Poluição 2: USP e Ibirapuera são campeões de ozônio

A Cidade Universitária de São Paulo registrou 47 vezes qualidade do ar ruim, no ano passado, devido a alta concentração de ozônio no ar. O Parque do Ibirapuera superou a marca 41 vezes, segundo levantamento feito pela Cetesb. A repórter Fabíola Cidral, depois de passear no Ibirapuera, foi até a USP, monitorada pela gerente de qualidade de ar da Cetesb Maria Helena Martins e apresentou curiosidades sobre a medição feita na capital paulista:

Durante esta semana, o CBN São Paulo apresentará uma série de reportagens, ao vivo, sobre a qualidade do ar na cidade.

Poluição 1: Ozônio é o inimigo da hora

Dos cinco poluentes monitorados pela Cetesb, em São Paulo, o ozônio é o mais preocupante neste momento, segundo a gerente de qualidade do ar Maria Helena Martins. Ela participou da primeira reportagem da série sobre a poluição na capital paulista que vai ao ar, nesta semana, no CBN São Paulo.

Além do ozônio, a Cetesb monitora, ainda, a quantidade do monóxido de carbono, dióxido de enxofre, óxido de nitrogênio e partículas inaláveis.

Ouça a entrevista feita pela repórter Fabíola Cidral, no Parque do Ibirapuera, uma das áreas mais atingidas pelo ozônio:

Favela: Sorria, você foi fotografado

Imagens de satélite, fotos áreas e pesquisa de campo “fotografaram” 1.565 favelas, 1.885 cortiços e 1.152 loteamentos irregulares na cidade de São Paulo. O material reunido no site www.habisp.inf.br é uma rica fonte de consulta para quem pretende estudar de maneira séria os problemas das populações carentes da capital.

É possível identificar a situação do local a partir da rede de energia elétrica e esgoto; a escolaridades dos moradores e renda das famílias; a quantidade de deficientes físicos em cada um dos lugares; entre uma centena de informações úteis para o planejamento.

Na imagem que escolhi, está a favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, com destaque ao sexo (gênero) dos chefes de família. Vale a consulta ao programa que será atualizado a cada seis meses.


Clique na imagem e vá até o site conhecer a cara de São Paulo

Fraude: Motorista pode perder carteira por até 5 anos

O envolvimento de 200 auto-escolas e 19 mil motoristas em fraude para a obtenção da carteira de motorista está sendo investigado pelo Detran de São Paulo. As pessoas beneficiadas pelo esquema irregular podem perder o direito de usar carteira de habilitação por até cinco anos. A informação partiu do departamento de trânsito após denúncia feita pelo Estadão que, através de sua reportagem, detectou a facilidade para se obter o documento mesmo que o motorista seja cego.

Ouça a entrevista do assessor da diretoria do Detran de São Paulo Gilson César Siqueira ao CBN São Paulo:

Ambiente Urbano: Arco do Triunfo paulistano



Por Osvaldo Stella


Criação de Kogan é como autoridades pensam a cidade

“Durante a última semana, a questão do transporte na cidade de São Paulo esteve presente no noticiário e de maneira mais intensa nos recordes de congestionamento. Ao mesmo tempo em que as ruas estão entupidas de carros, pessoas se revoltam com a demora dos ônibus na zona sul, de onde vem a maioria dos passageiros da cidade. Gente que anda de ônibus por não ter outra alternativa, nem trem nem metrô muito menos de carro. E não é preciso ir muito longe para se incomodar. Na ponte Orca, conexão de microônibus entre a estação da Vila Madalena com o trem na estação da Praça Panamericana, a espera é de pelo menos 45 minutos. Você espera 45 minutos para iniciar o seu trajeto até em casa. A cidade de São Paulo tem sido ao longo dos anos trampolim político para muitos, sendo sempre relegada a segundo plano, seguindo a tradição política do país onde não existe política de estado, mas sim política de governo e quando este muda, mudam as prioridades e os projetos.

Hoje, existem 6 milhões de veículos em São Paulo. Se todos saírem ao mesmo tempo teríamos uma fila de 24 mil quilômetros. Existem, hoje, em São Paulo, 17 mil quilômetros de vias. Isto é, não existe mais espaço para acomodar toda a frota e isto é evidente para quem circula na cidade.
São Paulo está a beira do colapso e se mudanças drásticas no sistema de transporte não forem feitas, pagaremos caro por isso. O Arco do Triunfo viário do arquiteto Márcio Kogam é uma representação precisa da filosofia de urbanização de nossa cidade. Parece piada mas não é.”

Osvaldo Stella é comentarista do quadro Ambiente Urbano que vai ao ar segunda-feira, às 11 da manhã, no CBN São Paulo. Você ouve os comentários dele na página da CBN.

Moacyr Scliar: O rádio apaixonado

A reclamação da leitora de jornal em relação ao rádio de seu carro, inspirou o escritor e médico Moacyr Scliar em sua crônica desta segunda-feira na Folha:

“MINHA QUERIDA DONA, sei que você anda se queixando de mim, publicamente, até. Você não pode imaginar o sofrimento que isto me causa, mesmo porque você provavelmente acha que rádios são objetos inanimados, sem vida própria.

Você está enganada. Ao menos no meu caso, você está enganada. Ao contrário do que você pensa, tenho sentimentos, tenho emoções. É em nome desses sentimentos e dessas emoções que lhe falo agora, tanto em AM como em FM. Na verdade, eu nem tinha tomado conhecimento de minha própria existência, até que fui instalado em seu carro”.

Leia a crônica completa acessando aqui. Não perca.

Restringir estacionamento tem apoio de urbanista da FAU

Olhar o meio-fio das ruas e avenidas da cidade com mais responsabilidade é a sugestão da coordenadora do Laboratório de Urbanismo da Metrópole da Faculdade de Arquitetrua e Urbanismo da USP, Regina Maria Meyer. Ela falou ao CBN São Paulo, no sábado, antes da publicação da entrevista de Scaringella à Folha (veja nota abaixo) e pediu que se libere os estacionamentos que tornam as vias ainda mais estreitas:

Proibir estacionamento para fluir o trânsito


Clique na charge e acesse a edição de domingo da Folha

Ao mesmo tempo que o cartunista Angeli desenhou seu olhar sobre o trânsito na capital paulista na edição dominical da Folha, o presidente da CET Roberto Scaringella concedeu entrevista ao jornal e expôs seu pessimismo em relação a mobilidade do cidadão. Em um dos trechos da entrevista, o homem responsável pelo planejamento do trânsito paulistano levantou a possibilidade de proibir o estacionamento em ruas e avenidas movimentadas:

FOLHA – O que fazer, então?
SCARINGELLA – Precisamos testar medidas de ajuste. Por exemplo, de estacionamento.

FOLHA – O que são essas políticas?
SCARINGELLA – Pega uma rua qualquer. A alameda Santos, por exemplo. Se proibir estacionamento dos dois lados, ela tem uma determinada capacidade. Se você permitir estacionamento dos dois lados, a capacidade cai pela metade. Por outro lado, é preciso agir de forma harmônica. Poderia ter uma política muito mais restritiva de estacionamento. Para a fluidez é muito bom. Mas pode ter reflexo econômico ao comércio, prestador do serviço.