Kassab insiste em aliança com Alckmin

O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab garantiu que nas próximas semanas irá anunciar se concorre ou não à reeleição, em entrevista à Veja São Paulo que será publicada neste fim de semana. Diz o portal da revista que “se dependesse exclusivamente de sua vontade, ele gostaria de continuar no quinto andar do prédio da Prefeitura”.Sobre a disputa nos bastidores entre Kassab e Alckmin, o prefeito prefere formar uma aliança com o ex-governador de São Paulo. Comparou a relação dos dois como a de “noivos que custam a anunciar o casamento”.

Há duas semanas, publicamos neste blog, que em conversa reservada o prefeito Kassab havia declarado que não iria rasgar aliança.(Leia, também, nota mais abaixo sobre entrevista de FHC à revista Época)

Comércio bate palma para anistia, em São Paulo

Desburocratização em lugar de anistia. É assim que a Associação Comercial de São Paulo define o projeto de lei que pretende desvincular a licença de funcionamento do comércio do alvará do imóvel. O vice-presidente das sedes distritais da Associação Roberto Mateus Ordine disse que a medida irá resolver um problema de décadas na capital. Ele explica que muitas vezes, o dono do empreendimento é prejudicado por que o proprietário não regulariza o imóvel.

Ouça a entrevista de Roberto Mateus Ordine ao CBN São Paulo:

Vem nova anistia aí, gente !

No Carnaval urbanístico que se transformou a cidade de São Paulo, ano eleitoral é sempre rico de idéias salvadoras como a de um vereador paulistano que pede anistia aos imóveis comerciais usados irregularmente. Aprovado em primeira votação, o projeto desvincula a licença de funcionamento do comércio do alvará do imóvel. Assim, mesmo que o prédio tenha sido construído irregularmente e não consiga o alvará da prefeitura, o comerciante terá autorização para tocar seus negócios no local.

O urbanista Cândido Malta analisou o projeto para o CBN São Paulo:

E o raio da educação, cadê ?

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Adriana Sekulic
Ouvinte-internauta do CBN São Paulo

“Gostaria de compartilhar o meu desabafo com relação à falta de sensibilidade dos usuários do metrô com idosos, deficientes físicos e gestantes. Estou grávida de sete meses e todos os dias utilizo a linha verde do metrô para ir e voltar ao trabalho. Na ida consigo sentar porque pego o metrô na estação Alto do Ipiranga. O problema é na volta para casa quando pego o metrô na estação Consolação. Dificilmente consigo lugar para sentar, nem mesmo nos bancos preferenciais que muitas vezes estão ocupados por outras gestantes ou pessoas idosas. Nada mais justo. O problema é quando eles estão ocupados por outras pessoas que não deveriam estar ali.

Já os passageiros dos outros bancos preferem fingir que estão dormindo ao ter que oferecer seus lugares para quem precisa. O que me causa espanto são os mais jovens. Eu achava que ainda se ensinava que ao ver uma pessoa idosa, uma grávida ou uma pessoa com alguma dificuldade física é preciso se levantar e oferecer o lugar. Engano meu. Eles estão sempre tão cansados, ouvindo seus MP3´s.

Apesar do medo de ser espremida e do cansaço por conta da barriga que aos sete meses pesa bastante, o pior não é fazer a viagem de metrô em pé, mas sentir que as pessoas não estão nem aí com as outras. É um salve-se quem puder! Será que essas pessoas não imaginam que um dia suas esposas, irmãs e filhas poderão passar pela mesma situação? Ou ainda que quando estamos nas ruas de uma cidade como São Paulo a qualquer momento podemos precisar da boa vontade de um desconhecido?

