obras foram finalizadas e o Rivi não foi apresentado.
A subprefeitura da região alega que a autorização para grandes empreendimentos deve ser analisada pela Emurb, a qual será procurada nesta terça-feira pelo CBN São Paulo para que justifique a autorização do funcionamento do shopping sem que a cidade saiba o impacto que este terá na vida do cidadão.