Um dia desses me deparei com a seguinte situação: eu estava sentada no banco preferencial e ao meu lado sentou-se uma moça bem jovem. Entrou uma idosa no metrô e a moça fingiu que estava dormindo. Eu ofereci o meu lugar, mas a senhora não aceitou. Será que é a correria do dia-a-dia de uma cidade como São Paulo que deixa as pessoas mais insensíveis? Outro episódio foi um rapaz portador de deficiência física que se ofereceu para ceder seu lugar para mim. É claro que não aceitei e agradeci. Porém, sua iniciativa fez com que um rapaz ao lado, talvez envergonhado, cedesse o lugar dele. As pessoas que passam por isso todos os dias e sentem na pele o problema acabam sendo mais solidárias.

Diante todos os problemas que uma cidade como São Paulo enfrenta este parece ser o menos importante, porém não deve ser desconsiderado. Se isso acontece no metrô, que é tido como o meio de transporte mais eficiente da cidade, imagine como deve ser nos ônibus e nas linhas de trem.

Não é uma questão de obrigação, mas sim de educação e educação se aprende em casa.”

Foto-ouvinte: Árvores assassinadas em Alterosa


Dezenas de árvores estão sendo cortadas como parte do programa de reforma de uma praça da cidade mineira de Alterosa. A medida adotada pela prefeitura causa indignação nos moradores segundo relato do ouvinte-internauta Pedro Delmonte. Ao se referir a decisão do prefeito Dimas dos Reis Ribeiro (PT), ele escreve: “Para matar o carrapato do boi, ele manda matar o boi!”

Lei de metas deu cria

Após a Câmara Municipal de São Paulo aprovar a Lei de Metas, proposta pelo Movimento Nossa São Paulo, outras cidades seguem o mesmo caminho. Em Jaguariúna, o vereador José Orlando Dutra Santos apresentou projeto no mesmo sentido. E em Mogi das Cruzes, uma das mais atuantes ongs da região repassou a idéia para a vereadora Odete Sousa que tem encontrado dificuldade entre seus pares para aprová-la. Em São Paulo, após mobilização da comunidade, 54 vereadores votaram a favor da lei que obriga o prefeito a apresentar, 90 dias após a posse, seu programa de governo determinando as metas que pretende atingir no fim do mandato.

Matemática do absurdo 1

Os 28 auxiliares que irão ocupar cargos de confiança no Tribunal de Contas do Município de São Paulo equivalem a 143 engenheiros agrônomos. Se os novos funcionários do TCM vão embolsar R$ 8.500,00 por mês, os engenheiros ficarão com R$ 1.699,00. Quem faz o cálculo é ouvinte-internauta Adão Marin.

Matemática do absurdo 2

A prefeitura de São Paulo fez manutenção e reforma na sarjeta de uma das ruas no entorno da Praça da República. Em dois dias, 22 funcionários públicos estiveram participando da obra em, aproximadamente, 30 metros de comprimento. “Cada funcionário, envolvido na restauração, foi responsável por fazer 1,36 metros da sarjeta e trabalhou o necessário para fazer 68 cm de sarjeta por dia”, calcula o ouvinte-internauta José Geraldo Caetano que acompanhou o trabalho da janela do escritório.

Ói nóis aqui traveiz

A viatura da Cet emplacada em Curitiba, denunciada no ano passado, pelo blog do Marcelo Tass, e reproduzida neste aqui, segue circulando pelas ruas de São Paulo, conforme registro feito pelo ouvinte-internauta Allan dos Reis.

Na época, a Cet em nota indignada disse que “foi recomendado ao Consórcio que os veículos que prestam esse serviço deverão ser retirados de circulação até serem adequados ao que dispõe a legislação municipal. A Diretoria da CET entende que os veículos que prestam serviços na cidade devam recolher impostos na cidade”


Agora o outro lado (postado às 11h40)

Eis o esclarecimento da CET:

“Em atenção à foto do ouvinte-internauta Allan dos Reis, informamos que o veículo em questão é de responsabilidade de empresa que faz parte do Consórcio Via Amarela, encarregada da execução das obras da Linha 4 do Metrô.

Ressaltamos que o adesivo com referência à CET já havia sido retirado do veículo desde o ano passado”